, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 06/04/14

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    4 de jun de 2014

    SERTÃO BRASILEIRO

                                     Fonte da imagem: ozildoroseliafazendohistoria
     
                                  A ARTE DE FAZER ARTE NO SERTÃO
        Desde o começo do século XX até os dias atuais a nossa geração, era muito comum às pessoas passarem pelas estradas de barro batido em pleno semiárido nordestino, verem, no interior do sertão do nordeste brasileiro, as cercas de pedras que faziam e ainda fazem parte da linda paisagem tanto na seca do sertão, como também na florada das árvores quando o sertão recebe a invernada do ano.
     
       A Cerca de Pedra sempre fez parte da cultura nordestina. Ela sempre existiu desde os séculos passados. Ela foi a  melhor forma de ser utilizada para a demarcação entre as propriedades dos latifundiários no século XVlll.
     
       Lembro que nos anos de 1970 elas eram muitas e em grandes proporções, lá pros lados do Sertão, eu sempre admirei essa rústica engenharia do homem sertanejo nesse aspecto.
     
       Ele não agredia o meio ambiente desmatando a caatinga nem mata ciliar, nem vegetação de espécie alguma, ele simplesmente usava o meio que eu acho mais correto e o mais limpo para preservar o meio a onde ele vive.
     
       Pois bem, essas cercas eu cheguei a vê-las de pertinho nas minhas grandes e pequenas pescarias pelo o interior do sertão. O interessante é que apesar de serem pedra sobre pedra, as cercas tem uma largura de pelo menos um metro de largura.
     
       Elas eram tão seguras que nenhum animal de porte médio e grande conseguia ultrapassá-la facilmente. Eu acho que nem os caprinos que são o terror do sertão, não conseguiam essa proeza facilmente.

       Elas eram vista nas propriedades como símbolo da engenharia sertaneja. Hoje algumas propriedades ainda têm algumas dessas, como no sertão piauiense, talvez no sertão cearense e um pouco no sertão maranhense.
     
        A modernidade vem acabando com essa linda paisagem do campo. As Cercas de Pedras dos Sertões fazem parte da história do Nordeste Brasileiro.
     
     
     
     

     

     
     

     

     

     

     

    NORDESTE E AS SUAS CULTURAS

                                                                       Fonte da imagem: panomramio
                               
                                     

                                 
                                 A CULTURA DO SERTANEJO

       


           No sertão do Nordeste Brasileiro é muito comum à caça do preá, um tipo de roedor que gosta de estar a onde tem muitas pedras e que tem o seu alimento. O seu habitat realmente é no alto sertão, no semiárido.
       

          A caça desses roedores pode ser de duas formas: Uma é com um forjo que é uma espécie de armadilha. O fojo nada mais é do que um pedaço de madeira dentro de uma moldura fina de madeira furada no meio e que leva um eixo de arame grosso ou um ferro ligando a parte de dentro com a moldura, e que ela depois de feita fica como se fosse um fundo falso. Cava-se um buraco com pelo menos 50 centímetros de profundidade por uns 10 centímetros de diâmetro.
       

           Feito isso, coloca-se uma espécie de alimento em cima da tábua que se coloca na boca no buraco, que é feito na vereda a onde pessoas e animais passam e os preás deixam as suas fezes. Quando o preá tenta comer a fruta ou outro tipo de comida colocada em cima da tábua, ele cai dentro do buraco.
       

          A outra maneira é caça-lo com arma de folgo. Os preás são difíceis de caça-los porque eles são roedores e na maioria das vezes eles só saem à noite. O perigo é que a onde tem preá tem cobra, que é o seu predador natural.
       

           No sertão e agreste os preás são vistos eles também são chamados de porco da índia no semiárido nordestino. Esse animalzinho até o final do Século XX, eles eram em grande quantidade no sertão e no agreste.
      

            Índios, brancos e negros sempre os caçaram para suprir a sua fome, hoje já não tem tantos porque a caça é indiscriminadamente. Nas minhas andanças pelos os Sertões ainda consegui caçar esses roedores, mas nunca os comi, eu dava para os colegas.
       

            As veredas feitas por gados no semiárido do Sertão Nordestino é a prova mais real que por ali, sempre ou quase sempre passa o preá, só que ele anda à noite como todo roedor.
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