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18 de out de 2016

O REI DO RITMO

COCO COM BAIÃO | Fonte da imagem: Wscom










COCO COM BAIÃO








      Que o Nordeste brasileira é um celeiro de artistas populares, disso ninguém duvida, que essa região revela vários e vários poetas cancioneiros todos os dias e todos os anos, também não dá para negar, mas também devemos saber que existe os artistas diferenciados. Eles aparecem fazem as suas obras e nos presenteia com essas obras primas de primeira grandeza. Em todos os estados dessa região, sempre tem artistas e artistas, e quando vemos grandes obras desses gênios, ficamos imaginando como Deus é bom para nós. 






      Na maioria das vezes, esses gênios são artistas populares, que não tem nenhuma formação acadêmica, mas que, no entanto, tem o dom que Deus lhe deu para poder desenvolver o seu talento em forma de arte. Bem, vamos deixar de conversa e falar desse grande artista que nasceu para encartar a arte e a cultura do Nordeste brasileiro. Eu estou falando do paraibano José Gomes Filho, mas conhecido no mundo da música com, Jackson do Pandeiro. Nasceu em uma pequena cidade da Paraíba que se chama Alagoa Grande no dia 31 de agosto de 1919. 






       Filho de oleiro e que se chamava José Gomes, e da cantora de coco Flora Mourão, (Glória Maria da Conceição). Como quase todo artista nordestino, ele nasceu em uma família de artista, pois sua mãe era cantadora de coco, ele herdou a vocação pela música, e sendo assim, chegou ao posto mais alto de sua carreira que pelo seu talento, foi considerado o “rei do ritmo”. Com 8 anos, já tocava zabumba, e acompanhava sua mãe nas festas da cidade de Alagoa Grande e em outros lugares. 







         Com o passar dos anos, já em 1932, após a morte do seu pai, passou a mora na cidade paraibana de Campina Grande, junto com a sua mãe e irmãos. Foi engraxate, entregador de pão e passou por outros empregos para poder ajudar no sustento da sua família. Aprendeu a embolar coco, através do seu talento e assistindo os repentistas nas feiras livres da cidade. Começando a tocar pandeiro, e foi então que lhe colocaram o nome de Jackson do Pandeiro, ou seja, começou como JACK e terminou como “Jackson do Pandeiro”. 






       Depois de alguns anos substituiu o baterista de um grupo musical. Em 1939 fez dupla com o irmão de Genival Lacerda, e fez sucesso na cidade de Campina Grande. Depois foi morar na capital paraibana, João Pessoa, aonde foi contratado pela rádio Tabajara. Mais na frente, mudou-se para Recife e foi para rádio Jornal do Comércio, e em 1953 conseguiu gravar o primeiro disco. Depois de ter passado por Campina Grande, João Pessoa e Recife, foi morar no Rio de Janeiro, aonde se tornou conhecido em todo o Brasil. 






      
        Somente no ano de 1953, trinta e cinco anos depois, ele gravou o primeiro grande sucesso: “Sebastiana”, de Rosi Cavalcanti. Depois foi agraciado com a canção “Forró em Limoeiro” de Edgar Ferreira, que também virou sucesso de imediato, pois era uma canção que tinha muito a ver com a cidade cearense de Limoeiro. Em 1956 casou-se com Almira Castilho de Albuquerque, e se separou em 1967. Ele voltou a casar-se com a baiana Neuza Flores dos Anjos. 







         Na cidade do Rio de Janeiro ele trabalhou na rádio Nacional, e também conseguiu emplacar vários sucessos como cantor, pois seus sucessos tinham ritmo e eram canções poéticas. Ele tinha a admiração de João Gilberto, outro monstro sagrado da música popular brasileira (a bossa nova). O rei do ritmo e o rei do Baião, foram responsáveis por divulgarem as canções regionais do nordeste brasileiro. Jackson conseguiu misturar coco com baião, samba com coco e por aí vai. 







       Ele tem uma discografia invejável com pelo menos uns 30 álbuns lançados em formato LP. Teve uma carreira artística invejável com pelo menos 29 anos de carreira artística, e sendo gravado e disputado por várias gravadoras. Jackson do Pandeiro é daqueles fenômenos que só aparecem de cem em cem anos e que nos agracia com uma carreira cheia de sucessos, nos foçando a repensar a qualidade humana de fazer as coisas e de ser generoso com o seu semelhante. O rei do ritmo foi essa formidável pessoa e também foi um grande artista. E nos agraciou com a sua fantástica obra.




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