, A ARTE DE NEWTON AVELINO: Novembro 2015 Novembro 2015 - A ARTE DE NEWTON AVELINO

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18 de nov de 2015

GALINHA DE CAPOEIRA

                                                                         
                                                                          Fonte da imagem: youtube                                    
                         
                                  

                                   
                                       O MODO CORRETO DE SE CRIAR
      
      


        Uma tradição nordestina bem comum no sertão ou em qualquer outra parte da região do nordeste, é a criação de galinhas caipiras. Ou mesmo como chamamos em outras partes do nordeste, galinha de capoeira. Pois ela é chamada assim, porque vive solta, e na maior parte das vezes algumas põe e chocam dentro do mato, quando elas aparecem já vem com pintinhos. Isso é muito normal no sertão ou no agreste ou em qualquer outra sub-região nordestina. 


      
       Essa é uma maneira barata dos agricultores terem um meio de subsistência na área avícola. Nós sabemos que tem uma variedade enorme de raças dessas aves, e sabemos também que melhorou muito no aspecto de criação delas, pois com ajuda de técnicos, as galinhas que vivem em cativeiro podem ganhar peso rapidamente e ter uma postura bem maior e um melhor manejo. Sendo assim, dá mais lucro aos criadores, que criam nesse sistema de engorda. 


      
      Também sabemos que, a legítima galinha de capoeira ou caipira, é criada solta comendo de um tudo um pouco, demora um pouco mais para engordar, pois só vai ter o milho como suplemento. Ao passo que no regime de engorda, as galinhas e frangos engordam mais rápido, pois vão ter bem mais suplementos e ração. Mas como eu disse, a galinha caipira ela é toda especial, pois o modo dos agricultores criarem esse tipo de ave, é mais simples e mais cultural, é um negócio que não precisa de tanto manejo assim. 


      
       O investimento é mínimo e a produção é satisfatória. Além da produção de ovos, as galinhas são comercializadas a preços mais baixos. Seu nome científico é Gallus gallus domesticus, pertence ao grupo de aves galiformes e fasianídeas, sendo encontrada em todo o planeta. Como toda nossa cultura é influenciada por outros povos desde a época do descobrimento e colonização, essa aí também foi introduzida no país, na época do descobrimento do Brasil, sendo que adaptamos essas raças para viverem no nordeste e em todo Brasil. 


      
        Aqui é o nome de algumas dessas raças: Australop, new Hampshire, Rhode Island Red, Turquen (essa é a nossa galinha do pescoço pelado). Claro que essas raças tem cruzamentos umas com as outras, e vão mudando de genética, não ficam pura, terminam sendo uma raça tipicamente brasileira. Isso requer alguns estudos, é claro. Alguns aves ganham peso mais rapidamente, e uma dessas é a Paraíso Pedrês pelos estudo comprovam que elas tem um melhoramento genético, e que têm como característica, um ganho de peso mais considerado e em um tempo menor. 


      
        O que é mesmo bonito de se ver, é que esse tipo de manejo no sertão ou em qualquer outro lugar, ele dá dividendos para os proprietários desses sítios, pois o pequeno avicultor(agricultor), tem uma fonte de renda através da criação dessas aves, pois vendem a produção de ovos e de carne para as feiras e também para as pessoas que moram nessas regiões. A galinha caipira ou de capoeira, ela é a cara das cenas cotidianas que se passam nos terreiros das casas do sertão brasileiro. 


      
   O modo que se criam essas aves no interior, principalmente pelo roseiro, é o modo mais primitivo e certo de se criar uma ave no quintal com cercas abertas e livres para elas terem o maior espaço possível. Ah, quando vão ser abatidas, geralmente os sertanejos deixam elas em confinamento em chiqueiros durante uma semana, para poder a ave ser limpa. Quem nunca participou de uma cena rural dessas na infância que levante a mão. É isso!


17 de nov de 2015

COMIDA SERTANEJA

   
                     Fonte da imagem: marisantablog 
                              
                                   

                                  
                                   SABOR DO SERTÃO 
     
     

       O cuscuz é um alimento muito gostoso é tem a cara de nordeste. Essa iguaria da cozinha nordestina, sempre é bem vida aos lares dos sertanejos ou não. A matéria prima é o milho, aliás, ele também é usado em quase todo o cardápio da cozinha nordestina. É uma coisa muito fácil de fazer, porém precisa que o sal esteja no ponto, para que ele saia bem gostoso. 


