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28 de jan de 2016

RASO DA CATARINA

Fonte da imagem: viarural
Fonte da imagem: viarural




ESTAÇÃO ECOLÓGICA




      A nossa caatinga, ela nos faz admirá-la, nos faz ter orgulho dela, porque essa vegetação é intensa e ao mesmo tempo mágica, pois ela pode estar com um tom de cinza escuro e pode vir a ter um tom verde florescente dependendo da água que Deus mande para ela. Além de exalar um cheiro único e inconfundível, a partir das primeiras gotas de orvalho que caem nas folhas dessa vegetação durante à noite e madrugada. 


     Esse bioma que o nordeste brasileiro tem, ele realmente é mágico e nos faz ver com muito orgulho, que essa vegetação densa e de difícil acesso, é uma marca do Nordeste brasileiro. 


    Vamos falar dessa região que é muito bela e que se chama Estação Ecológica do Raso da Catarina. Ela é uma estação ecológica brasileira, localizada entre o rio São Francisco e o rio Vaza Barris. Essa é uma das regiões mais secas da Bahia. 


       Tem uma pluviosidade de no máximo 600 mm por ano. Administrada pelo IBAMA, fica a 60 KM de Paulo Afonso, em um lugar de difícil acesso. Tem uma área de 105.282.00 hectares em uma zona de transição entre o clima árido e semiárido. Com uma vegetação típica da região, a caatinga, esse foi o palco da guerra de Canudos e, por causa da enorme dificuldade de acesso, também foi esconderijo de cangaceiros. 


          
    O objetivo dessa estação ecológica é de proteger o ecossistema e permitir o desenvolvimento de pesquisas cientificas da fauna e da flora desse local. A flora predominante do local é mandacarus, coroas de frade, xique-xique, facheiros, palmatórias e alguns tipos de bromeliáceas. Também tem árvores como umbuzeiro, jatobá, juazeiro, pereiro e tantos outros. A fauna tem pequenos animais como sonhins ararinhas-azul, concrizes, galos de campinas, canários e outros. 


      Para que os turistas tenham mais tranquilidade e sejam mais bem informados sobre a história do lugar, eles vão ter sempre a presença de guias do local. Para que esses turistas venham conhecer o local, precisam agendar com antecedência a sua visita ao parque, para poderem atender as normas do IBAMA. Essa estação ecológica existe desde 1983. Existe uma versão como parte do folclore regional para justificar o nome Raso da Catarina. 


       O primeiro se deve a uma índia, por nome “Catarina”, que pertencia a uma tribo indígena que vivia na região do Raso. A segunda versão, é que um grande latifundiário em Belo Monte de Canudos, coronel Ângelo Reis, teria dado o nome a está reserva, de Catarina, isso depois da morte da sua esposa que tinha o mesmo nome. 


       Como a gente ver, é mais uma história que se passa na região do nordeste do Brasil aonde não se tem a certeza de alguns ditos populares nessa história. O certo é que essa estação fica em uma região lindíssima do nordeste do Brasil, e que vem a ser um pedaço do sertão que surpreende a todos pela sua beleza e pelo seu encanto. Procure conhecer essa região e essa Estação Ecológica do Raso da Catarina.


FRUTA DO CERRADO

Fonte da imagem: geoview
Fonte da imagem: geoview




SABORES DO BRASIL




    Essas maravilhosas plantas da caatinga e do cerrado brasileiro nos surpreende a cada dia. São plantas que tem um potencial nutritivo e econômico imenso e estão sendo sempre estudadas e para que o seu potencial seja mais bem aproveitado. Vamos falar aqui da “cagaita” que é uma planta encontrada no nordeste brasileiro e em algumas outras regiões. 


      Podendo ser encontrada no Maranhão, Piauí e a Bahia, essa árvore tem um tronco tortuoso, casca grosa, corticosa(cortiça), tem a cor cinza ou castanha, com fissuras profundas no tronco e sua altura pode chegar até 8 metros, com uma copa que pode atingir 7 de diâmetro. Tem folhas avermelhadas e depois passando para esverdeadas.



    A “cagaita”(Eugenia dysenterica DC) pertence à família Myrtaceae e na época de sua florada (meses de agosto e setembro) emite bastante flores. Considerada uma espécie de interesse econômico, os seus frutos são aproveitados em várias receitas, além do consumo in natura. Esse aproveitamento é bastante difundido entre os habitantes do cerrado. Seus frutos podem também serem aproveitados em geleias, sucos, doces, licores, sorvetes e outros. 


      Os seus frutos são carnosos, suculentos, e medem 4 centímetros de diâmetros, cada fruto contém 1 a 4 sementes. As flores dessa árvore são brancas, isoladas, vistosa, perfumadas e hermafroditas (têm dois sexos na mesma flor).Para essa árvore ter bom desenvolvimento e frutificação é preciso que tenha uma temperatura amena a quente, solos profundos, bem drenados. 


     A propagação é feita através de sementes feita por pássaros e como se trata de planta do cerrado, ainda explorada de forma extrativista, ninguém pode calcular ainda uma forma mais concreta de uma grande produtividade de uma imensa ou pouca área com esse tipo de árvore.



    A comercialização da “cagaita” é quase exclusiva em mercados regionais e algumas pequenas indústrias alimentícias já tem explorado essa fruta como matéria prima. O mercado consumidor dos produtos processados a partir da polpa de “cagaita” está hoje restrito à região central do Brasil. O consumo dessa fruto é como o consumo do buriti, tem que ser moderado, pois a polpa dos dois frutos são de sabor agradável, ácido e com a sua textura macia, no entanto são muito gordurosas.













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