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31 de mar de 2016

PESCARIA EM AÇUDES DO NORDESTE

TRATANDO PEIXES
Fonte da imagem: blogdoveras






TRATANDO PEIXES





      O sertão nordestino é um dos lugares do mundo aonde as pessoas para viverem nele, tem que, em primeiro lugar ter coragem e perseverança, pois não é brincadeira morar nessa região quando ela passa por períodos de estiagens prolongadas. Os habitantes desse pedaço de chão nordestino tão lindo e abençoado por Deus, em épocas de secas eles ficam em uma área de perigo constante pois, se você se aventurar em querer atravessa-lo ou desbrava-lo sem conhecer o terreno aonde está pisando, corre um sério risco de se machucar feio, pois o sertão é uma região linda e próspera quando chove, mas na seca, ele também pode ser implacável com as pessoas. 





      As pessoas que lá vivem, são pessoas simples e humildes que sempre estão prontas para te ajudar e deixar você a vontade. Elas nasceram e cresceram nesse pedaço de chão nordestino, são chamadas de “sertanejos”. Eu sou neto de sertanejo e tenho muito orgulho disso, do nosso povo. Pois bem, o semiárido nordestino é implacável com as pessoas, com os animais e com a própria caatinga, bioma único no mundo. Aqui podemos sintetizar mais ou menos uma imagem do lugar a onde eles vivem. É uma região árida com imensas dificuldades, mas que eles conseguem tirar o seu sustento. 





       Sua principal atividade é agricultura e pecuária, não tem outra, mas com o avanço de tecnologias e da globalização, o sertanejo procura se adaptar em outros tipos de trabalhos, isso na atual conjuntura dos novos tempos. Em algumas cidades, eles procuram firmar novos horizontes para suprir a seca quando bate à sua porte, e portanto se qualificando na indústria de roupas, bonés e redes. Voltando a adaptação do sertanejo com seu pedacinho de terra dentro da caatinga, primeira providência é encontrar água no subsolo para que ele tenha esse líquido precioso para consumo próprio e para o consumo dos seus animais domésticos. 





       Na maioria das vezes eles conseguem fazer alguns barreiros que é um tipo de açude pequeno, ou dependendo da geografia da região, a natureza trata de acumular água do inverno em alguns terrenos que podem acumular essa água represada. Em alguns outros casos, eles procuram fazer cacimbas para poderem ter água o ano todo. Bem, alguns desses pequenos açudes eles procuram povoar com peixes da espécie tilápia pertencente à subfamília Pseudocrenilabrinae. Esse é um peixe oriundo da África, mas que foi introduzido na américa do sul, américa do norte e em alguns outros países. 





       O seu manejo é fácil e bem prático para a criação dele. O bom disso tudo, é que a criação desses peixes em açudes no meio do sertão nordestino, é mais uma fonte de renda, proteínas para associar as suas refeições tais como: feijão e arroz ou cuscuz e outras. Pois bem, o criatório desses peixes nos açudes tanto é bom para a mesa dessas pessoas, como uma forma de lazer para elas praticarem aos domingos ou em qualquer outro dia. A pescaria de tarrafa ou de malha (rede de nylon), é muito tradicional no sertão brasileiro. 





       As pessoas quando vão pescar, elas se unem em sistema de mutirão, cada uma tem uma função, uns vão armam as redes, outros vão tratar os peixes depois de pescado, outros preparam o fogo para cozinhar esses pescados, outros já preparam os temperos e por aí vai. É bem tradicional isso aí. A despesca desses peixes chega a ser de meia noite, pois não se pode deixar o pescado enganchado nas redes durante muito tempo dentro do açude, pois não presta, o peixe tem que estar fresco para poder ser consumido. 





