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15 de out de 2015

POEIRA DO SERTÃO NORDESTINO


             
                     
                                     Fonte da imagem: nossosemiarido

                             



                                                                     
                                            
                                           ESTRADAS VICINAIS 
                     
   




         As estradas vicinais do meu sertão nordestino é um dos aspecto que mostra como é complicado morar nesses mais longínquos torrões dessa nossa terra maravilhosa, chamada de Nordeste. 
   



      Além de algumas estradas serem com relevo e outras bem mais planas, elas são de piçarra ou com muito barro, algumas ficam dentro do bioma nordestino, essas sim, são de difícil acesso.
   



     São essas estradas que fazem o escoamento da produção rural desses pequenos produtores aonde eles se encontram e se identificam em morar nesses lugares tão afastados das zonas urbanas, criando seus animais cultivando alguma coisa como por exemplo agricultura de subsistência.
   



    Nessas regiões só existem pequenos barreiros ou pequenos açudes, para consumo humano e animal, as vezes criação de pequenos peixes, galinhas patos e outros e outros animais.
   



     Essas pessoas tiram o seu pequeno rebanho bovino, caprino e ovino de um cercado para o outro, e as vezes esses cercados ficam distante uns dos outros, ao ponto dessas pessoas   chegarem a percorrer quilômetros e quilômetros dentro de matas aboiando o seu rebanho.
   



      Esses sertanejos não são nômades, mas sempre estão tirando o gado de uma propriedade para a outra, isso porque não existe pastos na época de secas. O gado do sertão não é de engordar muito mesmo, justamente por isso, porque eles quase não encontram pastagens verdes na época de secas, também porque é do próprio estilo da caatinga, são pouca as plantas que se sustentam verdes durante a época das estiagens prolongadas.
   



      A jurema seca, macambira e outras folhagens que tem muitos espinhos, também secam, é do próprio ecossistema, só quando chove, é que essa flora fica verde e viçosa, dentro de três dias tudo fica verde, realmente uma transformação divina.
   



    A caatinga e seus mistérios, colocam a prova de sobrevivência a espécie humana em seu território. Mesmo assim o sertanejo teima em ficar nesse território hostil provocado pelas secas intermitentes.
   



       Quem fica morando nessas regiões de difícil acesso, são aquelas pessoas que nasceram ali, e tem familiares já há bastante tempo, são pessoas já adaptáveis aquelas localidades e gostam de viver nessa calmaria e distante do barulho das cidades.
   



     As dificuldades por falta de uma infraestrutura bota a prova todas essas famílias que ali moram, mas que seguem a sua vida dignamente tentando sobreviver de sua roça, de seu rebanho e também da sua plantação, isso quando tem plantação.

  

CARNAVAL EM PERNAMBUCO

                 
                           



                      AMBIENTE CARNAVALESCO

   


     A cidade do Recife, a nossa Veneza brasileira, respira carnaval o ano todo, não existe carnaval sem o frevo. O frevo está para Recife como o forró está para a Região Nordeste do Brasil. Esse estilo de dança e ritmo musical surgiu na capital pernambucana, Recife, entre o final do século XIX e início do Século XX. 

     

      Esse ritmo carnavalesco nasceu das marchinhas de carnaval, com influência da polca russa, de alguns passos de ballet clássico e de outras danças afro-brasileiras populares, como a capoeira e o maxixe. A palavra frevo foi originada a partir de ferver ou fervura que significa agitação. Mas quem usou o nome frevo foi um jornal de Pernambuco, do Recife mesmo, chamado Pequeno. 

     


      Isso aconteceu em 1907, mas aí é outra história. A gente sabe que essa dança é uma manifestação da cultura corporal tipicamente pernambucana. Tem o frevo de bloco que é aquele que surgiu a partir das serenatas, e o frevo canção, aquele que é cantado diferente do estilo, tem o frevo de rua que é exclusivamente instrumental. 

     


      Um dos blocos que é mais conhecido, é o galo da madrugada, mas também tem o homem da meia noite, pitombeira dos quatro quantos, elefante de Olinda e por aí vai. O Galo da Madrugada, esse arrasta quase um milhão de foliões pelas ruas do Recife, mais outros blocos também arrasta multidões de foliões. 

   


       Então embora pareça muito simples, o frevo é marcado pela sua complexidade com o uso de malabarismo, gingados, rodopios e passos curtos. Com ritmo frenético junto com as bandinhas que puxa o frevo, esse ar de carnaval pernambucano, contagia os participantes e a plateia que está participando e agitando o ambiente carnavalesco. 

   


       Esse é o frevo que contagia a todos. Um dos frevos mais lindos que eu já ouvi contagiar essa terra maravilhosa, chama-se “Paisagens de Pernambuco” de Alventino Cavalcante. Não há folião nenhum que resista o toque dos metais quando a banda passa tocando esse frevo. 

   


        Então por essas e outras vejo que não existe Carnaval em Pernambuco sem frevo, o Frevo está no sangue dessas pessoas maravilhosas que contagia o carnaval pernambucano. Isso é a nossa cultura isso é nordeste isso é Pernambuco, isso é Brasil.








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