      Para preparar o cuscuz, precisa-se ter mais ou menos meio litro de d’água, sal a gosto, meio pacote de farinha de milho. Primeiro coloca a massa do cuscuz em uma vasilha, então você vai colocando água aos poucos, e vai misturando com a farinha de milho até ficar homogênea, depois deixe descansar uns 5 minutos. É importante que a massa fique úmida, para que o cuscuz fique fofinho e bem gostoso. 


      Depois que a massa descansar, você vai colocando o sal a gosto, e misturando, após isso você vai apertando a massa e vendo se ela está durinha. Quando chegar nesse ponto, você coloca ou no pires ou em um prato médio, depois pega um pano úmido e coloca sobre a massa de cuscuz que está sobre o prato. Então você torce o pano para fazer pressão sobre a massa e o prato. Depois vira e coloca sobre uma panela de água fervendo. 


      Depois de 6 a 8 minutos você tira o cuscuz da panela, pois ele está no ponto de ser consumido. Esse mesmo processo também era feito ou ainda é feito para fazer cuscuz menores, a massa é colocada em um pires e coberta com um pano que é torcido e colocado na boca de uma chaleira. Assim a gente ver que esse processo é simples e também é muito usados no sertão do nordeste brasileiro. 


      A história conta que o vendedor de cuscuz foi uma pessoa folclórica, pois ele estava sempre com um sorriso nos lábios e contando histórias para os fregueses. Essa figura fica num passado recente que em algum lugar ou outro, ainda pode ser encontrado, mais que já não faz parte do cotidiano da modernidade. Eles preferem entregar seus produtos para a sociedade consumi-los, em padarias. 


      Realmente é mais prático, mais que estingue com a figura do vendedor de cuscuz, da história. Essa iguaria é apreciada pelos nordestino, pois ela está sempre fazendo parte da mesa de todos nós. O cuscuz é saboroso com:  manteiga, com ovos, com carne, com leite ou com qualquer outra mistura. Então como se ver, ele é simples mais é muito saboroso. 

16 de nov de 2015

CATA-VENTO

Fonte da imagem: infonet
                                               
                                              


                                  ENERGIA EÓLICA

     

        O cata-vento é um dispositivo que usa o vento como energia eólica para impulsionar e bombear a água de alguns poços artesianos que existem em propriedades de pequenos, médios e grandes no interior do sertão, ou em outras localidades do nordeste brasileiro. A origem do cata-vento tem algumas controvérsias, mas sabe-se que eles tem origem nos países do oriente. Eles foram feitos para usar as forças dos ventos como energia. 


      
       Apesar dele não ser brasileiro, sabemos que ele fez já há muito tempo, parte da paisagem do sertão. Eles são útil demais para as regiões secas, como o semiárido nordestino, puxando água para ser armazenada em tanques e em caixas d’águas, para poder o agricultor dá água ao gado, as suas criações em geral, e para poder ter água para o consumo humano também. Ele sempre foi útil nas propriedades agrícolas. 


      
        Quando o poço seca, infelizmente o cata-vento só serve como objeto de decoração do campo, ou para se bater fotos dele. Além de ser formado por pás que roda sem pressa alguma sobre um eixo na horizontal, ele também distribui beleza e harmonia no vai e vem de suas palhetas, sendo movimentadas através dos ventos. Eles tem que estar preparados para captar os ventos em qualquer das direções. 


      
       Sempre que eu viajo pelo sertão nordestino, vejo essas engenhocas trabalhando e puxando água nos locais a onde eles estão, mas também vejo alguns parados, tanto por falta de vento quanto por poço sem água. O sertanejo sempre se aliou a eles, pois aos pés deles ou longe dos mesmo, sempre tem um bebedouro para o gado, pois eles abastecem as fazendas e aos sítios em geral. 


      
       Hoje já não existem tantos cata-vento por aí, ele foram substituídos pelos carros pipas, pois as secas intermitentes que assola o nosso sertão, não há o que resista no subsolo, nem mesmo os   poços artesianos rasos, pois eles são muitos usados, e a água vai ficando escassa. A não ser que aprofundem mais o poço, ou os poços, que ficam sem pressão d’água. 


      
       A verdade é uma só, contamos hoje os cata-vento que ainda são utilizados no nosso semiárido nordestino. Sendo assim, acredito que ele pode até ter saído de circulação, mas com certeza faz parte da história do homem do campo. Apesar dos pesares, ele deixa as paisagens bem mais bonitas e bem mais nostálgicas.


