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6 de jun de 2013

LAMPIÃO E O CANGAÇO



                             
                 

                           UMA LENDA DE TERROR NO SERTÃO



      

       O cangaço foi uma revolta ou revolução feita por alguns homens sertanejos que aconteceu no nordeste do Brasil. Eram homens revoltados com a situação precária que existia na época nessa região brasileira, e usavam de violência para cometerem crimes na região matar e saquear as fazendas lugarejos e se esconderem na caatinga. 


    

        Um tipo de vegetação árida que dá nessa região sertaneja do nordeste brasileiro. A associação de cangaço veio talvez de uma associação da canga que colocam em bois para transportarem alguma carga, usados muitos no nordeste. 


      

        Os cangaceiros tinham que carregar os seus pertences junto ao corpo. Foi daí que eles que associaram o nome cangaço. Em meiados dos anos 30, Lampião conheceu Maria Déia Nenén que era esposa de um sapateiro, os dois se apaixonaram e ela se uniu ao bando de lampião recebendo o apelido de Maria Bonita. 


      

         A entrada dela no bando, várias outras companheiras de outros cangaceiros foram incorporadas também. No ano de 1932 nasceu Expedita, a única filha de Lampião. Por questões de perseguição ao bando e eles não terem as mínimas condições de cria-la, eles a deixaram com alguém. 


     

        Ninguém sabe ao certo com quem, mas se deduz que foi com o irmão de lampião que não chegou a se envolver com o cangaço. Na verdade é que desde o começo do cangaço no nordeste, Lampião, sabe-se que ele dentre todos os cangaceiros foi o que se destacou mais e o mais famoso na história do cangaço do sertão no nordeste. 


      

        Uma única cidade que Lampião e o seu bando não conseguiu entrar foi na cidade de mossoró no rio grande do norte. Em mossoró Lampião perde suas tropas e então ele prefere fugir para a Bahia. A fazenda angicos em Sergipe era o esconderijo mais seguro, segundo o próprio Virgulino o Lampião achava. 


      Até hoje ninguém sabe ao certo quem o atraiu, naquela noite a volante da polícia tendo a frente o tenente João Bezerra e o sargento Aniceto Rodrigues da Silva, eles invadiram o acampamento e liquidou o bando. Alguns cangaceiros conseguiram fugir mas onze dos cangaceiros e mais Lampião morreram lá mesmo. 


      Cortaram-lhe a cabeça e exposta ao povo, para que eles vissem a morte de um dos bandidos mais temido do sertão nordestino. Hoje a história do cangaço e de lampião faz parte da cultura do nordeste do Brasil.


O BUMBA MEU BOI

   
                             
                                   
                                      


                                            DANÇA E BELEZA




        O bumba meu boi nasceu no piauí e se criou no maranhão. Eu sei que esse folclore realmente se perpetuou pelo nordeste e que em quase todos os festejos que há nessa região o bumba-meu-boi está presente. 



        O bumba meu boi tem uma beleza de danças e de umas coreografias jamais vistas em outros folguedos. Essa festa realmente nasce no piauí e se estende por todo o nordeste. Esse folclore tem alegorias muito coloridas. 



       O boi se destaca pelas suas danças e por ser feito com uma armação de madeira vestido de um tecido bem coloridos e fitas. Toda essa alegoria é carregada pelo um homem que é o responsável pelos passos e danças que o boi dá. 



       Como quase toda nossa cultura tem uma grande influência europeia, e os historiadores falam dessa influência. Essa festa começa geralmente na frente da casa de quem patrocina a festa. Essa representação tem enredos que diferenciam de região para região, essa diferença é na maioria das vezes da cantoria, das danças. 



       O enredo conta que o vaqueiro rouba o boi do fazendeiro para satisfazer a sua mulher. Como o fazendeiro gosta muito do boi, ele convoca vários outros personagens coadjuvantes e vão em busca do boi. Vilões e mocinhos fazem parte desse auto.








