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21 de mai de 2013

TEATRO DE BONECOS


                        
               


                          ESPETÁCULO DA CULTURA POPULAR

      


       Mamulengos, um espetáculo da região nordeste Graça, beleza e muita ação, o teatro de bonecos de mamulengo educa e diverte de crianças a idosos e adultos, e a mágica do teatro nos leva a sonhar e a acreditar nos sonhos da cultura. 


       

     O mamulengo é uma forma de teatro popular que mostra para as classes sociais que não há distinção de coisa alguma e que cultura pode sim reunir as pessoas. O mamulengueiro fala para o público de improviso, ele é realmente um artista popular. 


  

         Geralmente as fisionomias dos bonecos são diferente e dramaturgia do mesmo jeito, depende muito do bonequeiro e de região pra região. Entre brinquedos, brincadeiras e cenas dramáticas a animação dos bonecos povoam praças, ruas e terreiros da região nordeste e se misturam às danças e cantigas, exibindo cenas alegres e animadas que contagia o público e mostra para as pessoas que esse tipo de cultura é muito difundida ainda nessa região linda que é o nordeste. Os registros sobre o mamulengo datam do século XIX ,principalmente em Pernambuco, e hoje ele se perpetuou por todo o nordeste e Brasil.



A RENDEIRA





CULTURA POPULAR

      

       Os turistas que visitam o nordeste sempre que chegam nessa região tão bonita e tão rica culturalmente falando, de um povo acolhedor e hospitaleiro, estão indo às compras de produtos, principalmente os no setor de artesanato, que junto com a hotelaria é quem alavancam significativamente a economia de cidades turísticas do nordeste.  

       A mulher rendeira é uma das figuras mais tradicionais na cultura do nordeste, principalmente na região litorânea. A renda, conhecida como renda de bilro, é uma atividade exercida por mulheres da comunidade dos pescadores. 

    
       A produção é vendida principalmente aos turistas que vão ao litoral. Tendo o Ceará como destaque, a produção de renda do nordeste também se destaca fora do Brasil, como Europa, América do Norte e outros continentes. 


       No final da  idade média, sobretudo na Itália Alemanha, Inglaterra e Itália a renda surgiu. A renda só chegou ao Brasil no século XVIII, foi quando os colonizadores portugueses chegaram ao Brasil trazendo as moças de fino trato que praticavam esse oficio de fazer renda, foi assim que eles passaram para o povo brasileiro como se fazia renda. 


      A rendeira sempre está fazendo uma viagem no imaginário feminino. Elas tecem finos fios, e sempre passam de geração em geração o oficio que tem. Geralmente, algumas rendeiras trabalham em grupos e cantando, fumando na maioria das vezes o seu cachimbo tradicional. 


     Essa mulher tão conhecida na cultura popular do nordeste, e que foi eternizadas pelo rei do baião Luiz Gonzaga, com a música Olé muié rendeira, oie mulé rendá, fazem parte dessa rica cultura nordeste do Brasil. Foi em 1748 que a Europa recebeu as primeiras rendas do Ceará. 


      Logo tidas como de excepcional qualidade artística. Há dois séculos, portanto, que foi detectado o "natural engenho" de nossas rendeiras. Vale ir ver in loco o trabalho dessas artistas. O equipamento que elas usam é simplíssimo. 


      Um almofadão, no qual fica pregado um cartão furado do desenho da renda que se pretende fazer, alfinetes do espinho do mandacaru, para prender a renda, e os bilros de madeira, mais três caroços de macaúba onde são enrolados os fios. 


      Vale acrescentar que a renda difere do bordado por não ter um fundo de tecido preparado, como o bordado, que é ornamentado com fios inseridos por meio de agulhas. (Aquiráz, Acarau, Trairi, são os municípios de maior concentração das chamadas mulher-rendeira). 


      O labirinto consiste em desfiar um pano e recompô-lo em desenhos, que podem ser "paleitão", "caseio", "enchimento", "bainha" e "desfio", trabalhos delicadíssimos, que exigem enorme esforço visual e muita habilidade artística. 


      Aracati, Beberibe e Cascavel são, entre os litorâneos perto da Capital, os municípios que mais os produzem. Redes-do-Ceará - A rede de dormir era feita pelos indígenas, da fibra do tucum. Os colonos a incorporaram ao hábito e passaram a faze-la tecida de algodão. 


      Ainda hoje é produto "made in Ceará", exportada pelo mundo inteiro e que o turista disputa e compra. Jaguaruana e Fortaleza concentram o maior número de fábricas de redes e ainda há artesãs que a fazem manualmente, com teares primitivos, em que pese a concorrência obviamente abrangente, das tecidas industrialmente.














                        

O XAXADO

Fonte da imagem: blog escolabolshoi



DANÇA CRIADA PELO CANGAÇO

     
   
    O xaxado é uma dança tipicamente nordestina, ela foi criada pelo cangaço quando o cangaceiro Lampião e a sua tropa comemoravam alguma coisa. Foi nessas ocasiões de comemorações de altos saques que o bando fazia nas cidades mais remota do sertão nordestino, é que eles comemorando o feito arrastavam as alpargatas de couro no solo arenoso da região que eles pisavam. 



    

     O xaxado é uma dança que não é de salão, porque ela é praticada só por homens. Luiz Gonzaga, foi o maior divulgador do gênero nos meios de comunicações. Tem alguns historiadores que falam que o xaxado tem influências portuguesas, mas tem muitos que falam que o xaxado tem influências indígenas. 



    

     O certo é que foi através do cangaço que essa dança era muito difundida nas festas que os cangaceiros faziam entre eles. Os movimentos dessa dança são feitos em fila o pé direito em três e quatro movimentos para os lados e puxando o esquerdo, num rápido e arrastado sapateado. 



    

     A verdade é que ela tem uma coreografia muito contagiante e quem ver ela tem vontade de dançar. O xaxado pode ter tido influências portuguesa, mas a verdade é uma só, os cangaceiros deram a ela um toque genuinamente nordestino.


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