, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 11/16/15 11/16/15 - A ARTE DE NEWTON AVELINO

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16 de nov de 2015

CATA-VENTO

Fonte da imagem: infonet
                                               
                                              


                                  ENERGIA EÓLICA

     

        O cata-vento é um dispositivo que usa o vento como energia eólica para impulsionar e bombear a água de alguns poços artesianos que existem em propriedades de pequenos, médios e grandes no interior do sertão, ou em outras localidades do nordeste brasileiro. A origem do cata-vento tem algumas controvérsias, mas sabe-se que eles tem origem nos países do oriente. Eles foram feitos para usar as forças dos ventos como energia. 


      
       Apesar dele não ser brasileiro, sabemos que ele fez já há muito tempo, parte da paisagem do sertão. Eles são útil demais para as regiões secas, como o semiárido nordestino, puxando água para ser armazenada em tanques e em caixas d’águas, para poder o agricultor dá água ao gado, as suas criações em geral, e para poder ter água para o consumo humano também. Ele sempre foi útil nas propriedades agrícolas. 


      
        Quando o poço seca, infelizmente o cata-vento só serve como objeto de decoração do campo, ou para se bater fotos dele. Além de ser formado por pás que roda sem pressa alguma sobre um eixo na horizontal, ele também distribui beleza e harmonia no vai e vem de suas palhetas, sendo movimentadas através dos ventos. Eles tem que estar preparados para captar os ventos em qualquer das direções. 


      
       Sempre que eu viajo pelo sertão nordestino, vejo essas engenhocas trabalhando e puxando água nos locais a onde eles estão, mas também vejo alguns parados, tanto por falta de vento quanto por poço sem água. O sertanejo sempre se aliou a eles, pois aos pés deles ou longe dos mesmo, sempre tem um bebedouro para o gado, pois eles abastecem as fazendas e aos sítios em geral. 


      
       Hoje já não existem tantos cata-vento por aí, ele foram substituídos pelos carros pipas, pois as secas intermitentes que assola o nosso sertão, não há o que resista no subsolo, nem mesmo os   poços artesianos rasos, pois eles são muitos usados, e a água vai ficando escassa. A não ser que aprofundem mais o poço, ou os poços, que ficam sem pressão d’água. 


      
       A verdade é uma só, contamos hoje os cata-vento que ainda são utilizados no nosso semiárido nordestino. Sendo assim, acredito que ele pode até ter saído de circulação, mas com certeza faz parte da história do homem do campo. Apesar dos pesares, ele deixa as paisagens bem mais bonitas e bem mais nostálgicas.


GALINHA D'ÁGUA

                                                                                  
                                                        Fonte da imagem: Foto: Vicente dos Santos.

                                       

                                     AVE MIGRATÓRIA 

      

       Essa ave linda e esbelta, apesar de ser muito popular nos rincões do sertão nordestino, ela sempre é vista em plantações de arroz, plantações de junco ou mesmo em lagoas. Ela é uma ave quase anfíbia, pois ela mergulha para caçar sua presa, a maior parte de suas presas, são pequenos peixes e pequenos vegetais. No seu habitat natural, ela consegue se esconder de caçadores ou de qualquer pessoa que queira ver ela. 


      

       É uma ave de estilo pacato, ou seja, não gosta de voar muito e só vive na maior parte do dia entocada, escondida mesmo. Seu nome científico é Gallinula chloropus. Essa ave tem uns 40 centímetros de comprimento, tem plumagem escura com um tom esverdeado e faixas brancas, faz o seu ninho no chão com arbustos de folhagens do local, a fêmea põe de 7 a 10 ovos, e a incubação é de três semanas, chocados pelos pais, fêmea e o macho. 


      

      Essa ave é uma ave migratória e percorre grandes distâncias do seu habitat natural. Essa espécie é muito comum em quase todo o território nordestino, principalmente aonde tem lagoas e açudes no sertão nordestino. São aves aquáticas que quase ninguém quer caçar, pois elas trazem o mesmo sabor de peixe, e são tão pequenas que não vale muito apena caçá-las, mesmo assim algumas espécies da sua família desapareceram com a aceleração da modernidade e ação desenfreada do homem com a construção dessa sociedade moderna a onde vivemos. 


      
       Hoje a onde não existem mais lagoas de arroz, claro que não vai mais existir a permanência dessas aves nesses locais. A onde não existem mais açudes, em consequência de longas estiagens, claro que não vai existir essas aves, e assim caminha a humanidade, como disse o poeta. Infelizmente essa é essa a realidade da fauna e flora do nosso ecossistema. Locais aonde víamos aves lindas e raras, hoje quase não existem mais. 


      
        E olha que eu estou falando aqui só da galinha d’água, imagine outras aves como: papagaio, periquito, pacu, jacu, nambu, asa branca e outros. É para a gente imaginar e se conscientizar das coisas que já deveríamos ter feito pela preservação e não fizemos ainda. Todos tem a sua contribuição de preservar. É isso!

ARTISTAS DO SERTÃO


           
Fonte da imagem: multicienciaonline


                                                                      

                         ARTESANATO DO COURO

    


       O artesanato de couro no sertão nordestino, é muito forte, além de ser muito rico em detalhes feitos pelos artesãos, em cada peça feita por eles. Essa região sempre foi uma região que preservou e preserva essa cultura, a cultura do couro. Não é à toa que esses mestres passam de pai para filhos e até para outras pessoas que não fazem parte da família, e querem aprender esse ofício. Depois que o couro é curtido e trabalhado pelo artesãos, ele é transformado em peças decorativa ou utilitárias. 


     
      Nesse mundo mágico do couro, todo processo é mágico, ele é transformado para ser útil a qualquer seguimento do artesanato, tais como: bolsas, chapéus, alparcatas, cintos, alforje, gibão, ponteira, arreios e outros. Todo ciclo começou com a colonização do Brasil, pois foi a partir dessa época, que começávamos a ter a influência de outras culturas. Você adentrando no sertão nordestino, vai ver que existem traços fortes da arte árabe nos nossos produtos de couro, e por aí vai. 


      
     Também temos influência da arte judaica. Sempre vemos que as gravuras feitas nas indumentárias de cangaceiros e vaqueiros do sertão do nordeste brasileiro, tem um pouco de semelhanças com alguns símbolos usados por outros povos. E nesse período de Brasil colônia e Brasil república, é claro que de lá para cá, nós adaptamos e criamos o nosso estilo de fazer o nosso próprio artesanato, com a beleza e a criação saída das mãos dos nossos artesãos. Soubemos deixar o artesanato com a alegria da nossa cultura e com a riqueza de detalhes da nossa história. 


      
     Quem mais divulgou a arte do couro no século passado foram alguns cantores e músicos. Eles quando subiam ao palco para mostrar o seu talento, eles se apresentavam todos vestidos com indumentárias de couro apropriadas para a ocasião do espetáculo, pois eles tocavam e cantavam o forró, um estilo de música muito tradicional no nordeste. Então isso foi o aspecto propulsor para a moda do couro. 


      
     Isso já acontecia desde o século que passou, depois foi muito usado e difundido na época do cangaço quando os próprios cangaceiros usavam esse tipo de indumentária. Até os dias de hoje, a indústria do couro é muito forte e as peças feitas artesanalmente ainda são mais caras e mais valorizadas. Sendo assim, vemos que o artesanato do couro tanto no nordeste quanto no resto do Brasil, é muito apreciada pelos que gostam de bons produtos.
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