                                              
 

CULINÁRIA NORDESTINA

                    


                                      
                             

                                DELÍCIA NORDESTINA   

    
    
     O nordeste tem uma culinária muito rica e muito diversificada. A culinária nordestina usa receitas com peixe e frutos do mar, isso na culinária do litoral. No sertão, a culinária usa mais receitas com carne de boi, carneiro e ovelhas e os seus derivados.

   
    Em todo o nordeste já é de conhecimento de todos que a sua culinária é diversificada e ao mesmo tempo com nome e alguns pratos diferenciados de uma região para outra. A culinária, como na maior parte do nossa cultura nordestina, tem também influência portuguesa, indígena e africana, e a cada dia vem se enriquecendo com as adaptações de pessoas qualificadas para gastronomia.

   
    Algumas comidas típicas dessa região tem como pratos bem apreciados tanto pelos nativos, como pelos que vem conhecer o nordeste do Brasil, são eles: Buchada, carne do sol, panelada, galinha caipira, baião de dois, panelada, farofa d`água, paçoca, arroz de leite, carne de bode, linguiça do sertão e outros, esses são os pratos salgados.


    Os pratos doces são: Canjica, arroz doce, pamonha, pé de moleque, bolo de batata, bolo da moça, bolo de macaxeira e outros. As frutas da região são: Manga, cajú, cajá, seriguela, embú, mangaba, pitomba, macauba, buriti, abacaxi, banana e outros.


    No café da manhã do nordeste é muito conhecido o cuscuz, a carne assada, a tapioca e as variações de bolos. Então, podemos ver que além da cultura nordestina ser muito forte e rica, a sua culinária é uma das mais apreciadas do Brasil.

BÓIAS FRIAS / CORTADORES DE CANA

                                                                         
                                   
                                        


                              SANGUE SUOR E LÁGRIMAS

      

      Os boias frias são aqueles agricultores que eram convocados pelos donos de engenhos para trabalharem na colheita da cana de açúcar. Geralmente esses engenhos ficavam na zona da mata. 




      



      Hoje, os cortadores de cana acordam pela madrugada, preparam sua marmita, e, no máximo, às cinco da manhã eles tem que está no ponto de ônibus que os leva até à lavoura, muitas vezes, quilômetros de distância de sua casa.




      



       Os cortadores de cana enfrentam uma jornada de trabalho desumana. Eles começam o corte da cana antes do sol nascer, trabalham incessantemente durante todo o dia, em sol muito quente. Por várias e várias vezes ultrapassam o seu horário normal de trabalho. 




       



       Esses incessantes e frenéticos movimentos de trabalho cortando a cana é uma forma de produzir mais e poder ter uma vida mais digna. A cana de açúcar no tempos dos engenhos e dos escravos só enriquecia cada vez mais os senhores de engenhos. 




     



      Hoje, recebem por produção e esse tipo de remuneração faz do cortador de cana um escravo, porque ele vai trabalhar de acordo com o que os donos de engenhos lhe propuser. Os boias frias são homens e mulheres que sempre estão se dedicando ao máximo para ver se tiram o seu sustento, pois algumas dessas pessoas nunca conseguiram estudar para ter um emprego mais digno.





      

        Boia fria é um termo que se dá aquele indivíduo que faz esse tipo de trabalho na zona rural sem ter vínculo empregatício. São pessoas que apesar de todas as adversidades, sustentam direta ou indiretamente essa cultura do trabalhador rural que faz parte da história do nordeste desde a colonização com a mão de obra escrava e que depois passou para os dias de hoje, com a mão de obras indiretamente mal remunerada, e que indiretamente se torna escrava. 



      



        A cultura nordestina traz o boia fria, o cortador de cana, como uma importante mão de obra braçal. E essas pessoas tem no seu trabalho, nas suas crenças, danças e nos seus folguedos, a história de um povo que faz de tudo isso uma realidade menos pesada.




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