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21 de jan de 2016

PROFETAS DAS CHUVAS

Fonte da imagem: bocaquente




CULTURA DE BOA FÉ



       O sertão nordestino é cheio de folclore e de cultura popular, isso faz com que essa região seja rica em todos os aspecto no que se refere a vida dessa sociedade rural e urbana que vive nessa área do semiárido da região nordestina. O nordestino por si só, é uma pessoa que tem muita fé e sempre está fazendo as suas promessas para os santos católicos de sua devoção. Hoje nós vamos falar de um desses personagens que existem no sertão nordestino. 


        Profetas das chuvas como são chamados, são pessoas que na maioria das vezes moram nas zonas rurais da região nordestina. Essas pessoas procuram elaborar a partir das observações das mudanças do ecossistema, da atmosfera, de posição e visibilidade de corpos celestes. 


    Mesmo com tantas mudanças proporcionadas pelo desenvolvimento e a informatização, sempre existem aquelas pessoas que preferem se guiar pelas tradições que foram passadas de pais para filhos, uma verdadeira crença nos mistérios da natureza. 


       Na maioria das vezes esses sertanejos se baseiam em vários elementos da natureza, tais como: nos animais, nos insetos, nos astros, nas plantas e outros. Alguns deles, levam em conta o sinal dos ventos, que é aquele vento mais refrescante e é chamado de “Aracati”, ele vem no sentido sudoeste. Isso acontece logo cedinho da noite, nas regiões mais secas do sertão. 


       Também usam o cantar dos sapos, também usam os formigueiros, pois eles dizem que aqueles que sobrevive as secas, começa a botar para fora os restos de bagulhos que eles colocaram lá dentro durante o ano, já alguns falam que se o João de Barro fizer a sua casa para o poente, é sinal de muita chuva, já outros procuram observar as colmeias de “inchuís”. 


        Quando o inverno vai se aproximando na região semiárida do nordeste do Brasil, essas pessoas se reúnem para fazerem as suas previsões. Nesses encontros, eles apresentam como forma de fé e ciência, as suas crendices e levam para os encontros anuais dos Profetas das chuvas, flores, ninho de Maria de Barro, fotos do céu, fotos de montanhas, capa com abelhas com mel, formigas, casas de cupim e outras formas de provarem que eles estão falando a verdade, cada um com a sua ideologia, e com a sua ciência. 


       Já alguns que não levarem algum tipo de prova, usam como prova, as suas experiências como homem do campo e que tanto faz pela natureza. Todo ano os agricultores aguardam com grande ansiedade o período chuvoso no semiárido. Esta expectativa aumenta nos meses de dezembro e janeiro, período que começa o inverno na região. A experiência mais popular entre eles é a experiência da primavera, ocorre no mês de setembro. 


        Esse é o nosso sertão, com suas crendices, com a sua cultura e com seus mistérios. Sabemos que Deus é quem manda as chuvas, e portanto precisamos pedir para ele, que ele sempre mande chuva para nós. Hoje notamos que as coisas mudaram, e mudaram muito, chuvas de inverno em época de verão, inverno que não vem na época de inverno, e por aí vai. 


      O clima modificou bastante, e por culpa exclusiva do homem, que não sabe preservar o que precisa ser preservado. Na parte cultural e folclórica, vamos caminhando pedindo a Deus que esses homens acerte as suas previsões, pois eles só estão querendo é que no sertão Nordestino cai chuvas, tenha inverno regular. E isso, só Deus é quem pode nos proporcionar. Nordeste brasileiro, um celeiro de crenças, de cultura, e de boa fé.








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