. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: Janeiro 2016

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    Confira a arte do artista potiguar Newton Avelino, na sua galeria permanente. Adquira já uma obra!

    28 de jan de 2016

    RASO DA CATARINA

    Fonte da imagem: viarural
    Fonte da imagem: viarural




    ESTAÇÃO ECOLÓGICA




          A nossa caatinga, ela nos faz admirá-la, nos faz ter orgulho dela, porque essa vegetação é intensa e ao mesmo tempo mágica, pois ela pode estar com um tom de cinza escuro e pode vir a ter um tom verde florescente dependendo da água que Deus mande para ela. Além de exalar um cheiro único e inconfundível, a partir das primeiras gotas de orvalho que caem nas folhas dessa vegetação durante à noite e madrugada. 


         Esse bioma que o nordeste brasileiro tem, ele realmente é mágico e nos faz ver com muito orgulho, que essa vegetação densa e de difícil acesso, é uma marca do Nordeste brasileiro. 


        Vamos falar dessa região que é muito bela e que se chama Estação Ecológica do Raso da Catarina. Ela é uma estação ecológica brasileira, localizada entre o rio São Francisco e o rio Vaza Barris. Essa é uma das regiões mais secas da Bahia. 


           Tem uma pluviosidade de no máximo 600 mm por ano. Administrada pelo IBAMA, fica a 60 KM de Paulo Afonso, em um lugar de difícil acesso. Tem uma área de 105.282.00 hectares em uma zona de transição entre o clima árido e semiárido. Com uma vegetação típica da região, a caatinga, esse foi o palco da guerra de Canudos e, por causa da enorme dificuldade de acesso, também foi esconderijo de cangaceiros. 


              
        O objetivo dessa estação ecológica é de proteger o ecossistema e permitir o desenvolvimento de pesquisas cientificas da fauna e da flora desse local. A flora predominante do local é mandacarus, coroas de frade, xique-xique, facheiros, palmatórias e alguns tipos de bromeliáceas. Também tem árvores como umbuzeiro, jatobá, juazeiro, pereiro e tantos outros. A fauna tem pequenos animais como sonhins ararinhas-azul, concrizes, galos de campinas, canários e outros. 


          Para que os turistas tenham mais tranquilidade e sejam mais bem informados sobre a história do lugar, eles vão ter sempre a presença de guias do local. Para que esses turistas venham conhecer o local, precisam agendar com antecedência a sua visita ao parque, para poderem atender as normas do IBAMA. Essa estação ecológica existe desde 1983. Existe uma versão como parte do folclore regional para justificar o nome Raso da Catarina. 


           O primeiro se deve a uma índia, por nome “Catarina”, que pertencia a uma tribo indígena que vivia na região do Raso. A segunda versão, é que um grande latifundiário em Belo Monte de Canudos, coronel Ângelo Reis, teria dado o nome a está reserva, de Catarina, isso depois da morte da sua esposa que tinha o mesmo nome. 


           Como a gente ver, é mais uma história que se passa na região do nordeste do Brasil aonde não se tem a certeza de alguns ditos populares nessa história. O certo é que essa estação fica em uma região lindíssima do nordeste do Brasil, e que vem a ser um pedaço do sertão que surpreende a todos pela sua beleza e pelo seu encanto. Procure conhecer essa região e essa Estação Ecológica do Raso da Catarina.


    FRUTA DO CERRADO

    Fonte da imagem: geoview
    Fonte da imagem: geoview




    SABORES DO BRASIL




        Essas maravilhosas plantas da caatinga e do cerrado brasileiro nos surpreende a cada dia. São plantas que tem um potencial nutritivo e econômico imenso e estão sendo sempre estudadas e para que o seu potencial seja mais bem aproveitado. Vamos falar aqui da “cagaita” que é uma planta encontrada no nordeste brasileiro e em algumas outras regiões. 


          Podendo ser encontrada no Maranhão, Piauí e a Bahia, essa árvore tem um tronco tortuoso, casca grosa, corticosa(cortiça), tem a cor cinza ou castanha, com fissuras profundas no tronco e sua altura pode chegar até 8 metros, com uma copa que pode atingir 7 de diâmetro. Tem folhas avermelhadas e depois passando para esverdeadas.



