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26 de jan de 2016

ILHA DO FERRO




                                                                     
Fonte da imagem: alagoasborel



                                             
                                POVOADO RIBEIRINHO
                                               



    Esse semiárido que é um verdadeiro patrimônio dos nordestinos, nos prega cada peça em cada lugar que a gente chega, vemos que nesse bioma chamado caatinga, tudo que está diretamente ligado a ele, é muito importante e rico culturalmente. 


    Por onde se anda pode se perceber que existe lugares lindos para se fazer o eco turismo. Também vemos um acervo cultural inestimável, partindo do pressuposto do que existe nele, é uma história milenar que nos proporciona sítios arqueológicos com pinturas rupestres, fosseis aflorando da terra e muito mais.



    Vamos falar de um desses lugares que além de ser maravilhoso como tantos outros que existem no sertão nordestino e fora dele nos remete às belas paisagens do sertão veredas. A transformação mágica desse bioma é uma coisa divina vindo de DEUS. 


    Um povoado do nordeste brasileiro que está encravado dentro desse bioma e que fica às margens do Rio São Francisco, chama-se “ilha do ferro” pertencente ao Estado de Alagoas e está localizado a 18 KM do município de Pão de Açúcar. 


   O povoado tem mais ou menos umas duzentas famílias, sua principal fonte de renda é o seu artesanato. O seu bordado boa noite, também é uma tradição, que vem desde a época da colonização. Esse oficio ainda se mantem por essas bandas, já que no resto do Brasil quase não existe mais. Esse também é uma atividade econômica que ajuda muito esse lugar.A renda é um trabalho exclusivo das mulheres desse povoado, e a qualidade dessa renda já ganhou o mundo. 


     Para chegar a esse povoado, só existem dois caminhos: ou de barco, ou de carro 4x4 pois o terreno e cheio de trilhas e a dificuldade natural do terreno dessa região pede que os carros sejam preparados. As paisagens desse lugar são surpreendentes, o visitante vai ficar muito surpreso no que vai ver nele. Geralmente os artesãos usam temáticas para construírem as suas obras: Barquinhos inspirado nas pequenas embarcações que existem nesse trecho do rio. 


    O bordado bom dia, boa tarde, boa noite, que inclui o ponto flor boa noite, reproduz as casas do vilarejo, e os florais com o tecido estampado e bordados apenas no fundo, formando assim, um recorte de estampa. Essa é a história desse lugar chamado “ilha do ferro”. Por essas e outras, vejo que há cada dia, meus irmãos nordestinos se dedicam mais e mais a manterem a tradição dessa cultura tão linda que só nos deixa felizes por ser dessa terra
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Esse semiárido que é um verdadeiro patrimônio dos nordestinos, nos prega cada peça em cada lugar que a gente chega, vemos que nesse bioma chamado caatinga, tudo que está diretamente ligado a ele, é muito importante e rico culturalmente. Por onde se anda pode se perceber que existe lugares lindos para se fazer o eco turismo. 



JIPÕES DE PERNAMBUCO

JIPÕES | Fonte da imagem: lexicarbrasil
Fonte da mensagem: lexicarb








CRIATIVIDADE NORDESTINA




   



Tudo no nordeste é cultural, seja por falta de uma boa infraestrutura, tanto nas zonas urbanas como nas zonas rurais, o nordestino com o seu aguçado senso de criatividade, trata logo de resolver as coisas ao seu modo. Isso desde a época da colonização. 


     



   Criatividade e senso de bom humor, é uma coisa que não faltam para nós nordestinos. Não é segredo para ninguém, que algumas pessoas que moram fora dessa região, pensem que o nordeste é só seca e atraso, e que vivemos na mais pura miséria, grande engano. 


       



      Como toda regra tem a sua exceção, eu não vou dizer que aqui algumas partes desse torrão de meu Deus, não exista isso, claro que existe, mas vou dizer também que dentro do sertão e fora dele, também temos polos produtores, com mão de obra qualificada, e que produz muitas peças de roupas na área têxtil para que sejam exportadas para fora do estado. Mas aqui vamos falar hoje da pura cultura sertaneja, da pura cultura nordestina que vemos dentro e fora dessa região tão linda. 


    Sabemos que nessas pequenas cidades dos interiores do nordeste brasileiro, existe pouca infraestrutura, quase nenhuma, poderíamos dizer que tem algumas cidades que não existe infraestrutura nenhuma, e é por isso que algumas cidades procuram se adaptar ao que de melhor existe dentro delas, para que eles possam fazer disso um trunfo em causa própria. Vamos falar aqui dos jipes adaptados para carregarem a população e as cargas que essas pessoas levam. 


       




     A cidade de Madre de Deus fica no agreste pernambucano, e está distante do Recife a capital pernambucana, cerca de 200 KM. Esse carros sucederam, os nossos conhecidos pau de arara. Foi na década de 1960 que foram construídos os primeiros jipes alongados, para carregarem feirantes e pessoas que não eram feirantes. Essa série de jipes alongados, foram mais difundidos na década de 1980. Esses jipões Toyota são adaptados para enfrentarem todo os tipo de terreno. 


       





        Então eles solucionaram o problema da mobilidade e do transporte de pequenas cargas em regiões que não existe transporte regular ou, que não seja de tração, para poder encarar terrenos de difíceis acesso. O centro de produção para adaptar esses carros, é na cidade de Brejo da Madre de Deus em Pernambuco. Existia várias oficinas especializadas nesse tipo de serviço, elas chegavam a modificar de 25 a 40 carros em um mês. Esses carros sempre foram todos legalizados pelas empresas responsáveis. 


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      Esses jipões como são mais conhecidos no interior pernambucano, respondem por uma parcela crescente da economia de alguns municípios da região a onde são transformados em oficinas de fundo de quintal. Podemos dizer que nem a fábrica pensou nisso. 


     





     Essa invenção pode ser chamada de made in Pernambuco, o alongamento do carro é uma coisa incrível, só nordestino mesmo para pensar nessas transformações. Depois que o carro é transformado, ele passa de 5 para 12 passageiros, e o seu volume de carga passa para 1 tonelada. 


          





      O problema todo é que, quando o veículo está cheio, ainda tem algum passageiros que querem ir nem que seja em pé no veículo. Quem conhece essa região, vai notar que isso se tornou cultural, porque foi a necessidade de uma infraestrutura de transporte de massa adequado para esses tipos de terrenos, ou seja, são terrenos que dificulta muito a passagem de carros sem tração. Que foram construídos os jipes alongados para enfrentarem esse tipo de terreno, eles são 4x4. Foi então dessa necessidade que surgiram os “Jipões” em Pernambuco. Isso é cultural, isso já é comum nessa região.












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