, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 06/15/14

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    15 de jun de 2014

    HISTÓRIA DO NORDESTE

    Fonte da imagem: folhavipdecajazeiras

                                                        





                                   ALFINIM OU PUXA PUXA
         







           Certa vez nas minhas andanças pelo sertão nordestino, eu tive a felicidade de frequentar um pequeno e humilde engenho de moagem de cana de açúcar, e que ficava em uma zona rural muito distante, no sertão piauiense.

        


       Tudo por lá era bem braçal e sem muita coisa mecanizada como nos dias de hoje. As pessoas que lá estavam para a moagem da cana, elas tinham como cenário um pequeno plantio de cana, mas que dava para suprir as necessidades delas.

       


          Eles usavam o maquinário de tração animal que era uma prensa, um grande tacho em cima de um forno e  parelha de bois, além de usar os jegues para o transporte da safra no campo até o engenho. Pois bem, dali eles tiravam vários produtos para comercializar como: A rapadura, a garapa de cana de açúcar, a batida, (que é uma rapadura mais mole e de um gosto mais apurado), o melaço e o próprio mel. O que me impressionou mais, foi a fabricação do " Gostoso "Alfinim" ou "Puxa Puxa".

       


        Eu via aquelas pessoas colocarem em um tacho mais raso um liquido escuro que é  o mesmo que se fabrica a rapadura, depois eles passavam uma massa nas mãos como se fosse farinha de trigo e então eles iam puxando aquela liga pra cima e pra baixo com movimentos rápidos  com se fosse uma sinfonia.

       



         Quando ela esfriava e ficava no ponto de degustação, era simplesmente um "Manjar". Eu tenho muito orgulho de ser Nordestino e de ser brasileiro, porque sei que nós temos uma linda cultura, e um país maravilhoso.

       



        O nordestino por si só, são pessoas simples, inteligentes e que fazem a cultura dessa região e desse país, uma cultura forte de grande identidade regional com muita competência. Como toda à nossa cultura, temos nela, uma influência vindo de fora, seja europa, ou da própria américa, ou até mesmo de outros continentes.

       



        Pois bem, o próprio alfinim tem a sua história começada lá no oriente, e trazido para o Brasil pelos portugueses, já que o Nordeste era e ainda continua sendo um forte produtor de cana de açúcar. É muito forte o comércio açucareiro na nossa região.

       


       Nesses engenhos artesanais que são construídos nos fundos das casas de fazendas ou nos pequenos sítios, eles dão uma boa produção para a família de vários produtores.

       


        A cana de açúcar, é um meio de geração de emprego e renda para essas famílias. Toda essa produção é escoada para as feiras livres tanto do município a onde essas pessoas moram, quanto de feiras de outras cidades circunvizinhas.   

    MAIS IMPORTANTE DO QUE O TRIGO

               
                                     Fonte da imagem: halleyturismo
                            CASAS DE FARINHA NO NORDESTE BRASILEIRO
       Uma das imagens que eu sempre gostei de ver no sertão do nordeste brasileiro, foi ver as casas de farinha, na maioria das vezes, elas ficam ou ficavam no quintal das casas de fazenda ou no sítio dos sertanejos.
       Quando eu estava morando no alto sertão do Piauí, eu via muitas plantações de mandiocas verdinhas, quando a plantação já estava na época de arrancar, aquelas enormes raízes, os agricultores puxavam as elas no braço e colocavam nas carroças ou caçoas dos animais. Tudo bem rústico e simples, eram as antigas casas de farinha no interior do nordeste.
       Essa cultura vem desde os índios, a mandioca é uma das matérias prima para eles fazerem a sua tradicional farinha. O alimento dos índios realmente é tudo a base da farinha. Eles chamavam as suas plantações, ou roça de mandioca, de demandiotuba.
       A casa de farinha é o local a onde se transforma a mandioca em farinha, ingredientes usado na fabricação de vários amentos, entre alguns tem o beiju. Alguns jornalistas do período colonial já faziam referencia ao consumo de mandioca no nordeste brasileiro. Alguns já falavam que a farinha de mandioca era mais sadia e proveitosa do que o próprio trigo.
       Outros registraram que era o principal mantimento do Brasil. Já outros afirmavam que o beiju era um alimento bastante forte e mais agradável do que o pão. Como todos nós sabemos as casas de farinha desde a época do período colonial foram e ainda continuam sendo uma tradição em cada canto desse nordeste brasileiro.
       O que eu vi, ficou gravado em minha mente como uma imagem de pessoas humildes e trabalhadoras, fazendo um dos produtos mais consumidos na mesa do povo, não só do sertão nem só do nordeste, mas de todo o território Brasileiro.
       A sua preparação é que é um barato, primeiro se lava a raiz para tirar a terra, depois descasca para tirar parte do veneno que essa raiz tem, depois se rala a raiz para formar uma papa, depois coloca-se toda essa pasta em uma prensa de madeira, depois  disto, deve-se esfarelar a massa compactada, depois ela é peneirada para separar os pequenos fragmentos dos grandes, depois ela é colocada para torrar e tirar a umidade.
       Ela tem que ser mexida rapidamente, isso influencia muito no tipo da farinha. A temperatura do forno, o tempo dela no forno e a técnica de mexer com a farinha no tacho, é o que vai classificar a qualidade da farinha. Essa é a nossa farinha de cada dia.
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