        A “cagaita”(Eugenia dysenterica DC) pertence à família Myrtaceae e na época de sua florada (meses de agosto e setembro) emite bastante flores. Considerada uma espécie de interesse econômico, os seus frutos são aproveitados em várias receitas, além do consumo in natura. Esse aproveitamento é bastante difundido entre os habitantes do cerrado. Seus frutos podem também serem aproveitados em geleias, sucos, doces, licores, sorvetes e outros. 


          Os seus frutos são carnosos, suculentos, e medem 4 centímetros de diâmetros, cada fruto contém 1 a 4 sementes. As flores dessa árvore são brancas, isoladas, vistosa, perfumadas e hermafroditas (têm dois sexos na mesma flor).Para essa árvore ter bom desenvolvimento e frutificação é preciso que tenha uma temperatura amena a quente, solos profundos, bem drenados. 


         A propagação é feita através de sementes feita por pássaros e como se trata de planta do cerrado, ainda explorada de forma extrativista, ninguém pode calcular ainda uma forma mais concreta de uma grande produtividade de uma imensa ou pouca área com esse tipo de árvore.



        A comercialização da “cagaita” é quase exclusiva em mercados regionais e algumas pequenas indústrias alimentícias já tem explorado essa fruta como matéria prima. O mercado consumidor dos produtos processados a partir da polpa de “cagaita” está hoje restrito à região central do Brasil. O consumo dessa fruto é como o consumo do buriti, tem que ser moderado, pois a polpa dos dois frutos são de sabor agradável, ácido e com a sua textura macia, no entanto são muito gordurosas.













    26 de jan de 2016

    ILHA DO FERRO




                                                                         
    Fonte da imagem: alagoasborel



                                                 
                                    POVOADO RIBEIRINHO
                                                   



        Esse semiárido que é um verdadeiro patrimônio dos nordestinos, nos prega cada peça em cada lugar que a gente chega, vemos que nesse bioma chamado caatinga, tudo que está diretamente ligado a ele, é muito importante e rico culturalmente. 


        Por onde se anda pode se perceber que existe lugares lindos para se fazer o eco turismo. Também vemos um acervo cultural inestimável, partindo do pressuposto do que existe nele, é uma história milenar que nos proporciona sítios arqueológicos com pinturas rupestres, fosseis aflorando da terra e muito mais.



        Vamos falar de um desses lugares que além de ser maravilhoso como tantos outros que existem no sertão nordestino e fora dele nos remete às belas paisagens do sertão veredas. A transformação mágica desse bioma é uma coisa divina vindo de DEUS. 


        Um povoado do nordeste brasileiro que está encravado dentro desse bioma e que fica às margens do Rio São Francisco, chama-se “ilha do ferro” pertencente ao Estado de Alagoas e está localizado a 18 KM do município de Pão de Açúcar. 


       O povoado tem mais ou menos umas duzentas famílias, sua principal fonte de renda é o seu artesanato. O seu bordado boa noite, também é uma tradição, que vem desde a época da colonização. Esse oficio ainda se mantem por essas bandas, já que no resto do Brasil quase não existe mais. Esse também é uma atividade econômica que ajuda muito esse lugar.A renda é um trabalho exclusivo das mulheres desse povoado, e a qualidade dessa renda já ganhou o mundo. 


         Para chegar a esse povoado, só existem dois caminhos: ou de barco, ou de carro 4x4 pois o terreno e cheio de trilhas e a dificuldade natural do terreno dessa região pede que os carros sejam preparados. As paisagens desse lugar são surpreendentes, o visitante vai ficar muito surpreso no que vai ver nele. Geralmente os artesãos usam temáticas para construírem as suas obras: Barquinhos inspirado nas pequenas embarcações que existem nesse trecho do rio. 


        O bordado bom dia, boa tarde, boa noite, que inclui o ponto flor boa noite, reproduz as casas do vilarejo, e os florais com o tecido estampado e bordados apenas no fundo, formando assim, um recorte de estampa. Essa é a história desse lugar chamado “ilha do ferro”. Por essas e outras, vejo que há cada dia, meus irmãos nordestinos se dedicam mais e mais a manterem a tradição dessa cultura tão linda que só nos deixa felizes por ser dessa terra
    .


