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1 de dez de 2016

POETAS CANCIONEIROS

IMPROVISOS E RIMAS | Fontes da imagem: blogdovanguarda













IMPROVISOS E RIMAS









       Muito interessante o que acontece com os artistas populares da região nordeste do Brasil. Sabemos que, a arte dessa região nordestina, é muito forte dentro dessa região, e indispensável fora dela. Sabemos que eles se tornam artistas, desde o berço. São artista que nunca frequentaram uma universidade, ou seja, não tem curso acadêmico, eles são autodidatas, e por isso mesmo, fazem tudo de improviso, são predestinados a contribuírem para o sucesso das artes e dessa região tão linda. 






      O artista regional, sempre nasce artista, ele vem para esta vida com o dom que Deus lhe presenteia, e aí, eles vão lapidando todo o seu talento com a vida. Os artistas populares sempre estão em feiras livres, semáforos ou mesmo nas esquinas dos guetos de alguma cidade espalhadas pelo Brasil e porque não dizer do mundo. Podemos citar alguns desses artistas tais como: os artistas circenses, ou artistas de teatros popular, cantores e instrumentistas e tantos outros. 






       Mas aqui eu vou falar de uma figura muito folclórica no sertão do Nordeste, e em toda essa região linda do meu Brasil, que é o Nordeste. Vamos falar do violeiro. Antigamente os folcloristas, os pesquisadores de manifestações culturais brasileiras, falavam que o repente nasceu no início do século XlX, no sertão da Paraíba, mas que se espalhou pelo Nordeste do Brasil, e hoje em qualquer interior de sub-regiões nordestina, vai ter sempre um cantador improvisando qualquer tema, para dá a rima em suas cantorias. 






       Um dos primeiros cantadores que apareceu nos anos de 1797 a 1852, foi o cantador Agostinho Nunes da Costa. Na fase profissional de cantoria também apareceu o cantador Silvio Piraguá Lima e por aí vai. Sabemos que essa figura tão nordestina, talvez seja a figura mais popular do Nordeste brasileiro. 






       O improviso desses artistas, é muito interessante, eles pegam uma linha de raciocínio e pegam um tema, improvisa tudo e sai uma rima seja do que for. Violeiros nordestinos, geralmente cantam em duplas, mas podemos encontrar um só violeiro fazendo as suas rimas e os seus versos e trovas em diversos cantos do sertão ou das cidades a onde eles estão. 






       Vemos que eles cantam em feiras livres, festas folclórica, nas praias e vaquejadas ou em fazendas de gado, quando o fazendeiro faz suas festas privadas, isso antigamente, hoje nem tanto, acontece com menos frequência. Eles tiram os seus sustentos, através de improviso de seus talentos. 






       O repentista ou violeiro, já herdaram isso dos seus pais e de antigos violeiros. Hoje os jovens poetas e declamadores, são mais ou menos parecidos com os poetas mais antigos. Eles fazem isso porque querem perpetuar a herança deixada por aqueles poetas que já passaram pela cultura popular nordestina. 






       Como toda a nossa cultura, a cantoria de viola também teve influência dos europeus na nossa cultura. Ela apareceu no período colonial, e veio alcançar o auge no sertão paraibano como eu falei logo acima na postagem. Do sul da França no século XI, através dos trovadores Regreis e Jograis. Na Espanha a poesia floresceu através dos palacianos, aedos que cantavam e encantavam e versos e trovas ao som da lira. 






       Na Grécia foi a Homero, maior dos rapsodos, cantando as façanhas de Ulises diante de Circe e do gigante Polifemo. A fusão da poesia portuguesa com a poesia dos Trovadores Jograis de Provença, fez surgir novas formas poéticas. No Brasil, coube o privilégio do aparecimento dos cantadores de viola, que fizeram e fazem até hoje, a mais singela e autêntica poesia e cantos poéticos tocados por eles, genuinamente nosso.






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