, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 01/12/16

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    12 de jan de 2016

    CARNE DO CEARÁ

    Fonte da imagem | caprilvirtual


    Fonte da imagem: caprilvirtual




    TIPO DE SALGA


         

    Uma coisa muito cultural e peculiar no nordeste brasileiro é a produção e a secagem da carne de sol chega a ser quase um ritual. Em qualquer parte do sertão nordestino que você passe e que ali seja um polo de fabricação desse tipo de carne vai perceber que se trata dos mesmos costumes e das mesmas técnicas de aplicação nesse tipo de carne. 


         

         Seja no sertão do Seridó do Rio Grande do Norte, seja no Seridó oriental paraibano, seja na cidade de Campo Maior no Piauí, famosa por sua carne de sol e mais alguns outros polo produtores desse tipo de salga, ou seja em qualquer outro polo produtor dentro do nordeste brasileiro vemos que as técnicas são as mesmas, exatamente as mesmas, isso além de ser cultural, também é um costume dos sertanejos adquirido de seus antepassados.



         
          Esse tipo de carne por alguns anos foi chamada de carne do Ceará, já que em 1778 Pernambuco foi proibido de fazer qualquer tipo de salga na carne, isso acelerou o estado do Ceará na produção desse tipo de carne para abastecer alguns estado do Nordeste. Essa carne saia pelos portos de Camocim e Acaraú. Foi daí que surgiu o nome de carne do Ceará. Ela tem várias denominações: carne do vento, carne do sertão e ‘outros. 


         

          Essa carne é muito confundida com a carne seca, elas tem um processo muito parecidos mas o sabor é diferente, a carne de sol é ligeiramente salgada e colocada em local coberto para poder secar ao vento, seu processo de secagem é rápido, ela fica macia e úmida por dentro.



         

          A carne seca leva mais sal e é empilhada em locais secos para desidratar. Esses tipos de carnes, tiveram um papel fundamental na economia brasileira, elas contribuíram e muito para a expansão da criação de gado e a fixação de habitantes em zonas rurais dessa região. Alguns pesquisadores falam que o método de secagem da carne ao sol é pré-histórico. 


         

        Na realidade esse tipo de carne é um dos pratos mais consumidos pelos nordestinos, a carne de sol sempre vem acompanhada com macaxeira ou pode ser servida com arroz feijão e farofa, ou pode ser acompanhada de qualquer outra coisa.



         O que se ver na verdade, é que ela tem a cara de nordeste, sempre está na mesa de um bom restaurante, ou de um pequeno comércio, ela sempre é a preferida. O nome carne de sol vem do modo que se prepara ela, as mantas de carnes eram salgadas e estendidas ao sol. Esta técnica o nordeste herdou dos portugueses que utilizava para preservação e exportação de peixes. 


         Como esse processo de secagem da carne exige um clima muito seco, o sertão ficou sendo ideal para a sua fabricação. Esse é o tipo de preparo da nossa carne de sol do dia a dia. Todo polo produtor de carne de sol no nordeste brasileiro ele é exatamente igual, isso é como se fosse um ritual cultural, está nas técnicas aplicadas no preparo.






    ARTE DE TRANÇAR

    Fonte da imagem: Fuchic





    CESTARIA




       Não é de hoje que o artesanato do nordeste brasileiro vem se destacando dentro e fora do Brasil. Cada dia novas técnicas, novas tendências, novas matérias primas, e por aí vai. 


        Não é preciso dizer que esse tipo de artesanato é um grande meio de geração de emprego e renda para famílias de toda região nordestina e de todas as regiões do Brasil. Os índios são os mais antigos artesãos, e utilizavam muito a arte da pintura. 


          Antigamente era muito comum a gente ver o artesanato em palha, feito pelos índios. Esse artesanato varia de região para região, e de tribo para tribos de artesãs. A arte de trançar fibras deixada pelos indígenas, inclui chapéus, peneiras, esteiras, redes, balaios e outros. 


        A variedade de objetos de traçados é imensa, sem falar que cada um deles leva formas geométrica diferentes umas das outras, isso valoriza muito os objetos feitos pelos artesãs. Os artesanatos em fibras vegetais que são aqueles feitos de plantas e têxteis, são representados pelos traçados e trabalhos de cestaria. 


        Eles constitui uma das mais expressivas categorias junto com trabalhos feitos em madeiras e cerâmica. Os matérias usados como matéria prima para esses artesanatos são: a palha de milho, a palha de bananeira, a palha da taboa, a palha de Ouricuri, a palha da carnaúba e outros. 


        No Nordeste brasileiro é muito comum encontramos os traçados de palha. A partir dessas matérias primas, os artesãos fazem surgir obras inspiradas na natureza, de decoração e também como acessórios da moda. 


        Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico. O artesanato no Brasil surgiu nesse período também. Hoje vemos que em algumas regiões do nordeste brasileiro, a arte de traçar, ou cestaria, está cada vez mais sendo difundido e fortalecido por ideias, por produção e por venda dos produtos. 


       Isso é ótimo, porque esses artesãos além de terem convites para participarem de feiras nacional e internacional, eles vendem as suas peças e ao mesmo tempo, conseguem uma boa valorização pelo seu produto. O artesanato de cestaria no nordeste, ele é muito rico em técnica, estilo e em material usado nos objetos confeccionados por eles.
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