    Esse semiárido que é um verdadeiro patrimônio dos nordestinos, nos prega cada peça em cada lugar que a gente chega, vemos que nesse bioma chamado caatinga, tudo que está diretamente ligado a ele, é muito importante e rico culturalmente. Por onde se anda pode se perceber que existe lugares lindos para se fazer o eco turismo. 



    JIPÕES DE PERNAMBUCO

    JIPÕES | Fonte da imagem: lexicarbrasil
    Fonte da mensagem: lexicarb








    CRIATIVIDADE NORDESTINA




       



    Tudo no nordeste é cultural, seja por falta de uma boa infraestrutura, tanto nas zonas urbanas como nas zonas rurais, o nordestino com o seu aguçado senso de criatividade, trata logo de resolver as coisas ao seu modo. Isso desde a época da colonização. 


         



       Criatividade e senso de bom humor, é uma coisa que não faltam para nós nordestinos. Não é segredo para ninguém, que algumas pessoas que moram fora dessa região, pensem que o nordeste é só seca e atraso, e que vivemos na mais pura miséria, grande engano. 


           



          Como toda regra tem a sua exceção, eu não vou dizer que aqui algumas partes desse torrão de meu Deus, não exista isso, claro que existe, mas vou dizer também que dentro do sertão e fora dele, também temos polos produtores, com mão de obra qualificada, e que produz muitas peças de roupas na área têxtil para que sejam exportadas para fora do estado. Mas aqui vamos falar hoje da pura cultura sertaneja, da pura cultura nordestina que vemos dentro e fora dessa região tão linda. 


        Sabemos que nessas pequenas cidades dos interiores do nordeste brasileiro, existe pouca infraestrutura, quase nenhuma, poderíamos dizer que tem algumas cidades que não existe infraestrutura nenhuma, e é por isso que algumas cidades procuram se adaptar ao que de melhor existe dentro delas, para que eles possam fazer disso um trunfo em causa própria. Vamos falar aqui dos jipes adaptados para carregarem a população e as cargas que essas pessoas levam. 


           




         A cidade de Madre de Deus fica no agreste pernambucano, e está distante do Recife a capital pernambucana, cerca de 200 KM. Esse carros sucederam, os nossos conhecidos pau de arara. Foi na década de 1960 que foram construídos os primeiros jipes alongados, para carregarem feirantes e pessoas que não eram feirantes. Essa série de jipes alongados, foram mais difundidos na década de 1980. Esses jipões Toyota são adaptados para enfrentarem todo os tipo de terreno. 


           





            Então eles solucionaram o problema da mobilidade e do transporte de pequenas cargas em regiões que não existe transporte regular ou, que não seja de tração, para poder encarar terrenos de difíceis acesso. O centro de produção para adaptar esses carros, é na cidade de Brejo da Madre de Deus em Pernambuco. Existia várias oficinas especializadas nesse tipo de serviço, elas chegavam a modificar de 25 a 40 carros em um mês. Esses carros sempre foram todos legalizados pelas empresas responsáveis. 


              ]





          Esses jipões como são mais conhecidos no interior pernambucano, respondem por uma parcela crescente da economia de alguns municípios da região a onde são transformados em oficinas de fundo de quintal. Podemos dizer que nem a fábrica pensou nisso. 


         





         Essa invenção pode ser chamada de made in Pernambuco, o alongamento do carro é uma coisa incrível, só nordestino mesmo para pensar nessas transformações. Depois que o carro é transformado, ele passa de 5 para 12 passageiros, e o seu volume de carga passa para 1 tonelada. 


              





          O problema todo é que, quando o veículo está cheio, ainda tem algum passageiros que querem ir nem que seja em pé no veículo. Quem conhece essa região, vai notar que isso se tornou cultural, porque foi a necessidade de uma infraestrutura de transporte de massa adequado para esses tipos de terrenos, ou seja, são terrenos que dificulta muito a passagem de carros sem tração. Que foram construídos os jipes alongados para enfrentarem esse tipo de terreno, eles são 4x4. Foi então dessa necessidade que surgiram os “Jipões” em Pernambuco. Isso é cultural, isso já é comum nessa região.












