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15 de dez de 2016

FÁBRICA DE SONHOS

UM DOCE MANJAR | Fonte da imagem: Blog NordestinosPaulistano













UM DOCE MANJAR 








       Uma das tradições centenárias que o Nordeste brasileiro tem dentro da sua cultura, essa é a indústria canavieira, que alavancou milhares de empregos diretos e indiretos dentro da região Nordeste do Brasil, na época da colonização, a fabricação de produtos feitos dos derivados do açúcar, fez com que essa região na época, se tornasse uma das mais promissoras dentro do Brasil. Vamos falar um pouco dos engenhos de canas de açúcar que fabricavam o mel de engenho, a rapadura a pinga e outros produtos. 






       Antes de tudo devemos saber que a cana de açúcar foi introduzida no Brasil, na época da colonização, mais ou menos, entre o século XVl e o século XVlll. Ele foi a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil nessa época e por muito tempo foi a base do econômica no período colonial. A introdução começou pelas capitanias de Pernambuco, Bahia e São Vicente, aonde a capitania de Pernambuco já existia 30 engenhos, a Bahia 18 e São Vicente só dois, isso no ano de 1549. 






       A fabricação desse produto teve início no século XVl, nas Ilhas Canárias, ilhas espanholas do Oceano Atlântico. O produto teve a sua exportação no século XVll em toda a América Espanhola, isso aconteceu na época de toda grande expansão açucareira. Ela originou-se da raspagem das camadas ou crostas de açúcar que ficavam presas ás paredes dos tachos utilizados na fabricação de açúcar. Então vamos falar aqui, de alguns engenhos que até hoje funcionam e que fazem partes da história cultural nordestina. Claro que não são os primeiros engenhos que foram construídos pela colonização, mas são engenhos que com certeza são centenários. 






       Vamos falar do Engenho Amolar. Ele fica na zona rural de Panelas, município do estado de Pernambuco, e fica no Agreste pernambucano, na microrregião do Brejo pernambucano. Fundado no final do século XIX e pertence à família Vilar. No ano de 1950 o senhor José Avilar conhecido por “Dedé Vilar” assumiu o engenho até a década do 1990. Depois de alguns anos o engenho passou a ser administrado pelos filhos e neto. O engenho produz a rapadura imperial. 






       Eles também fabricam o doce Nordestino semanalmente, e também existe nesse engenho, o passeio ecológico na mata da região. Eles também fabricam rapadura em tabletes miniatura e o mel de engenho, um dos mais saborosos da região. À produção dos seus produtos vão para quase toda a região nordestina e para São Paulo. Esse engenho faz parte da história turística de Panelas, pois é mais um espaço para o visitante conhecer no interior pernambucano. 






       O equipamento utilizado nesse engenho para a fabricação da rapadura ainda é o mesmo usado no início da construção do mesmo. Muitos outros engenhos dentro da região Nordeste, são engenhos que são de famílias tradicionais na fabricação de produtos derivados do açúcar e que funcionam a moda antiga, meio artesanal, então na cultura canavieira Nordestina, ainda existe e ainda está muito conservada essa cultura centenária. Vindo ao Nordeste brasileiro, procure conhecer essa cultura e procure experimentar os genuínos produtos feitos dos derivados da cana. O alfenim é um dos mais deliciosos produtos fabricados dentro desses engenhos artesanais, a rapadura conhecida como “batida” e o mel de engenho com farinha. Então venha conhecer a cultura Nordestina.







TRADIÇÃO DO SERTÃO

INFLUÊNCIA EUROPEIA | Fonte da imagem: youtube












INFLUÊNCIA EUROPEIA








       A criação de animais e aves domésticas no Nordeste brasileiro é muito comum, desde os séculos passados, ou seja, desde o Brasil colônia. É muito comum, no sertão nordestino, ou mesmo em qualquer outra sub-região do Nordeste brasileiro, sempre vamos encontrar criações de galinha caipira, nos sítios e fazendas dessa região. A galinha caipira é criada de acordo com as possibilidades de cada um desses agricultores, mas tem uma tradição nessa região, que no mínimo é intrigante. Vamos falar aqui, do capão, é como se chama um frango caipira que eles criam por lá. 






      O capão nada mais é do que um frango castrado quando é pequeno, e que tem pelo menos uns 3 meses de vida, sendo alimentado à base de milho e comida caseira, para depois ser consumido entre 6 a 8 meses. Nesse meio tempo, com esse frango sendo sevado a base de milho e comida caseira, é claro que ele aumenta de peso, e seu nível de gordura aumenta sensivelmente. Essas aves passam a comer mais do que o habitual, e a sua carne termina sendo mais saborosa do que a carne de um frango comum. Geralmente esses frangos são sevados para serem consumidos na época do Natal. 






       As regiões da Itália e de Portugal, eles ainda mantem essa tradição, a Espanha também mantém essa tradição. Depois que o capão é abatido, limpa-se a ave com água corrente e depois coloca-se ele dentro de uma panela média que dê para o frango ficar tomando o tempero. Primeiro tempere o mesmo, com sumo de laranja, vinho, alho sal e pimenta. Para que o tempero penetre é preciso picar a carne da ave, com um garfo ou com a ponta de uma faca serra.  






       Todo esse tempero, tem que ser feito na véspera de Natal, ou seja, um dia antes da ceia de Natal, só assim, o capão pega mais tempero e fica com um sabor bem especial. Ingredientes, para rechear o frango é preciso de miúdos, 200 ml de pinga, 1 dente de alho amassado, cebola picadinha, pimenta do reino a gosto. Para rechear o mesmo é preciso de miúdos, 250 gramas de manteiga ou margarina, 1 dente de alho picado, toucinho, 1 pimentão picado, 2 tomates picados, 100 gramas de castanha de caju, cebola picada, uvas passas sem cimentes, 150 g de farinha de milho. 






       Depois que fizer essa farofa com todos esses ingredientes coloque dentro do frango e costure.  Depois que tudo isso estiver feito, então pincele o capão com a manteiga ou margarina, colocando o mesmo em uma bandeja, depois leve ao fogo que esteja já pré-aquecido a 200 C. Então deixe assar por cerca de uma hora. De vez enquanto tem que regar o mesmo com o molho que se forma na forma. Esse procedimento é necessário para que o capão não fique ressecado. 






       Esse é um prato muito tradicional no sertão do Nordeste brasileiro, mesmo não tendo a mesma tradição que tinha nos anos 1970, ainda é muito presente na cultura sertaneja, principalmente na época de natal. O consumo de peru na ceia do nordestino na época de natal, também é outro prato que os sertanejos gostam de fazer, mas aí é outra história.















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