, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 04/23/16

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    23 de abr de 2016

    CERAMISTA POPULAR

    MESTRE VITALINO | Fonte da imagem: recantodasletras










    MESTRE VITALINO





          O nordeste brasileiro é multicultural como todo o Brasil, disso ninguém tem dúvidas. A influência de várias etnias foi o que aconteceu de melhor na nossa cultura. Então falar de nordeste cultural é muito fácil pois você vai pegar vários suportes e vai ver que isso é o que embeleza a nossa arte, ou seja, temos uma gama de vertentes dentro da arte que nos leva a cada dia renovar mais e fazer coisas novas mas sempre preservando o tradicional.
          





          Sabemos que o Pernambuco é considerado a capital da cultura nordestina, já caruaru é considerada a capital do forró, como também poderíamos dizer que o estado do Ceará é a capital do forró, e por aí vai. Mas hoje vamos falar do artesanato pernambucano, precisamente o artesanato da cidade de Caruaru. O artesão mais conhecido dessa cidade foi o mestre Vitalino Pereira dos Santos. Ele nasceu no distrito de Ribeira dos Campos, que fica próximo à cidade de Caruaru, no dia 10 de julho. 





           Foi casado com Joana Maria da Conceição. Era um homem devoto de Padre Cícero, assim como todo sertanejo, e gostava de festas. Esse artista popular pernambucano não foi um homem que teve chances de frequentar a escola e por isso não sabia ler. Geralmente os artistas populares, são pessoas simples que vem de berço pobre e que naquela época o estudo já era muito difícil ou quase nenhum nas roças dos interiores do sertão, então ele cresceu e se tornou artesão, um dos mais conhecidos do Brasil e até do mundo.






          Ele na realidade foi influenciado pelos pais, pois o seu pai era agricultor e a sua mãe louceira,o que é comum nesta região, as pessoas começarem desde cedo a trabalhar com barro. Ela fazia potes, jarros, panelas e outros utensílios, todos de barros. Com essa influência, ele desde menino, brincava modelando algumas figuras que fazia parte do sertão nordestino, como o cavalo, vacas, bodes galinhas, cachorros e outros. Com isso ele também costumava a brincar com tais esculturas. Depois de um certo tempo e com mais idade, foi começando a criar outros trabalhos com barro, e aí já saía personagens da vida cotidiana como por exemplo, o homem do campo e de cenas cotidianas.






          A sua atividade como artesão, fica no anonimato de grande parte do público até o ano de 1947, mas depois que ele foi convidado pelo desenhista Augusto Rodrigues para fazer uma exposição na cidade do Rio de Janeiro e que foi um sucesso, então começou a participar de vários outros eventos que contribuíram para que ele se tornasse conhecido nacionalmente. O sucesso de Mestre Vitalino como bonequeiro também fez disso uma legião de seus discípulos, tais como Manuel Eudócio, Zé Caboclo, Elias Francisco e tantos outros. 





          Suas obras estão espalhadas por todo o Brasil e exterior. Suas peças eram vendidas em feiras livres iguais a feira de Caruaru, uma das maiores do estado de Pernambuco. São talentos como o de Mestre Vitalino, que vemos espalhados pelo sertão nordestino. Dom que Deus dá para cada uma dessas pessoas que trabalham com arte. Por essas e outras e que vejo o quanto o nosso Nordeste é imenso como berço da cultura brasileira.


    FUMO DE ROLO

    FUMO DE ROLO | Fonte da imagem: orural22









    TRADIÇÃO DO NORDESTE







          O fumo que era uma fonte de emprego e renda na agricultura, nos anos 60 e 70, já não é mais tão rentável assim para as famílias de baixa renda, na cidade de Arapiraca, no estado de Alagoas. Essa cidade devido à grande produção de fumo da época, ela chegou a ser chamada de capital do fumo. O fumo nessa época era comercializado em cordas e com coloração negra pela quantidade de pureza da nicotina. Os produtores costumavam enrolá-lo em paus e chegavam a pesar de 4 a 6 KG.






         O fumo produzido no estado alagoano ainda mantem antigas tradições de produzir o fumo com técnicas criadas ainda no século XX. O fator principal de ter diminuído essa plantação agrícola foi que no final do século XX o fumo começou a ser industrializado em empresas com alta tecnologia, e isso veio baratear os custos de mercado, assim a renda de quem plantava a folha que produz o fumo, viesse cair drasticamente. Os agricultores então partiram para plantar outras culturas alternativas, deixando assim essa cultura de lado.






          Apesar disso tudo, agricultores de Arapiraca e de outras regiões circunvizinhas, ainda mantem a tradição, de plantar fumo. A produção dessa cultura é feita através da força do homem ou de animal doméstico, isso, quando é empregada as técnicas mais tradicionais. As variedades de folhas do fumo são grandes, tais com: azulão, goiano, crioulo e outras. As folhas tem que ser colhidas quando atinge a maturação, e penduradas em galpões, por 15 dias, isso para que elas murchem e depois para serem separadas das nervuras centrais, isso para poder começar a formar a corda. Para o enrolamento, é preciso de quatro a oito folhas, dependendo da grossura desejada, o movimento para torcer e começar a fazer o rolo é feita por duas pessoas. 





          Com a continuação dos movimentos, vai se formando a corda e é enrolada em um sarilho. Depois coloca-se o fumo para ser curado ao sol durante um mês, isso já em forma de rolo. Depois é passado para outro serrilho para escoar a água e as impurezas gomosas que parece mais um tipo de mel. O processo para terminar entre a fabricação e as cordas finais fica entre 50 e 90 dias. O fumo de rolo ainda é uma grande tradição em feiras livres e em pequenos comércio do sertão nordestino.






          Muitos sertanejos ainda costuma usar esse tipo de fumo, pois eles já se acostumaram a cortá-lo e a embalá-lo na fabricação de cigarros artesanais. Não é tão difícil de se encontrar rolos de fumos em cima de alguma prateleira de alguma mercearia dentro do sertão nordestino ou mesmo em alguma feira livre de alguma cidade do nordeste. Hoje a produção de fumo industrializado fica mais lá para as bandas do sul, como o Rio Grande do Sul, que por área plantada, é o campeão, depois desce para Bahia e outros estados.








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