. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: 09/07/16

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    7 de set de 2016

    PIRAGA DO SERTÃO

    UM ARTEFATO NORDESTINO | Fonte da imagem: gazetadenoticiascariri











    UM ARTEFATO NORDESTINO








          A cultura nordestina é magnificamente rica e com histórias belíssimas, isso em todos os contextos da sua história. Vemos também, que a região Nordeste do Brasil se destaca muito, quando falamos de cultura popular, pois grande parte dos artistas brasileiros, em quase todas as áreas, saem dessa região. Não é mera coincidência, mas a história desse país, começa pelo Nordeste brasileiro.






          Dentre os artefatos e utensílios produzidos pelos homens dessa região, pela suas comidas e sabores, pelo dia a dia da sua sociedade, e por vários outros costumes, vamos aqui falar da história de um artefato que foi muito útil nas casas do sertão do Nordeste. Vamos falar da “Piraga”.  Foi muito usado no século passado e até antes, uma peça retrô, mas que na época, serviu muito para que a população não ficasse no escuro, também conhecido por “lamparina”.






          Nas casas do sertão nordestino ou mesmo nos antigos forrós pé de serra, de chão batido, elas estavam presentes iluminando esses locais para que o forró e as pessoas que estavam lá para se divertirem, tivessem um pouco de luminosidade dentro desses locais. Eram fabricados, em sua maioria, por latas de óleo comestível e de muitos outros produtos, mas pelas mãos de pessoas humildes e com bastante habilidade e talento para fabricá-las. 






            A fabricação dessas “Piragas” era muito primitiva e sem muito recurso. Dentro dela, era colocado um pavio feito de algodão e molhado ao querosene, depois era só tocar fogo nesse pavio para que o artefato ficasse acesso durante toda noite, ou não. No século passado, essas maravilhas da tecnologia primitiva, eram as sensações das noites mais iluminadas do sertão nordestino. A própria história conta isso. 





            Nas feiras livres, elas eram as próprias vedetes da luminosidade do sertão brasileiro, por onde você passava nas feiras de mangaio, elas eram vistas penduradas em varais de barbantes, ou à amostra em cima de qualquer lugar das bancas dos feirantes. Apesar dessas belezuras terem sido as sensações do passado, elas também exalavam bastante fumaças dentro das casas, pois a queima do querosene em contato com o fogo jogava no ar um aroma de combustível queimado. 






             Vemos ainda hoje, e que não é nenhuma novidade, que as lamparinas ainda estão presentes em algumas casas do sertão nordestino, nos mais longínquo aonde não chegou energia elétrica. Muitos desses sertanejos, ainda tem o costume de usá-la em suas casas de taipa, pois essas pessoas, ainda estão abaixo da linha de pobreza, ou ainda não tem acesso à energia. 






            O importante em tudo isso, é que esses artefatos, quase primitivos, não se perderam no esquecimento da história de um povo, pelo contrário, ainda continua sendo fabricados e continuam servindo como objeto para os seus fins ou como peça decorativa. Eles ainda estão presente na vida de muito sertanejos, de todas as classe. 

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