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13 de nov de 2015

ESPAÇO CULTURAL


                                          Fonte da imagem: ecopassaporte


                                     

                           UM LUGAR PARA SE APRENDER


   

     O nordeste é muito surpreendente mesmo em se tratando de cultura popular, isso tanto fazer no litoral, no oeste, no agreste, ou mesmo no sertão. O nordeste e suas sub regiões nos faz ver que em todos esses lugares dessa região, temos uma cultura da melhor qualidade, e muito rica no aspecto cultural. Quem ainda não veio ao nordeste brasileiro e fala mal dessa região, é porque desconhece o potencial cultura e econômico dessa região. 


      
       Vamos falar aqui de um patrimônio cultural a céu aberto dentro da caatinga nordestina. Ele está localizado no distrito de Fazenda Nova. Com seus 60 hectares, preservando assim a fauna e a flora da região. Em um espaço da reserva a 2 Km do distrito fica 37 esculturas feitas em pedras de granito da própria região. O artista escultor foi o falecido Zezinho Cotó. Na flora podemos visualizar coroa de frade quipá, cactos e outras espécies. O Governo do Estado implantou o parque das Estruturas Monumentais, no sentido de preservar a cultura, seus costumes e tipos populares. As matas nativas e o relevo acidentado também fazem parte do município, isso também propicia ao mandacaru uma planta nativa dessa região. 


      
       Existem também mulungu, urtiga, arueira, pereiro, baraúna, jurema e outras. O Parque das Esculturas Monumentais Nilo Coelho, é uma verdadeira expressão da arte nordestina e brasileira. Esse Parque é a expressão do talento das mãos rudes, de gente humilde dessas sub regiões nordestinas. Nesse caso, a região do agreste pernambucano. O artista dessas esculturas, foi encontrar inspiração na feira de Caruaru, através de pequenas esculturas de mulheres rendeiras, do Padre Cícero, do Cangaceiro, do Sanfoneiro e outras. 


      
       Os turistas podem fazer uma incrível viagem por um mundo de sonhos, quando adentrarem o espaço cultural e ambiental a onde existe essas esculturas, assim sendo podem também contracenarem com monumentais esculturas de pedras de granito. Uma viagem cultural em plena caatinga nordestina. O passeio pelo Parque pode ser realizado tanto de carro como a pé. O Parque foi inaugurado em 02 de abril de 1981. Esse espaço é aberto ao público com entrada gratuita exceto no período de espetáculo da semana santa, a onde ocorre no mesmo período, a paixão de cristo, outro espetáculo. 


      
      O Parque fica a 180 Km do Recife a capital pernambucana, a capital da cultura nordestina, e a 50 Km da cidade de Caruaru, a capital do forró. Você segue pela BR 104 depois a PE 145 até chegar ao Parque de Esculturas Nilo Coelho. Sendo assim, você quando vir ao Nordeste brasileiro, você vai notar que temos uma identidade, temos uma história e temos uma rica cultura pra mostrar para você. 


      
      Essa região além de ter pessoas extrovertidas, tem pessoas acolhedoras que só faz com que você fique à vontade em terras Nordestinas, em terras brasileiras. Chegue mais, venha conhecer esse Nordeste, venha conhecer a sua música, sua culinária, sua dança, seu folclore, venha conhecer sua cultura e sua história.






MARECHAL DEODORO

                                                                                 
                                          Fonte da imagem: 4flimar                                       

                              

                                       FILHO DA TERRA

   



      Cidades incríveis do nordeste do Brasil, com o seu patrimônio histórico e cultural mostra para todos, que são cidades com uma história linda e uma cultura muito rica. Geralmente essas cidades são do século XVI, XVll, XVlll. Algumas tem uma arquitetura do estilo barroco e que dão valor cultural inestimável as ruas desses município. Marechal Deodoro é uma dessas cidades.


      

      Ela é do século XVl, e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ela está situada às margens da Lagoa Manguaba, foi construída em 1611 e apareceu como Vila Madalena, depois mudou de nome para Madalena de Sabaúna, Santa Maria, Madalena da Lagoa do Sul, depois para Alagoas do Sul, e mais tarde, Alagoas, servindo nessa época para sede do Governo da província, dos anos de 1823 a 1838. No dia 09 de dezembro de 1939, Alagoas teve seu nome mudado para Marechal Deodoro.


