, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 03/07/16

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    7 de mar de 2016

    CASTELO SEM REI

    Fonte da imagem: neguinhoforrozeiro



                                               

                              

                                 

                                      CASTELO ZÉ DOS MONTES




     

       O que leva um homem rude e simples do sertão nordestino a construir um castelo no meio do bioma brasileiro que diga-se de passagem é o único no mundo com suas belezas naturais e com toda sua complexidade territorial, talvez seja um surto de imaginação de grandeza de seu ego ao ser capaz de realizar tal feito, ou não, poderíamos dizer que seria uma espécie de desafio próprio para testar até a onde a sua capacidade de criação.




         Mas, notamos que todas essas teorias não estão de acordo com o depoimento do próprio arquiteto do sertão: José Antônio mas conhecido como “Zé dos Montes, falou que na década de 1940 quando ele visitou a cidade de Pedro Avelino, que fica no interior do estado do Rio Grande do Norte, ele viu uma aparição de Nossa Senhora que modificou a sua vida. Como ele próprio relata, a imagem da santa surgiu como esculpida na rocha e conversou algum tempo com ele sobre o destino de construir alguns castelos e sobre os recursos materiais e espirituais que haveriam de garantir essas obras.




        Esse sertanejo corajoso e destemido, não se abateu e muito menos desanimou pelo fato de ser um homem pobre e sem recurso, e também de não ter a mínima noção de arquitetura e nem de engenharia. Depois do fato da aparição da santa, descrita por ele, o mesmo ainda levou alguns anos para colocar em prática a missão de construir o seu castelo, decidindo começar a edificação na década de 1960. Ele na verdade começou esse projeto pela sua casa que era no bairro das quintas na cidade do Natal. A casa ele reformou e fez como se fosse um mine castelo, ela tem muitos azulejos, janelas e torres.





       Outros projetos foram surgindo, mas ele não conseguia tirar aquele sonho que teve de fazer um castelo em cima de uma pedra e que tivesse uma lapa para abrigar a imagem da santa. Foi aí que ele teve a oportunidade de visitar a Serra da Tapuia, ele encontrou um sítio que era ideal para que ele colocasse o seu projeto ou sonho como queiram falar, em prática. Então Zé dos Montes procurou o dono dessa terra para fazer negócio, o mais importante e cheio de coincidência é que essas terras que ele comprou só poderia ser vendida para um homem religioso. Pois ali existia a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, e o dono dessas terras queria que o comprador prometesse em preservar a imagem.




      
         Como a promessa foi feita ele conseguiu comprar as terras, uma área de 13 hectares. Assim então foi feito, o projeto começou a ser colocado em prática, o castelo começou a ser construído. Ele tem 83 torres que surgem dos mais diferentes locais, sem obedecer qualquer estética a gente ver essas torres no seu aspecto externo. Na parte interna, o mais impressiona é a sua entrada, com seus corredores e labirintos e seus altares, realmente seu aspecto lembra uma igreja. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes fica em um altar feito especialmente para ela. Com uma história surreal como essa José Antônio começou a pregar o poder das rochas, então lhe deram um pseudônimo de “Zé dos Montes”.





          A construção desse castelo que era o seu projeto principal, começou em 1984, ele tem sempre uma reforma a ser feita. Essa obra simples, rústica e com uma beleza extraordinária, tem uma arquitetura que parece mas uma arquitetura medieval. A construção em si, foi feita de pedra e cal, seus labirintos são acrescentados aos poucos e parece que dificilmente se encontrará com o fim dessa construção que é grandiosa. 




          O construtor desse monumento mora em uma casa que foi construída em cima de uma grande pedra, ele permanece por lá por vários dias, essa casa não existe energia elétrica, nem água encanada, nenhum tipo de infraestrutura. Próximo ao castelo fica uma casa simples a onde mora o caseiro desse lugar, que se apresenta como filho adotivo e fala que o castelo está à venda. Zé do Monte fala que foram feitos ao todo, 13 os castelos feitos por ele, construídos com as próprias mãos, sempre no alto de montanhas.





         Na verdade, a devoção desse homem do sertão, por Nossa Senhora de Lourdes parece ser esquecida aos poucos pela população. O que seria viável no âmbito cultural, social e econômico, seria essa área se tornar um ponto turístico mais divulgado no estado, e que os órgãos competentes dessem apoio logístico, apoio estrutural e apoio no que fosse necessário, para esse ponto turístico do RN viesse a se tornar mais conhecido, gerando emprego direto e indireto para as pessoas que moram nessa região. 