GALINHA D'ÁGUA

                                                                                  
                                                        Fonte da imagem: Foto: Vicente dos Santos.

                                       

                                     AVE MIGRATÓRIA 

      

       Essa ave linda e esbelta, apesar de ser muito popular nos rincões do sertão nordestino, ela sempre é vista em plantações de arroz, plantações de junco ou mesmo em lagoas. Ela é uma ave quase anfíbia, pois ela mergulha para caçar sua presa, a maior parte de suas presas, são pequenos peixes e pequenos vegetais. No seu habitat natural, ela consegue se esconder de caçadores ou de qualquer pessoa que queira ver ela. 


      

       É uma ave de estilo pacato, ou seja, não gosta de voar muito e só vive na maior parte do dia entocada, escondida mesmo. Seu nome científico é Gallinula chloropus. Essa ave tem uns 40 centímetros de comprimento, tem plumagem escura com um tom esverdeado e faixas brancas, faz o seu ninho no chão com arbustos de folhagens do local, a fêmea põe de 7 a 10 ovos, e a incubação é de três semanas, chocados pelos pais, fêmea e o macho. 


      

      Essa ave é uma ave migratória e percorre grandes distâncias do seu habitat natural. Essa espécie é muito comum em quase todo o território nordestino, principalmente aonde tem lagoas e açudes no sertão nordestino. São aves aquáticas que quase ninguém quer caçar, pois elas trazem o mesmo sabor de peixe, e são tão pequenas que não vale muito apena caçá-las, mesmo assim algumas espécies da sua família desapareceram com a aceleração da modernidade e ação desenfreada do homem com a construção dessa sociedade moderna a onde vivemos. 


      
       Hoje a onde não existem mais lagoas de arroz, claro que não vai mais existir a permanência dessas aves nesses locais. A onde não existem mais açudes, em consequência de longas estiagens, claro que não vai existir essas aves, e assim caminha a humanidade, como disse o poeta. Infelizmente essa é essa a realidade da fauna e flora do nosso ecossistema. Locais aonde víamos aves lindas e raras, hoje quase não existem mais. 


      
        E olha que eu estou falando aqui só da galinha d’água, imagine outras aves como: papagaio, periquito, pacu, jacu, nambu, asa branca e outros. É para a gente imaginar e se conscientizar das coisas que já deveríamos ter feito pela preservação e não fizemos ainda. Todos tem a sua contribuição de preservar. É isso!

ARTISTAS DO SERTÃO


           
Fonte da imagem: multicienciaonline


                                                                      

                         ARTESANATO DO COURO

    


       O artesanato de couro no sertão nordestino, é muito forte, além de ser muito rico em detalhes feitos pelos artesãos, em cada peça feita por eles. Essa região sempre foi uma região que preservou e preserva essa cultura, a cultura do couro. Não é à toa que esses mestres passam de pai para filhos e até para outras pessoas que não fazem parte da família, e querem aprender esse ofício. Depois que o couro é curtido e trabalhado pelo artesãos, ele é transformado em peças decorativa ou utilitárias. 


     
      Nesse mundo mágico do couro, todo processo é mágico, ele é transformado para ser útil a qualquer seguimento do artesanato, tais como: bolsas, chapéus, alparcatas, cintos, alforje, gibão, ponteira, arreios e outros. Todo ciclo começou com a colonização do Brasil, pois foi a partir dessa época, que começávamos a ter a influência de outras culturas. Você adentrando no sertão nordestino, vai ver que existem traços fortes da arte árabe nos nossos produtos de couro, e por aí vai. 


      
     Também temos influência da arte judaica. Sempre vemos que as gravuras feitas nas indumentárias de cangaceiros e vaqueiros do sertão do nordeste brasileiro, tem um pouco de semelhanças com alguns símbolos usados por outros povos. E nesse período de Brasil colônia e Brasil república, é claro que de lá para cá, nós adaptamos e criamos o nosso estilo de fazer o nosso próprio artesanato, com a beleza e a criação saída das mãos dos nossos artesãos. Soubemos deixar o artesanato com a alegria da nossa cultura e com a riqueza de detalhes da nossa história. 


      
     Quem mais divulgou a arte do couro no século passado foram alguns cantores e músicos. Eles quando subiam ao palco para mostrar o seu talento, eles se apresentavam todos vestidos com indumentárias de couro apropriadas para a ocasião do espetáculo, pois eles tocavam e cantavam o forró, um estilo de música muito tradicional no nordeste. Então isso foi o aspecto propulsor para a moda do couro. 


