. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: 07/15/16

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    15 de jul de 2016

    PORONGOS

    ELES ESTÃO EM QUALQUER SUPORTE | Fonte da imagem: inclusaoprodutiva











    ELES ESTÃO EM QUALQUER SUPORTE







          A riqueza da fauna brasileira e a criatividade popular, encontra nesse fruto, com suas formas tão originais proporcionada pela natureza, uma de suas expressões mais fascinantes. seja no artesanato, na música, na cozinha, na religião ou nos brinquedos. Eles são mais conhecidos como cabaça, porongo, cuité e outros nomes mais exóticos, isso na região do nordeste brasileiro. 





          Também são muito usados em rituais, e são muito uteis em casa, no trabalho do dia a dia da agricultura familiar, são muito usados na fabricação de instrumentos de percussão, e também nos afazeres domésticos do homem do campo, como por exemplo, tirar água de açudes ou mesmo para tomar banho, ou para tirar feijão ou arroz das sacas a onde eles estão armazenados e por aí vai. 





           Com suas mil e uma utilidades esse fruto mostra para todos os sertanejos o quanto a nossa flora e fauna são ricas. Como em toda nossa cultura, nós temos influência de europeus, índios, asiáticos, africanos e outras culturas mais. Nesse caso aqui, é claro, temos uma influência enorme dos índios. Eles tem uma influência enorme no uso da cabaça, isso tanto faz ser como recipiente para água, ou para guardar alimentos preparados. 





          Eles também usam a cuia para fazer algum tipo de instrumentos sonoros tais como: a buzina, no qual completa o gomo de taquara, a cabacinha com quatro furos e outros instrumentos de percussão que eles fazem artesanalmente. Seja como instrumento de trabalho ou como recipientes para líquidos e alimentos, seja na música, rituais, nas brincadeiras ou festas. No artesanato tradicional e nas recriações de artesãos urbanos. 





          Essa fruta também dá nomes a rios, cidades, praias, serras, lagos e por si só, vemos que ela está presente na tradição oral no Brasil. A “cuia” nada mais é do que um porongo seco, ou seja, o fruto do prorongueiro (lagenaria vulgaris, família das cucurbitáceas) amadurecido e limpo de sementes. Ela é uma planta trepadeira anual de caule herbáceo. Suas flores são, em geral, brancas e amarelas. Seus frutos são de várias cores e feitios, atingem em média 40 centímetros de diâmetros. É uma baga bem desenvolvida com parede externa precocemente endurecida e parte interna carnosa, preenchida pela placenta. 





            A cabaça, cuias e cuités são utilizadas de norte a sul do país, sendo elementos de identificação e diferenciação das diversas culturas. A origem dessa planta, pode ter início na África passando pela Ásia depois Europa e por fim chegando as Américas. Isso deve-se a imigração humana ou mesmo as suas sementes flutuando através dos oceanos e rios. Ela faz parte daquele alimento saudável para o estômago. Evita dores de estômago e indigestão.  





          São facilmente digestíveis, pois são ricas em água e fibras alimentares. Podem ser consumidas em formas de sucos ou fervura. São pobres em calorias e fornecem apenas 15 calorias por 100 gramas de consumo. São diuréticas e podem ajudar a eliminar as toxinas do corpo. Como vemos, na caatinga ou em qualquer outra sub região do nordeste brasileiro, podemos encontra-las facilmente. É por isso que essa planta tem uma enorme identificação tanto no cultural como no social da região chamada sertão do nordeste brasileiro.
















    REGIÃO IMPLACÁVEL

    OS FILHOS DESSA TERRA | Fonte da imagem: lcfaco










    OS FILHOS DESSA TERRA







          O sertão nordestino tem as suas magias e os seus encantos, infelizmente algumas pessoas desinformadas ainda tem como conceito, um nordeste de fome e de miséria, esse tipo de conceito é além de tudo, é uma falta de informação e uma inverdade por parte de quem tem essa imagem do nordeste brasileiro. Eu também não posso dizer que no Nordeste não existe fome e pobreza, mas de uns doze anos para cá, é claro que, essa região mudou e mudou para melhor, muita gente saiu da linha de pobreza e alcançou a linha da dignidade.  





