, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 10/08/16 10/08/16 - A ARTE DE NEWTON AVELINO

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8 de out de 2016

MEIO DE SOBREVIVER

AVENTURA NA NATUREZA | Fonte da imagem: maispb











AVENTURA NA NATUREZA









      Se existe uma mania que o nordestino gosta de ter, essa mania é de comer caranguejo. Isso é quase que uma instituição nordestina, pois a pesca, o consumo dessa iguaria é muito comum pelos nordestinos, com uma ressalva, a prática do consumo de caranguejo, é mais comum nas regiões litorâneas, e se estende até a parte canavieira nordestina, com menos intensidade, mas que, se pode encontrar em alguns restaurantes dessas regiões. 






      Já no sertão, podemos encontra-lo, como também o camarão, mas já é mais complicado de ser achado. Isso tem uma lógica exata, é que no litoral, os mangues são frequentes pela aproximação do mar, e que, no resumo de tudo, é bem explicável, pois o cardápio da região litorânea, naturalmente termina sendo de pescados e crustáceos. Muita gente utiliza ou entende o termo pescado, como sendo apenas os peixes, mais, crustáceos como lagostas, camarões, siris, caranguejos, tatuís e outros, também se encaixam nessa classificação. 






       Já mais para os lados do sertão, como naturalmente não existe mar, o cardápio é outro, e não deixa de ser saboroso e ter aromas simplesmente irresistíveis, tais como: uma carne de sol assada na manteiga do sertão, paçoca de pilão, farofa d’água, pirão de queijo, bife acebolado na manteiga, arroz de leite, feijão verde e muito mais. Então como vemos aqui, no sertão, no máximo, a gente come um peixe de água doce, assado na brasa, tais como: curimatã, piau, mandi ou alguma outra espécie de peixe introduzia nos açudes do sertão nordestino. 






       Mas voltando para o litoral, vemos que o consumo do caranguejo é unanimidade a onde você se encontre nas cidades praianas do nordeste brasileiro, isso tanto faz ser na beira da praia como também nos restaurantes do centro da cidade. Vemos que esse hábito cultural dos Nordestinos, está presente na cultura local. Em cada barraca de praia, em cada restaurante regional, em cada hotel da cidade e por aí vai. 






        A pesca desses crustáceos, além de ser difícil e perigosa, ainda tem pela frente, a dificuldade do terreno dos mangues, pois os manguezais são ecossistemas costeiros que tem uma gama de plantas e espécies vegetais típicas desse tipo de terreno, que dificulta muito o acesso desses pescadores para capturar esses crustáceos. Esses terrenos, são terrenos com bastante lama, e que, quando os pescadores se aventuram de mangue a dentro, eles vão se atolando, pois, esse terreno tem um tipo de lama preta muito pegajosa que deixa as pessoas que estão pescando, todas atoladas, com pouca locomoção dentro do terreno do mangue. 






        O caranguejo-uçá Ucides Cordatus, é típico desse ecossistema, e desempenha importante papel na cadeia alimentar, oxigenação e na drenagem do sedimento e nos ciclos biogeoquímicos. Essa espécie tem uma elevada importância socioeconômica para as comunidades costeiras do nordeste do Brasil e toda costa do Brasil. 






       O mais importante nisso tudo, nesse contexto de preservação do ambiente e no aquecimento da economia desses locais, é que, sempre seja respeitado o período da “andada” do caranguejo, que é um período de defeso desses crustáceos, pois só assim, é que, todo esse ciclo venha a ser preservado, tais como: a preservação dos mangues e dos caranguejos, e o período da pesca desses caranguejos, para que o pescador e a sua família, venham a ser beneficiada com a venda desse produto.








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