      
     Isso já acontecia desde o século que passou, depois foi muito usado e difundido na época do cangaço quando os próprios cangaceiros usavam esse tipo de indumentária. Até os dias de hoje, a indústria do couro é muito forte e as peças feitas artesanalmente ainda são mais caras e mais valorizadas. Sendo assim, vemos que o artesanato do couro tanto no nordeste quanto no resto do Brasil, é muito apreciada pelos que gostam de bons produtos.

14 de nov de 2015

DELTA DO PARNAÍBA

                                                                                        
                                       Fonte da imagem: renatogrimm
      
                               

                                 
                            BELEZA RADIANTE
      
      

      O Piauí sempre surpreende os turistas com belezas naturais radiantes, elas são definidas como magníficas, sendo cada uma mais bela do que a outra. Esse estado é um lugar belíssimo e é um lugar da região nordeste que deveria ser conhecido em todos os sentidos, porque o seu potencial turístico é magnífico. Vamos falar de uma das maravilhas do Piauí que é o seu “Delta”. 


      
      Ele é formado pelo rio Parnaíba, entre o Piauí e o Maranhão. Ele se abre em cinco braços, e forma 70 ilhas fluviais, mostrando um paraíso tropical a céu aberto. Cada ilha dessas, tem o auxílio do sol para irradiar mais beleza. Os turistas ficam impressionados com tanta beleza que esse lugar apresenta. Eles tem um contato com uma natureza selvagem e bela do local, são acolhidos pelos nativos, que lhe oferecem o melhor cardápio da região, pois o arquipélago tem uma gastronomia bem rica em nutrientes. Os mangues dessa região são preservados e impressionam os turistas que visitam as ilhas. 


      
      A ilha das Canárias, é protegida pois tem uma reserva ambiental e isso é uma das causas para o local permanecer preservado e distribuir belezas naturais para todos que ali passam. Ela possui uma rica biodiversidade de animais e árvores. Também quem visita esse local, pode ver de perto macacos, jacarés, garças brancas, guará vermelho e alguns outros tipos de aves da região. Nicolau Resende foi o responsável pela descoberta desta região por volta do ano de 1640, e aconteceu por acaso, pois aconteceu um naufrágio próximo à foz do Rio Parnaíba. 


      
       O naufrágio que aconteceu, deixou um prejuízo grande, pois dezenas de toneladas de prata e ouro perto desse local do Delta foram perdidos, ao passo que foram 16 longos anos de procura. A beleza do Delta, sem dúvida é de tirar o fôlego. Parnaíba todos os anos, recebe milhares de turistas do Brasil e do Mundo, todos vêm apreciar e aproveitar a beleza dessa região. Esse lugar lembra um pouco os lençóis maranhenses. 


      
        A ilha grande de Santa Isabel, com dunas altas, lagoas e morros, também tem a lagoa azul que é formada por águas das chuvas. São lugares como esse que vemos como o nosso Nordeste é maravilhoso e rico do ponto de vista do cultural. Para chegar ao Delta, o principal ponto de partida é a cidade de Parnaíba no Piauí ou Tutoia no estado maranhense, situada às margens do Delta. Para você aproveitar sem nenhum tipo dor de cabeça, procure um guia autorizado ou um nativo que conheça a região e seja autorizado.



FIGURAS DE BARRO

                                                                                      
                                            Fonte da imagem: fotostrada

                       


                          ARTESANATO EM BARRO

      

      Uma prática muito comum no sertão como no agreste ou em qualquer outra parte do nordeste brasileiro, é a prática dos ceramistas, pessoas que trabalham com o barro. Isso é uma prática muito antiga e que veio influenciar a cultura nordestina, tanto pelos europeus como também pelos índios. Essa prática surgiu no período neolítico há 6.000 anos antes de Cristo. Poderíamos dizer que os índios nessa época já praticava esse tipo de artesanato aqui no Brasil. 


      

      As peças em cerâmicas feitas pelos ceramistas sempre existiu em feiras nordestinas, algumas figuras de animais, pessoas e outros. Elas eram feitas em barro e que sempre eram vendidas para família de baixa renda ou não, e que era os brinquedos de antigamente para as crianças. Esse tipo de artesanato é produzido e feito através e queimadas em fornos à lenha. A peças são produzidas com o barro encontrado próximo a riachos e rios de algumas dessas regiões. 