    25 de jan de 2016

    PÉ DE TUCUM

                             
    Fonte-da-Imagem: ilovenature123


                                          
                                            
                                           ALMEIRA DO CERRADO




         O tucum é uma fruta que dá em uma zona de transição entre o cerrado e a caatinga, o tuncunseiro dá umas três caixas por ano. Ele é muito comum no estado piauiense, essa palmeira é encontrada facilmente nesse belo estado. O seu fruto tem um alto teor de carboidrato, serve para alimentar animais e humanos. 


        A sua amêndoa é usado para a fabricação de óleo comestível. Ele já foi fonte de geração de emprego e renda, talvez por falta de incentivos para manejo e novas plantações para poder baratear o produto. 


          Ele perdeu espaço para outros concorrentes tais como a soja e o dendê. Hoje os seus frutos ainda são muito bem aproveitados por família de baixa renda. Essa árvore é uma palmeira de grande porte, bem alta, tem um tronco cheio de espinhos. 


        Ela é inconfundível dentro da caatinga ou cerrado nordestino, ela se diferencia de outras palmeiras nativas da região do semiárido nordestino. Esse tipo de palmeira chega a atingir aproximadamente uns 15 metros, seu tronco chega a medir uns 30 cm de diâmetro. 


           Ela tenha folhas que tem uma coloração verde-musgo. Seus frutos tem um formato obovóide e tem um tamanho de pelo menos 6 cm de comprimento e 4 cm de diâmetro. Os seus frutos quando ficam maduros, apresentam casca amarela esverdeada, e a sua polpa, levemente alaranjada. 


       Essa palmeira é encontrada na mata atlântica principalmente na Bahia, também é encontrada facilmente entre o cerrado e a caatinga nordestina, uma zona de convergência que existe. Seu nome científico (Bactris setosa), ticum, tucunzeiro, tecum. 


        Como os frutos são fibrosos e suculentos, daí surgiu um dos seus nomes populares, uva do mato. O palmito que ele produz também é comestível. A fibra que essa árvore produz, também no passado servia para fabricação de redes, e elas eram bem resistentes, chegando a durar meio século. 


          Podemos dizer que essa é uma palmeira do cerrado do nordeste. Ela é da família das arecacease, nativa, endêmica do Brasil. Também podendo ser encontrada em todo Brasil.

    23 de jan de 2016

    AÇUDE CABACEIRAS

                                   
                                  
                                                                         Fonte da imagem: fabiomagnani




                               



                              CARTÃO POSTAL DA PARAÍBA



          



          Seria muito bom se órgãos competentes que controlam a hidrografia da bacia nordestina, encontrassem um meio de reaproveitar o excesso das águas que saem pelos sangradouros dos grandes açudes nordestinos. 


        




          O ideal era que essa água fosse reaproveitada em outros açudes mais à frente dos que estivessem sangrando, e com isso conseguissem que essa água desperdiçada fosse para dentro de outros reservatórios, pois se elas entrarem nos rios temporários ou não, elas acabam sendo desperdiçadas. Quem sabem açudes construídos em efeito dominó com diferença de quilômetros entre um e outro. Acho que seria uma boa ideia se nós nordestinos tivéssemos um bom tipo de tecnologia a onde as águas não fossem tão desperdiçadas assim. 


      





           Pois é em anos de secas intermitentes a onde o sertanejo passa por dias difíceis. Vamos falar de um belo açude paraibano construído no local chamado Boqueirão porquê fica no Município paraibano de Boqueirão.  Porém o seu nome é Açude Epitácio Pessoa, uma forma de homenagem um paraibano que foi presidente do Brasil. Epitácio Pessoa em seu governo, investiu muito no programa de construção de barragens. Mas isso é uma outra história. 