       Na pescaria de tarrafa, também feita com malha (rede de nylon e com chumbadas), mas já é um pouco diferente, isso faz com que na hora do arremesso a malha se abra e as chumbadas tratam de afundar a rede. Nesse caso, os peixes são tirado na hora que o pescador traz a rede para fora da água, e aí algumas pessoas ajudam a ele à tirar os peixes da tarrafa. O bom disso tudo é que além de ser uma forma de lazer, você faz aquela farra, come peixe com os amigos e ainda divide alguns outro peixes com quem foi para a pescaria. Como a gente ver, as pessoas moram nesse lugar maravilhoso, com várias adversidades, mas que no fundo, todos amam em morar nessa terra. Terra que Deus abençoou.







A CAPITAL DO JEANS NO NORDESTE

TORITAMA






TORITAMA





       O nordeste brasileiro é mesmo surpreendente para quem não o conhece pois para quem já o conhece, não é tão surpreendente assim. Aonde jamais poderíamos imaginar que ele fosse florescer, aí é que ele floresce. Em pleno agreste pernambucano, a força da geração de emprego e renda está visível através da movimentação das pessoas na cidade de Toritama. Bem, eu vou explicar o que acontece nessa cidadezinha nordestina.





         Como solo dessa região não tem um rio perene e também não tem pequenos açudes para que se invistam nele, a população dessa cidade foi forçada a buscar um meio de sobrevivência para que gerasse emprego e renda para todos que ali moram. Sendo assim, eles optaram em começar o ramo calçadista na região, inicialmente foi isso, então depois de alguns anos, isso fez dessa região, um polo produtor calçadista em destaque durante a década de 1970. 





       Anos mais tarde, essa atividade declinou-se em decorrência do aumento da concorrência da indústria de grandes calçadistas, isso fez o setor dessa região entrar no vermelho e pouco tempo depois, fechar as fábricas ali instaladas. Mais uma vez, a população teve que procurar outra forma de trabalho. Como não poderiam entrar no setor de pecuária e agrícola, optaram pela fabricação de Jeans industrial, começando com retalhos.






       A atividade proliferou no agreste pernambucano rapidamente, sendo que 15% das confecções feitas por jeans produzidas no Brasil, vem de Toritama. Veja que nesse relato do começo desse texto, a gente nota que o nordestino não desanima nunca, ele coloca um negócio, não deu certo, parte para outro, e assim sucessivamente até conseguir o sucesso desejado. Cidades das várias regiões do nordeste, realmente não existe emprego, a não ser na agricultura ou pecuária, isso quando existe uma terra fértil, mas a maioria são cidades que precisam de investimentos para crescer e foi isso que aconteceu com Toritama. 





       No parque das Feiras, fica concentrado o comércio da cidade e a maioria das lojas de roupas. A sua área é dividida em boxes e lojas, possuindo unidades de restaurantes e lanchonetes em seu complexo. O seu estacionamento comporta 2.000 veículos. Inaugurado em 2001 aoo todo são 1.518 boxes. A capital do Jeans é realmente surpreendente, mostra para o Brasil que a força do nordeste é impressionante, em uma cidadezinha do interior pernambucano gera emprego e renda e faz crescer a sua economia junto com a economia do nordeste e do Brasil. Essa cidade tem uma população de mais de 37 mil habitantes. 





       Ela fica aproximadamente 140 KM do Recife a capital do estado de Pernambuco. A sua história não é diferente de algumas outras cidades da região nordeste não, basicamente começam como povoados em terras de antigas fazendas de gado e que com o passar dos anos se transformam em pequenas cidades e vão crescendo economicamente ao seu modo e aos costumes das pessoas que ali vivem. Ela foi elevada à categoria de cidade em 29 de dezembro de 1953. 





       Os produtos de vestuário que são vendidos nessa cidade nordestina, são de excelente qualidade e com preço baixo. A cidade de Toritama atrai consumidores de todo o Brasil para comprar o seu jeans que é fabricado na própria cidade para a revenda. Sendo assim, vemos que esse nosso nordeste é lindo demais e, quando produz, ele produz para todos. É isso galera, viva Toritama, viva o nordeste e viva o Brasil.

















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