      

       Ele é um barro cinzento que fica perto de árvores dessas regiões, e que é uma matéria prima ideal para a prática do artesanato. Como tem as bonecas de pano, os carrinhos de madeiras, também tem esse tipo de artesanato feito com barro, próprio para se tornar brinquedos de crianças. Naquela época, a imaginação das crianças ia a mil, porque era uma época sem computadores e nem brinquedos eletrônicos ao alcance delas. 


      

        Essa geração tiveram o privilégio de poder brincar como criança. A ingenuidade dessas crianças naquela época com brinquedos de barro, era muito bonito de se ver, elas tinham a felicidade de serem realmente crianças e aproveitar esse período. Hoje já é muito diferente, temos a geração de crianças internautas, e que não sabem realmente o que é brincadeira de criança. Essa geração atual de meninos e meninas, na maior parte das vezes, não largam o computador e o celular, nem para fazerem as refeições diárias. 


      

        Algumas estão perdendo o sentido da brincadeira. É uma pena, porque elas poderiam realmente serem mais felizes. Pois é, o mundo muda, a tecnologia avança e alguns conceitos se perdem pelo esquecimento da modernidade. Acho que hoje essas lindas peças de barro ainda servem para alguma coisa, podendo ser usadas como peças de decoração, ou brinquedos de crianças pobres do sertão do nordeste brasileiro.


13 de nov de 2015

ESPAÇO CULTURAL


                                          Fonte da imagem: ecopassaporte


                                     

                           UM LUGAR PARA SE APRENDER


   

     O nordeste é muito surpreendente mesmo em se tratando de cultura popular, isso tanto fazer no litoral, no oeste, no agreste, ou mesmo no sertão. O nordeste e suas sub regiões nos faz ver que em todos esses lugares dessa região, temos uma cultura da melhor qualidade, e muito rica no aspecto cultural. Quem ainda não veio ao nordeste brasileiro e fala mal dessa região, é porque desconhece o potencial cultura e econômico dessa região. 


      
       Vamos falar aqui de um patrimônio cultural a céu aberto dentro da caatinga nordestina. Ele está localizado no distrito de Fazenda Nova. Com seus 60 hectares, preservando assim a fauna e a flora da região. Em um espaço da reserva a 2 Km do distrito fica 37 esculturas feitas em pedras de granito da própria região. O artista escultor foi o falecido Zezinho Cotó. Na flora podemos visualizar coroa de frade quipá, cactos e outras espécies. O Governo do Estado implantou o parque das Estruturas Monumentais, no sentido de preservar a cultura, seus costumes e tipos populares. As matas nativas e o relevo acidentado também fazem parte do município, isso também propicia ao mandacaru uma planta nativa dessa região. 


      
       Existem também mulungu, urtiga, arueira, pereiro, baraúna, jurema e outras. O Parque das Esculturas Monumentais Nilo Coelho, é uma verdadeira expressão da arte nordestina e brasileira. Esse Parque é a expressão do talento das mãos rudes, de gente humilde dessas sub regiões nordestinas. Nesse caso, a região do agreste pernambucano. O artista dessas esculturas, foi encontrar inspiração na feira de Caruaru, através de pequenas esculturas de mulheres rendeiras, do Padre Cícero, do Cangaceiro, do Sanfoneiro e outras. 


      
       Os turistas podem fazer uma incrível viagem por um mundo de sonhos, quando adentrarem o espaço cultural e ambiental a onde existe essas esculturas, assim sendo podem também contracenarem com monumentais esculturas de pedras de granito. Uma viagem cultural em plena caatinga nordestina. O passeio pelo Parque pode ser realizado tanto de carro como a pé. O Parque foi inaugurado em 02 de abril de 1981. Esse espaço é aberto ao público com entrada gratuita exceto no período de espetáculo da semana santa, a onde ocorre no mesmo período, a paixão de cristo, outro espetáculo. 


      
      O Parque fica a 180 Km do Recife a capital pernambucana, a capital da cultura nordestina, e a 50 Km da cidade de Caruaru, a capital do forró. Você segue pela BR 104 depois a PE 145 até chegar ao Parque de Esculturas Nilo Coelho. Sendo assim, você quando vir ao Nordeste brasileiro, você vai notar que temos uma identidade, temos uma história e temos uma rica cultura pra mostrar para você. 


