. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: 02/10/16

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    10 de fev de 2016

    CAMINHÃO PAU DE ARARA


    Fonte da imagem: sinduprom-pe
            



    TRANSPORTE DE SERTANEJO


                                     
                  Em um país de grandes dimensões continentais como o Brasil, vemos que em cada sub região do Nordeste brasileiro, ainda existe e vai existir por muito tempo, pequenos povoados totalmente esquecidos. Nesses lugares, como são remotos, não existe infraestrutura nenhuma. Essas áreas chamamos de sub-regiões dentro da região nordeste, como no agreste, no Seridó, no auto oeste, nos cariris cearense e paraibano, no meio norte, e por aí vai.



         Os lugarejos ficam distantes de toda civilização, portanto a infraestrutura quase não existe. Encontramos nesses lugares nordestinos agricultores sendo transportados em caminhões que chamamos pau de arara, por estradas vicinais quase intransitáveis pois, só de caminhão é possível passar. 



            No sertão, isso é normal e também é cultural, pois desde a metade do século passado até os dias de hoje ainda existem essas cenas e serviram de inspiração para “rei do baião”, Luiz Gonzaga, que escolheu falar da vida sofrida do sertanejo em cima de um pau de arara dentro do sertão ou indo para a cidade de São Paulo.




          Mesmo com todo modernismo das vans ainda existem lugares que o caminhão pau de arara predomina e pode acreditar, nesses lugares do nordeste, distante da civilização, esse meio de transporte ainda é usado como transporte escolar. 



         São lugares que ainda não são cidades, são apenas povoados esquecidos no sertão nordestino, ou mesmo em outra sub-região do nordeste. Esse hábito sertanejo ou hábito nordestino, teve seu auge nas épocas de grandes romarias no sertão, pois eles se tornaram muito conhecidos, transportando os romeiros. A prática foi coibida pelas autoridades e não pode mais ser praticada.




             Mais de 60 anos depois a situação em muitas cidades ainda é a mesma: o povo esquecido precisa usar uma forma arcaica de mobilidade. De certa forma, não podemos ser injustos e falar que está do mesmo jeito que estava há 40, 50 ou 60 anos, mas isso é cultural, dependemos muito das três esferas do poder público. Hoje, já existe o projeto dos ônibus escolares do governo federal, mas mesmo assim, ainda vemos paus de arara fazendo parte de algumas regiões do nordeste do Brasil..





    BLOCO CARNAVALESCO



    Fonte da imagem: opovocomanoticia




    BACALHAU DO BATATA




         A criatividade do Brasileiro é muito fértil, e se tratando de nordestino, nem se fala. Podemos ver isso nas festas comemorativas, tantos as pagãs como as festas cristãs. No carnaval, por exemplo, a gente ver todo tipo de fantasia de adereços e paetês. 



         Brincadeiras à parte, o que seria do nordestino e do Brasileiro se não fosse esse nosso jeito de ser extrovertido e brincalhão. Pois bem, as fantasias feitas para o carnaval são fantasias que superam as expectativas dos foliões e das pessoas que lá estão brincando e assistindo essa maravilha de festa.




         Durante os três dias de carnaval a turma brinca e se diverte bastante, porém tem pessoas que nesse período não tem nenhuma chance de brincar, foi pensando nisso, que um garçom da cidade de Olinda formou seu próprio bloco, sendo hoje, um dos mais conhecidos de Pernambuco e até do Brasil. 


          Esse bloco sai na quarta-feira de cinzas pelas ladeiras da cidade de Olinda arrastando uma multidão de foliões. O bloco, cujo estandarte é um bacalhau, juntamente com muitos outros ingredientes da cozinha nordestina.



         Criado há 53 anos pelo garçom Isaías Pereira da Silva, mas conhecido como “Batata” que não conseguia brincar durante o carnaval porque estava trabalhando, fez esse bloco para garantir a diversão dos que não tinham condições de brincar durante essa festa. Na manhã da quarta-feira de cinza os foliões desse bloco já começam a se reunir no Alto da Sé em Olinda, aguardando a saída do bloco. 



          Alguns foliões ainda fantasiados de outras agremiações, chegam para acompanhar o bacalhau do batata pelas ruas de Olinda. O seu estandarte pesa aproximadamente uns 30 kg e a tradição do bloco foi mantida mesmo após a morte do seu fundador em 1993. 



        O responsável pelas confecções da alegoria do bloco é Carlos Couto, que sai no bloco há 50 anos e não existe motivo para desanimação no final do carnaval, porque, para ele, o carnaval está começando na quarta-feira de cinzas, pois é quando começa a subir e descer as ladeiras de Olinda para que possa encerrar o carnaval pernambucano na manhã da quarta-feira. Sendo assim, “viva o bloco bacalhau do batata, viva o carnaval pernambucano”.





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