          Muita gente ainda é daquela filosofia de que tem que se dá ou não, a vara para o cara pescar, eu concordo com gênero, número e grau, mas para quem está com fome, tem que ser socorrido é na hora que a pessoa está com fome e não ainda tentar ensinar a pessoa pescar. O que os órgãos competentes tem que fazer, é dá para essas pessoas, emprego, infraestrutura saúde, educação e segurança. Mas falando de sertão e de bioma nordestino, que por sinal é o único no mundo, e para nós é um orgulho imenso ter a caatinga como um bioma, e um bioma exclusivo. 






           Essa região sempre foi motivo de preocupação e muito respeito por parte dos desbravadores que nela adentraram. Eu poderia até dizer e concordar com Euclides da Cunha, que quando começou a estudar esse território sagrado dos nordestinos, ele chegou a dizer que a brasilidade do povo nordestino   estava no interior do nordeste, pois os costumes, e o modo de falar das pessoas do sertão, fazia daquela cultura uma cultura mais autêntica do povo brasileiro, pois o litoral parecia que estava dando as costa para o sertão. 






           Então isso no modo dele ver, ele percebia que, a região do litoral nordestino, estava mais para as pessoas e os costumes de terras internacionais e que isso não fazia o Brasil tão abrasileirado. E através disso, podemos concordar que sim, o sertão caboclo e brejeiro tem a mais pura sabedoria e ingenuidade de uma cultura jamais vista do ponto de vista cultural. 






           Outro ponto muito importante que aconteceu por essas terras e que não é tão atual assim, é que Euclides da Cunha sendo tudo aquilo que ele foi e sendo linha dura como militar, ele também tentou desbravar essas terras áridas e causticantes, com linha dura e muita firmeza, e também tentou ensinar o povo a pescar, e aí foi que ele notou, que não adiantava esse tipo de atitude, primeiro porque a fome não espera, e depois o terreno do sertão nordestino, que é muito traiçoeiro, e os locais mudam rapidamente, tanto na coloração da vegetação, quanto nos setores do próprio terreno dessa região. 






           Dizia ele certa vez, que essa região uma hora estava de um jeito outra hora mudava bruscamente e que o terreno e sua flora deixavam os homens indecisos e curiosos. Foi mais o menos isso que ele se referiu quando falou do sertão nordestino, precisamente da caatinga, esse bioma extraordinário tanto no que se refere a natureza como também no aspecto da beleza em si. O perfume que exala de seus arbustos, é um perfume único expelido por sua vegetação densa e rasteira, provocada pelo orvalho da madrugada. Então como a gente ver, essa região não é pra todo cabra não. Isso aqui só quem dominava bem era Lampião e mais alguns que nasceram por essas bandas. 






          A história do sertão, é uma história muito rica, pois quem nasce aqui domina essa área, e faz disso aqui, o seu mundo e o seu espaço para sobreviver e para ir tocando a vida do jeito que Deus quer. O mais revoltante nisso tudo, é que só aparece algumas pessoas de 4 em 4 anos para explorar essa gente humilde e trabalhadora. Essa cultura, de exploração da fé alheia, eu posso dizer sem muito medo de errar, que é uma cultura centenária, pois vemos que essas pessoas que estão sendo exploradas não tem acesso a escolas e muito menos a outros tipos de infraestrutura. 






          Acho que já está passando da hora das pessoas aprenderem também a dizer não. Mas infelizmente isso é cultural. Pois bem, esse pedaço de chão, só mora por aqui quem nasce nele e acostuma a sobreviver sem ter quase nada de infraestrutura. Falar de nordestino e do nordeste é fácil, difícil é ser nordeste e ser nordestino. Acredito que o sertão do nordeste brasileiro é o seleiro do brasil e que isso aqui realmente são novas fronteiras do novo sertão veredas. 






         O nordeste brasileiro não é só litoral não, pelo contrário, dentro do bioma nordestino, você pode ser surpreendido com muito mais do que você possa imaginar. O nordeste e os nordestinos só precisam de mais respeito pelos que estão no poder. Precisam de mais incentivos e de uma política cada vez mais séria que lhe traga investimentos e capacitação para as pessoas que moram nela. Nordeste do Brasil, uma fronteira de investimentos. Celeiro do Brasil.


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