      
      Essa região além de ter pessoas extrovertidas, tem pessoas acolhedoras que só faz com que você fique à vontade em terras Nordestinas, em terras brasileiras. Chegue mais, venha conhecer esse Nordeste, venha conhecer a sua música, sua culinária, sua dança, seu folclore, venha conhecer sua cultura e sua história.






MARECHAL DEODORO

                                                                                 
                                          Fonte da imagem: 4flimar                                       

                              

                                       FILHO DA TERRA

   



      Cidades incríveis do nordeste do Brasil, com o seu patrimônio histórico e cultural mostra para todos, que são cidades com uma história linda e uma cultura muito rica. Geralmente essas cidades são do século XVI, XVll, XVlll. Algumas tem uma arquitetura do estilo barroco e que dão valor cultural inestimável as ruas desses município. Marechal Deodoro é uma dessas cidades.


      

      Ela é do século XVl, e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ela está situada às margens da Lagoa Manguaba, foi construída em 1611 e apareceu como Vila Madalena, depois mudou de nome para Madalena de Sabaúna, Santa Maria, Madalena da Lagoa do Sul, depois para Alagoas do Sul, e mais tarde, Alagoas, servindo nessa época para sede do Governo da província, dos anos de 1823 a 1838. No dia 09 de dezembro de 1939, Alagoas teve seu nome mudado para Marechal Deodoro.


     

      Foi uma homenagem feita para o filho da terra, o Proclamador da República. Marechal Deodoro da Fonseca, e que foi o primeiro presidente da república. Essa cidade tem vários pontos turísticos, tais como: A praia do saco, Palácio provincial Marechal Deodoro, Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, Igreja Santa Maria Madalena, Casa de Marechal Deodoro e outros.


      

      Também tem outro ponto muito bonito da cidade que é a praia do Francês, esse é um cartão postal da cidade, praia conhecida internacionalmente. A cidade fica no litoral sul de Maceió, nos convidando a dar um delicioso passeio para conhece-la. Um cartão postal de Alagoas, ela mostra entre outras coisas, sua cultura, sua arquitetura, a sua história e muito mais.


      

       Saindo de Maceió que é capital Alagoana para a cidade de Marechal Deodoro, são 37 KM de distância, você pode pegar a AL 101 e depois AL 215. O artesanato dessa cidade é maravilhoso, tem um tipo de renda pelo nome de filé, que tem a origem portuguesa, ela é confeccionada pelas rendeiras alagoanas, a onde a criatividade não tem limites.


      

       Os quitutes típicos da região é de dá água na boca, como o Bolo de Mandioca, broa de coco, suspiro, cocadas e outros. Se você estiver na região de Alagoas, procure conhecer a cidade histórica de Marechal Deodoro. Procure um guia autorizado para lhe mostrar a cidade.


O GRITO DA SECA

                                                                             
                                                 Fonte da imagem: geoensino

                                   


                                                          PODERIA SER UM OÁSIS    

      



       Não é mole não, viver no sertão. Até rimou, mas só rimou, porque morar nessa sub-região do nordeste brasileiro, não é fácil. Ela fica entre o meio norte que é seco e o agreste, que é úmido, ela é a maior das mesorregiões do Nordeste, e faz parte de quase todas das Unidades Federativas nordestinas. Com um clima quente e seco, chamado de semiárido, ele é influenciado pelos períodos prolongados de secas. 


      

       O sertão tem muitos rios, mais são temporários, e milhares de açudes que agora também estão secando e deixando um flagelo de destruição no campo.  Devemos salientar que nessa região tem algumas áreas úmidas que chamamos de brejo. A vegetação nordestina é única no mundo a chamada Caatinga, e que durante os períodos de secas, também passa do verde para o cinza. Essa região foi e ainda continua sendo marcada pela fome e sede. 


      

     Quando eu falo dessa região, eu estou falando do “Sertão” e não de todo o nordeste. Eu falo só dessa sub-região nordestina. Quando tem chuvas no sertão, é uma maravilha para todos os sertanejos, pois é o ouro que Deus manda para eles. 


      

      A agricultura se fortalece, renasce o emprego e renda e todos saem ganhando, principalmente as pessoas das cidades, que consomem o alimento mais barato. Muitas pessoas se aproveitam do comércio da seca, pois sabem que é lucro certo levar água para o campo nas épocas de secas prolongadas. 