            A desvalorização cultural, artística e turística do local faz com que essa linda obra, venha cair no esquecimento, por isso é muito importante os órgãos competentes prestarem assessoria e qualificarem as pessoas dessa área, e também darem apoio a infraestrutura e ao ponto logístico do local, pois isso é fundamental, sem falar em um calendário de dentro de comemorações artísticas. Essa área é privada, mais com diálogo e um pouco flexibilidade entre as pessoas, talvez a cultura ganhasse mais um ponto turístico com turistas do Brasil e turistas internacionais, além dos turistas do estado. 





          Essa obra demorou cerca de 20 anos para ser concluída. Para chegar a esse local, é só pegar a BR – 226, quando chegar a Tangará siga direto até o final da avenida principal. Na lanchonete “Dois Irmãos” entre a direita com destino a Sítio Novo. Da cidade de Tangará para o castelo, são 25 KM. O acesso ao castelo custa R$ 5,00 por pessoa. Se formarem um grupo de 20 ou 30 pessoas com programação antecipada, é só contatar os guias do local pois os preços caem. Vindo ao nordeste, e chegando ao Rio Grande do Norte, não deixem de conhecer o castelo Zé dos Montes.





    FLORESTA BRANCA

    ARARAS-AZUIS | Fonte da imagem: arvore-ae.blogspot





                                                               
                                          ARARAS AZUIS




        A Arara Azul é uma espécie que vive no sertão Nordestino, principalmente no sertão baiano. E, como todos sabem, estão ameaçadas de desaparecerem. Elas tem como habitat a caatinga do sertão nordestino, a onde existe várias espécie ameadas. A começar pela destruição desse bioma a onde elas vivem. A sua alimentação é a base de coquinhos, pois elas abrem com o bico e comem a poupa desses cocos.




        Quando estão com filhotes, depois que comem, guardam uma parte dessa comida para dar aos pequeninos. Graças a pesquisadores que fazem parte de um programa de proteção as mantém longe dos predadores e da perseguição de homens que não preservam a natureza. Na cidade de Canudos na Bahia, a fundação Biodiversitas conduz um programa para conservação in situ da Anodorynchus leari (Arara Azul de Lear). 




         Esse programa existe desde 1989 no sertão baiano. A Biodiversitas adquiriu uma porção de uns 130 hectares da área, com ajuda do fundo Judith Hart, e então, ela conseguiu criar a Estação Biológica de Canudos. Tudo isso faz parte de uma consciência para proteger aquele santuário. No local existe duas bases de campo construídas como pontos de apoio para funcionários, pesquisadores e visitantes.





         Essa espécie só existe na região do nordeste brasileiro, em especial no Maranhão, no Piauí e com uma concentração mais protegida, no estado da Bahia. Um dos fatores mais prejudicial a essas ave é o homem, devido ao intenso tráfico. Os compradores são atraídos pela sua bela cor azul e principalmente pela ganância de possuir espécies raras com as araras azuis. Os órgãos competentes intensificam a fiscalização, mas mesmo assim é quase impossível evitar esse tráfego. 




         Elas chegam a custar no mercado negro milhares de dólares. Infelizmente a ganância dos homens não se preocupa em preservar o meio ambiente a onde eles vivem. Precisa ter uma campanha intensiva e educativa para conscientizar as pessoas a preservarem a flore e a fauna do nordeste e do Brasil.





         As ararinhas-azuis fazem seus ninhos em ocos de árvores e que fica no alto. A reprodução da espécie torna-se mais difícil porque a conservação do meio ambiente nesses locais a onde as araras existem, não está sendo preservada pelo o homem. Como por exemplo, em decorrência de cortes indiscriminado de árvores da caatinga, aonde resta árvores jovens, e que não são altas, daí isso torna as novas condições de adaptação de fazerem seus ninhos.





        Pelos estudos, atualmente existem poucos exemplares levando-se em conta que poderia ter centenas de araras azuis ou mesmo milhares, o problema é que a mente do homens que ainda não evoluiu nesse nosso mundo de meu Deus, ainda são capazes de prejudicar a tudo e a todos, inclusive a quem só embeleza a natureza, como o caso das ararinhas azuis. Esse é um tipo de pássaro que não se adapta a cativeiro para reprodução. Araras azuis lear(Anodorhynchus leari). A sociedade tem que proteger esse nosso patrimônio, não só nosso mas da humanidade, é só fiscalizar e proteger essa nossa fauna e flora.






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