          




              Esse açude fica a 45 km da cidade de Campina Grande. O lago formado por ele cobre uma área de 2.680 há, acumulando um volume de 535.680.000 m³. Ele oferece um potencial energético de 2.300 cv. Sua bacia hidrográfica cobre uma área de 12.410 Km². Ele também abastece a cidade de Campina Grande de água e gera energia elétrica. O acesso ao local pode ser feito a partir da cidade de Campina Grande, pela rodovia PB 148. Essa represa foi construída pelo DNOCS entre os anos de 1951 e 1956, e só foi inaugurado pelo presidente Juscelino Kubitscheck em janeiro de 1957. 


        





        A sua construção solucionou o grave problema de abastecimento d’água da cidade de Campina Grande. No entanto com as secas prolongadas a cada dia, o drama do açude Epitácio Pessoa começa ser visível, pois vemos o açude secar. Queira a Deus que Chova na região e em todo o nordeste, para que os açudes possam acumular água e possam mostrar toda a sua beleza e também possa saciar a sede dos nordestinos.




    22 de jan de 2016

    SANDÁLIAS DE RABICHO

    Fonte da imagem:  jornalggn
    Fonte da imagem: jornalggn





    CULTURA DO COURO


           

         Vemos que a indústria do couro no sertão nordestino como em quase todo o nordeste brasileiro, ela é muito forte. A gente ver que nessa indústria, temos algumas vertentes que só beneficia toda uma gama de coisas que fortalece a cultura e a geração de emprego e renda para as pessoas. Isso tanto faz ser nas sub regiões nordestinas, como também no semiárido, e porque não dizer no litoral dessa região. 


          


          Não é nenhum segredo para ninguém, que o couro além de ser uma grande matéria prima, também faz parte da cultura desse povo. Sabemos também que para o couro chegar ao ponto de ser usado, ele passa por vários processos a começar pelo corte, e depois pela secagem. Ele antes de ser utilizado como material nobre, tem que ser curtido, só assim está pronto para confecção de diversos artefatos. 


         


           O couro é um dos produtos mais usados para alavancar a economia. No nordeste, isso é uma tradição já há bastante tempo, desde a época da colonização. Nos dias de hoje, ele é um dos produtos mais usados para confecção de pastas, cintos, sapatos, malas, casacos, chapéus sandálias e por aí vai. Vamos falar hoje de um desses artefatos muito usado pelos nordestinos, e que se expandiu para o mundo todo. As sandálias de rabicho é um desses artefatos. 


           


           Elas são muito conhecidas pelos nordestinos e por todos que aqui visitam. Foram usadas já na época de lampião, isso foi o começo para que elas se tornassem mais conhecida dentro e fora do nordeste brasileiro. Praticamente foi ele que criou essa moda. Esse artefato é encontrado em quase todas as feiras livres do sertão ou não, também são encontradas em centros comerciais, centros de turismos e por algumas lojas de couro. 


             


            São feitas com couro de bode ou couro de vaca. Elas entraram para o mundo da moda, e algumas já são desenhadas com outros tipos de modelos.  São feitas com couro e solado de borracha ou não, e são chamadas de sandálias de rabicho. As pessoas que fabricam esse tipo de calçado, são verdadeiros artesãos. Antigamente essa profissão passava de pai para filho, esse oficio de fabricar sandálias de couro e outros artefatos que tem como matéria prima o couro. 


             


            As sandálias de couro tem uma durabilidade muito grande, e quando pegam água, passam da cor de couro amarelado para um couro mais escuro. Os preços delas, variam de fabricante e de comércio para comércio, mais fica em torno de uns 40,00 reais por par. Essas sandálias são muito procuradas pelos turistas, pois são confortáveis e são propicias para o dia a dia das pessoas que gostam de andar à vontade. As sandálias de rabicho são a cara do nordeste. 


            


            Elas fazem parte da cultura sertaneja nordestina. O bom desse artefato, é que agora ele é objeto que faz parte da moda e que leva o nome do nordeste para fora. A diferença dessas sandálias de ontem e as de hoje, é porque elas tem vários designs e dá mais oportunidade para as pessoas escolherem os modelos.