      

       Essa região do sertão era pra ser tratada com mais carinho, porque é daí que poderíamos chamar de celeiro do Brasil, isso se tivesse água em abundância, mas não tem, infelizmente. O solo dessa região não é profundo e tem baixa capacidade de infiltração. Porém nas bacias sedimentares, os solos são profundos e permitem uma maior infiltração e um melhor suprimento de água. Sendo assim vemos que a seca é um terror para o sertão, para o nordeste, e para todo um ciclo que depende da produção dessa região. Vemos que afeta o rural e o urbano.


       

        Morar no sertão seu moço, não é mole não, apenas tem que ter sangue nos olhos e ser antes de tudo, o forte. Resta as pessoas que moram nessas regiões, cobrarem mais aos responsáveis por elas, aqueles que estão administrando. O sertão é o retrato do homem do campo, é a cultura que corre pelas veias de quem lá nasceu e de quem mora. O nosso sertão é a passagem lúdica do homem chamado de sertanejo. O sertão de artistas, poetas, trovadores e senhores, menestréis e cantores.


       

       Ele também serviu de inspiração para um dos maiores dos seus filhos declamar uma poesia. “Quando eu vim do sertão seu moço do meu dodocó, meu malote era um saco e o cadeado era um nó, só trazia a coragem e a cara, viajando num pau de arara, eu penei, mas aqui cheguei. Então vemos que naquela época já era difícil as coisas nessa região, e de lá pra cá pouca coisa foi feita para amenizar o sofrimento desses sertanejos. Mas o sertão sobrevive, os homens, não!


8 de nov de 2015

PEDRA DO INGÁ

                                          Fonte da imagem: mbbforum
                       
                          

                               TERRITÓRIO RUPESTRE
                        


     
     O estado da paraíba e seus pontos turísticos dentro e fora da caatinga, são de encher os olhos de qualquer um que passe por eles, tanto para os nativos quanto para os turistas.


    

      A estética e as belezas desses locais, nos leva a ver que dentro dessas áreas existe algo tão rico em termos culturais que ainda tem muitas pessoas que nem sabem que existe isso dentro do território do nordeste brasileiro, precisamente dentro das suas sub regiões como o sertão, a zona da mata, o agreste o litoral e o oeste. 

    

       Para se ter uma ideia, essa região é tão rica em cultura que sua adversidade de estilos culturais é muito maior que as pessoas posam imaginar. Vamos falar dessa região que é linda e rica culturalmente falando. Esse lugar é a conhecida Pedra do Ingá, é um monumento arqueológico conhecido também como Itaquatiara, que é constituído por um bloco rochoso que possui inscrições rupestres esculpidas em baixo relevo, e fica localizada no município brasileiro de Ingá, na Paraíba. 

    

        Essa pedra carrega um mistério. Primeiro que ninguém sabe precisar quais foram os autores dessa linda obra de arte. Pelo que os pesquisadores falam, a controvérsia. Alguns segue a linha de que foram os Extras terrestres, outros falam que foram alguma nação indígena e por aí vai. Sabe que a história ocorre desde os primórdios habitantes desse lugar, e que essa história já atravessou há aproximadamente 5.000 mil longos anos. 

   

       Também sabemos que esse sítio arqueológico se trata do maior, mais complexo e muito misterioso conjunto rupestre que carrega um quantidade de caracteres e signos ainda por serem decifrados. Essa linda pedra está localizada na serra da Borborema, no município de Ingá, ás margens do rio Ingá a 85 Km de João Pessoa e a 35 de Campina Grande. Uma das formas mais antigas que o homem encontrou para expressar seus sentimentos foi a pintura, isso sem dúvidas. 

    

       A arte rupestre era uma forma que eles encontraram de demonstrar seus sonhos e cenas do cotidiano. Esse acervo da pedra do Ingá é magnifico porque os desenhos foram feitos em alto relevo isso mostra o grau de dificuldade para faze-los. Se você estiver na região do estado paraibano e quiser conhecer o local, indo de carro vindo da cidade de Campina Grande, você vai pela BR 230, na altura do quilômetro 118, pega a PB 095, depois é só seguir as placas por mais 5 Km até chegar ao sítio arqueológico.

7 de nov de 2015

HOMENS RUDES


     




   HOMENS SIMPLES DO SERTÃO

   


     Caçador no sertão do nordeste brasileiro é aquela figura rude que faz parte da história do folclore e das histórias da cultura popular do nordeste. São pessoas simples que além de estarem sobrevivendo dentro de um bioma muito adverso, eles vivem em uma região de difícil acesso, esse é o homem rude que ainda procura na caça um meio de se alimentar e alimentar os seus. 