     

      Foi uma homenagem feita para o filho da terra, o Proclamador da República. Marechal Deodoro da Fonseca, e que foi o primeiro presidente da república. Essa cidade tem vários pontos turísticos, tais como: A praia do saco, Palácio provincial Marechal Deodoro, Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, Igreja Santa Maria Madalena, Casa de Marechal Deodoro e outros.


      

      Também tem outro ponto muito bonito da cidade que é a praia do Francês, esse é um cartão postal da cidade, praia conhecida internacionalmente. A cidade fica no litoral sul de Maceió, nos convidando a dar um delicioso passeio para conhece-la. Um cartão postal de Alagoas, ela mostra entre outras coisas, sua cultura, sua arquitetura, a sua história e muito mais.


      

       Saindo de Maceió que é capital Alagoana para a cidade de Marechal Deodoro, são 37 KM de distância, você pode pegar a AL 101 e depois AL 215. O artesanato dessa cidade é maravilhoso, tem um tipo de renda pelo nome de filé, que tem a origem portuguesa, ela é confeccionada pelas rendeiras alagoanas, a onde a criatividade não tem limites.


      

       Os quitutes típicos da região é de dá água na boca, como o Bolo de Mandioca, broa de coco, suspiro, cocadas e outros. Se você estiver na região de Alagoas, procure conhecer a cidade histórica de Marechal Deodoro. Procure um guia autorizado para lhe mostrar a cidade.


O GRITO DA SECA

                                                                             
                                                 Fonte da imagem: geoensino

                                   


                                                          PODERIA SER UM OÁSIS    

      



       Não é mole não, viver no sertão. Até rimou, mas só rimou, porque morar nessa sub-região do nordeste brasileiro, não é fácil. Ela fica entre o meio norte que é seco e o agreste, que é úmido, ela é a maior das mesorregiões do Nordeste, e faz parte de quase todas das Unidades Federativas nordestinas. Com um clima quente e seco, chamado de semiárido, ele é influenciado pelos períodos prolongados de secas. 


      

       O sertão tem muitos rios, mais são temporários, e milhares de açudes que agora também estão secando e deixando um flagelo de destruição no campo.  Devemos salientar que nessa região tem algumas áreas úmidas que chamamos de brejo. A vegetação nordestina é única no mundo a chamada Caatinga, e que durante os períodos de secas, também passa do verde para o cinza. Essa região foi e ainda continua sendo marcada pela fome e sede. 


      

     Quando eu falo dessa região, eu estou falando do “Sertão” e não de todo o nordeste. Eu falo só dessa sub-região nordestina. Quando tem chuvas no sertão, é uma maravilha para todos os sertanejos, pois é o ouro que Deus manda para eles. 


      

      A agricultura se fortalece, renasce o emprego e renda e todos saem ganhando, principalmente as pessoas das cidades, que consomem o alimento mais barato. Muitas pessoas se aproveitam do comércio da seca, pois sabem que é lucro certo levar água para o campo nas épocas de secas prolongadas. 


      

       Essa região do sertão era pra ser tratada com mais carinho, porque é daí que poderíamos chamar de celeiro do Brasil, isso se tivesse água em abundância, mas não tem, infelizmente. O solo dessa região não é profundo e tem baixa capacidade de infiltração. Porém nas bacias sedimentares, os solos são profundos e permitem uma maior infiltração e um melhor suprimento de água. Sendo assim vemos que a seca é um terror para o sertão, para o nordeste, e para todo um ciclo que depende da produção dessa região. Vemos que afeta o rural e o urbano.


       

        Morar no sertão seu moço, não é mole não, apenas tem que ter sangue nos olhos e ser antes de tudo, o forte. Resta as pessoas que moram nessas regiões, cobrarem mais aos responsáveis por elas, aqueles que estão administrando. O sertão é o retrato do homem do campo, é a cultura que corre pelas veias de quem lá nasceu e de quem mora. O nosso sertão é a passagem lúdica do homem chamado de sertanejo. O sertão de artistas, poetas, trovadores e senhores, menestréis e cantores.


       

       Ele também serviu de inspiração para um dos maiores dos seus filhos declamar uma poesia. “Quando eu vim do sertão seu moço do meu dodocó, meu malote era um saco e o cadeado era um nó, só trazia a coragem e a cara, viajando num pau de arara, eu penei, mas aqui cheguei. Então vemos que naquela época já era difícil as coisas nessa região, e de lá pra cá pouca coisa foi feita para amenizar o sofrimento desses sertanejos. Mas o sertão sobrevive, os homens, não!


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