    21 de jan de 2016

    PROFETAS DAS CHUVAS

    Fonte da imagem: bocaquente




    CULTURA DE BOA FÉ



           O sertão nordestino é cheio de folclore e de cultura popular, isso faz com que essa região seja rica em todos os aspecto no que se refere a vida dessa sociedade rural e urbana que vive nessa área do semiárido da região nordestina. O nordestino por si só, é uma pessoa que tem muita fé e sempre está fazendo as suas promessas para os santos católicos de sua devoção. Hoje nós vamos falar de um desses personagens que existem no sertão nordestino. 


            Profetas das chuvas como são chamados, são pessoas que na maioria das vezes moram nas zonas rurais da região nordestina. Essas pessoas procuram elaborar a partir das observações das mudanças do ecossistema, da atmosfera, de posição e visibilidade de corpos celestes. 


        Mesmo com tantas mudanças proporcionadas pelo desenvolvimento e a informatização, sempre existem aquelas pessoas que preferem se guiar pelas tradições que foram passadas de pais para filhos, uma verdadeira crença nos mistérios da natureza. 


           Na maioria das vezes esses sertanejos se baseiam em vários elementos da natureza, tais como: nos animais, nos insetos, nos astros, nas plantas e outros. Alguns deles, levam em conta o sinal dos ventos, que é aquele vento mais refrescante e é chamado de “Aracati”, ele vem no sentido sudoeste. Isso acontece logo cedinho da noite, nas regiões mais secas do sertão. 


           Também usam o cantar dos sapos, também usam os formigueiros, pois eles dizem que aqueles que sobrevive as secas, começa a botar para fora os restos de bagulhos que eles colocaram lá dentro durante o ano, já alguns falam que se o João de Barro fizer a sua casa para o poente, é sinal de muita chuva, já outros procuram observar as colmeias de “inchuís”. 


            Quando o inverno vai se aproximando na região semiárida do nordeste do Brasil, essas pessoas se reúnem para fazerem as suas previsões. Nesses encontros, eles apresentam como forma de fé e ciência, as suas crendices e levam para os encontros anuais dos Profetas das chuvas, flores, ninho de Maria de Barro, fotos do céu, fotos de montanhas, capa com abelhas com mel, formigas, casas de cupim e outras formas de provarem que eles estão falando a verdade, cada um com a sua ideologia, e com a sua ciência. 


           Já alguns que não levarem algum tipo de prova, usam como prova, as suas experiências como homem do campo e que tanto faz pela natureza. Todo ano os agricultores aguardam com grande ansiedade o período chuvoso no semiárido. Esta expectativa aumenta nos meses de dezembro e janeiro, período que começa o inverno na região. A experiência mais popular entre eles é a experiência da primavera, ocorre no mês de setembro. 


            Esse é o nosso sertão, com suas crendices, com a sua cultura e com seus mistérios. Sabemos que Deus é quem manda as chuvas, e portanto precisamos pedir para ele, que ele sempre mande chuva para nós. Hoje notamos que as coisas mudaram, e mudaram muito, chuvas de inverno em época de verão, inverno que não vem na época de inverno, e por aí vai. 


          O clima modificou bastante, e por culpa exclusiva do homem, que não sabe preservar o que precisa ser preservado. Na parte cultural e folclórica, vamos caminhando pedindo a Deus que esses homens acerte as suas previsões, pois eles só estão querendo é que no sertão Nordestino cai chuvas, tenha inverno regular. E isso, só Deus é quem pode nos proporcionar. Nordeste brasileiro, um celeiro de crenças, de cultura, e de boa fé.








    20 de jan de 2016

    PRAIA DE ZUMBI






    PAISAGEM PARADISÍACA

          

         O litoral potiguar é um colosso, praias lindíssimas com seus coqueirais, suas dunas branquinhas, um mar azul turquesa e morno, sem falar nas paisagens paradisíacas. Não é à atoa que as praias do Rio Grande do Norte, estão entre as mais belas do Brasil. Todos os anos principalmente no verão, elas são invadidas por turistas de todas as partes do mundo, sem falar nos turistas brasileiros. As praias desse estado, são consideradas praias que chamam atenção de quem as visita. 


