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8 de ago de 2014

POESIA NORDESTINA

                        
                                                    Fonte da imagem: nossoliterariobloguinho
                                       A HISTÓRIA DE UM POVO
    Eu fiz questão de mostrar a letra dessa música, porque eu li a mesma, e terminei vendo, que ela também é uma linda melodia. Digamos que seja uma poesia muito difícil de ser achada nos tempos de hoje. Por vários aspectos. O primeiro é a história contada nesse contexto específico do autor estar mostrando dentro dele a história de um povo e de uma região, e que fala realmente da cultura de um povo.
 
    Chego a pensar que essa letra que fala dessa gente linda, poderia ser mesmo um hino nordestino.  Mas como os tempos passam e as coisas mudam um pouco, ou muito, ela já não deve fazer tanto sentido nos dias de hoje. Porém a história fica e a cultura mesmo conservando as lembranças dessa história, ela fica gravada e fica fazendo parte dessa cultura.
 
    Mesmo que nos dias de hoje seja menos praticada, mas ainda existem coisas nessa canção do cancioneiro, que fazem muito sentido, porque ainda existe e sempre vai existe um sertanejo manejando a sua enxada no sertão, e levando a sua cabaça de água e a sua rapadura ou qualquer outra mistura para matar a sua fome nas horas de descanso da labuta. Posso até dizer que os homens passam, mas a história fica e a sua cultura perpetua. 
 
    Essa música foi gravada também em 1960 pela Marines a rainha do forró nordestino. Eu mesmo não sei porque ainda nenhum artista regravou essa música. Uma letra de música como essa a gente não ver todo o dia. Que me perdoe os cantores, os intérpretes da música brasileira, eu acho que vocês estão perdendo a chance de regravar uma bela melodia, e que representa realmente uma região que é muito linda, e que tem um povo alegre e muito hospitaleiro. Essa linda melodia, só vem mostrar a cultura de um povo.
 
    LETRA DA MÚSCIA  "Saudade do Nordeste". " Nordeste, Nordeste de homem trabalhador, que mora no rancho caindo dormindo no chão sem cobertor. Nordeste, Nordeste que me dá recordação, do tempo que eu era menino eita nordeste do meu coração. Prefiro voltar pro nordeste, a minha vontade é viver no sertão. Fazer meu mucambo, vestir meu mulambo, pegar na enxada e plantar meu feijão, a vida é boa quando a chuva cai no chão, sou de opinião, não me canso de dizer, nasceu no nordeste, viveu no nordeste, quem é do nordeste lá tem que morrer."
Composição: Antônio Barros e  Aleixo Ourique

ARTE NORDESTINA

                           
                                           Fonte da imagem: igaruana
                                   
                            UTENSÍLIO NORDESTINO  
      
   Na década de 1970 a cultura do couro no estado piauiense era muito movimentada, entre alguns setores da pecuária do nordeste, a gente via que nesse setor o couro era muito valorizado como até os dias de hoje.
    Por vários motivos óbvios, a gente via uma pecuária crescendo tanto no estado quando na região do nordeste. As transações no comércio agropecuário era frequente entre os criadores. Os pastos eram abundantes e também determinantes para a multiplicação do rebanho no sertão.
   As feiras livres tinham bastantes animais tanto para a troca quanto para a venda. Era tudo muito simples e tudo era feito na hora entre eles. Bom, com esse tipo de negócio é claro que gerava outro tipo de comércio, que era o comércio do couro. Dele o sertanejo fabricava todas as coisas, pois ele é a matéria prima fácil e duradoura.
    Um dos utensílio que mais me chamou atenção foram as cadeiras de couro e os tamboretes. Os sertanejos sempre gostaram de comercializar esse tipo de utensílio tanto nas feiras livres como em alguns armazéns. As residências eram mobiliadas com tamboretes e cadeiras de couro, tanto na cozinha como na sala.
    Até ainda nos dias de hoje, o comércio de couro é bem forte nos armazéns. Bom, esses utensílios. O bom é que o comércio do couro abrange não só o couro bovino mas também o couro caprino. No sertão, vem uma crescente de criadores de caprino, primeiro porque o rebanho caprino é muito mais econômico e todos os termos.
   O caprino dar duas crias para o produtor e é bem mais econômico para o criador. No sertão do nordeste quando você passa pelo semi-árido você nota nitidamente que existe uma proporção muito grande de caprinos.
    O couro desse animal é tão valorizado quanto a sua carne e o seu leite, por isso é muito aceitável a matéria prima por ele produzida. Hoje já não se usa tanto esse artefato domiciliar mas ainda existe nas casas mais humildes dos rincões mais distantes do sertão nordestino nas famílias mais humildes que lá residem.
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