    

     Já o caçador profissional, esse procura através de armadilhas e outros meios de abater animais para todo tipo de comércio. Hoje está sendo muito combatido essa prática ilegal, de caçar indiscriminadamente fora de época e dentro de reservas ambientais ou não. Há uma diferença muito grande nesses dois tipos de personagem, um caça para matar a sua fome e só caça o necessário, o outro faz disso um meio de vida. 

    

     Por isso é combatido por órgãos públicos e a lei é severa, então antes de fazer esse tipo de prática, pense duas vezes, pois a lei é severa. Geralmente os caçadores rudes do sertão nordestino, são pessoas simples como vaqueiros, homens simples da roça e homens sem algum trabalho fixo no interior do sertão. Eles procuram caçar pequenos animais e aves como porco do mato, jacus, tatus e outros, são homens que estão distante da civilização e que moram dentro do bioma nordestino, a caatinga. 

     

     Com seus bornais e as vezes espingarda de pequeno calibre, eles pegam suas foices e um pouco de água em suas cabaças, um pouco de farinha e carne cerca de animal, e a companhia dos seus cachorros, então eles saem por dentro da caatinga a procura de caças, as vezes percorrem quilômetros e mais quilômetros em baixo de sol a pique e na maioria das vezes eles só voltam para casa no dia seguinte. 

     

     Esses personagens rudes que fazem à história do sertão do nordeste brasileiro, são pessoas simples as vezes sem estudo algum e que nasceram nessas regiões mais remota da caatinga nordestina, são essas pessoas que também fazem a nossa história ser rica culturalmente falando. Sendo assim, vemos que o caçador, esse homem rude do sertão, pode ser um vaqueiro, um agricultor e até pessoas sem trabalho fixo. São eles que nos mostram como é muito difícil morar dentro dessas sub zonas do nordeste brasileiro. Hoje a caça em geral está sendo combatida pelos órgãos público, sendo assim, é bom pensar duas vezes antes de pegar em uma arma para ir caçar. A fiscalização está de olho.


PRAIA DE BARRETA

                                                                 Fonte da imagem: jtournatal

                                 
                      

                      UM LUGAR ACONCHEGANTE E CALMO

     

      A praia de Barreta fica no litoral sul do Rio Grande do Norte, pouco frequentada por turistas, ela fica quase deserta durante todo o ano, tirando o verão ela se torna realmente uma praia sem muita agitação nem movimento de trânsito ou de pessoas, a não ser em feriados e finais de semanas quando ela recebe mais pessoas. 

    

       Tem um mar meio agitado com boas ondas. Como ela é uma praia mais deserta, conta com uma infraestrutura mediana. Uma opção boa e barata é levar alimentos e bebidas para que você não fique na mão. O seu nome significa pequena fonte, formada pelas águas dos rios e lagoas da região. Ela tem muitos recifes que formam belas piscinas naturais. Malembá fica ao sul de Barreta. 

    

       Tem um dos carnavais mais movimentado da região. Apesar de muitas pedras, a atração dessa praia é uma caverna granítica que só aparece com a maré baixa, e leva o nome de pedra oca. Por não ser uma praia conhecida pelos turistas, ela não tem infraestrutura completa como barracas de praia ou mesmo hotéis e restaurantes. 

    

      As hospedagens podem ser através de casas de veraneio. A sua infraestrutura realmente na maioria das vezes só funcionam na época de veraneio. Essa praia tem algumas piscinas naturais que fica propícia para o banho das pessoas que lá frequenta, isso quando está na maré baixa. Ela também é muito procurada por praticantes de esportes náuticos, como essa região venta muito e o mar fica agitado, ela se torna um dos melhores pontos para esses tipos de esportes. 

   

       O acesso à praia é bom, com estrada asfaltada e bem conservada, o acesso fica tranquilo. A praia de barreta fica no município de Nísia Floresta e é um dos pontos mais frequentado pelos moradores das cidades circunvizinhas. Você pode conhecer esta praia saindo de natal pela BR 101 e pegando Nísia Floresta pela RN 063. 

    

       O município de Nísia fica a uns 48 km da capital potiguar, Natal. Chegando a essa praia, procure um guia ou um nativo credenciado para te dá todas as informações necessárias para que você não venha ter problema algum. Cuidado, quando escolher o local para tomar nela, procure alguém para te dizer qual o melhor local, menos perigoso, pois o mar de Barreta é muito agitado.





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