        Com águas cristalinas propícia para banhos, elas mostram as suas belezas para todos que as conhecem. Desde as praias urbanas passando pelas praias da grande natal e se estendendo pelas outras que ficam no interior do estado, elas sempre dão um jeito dos que lá vão, ficarem com uma impressão de que estão no caribe. Falando de praias do interior do estado, vamos falar de uma linda praia que fica no litoral norte. 


         Vamos falar da praia de Zumbi. Essa é uma praia que fica a 68 Km da cidade do Natal (RN), Na verdade Zumbi pertence a Rio do Fogo, A vila é muito tranquila, tem poucos comércios, e na orla podemos contar poucos bares. Essa praia fica entre a Barra do Rio Punaú, ao sul, e a praia de Rio do Fogo, ao norte, a sede do município a qual ela pertence. A praia de zumbi tem muitos coqueirais, um uma vista panorâmica sem igual. 


         Você pode se deliciar depois de um passeio pelas areias branquinhas da praia, vendo um visual lindo, pode dá aqueles mergulhos nas águas calmas e mornas de Zumbi, depois saborear aquele cardápio regional que eles costumam fazer, como: peixe frito, galinha cabidela, caldo de peixe e muito mais. Esse nome “zumbi”, tem origem africana, e significa fantasma que só sai à noite. Mas o nome da praia foi colocado de “zumbi”, porque existia um sítio na região no século XVlll, isso são os nativos que falam. 


         Mesmo sendo ainda uma típica vila de pescadores, a praia recebeu nos últimos anos alguns empreendimentos imobiliários. Mesmo assim, ainda é um lugar pacato e bem sossegado, bom para quem quer passar férias e fugir do corre e corre das grandes cidades. Esse é um lugar para quem quer sossego, quem está afim de relaxar alguns dias. Alguns nativos falam que no início dos anos 70, em razão desse local ter o nome de “zumbi”, e os nativos saberem qual era o significado do nome “zumbi”, eles fizeram uma espécie de manifestação para trocar o nome do local pelo nome de praia de São Sebastião, mas isso não foi possível porque o apoio popular não surtiu efeito. 


          Eles queriam o nome do santo, porque homenagearia o Santo Padroeiro do Local. Mas nos dias de hoje, eu acho que os nativos já se habituaram com o nome do local. O importante nisso tudo, é que essa é uma das praias mais lindas do litoral norte do estado do Rio Grande do Norte. Para chegar a esse local paradisíaco é só atravessar a ponte de Igapó, sobre o rio Potengi, na cidade de Natal, em direção à zona norte, seguindo pela RN 107 até chegar a BR 101 norte. 


          São pelo menos uns 70 Km até chegar no município de Rio do Fogo. Entrando a direita na estrada de barro. São apenas 6 KM até chegar a praia. Estando na capital potiguar, Natal, venha conhecer a praia de “zumbi”, você ficará extremamente satisfeito com a receptividade do local, vai se encantar com o visual deslumbrante da praia, e vai aproveitar para experimentar a culinária do local a base de peixes.




    LINGUIÇA DO SERTÃO





    Fonte da imagem: stefaneli




    PRODUTO SERTANEJO
           

         Um produto sertanejo que sempre está presente nos restaurantes regionais aqui no nordeste, é a linguiça. Eu vou falar dessa iguaria que é bem peculiar e que é feita de carne de sol. Sabemos que existem de vários sabores e isso é um manja para todos aqueles que gostam de degusta-la. Esse produto sertanejo é muito procurado pelos que gostam de uma gastronomia exótica e saborosa. Uma boa forma de resolver o problema dos sabores, é fazendo sua própria linguiça em casa, já que a maior parte delas são feitas artesanalmente. 


            Temos uma oferta muito pequena, comparando com Argentina, Portugal, Espanha e Itália, sendo assim, uma boa opção é você produzir a sua própria linguiça. Para você fabricar uma boa linguiça artesanal, irá precisar de 1 moedor de carne, 1 funil (para colocar a carne dentro da tripa). 


           Modo de preparo: 1 kg e 500 de carne de sol, 1 kg e 600g de carne de porco, 500g de toucinho de porco sem pele, 2 copos de água gelada, 4 dentes de alho, 2 colheres (sopa) de sal, 5 pimentas bodinhas sem sementes, 1 pimenta dedo de moça sem sementes, 1 colher de café de glutamato monossódico, 1 colher de café de glutamanto monossódico, 1 colher de tempero pronto. 1 março de salsa picada. 


