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11 de mar de 2016

TAPIOCA COM JINGA







PRATO TIPICAMENTE POTIGUAR






    Uma das mais tradicionais cozinhas do brasil é a cozinha nordestina, pois ela tem um cardápio variado com diversos sabores e aromas misturado aos molhos picantes feitos com ervas da nossa terra chamada de Nordeste. O nordestino como é bem criativo, ele sempre está criando pratos maravilhosos que nos deixa com água na boca. O nordeste brasileiro é dividido entre litoral, sertão, agreste, meio norte, cariri, e outras sub-regiões. Pois bem, dentre todos esses costumes você encontra pratos e sabores diferentes entre um lugar e outro, mas também pode encontrar o mesmo prato em regiões diferentes. 




    Este é o nosso jeito de fazer as coisas, pois somos da mesma cultura, com diferenciações entre algumas coisas, o que é normal, pois toda unanimidade é burrice. É isso que é bonito na nossa terra, pois vemos o processo de criação dos nordestinos entre algumas coisas, isso em todas as áreas.
Hoje, vamos falar de um prato muito apreciado no litoral do Rio Grande do Norte, pois entre tantos pratos do litoral nordestino, temos a caranguejada, ou camarão torrado no alho e óleo, ou uma moqueca, ou um peixe frito com feijão verde e farofa d’água, e por aí vai. 




      Mas voltando ao prato muito típico no litoral norte do Rio Grande do Norte, vamos falar da “ginga com tapioca” que tanto os nativos quanto os turistas não vivem sem. Aos domingos ou qualquer dia da semana quando se está na praia, sempre passa algum vendedor de ginga com tapioca e aí sempre estamos degustando a “ginga com tapioca”. 





    Para entendermos o que é isso precisamos saber o que é a “ginga” e a “tapioca”. Ginga é o nome regional que damos ao peixe da espécie Manjuba ou Manjubinha. Ele chega a ser confundido com a “piaba” que é de água doce. Esse peixinho é bem consumido em toda região litorânea do Brasil. 





      Tem um tamanho mais ou menos de 15 centímetros de comprimento e é servido assado. Já a nossa tapioca, é uma iguaria que tivemos como influência dos nossos povos indígenas. Depois fomos adaptando aos nossos costumes e se tornou a nossa tapioca, pois provavelmente ela tenha vindo do beiju, que é bem mais grosso e maior. A tapioca tem uma grande fonte de energia. Então a mistura dessa duas coisas, veio a se tornar um manjar. 





   Ela pode ser consumida acompanhada de uma boa cervejinha para quem bebe, e pode ser consumida com um bom café, ou sucos. Na verdade esse prato tipicamente potiguar, é reconhecido tanto aqui como os que passam por aqui, reconhece que é uma maravilha de comida. Vindo ao Rio Grande do Norte, procure conhecer e saborear o prato “ginga com tapioca”.



PLANTAÇÃO DE ARROZ






ARROZ IRRIGADO





     O plantio de arroz no nordeste brasileiro nos anos de 1970 já foram mais fortes do que nos atual momento, isso por vários motivos, insumos altos, a área com muita água os agricultores não precisam ficar investindo em uma só cultura e por aí vai. Maranhão, Piauí e o Ceará são os estados nordestinos que eram muito fortes na plantação de arroz irrigado, nos anos 70. 




     O Piauí já produziu no sertão muito arroz irrigado, o estado do Ceará ainda hoje produz na região de Iguatu e de Quixelô, na região centro sul, são as maiores produtoras de arroz irrigado do Ceará. Em 2009 a área de plantio foi ampliada em 60% em relação a 2007.





      O cultivo de arroz irrigado tradicionalmente começa o plantio em julho e vai até o fim de setembro, mas nos período mais chuvosos o plantio se estende um pouco mais. Esse cultivo é feito em algumas das lagoas dessa região tais como nas várzeas do Rio Jaguaribe, Barro Alto, Santa Rosa, Quixoá e outras. Quando acontece inverno rigoroso e as cheias aparecem, muitas dessas terras férteis ficam inundadas e ficam inviável plantar arroz. 




       A colheita da maior parte das áreas que foram plantadas, acontecem no mês de Dezembro e vai até a primeira quinzena de janeiro. Já no sistema de terras altas, o arroz pode ser plantado com irrigação suplementar por aspersão ou sem irrigação. 




        Como todo mundo sabe, ou quase todos, o cultivo dessa cultura para as famílias de baixa renda é muito importante pois gera emprego e renda. No açude do Orós isso só foi possível porque a Prefeitura Municipal por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, abriu um canal de terra e permitiu a transferência de água do Rio Jaguaribe para as áreas de produção nas várzeas do Açude Orós.





     Vemos então que este cultivo, além de ser bem complexo, é também um ato de bravura de agricultores nordestinos, pois tem que ter bastante água e local próprio para se plantar além depender de preço, de insumos baratos e de incentivos para que esse cultivo seja viável e que tenha preço justo para o agricultor. Pois se olharmos pelo lado de preço, primeiro tem que ter insumos barato para que eles possam baratear os preços das sacas de arroz. Se isso não acontece, o agricultor parte para outro tipo de cultivo, por isso, só as Prefeituras por meio de suas Secretarias de Agricultura é quem deve viabilizar e incentivar esses agricultores familiares a plantarem esse tipo de cultivo.





    Arroz irrigado é muito importante para o crescimento do Nordeste, pois são os pequenos agricultores familiares que plantam esse tipo de cultura, e de mais em mais, juntando todos os pequenos agricultores, no final da colheita a produção é imensa. Precisa-se só de incentivo, insumos mais baratos e bastante água nas áreas plantadas, esse conjunto de fatores gera produção e emprego. No final de tudo, todos ganham. O agricultor, as prefeituras, e a sociedade. É só ter boa vontade de ambas as partes, flexibilidade e bom senso.







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