, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 12/02/15 12/02/15 - A ARTE DE NEWTON AVELINO

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2 de dez de 2015

SURRÃO

                                                                               
                                                           Fonte da imagem: Alexandremulato
                            
                     

                         OBJETO EXTRAORDINÁRIO

     


       A palha é uma das matérias primas mais extraordinárias que existe no meio de peças artesanais dentro da cultura nordestina. Sim, porque também temos outras matérias primas tais como o: barro, o couro à argila, à areia a madeira e tantos outras. Mas especificamente eu vou falar da palha, que é a matéria prima de um artefato que sempre foi usado pelos sertanejos e que é feito da palha. 


     
      Esse artefato sempre esteve dentro das casas dos sertanejos e que sempre fez parte da cultura sertaneja. Vamos falar do Surrão. Ele é conhecido como “Saca” ou “Surrão”. No século passado ele ainda era muito usado entre os sertanejos que trabalhavam no campo, isso porque eles eram feitos de palha e que era para armazenar a safra desses agricultores. 


     
       Quando a safra era muito boa, os agricultores tinham dificuldades para armazenar adequadamente os seus produtos, pois eles não podiam ter contato com a umidade ou o bicudo ou qualquer outro meio que viesse a estragar os grãos. Geralmente os produtos que eram armazenados neles, eram: farinha, goma, feijão e o milho. Quando o inverno era regular no sertão, que os agricultores plantavam e colhiam uma safra boa, você poderia chegar à casa de qualquer um deles que encontraria vários surrões cheios de grãos ou de qualquer outra colheita que eles fizessem. 


     
       Eles eram feitos de palhas porque mantinham a temperatura, era um produto de preço baixo e que eles mesmo tinham em suas propriedades, e que deixava o produto intacto sem maiores danos. Com a continuação dos tempos, ele foi desaparecendo do convívio dos sertanejos, os tempos mudaram, apareceram os tonéis tanto de plásticos como de aço, e aí a comodidade convenceu os agricultores a trocar os surrões pelos tonéis. Alguns agricultores ainda usam os “surrões” como o meio mais econômico de armazenar seus produtos. 


    
         Na verdade, sabemos que algumas coisas que fazem parte, ou fizeram parte da nossa história e da nossa cultura, algumas ficam só na memória, porque com o avanço da modernidade elas se tornam absoletas e que só resta pra nós termos boas ideias e passarmos a faze-las como objetos de artesanatos, só assim, elas irão voltar ao cenário cultural da nossa história, e não caíram no esquecimento da memória de alguns que fazem essa própria histórias.

PARABÓLICAS NO SERTÃO

                                                                                   
                                               Fonte da imagem: portalopovo
                          
                             

                         A CAPITAL DAS PARABÓLICAS

      


         Se existe uma cidade campeã em termos de parabólica por habitante, essa cidade é a linda cidade de Pico no Piauí. Ela fica na frente das cidades do Maranhão que fica em segundo lugar, e das cidades de Minas Gerais que vem logo atrás em terceiro lugar. Picos deve ter uns setenta e sete mil habitantes e fica em um entroncamento rodoviário que eu considero talvez o primeiro mais movimentado do nordeste e talvez o terceiro do Brasil. 


      Essa cidade fica localizada no centro do sertão Piauiense e tem como ponto de ligação os estados de Pernambuco, Bahia, Maranhão e o estado do Ceará. O movimento de caminhões nesse trecho é imenso, carregando o progresso do Brasil tanto para o sudeste como para região sul e outras regiões do Brasil. A cidade fica encravada entre picos ou serras como queiram chamar. 


      O espetáculos das antenas é visto de cima do ponto mais alto da cidade, “o morro da Mariana”, situado no centro da cidade e que fica no bairro aerolândia. Um estudo preliminar aponta que as famílias de baixa renda, conseguem juntar e comprar a sua primeira parabólica depois de muito tempo. Como essa cidade é cercada por morros(serras), o sinal de transmissão convencional fica com péssima qualidade, então é daí que não por opção, mas por necessidade é que os habitantes procuram ter uma qualidade de vida melhor, e a tv faz parte dessa qualidade de vida. 


      É aí que a cidade por necessidade, procura se adequar as novas tecnologias, para poder dar aos seus ilustres filhos um melhor conforto em suas casas. E o comércio desse seguimento vem aquecendo as vendas na cidade, pois a procura é muito grande. Como o padrão de vida dos mais pobres subiu, é claro que eles procuram comprar a sua primeira antena para ter um melhor sinal em suas casas.  É como muito carinho que eu falo dessa cidade, pois morei muitos anos nela, e me considero também um filho dela. 


      Nasci em Natal no Rio Grande do Norte mas tenho muito carinho pela cidade de Picos no Piauí. Vejo muita gente puxar a sardinha para a sua brasa, dizendo que cidade tal, é a capital das antenas parabólicas, então para tirar a dúvida, é só olhar as pesquisas ou tirar uma folguinha e ir conhecer a cidade de Picos, pois tem uma serra no centro da cidade que você pode constatar se tem antenas por lá ou não, e olhe, não são poucas, você não consegue contar nos dedos. Picos cidade modelo, a capital das antenas parabólica do Brasil. E eu vou além, também já foi chamada de capital do mel. Essa cidade fica a uns 320 Km da capital do estado, Teresina.


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