          Modo de preparo: Passe as carnes pelo moedor, Adicione 2 copos de água gelada. Faça uma pasta com o alho, sal, pimentas, glutamato e tempero pronto. Misture as pastas à carne e a masse tudo para ficar bem homogêneo. Adicione 1 março de salsa picada e misture bem, novamente. Deixe essa carne descansar na geladeira por 5 horas. 


            Depois prepare bem a tripa: Lave com água corrente por dentro e por fora. Deixe de molho por 30 minutos com água e vinagre ou água e limão. Enchendo as linguiças: Dê um nó simples na extremidade da tripa, faça um furo com palito de dentes para sair o ar, Vá colocando a carne moída dentro da tripa, Deixe a linguiça inteira, ou amarre em gomos. Como não há conservantes nessa iguaria, o ideal é congelar para conservá-la. 


           Muitas pessoas do sertão, gostam e vivem desse oficio, fabricar linguiça artesanal nas próprias casas. Isso gera emprego e renda para famílias de baixa renda. Então vemos que essa tradição é muito comum no sertão e em todo o nordeste brasileiro. Isso é trabalhoso, mas o resultado final é interessante e compensador. 


            A produção da linguiça artesanal sertaneja é absolvida pelas feiras livres, mercadinhos e outros. Esse produto sertanejo também é escoado para o sudeste do Brasil através de parentes dos nordestinos que moram lá, e por alguma importadora de produto sertanejo nordestino. Esse é um produto que não é encontrado  em todo comércio não. Só é encontrado em casa de produtos do sertão.
                                                                                                                                                                     


















    AS MAGRELAS






    CENAS RURAIS E URBANAS



                 As cenas rurais e urbanas nordestinas são simplesmente o inverso umas das outras, mas que no entanto, você possa cruzar com algumas delas estando invertidas. Cenas urbanas que acontecem no sertão e cenas rurais que acontecem na cidade. No começo dos anos 70 o Brasil ainda estava engatinhando em alguns setores da tecnologia. Dos anos 80 em diante, começamos a alavancar rumo ao mundo globalizado.



          Quero dizer, também, que em algumas cidades do interior do Brasil, principalmente no sertão nordestino, ou mesmo nas pequenas cidades o meio de transporte era o fusca para quem tinha um pouco mais de dinheiro e para quem quase não tinha: a bicicleta. Haviam, basicamente, somente duas grandes conhecidas marcas de bicicletas que abasteciam o país, e a mania dos sertanejos naquela época, era de enfeitar suas bicicletas, quanto mais enfeitadas mais atenção elas chamavam. 


           De capas de celas a espelhos retrovisores, de pisca a pisca a lanternas acendendo na traseira da bicicleta, e por aí vai. Tinha alguns mais afoitos, que terminavam colocando algum tipo de marcador de quilometragem, isso deixava à magrela ”mais enfeitada de que burro de cigano”, como costuma dizer os sertanejos que residem no sertão.



          O setor de veículos de duas rodas não motorizado nos anos 70 era aquecido fenomenalmente por dois motivos aparentes: primeiro, o poder aquisitivo das pessoas era baixo e o segundo motivo é que a indústria dos veículos de duas rodas motorizados, ainda não era muito grande. 


          Pois quem tinha um pouco mais de dinheiro só podia comprar a motos chamadas de “as japonesas”, porque elas eram fabricadas no Japão. Desta forma, a indústria das bicicletas era muito grande, vendia bastante e tinha uma grande aceitação por parte das pessoas dos interiores nordestinos.



         No entanto, com a modernização dos tempos, novas tecnologias e o poder aquisitivo das pessoas se tornando mais alto, criou-se a facilidade de comprar um veículo de duas rodas motorizado. Pois bem, mas em pleno século XXI, não se iluda, você pode se deparar com uma cena inusitada, como a de encontrar uma daquelas bicicletas enfeitadas, seja na cidade ou mesmo nas zonas rurais você pode ainda encontrar uma cena típica dos anos 70. 





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