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24 de jun de 2017

CULTURA SERGIPANA

ARTEFATO JUNINO DE SERGIPE | Fonte da imagem: blog da professora flor












ARTEFATO JUNINO DE SERGIPE







      O Nordeste brasileiro realmente é um celeiro cultural, social e econômico, disso eu não tenho dúvidas nenhuma. Essa região está sempre se repaginando, criando e até inovando dentro desse contexto que estamos falando aqui. Essa região é muito procurada por turistas, tanto os internos como os externos. Ela sempre está mostrando que é uma região que tem muitos atrativos culturais e que é uma região que sempre tem festas comemorativas. Suas músicas, danças e o seu folclore encantam a todos. 






      Em quase toda essa região, existem vários tipos de festejos diversos, e sua cultura na maioria dos estados nordestinos, desenvolve o mesmo costume regional com algumas diferenças entre um estado e outro, mas no fundo são os mesmos festejos. Tais como o bumba meu boi, o pau de sebo as cirandas e os cocos. Mas hoje vamos falar de uma tradição que é praticada dentro do estado de Sergipe. Na época junina o Nordeste brasileiro é muito procurado por todos os brasileiros, e também os turistas internacionais. 






      No mês junino, as fogueiras são acesas, as bandeirolas tremulam nas noites festivas, as barraquinhas de doces e bolos, estão enfeitadas, e muita comemoração e animação a base de muito forró dentro de arraias matutos, e que quase todos os folclores estão dentro desse contexto. Mas hoje vamos falar do barco de fogo, que é uma espécie de barco artesanal feito à base de fogos de artifícios. Esse artefato é feito pelos fogueteiros, e são eles que são responsáveis por fazer o show. Para se fazer um barco de fogo, é preciso paciência e muita horas de dedicação, para que ele fique pronto. Eles chegam a gastar dois dias de trabalho na fabricação de cada barco. 






      Esse artefato faz um percurso de pelo menos uns 200 metros, deixando um rastro de luz através do cabo de aço esticado de uma extremidade a outra. Toda essa festa é feita em algum espaço aberto. Na fabricação desses artefatos juninos, são usados bambus e muita pólvora, e custa entre 100 a 1.500 reais. Geralmente essas festas dentro de Sergipe, são feitas em pequenas e médias cidades. Essa tradição é basicamente sergipana. Existe uma espécie de disputa entre cada apresentação de cada barco, e os fogueteiros procuram dá o melhor em cada apresentação. Os turistas ficam encantados com tanta beleza. 






      Como essa tradição é muito forte no estado de Sergipe, a cidade de Estância é considerada a capital do Barco de Fogo. O show de luzes e cores que atravessa a noite dessa cidade, encanta muita gente que participa desse evento. O barco de fogo é um bem histórico que é ligado ao ciclo junino. Ele data do início do século XX, criado por Chico Surdo. Esse artefato é feito e passado de pai para filho, é mesmo uma tradição que tem continuidade através dos filhos e dos netos. Para se tornar um fogueteiro profissional, tem que saber fazer tudo relacionado ao fogo. Depois de ser ajudante, ele passar a ser um profissional do ramo. 






      O barco de fogo está ligado diretamente ao Busca Pé, não existem barcos de fogo sem o Busca Pé. Ele está ligado na alma do povo sergipano. Ele foi criado na década de 30, pelo estanciano Francisco da Silva Cardoso. Esses barcos de fogo, continuam ainda sendo uma tradição cultural de Sergipe, e ainda continua atraindo muitas pessoas para assistirem esse espetáculo maravilhoso da cultura popular de Sergipe e do nordeste brasileiro. 






      Todos os anos no período junino, eles atraem muita gente de todo o Brasil, para verem o belíssimo espetáculo de pirotecnia que percorre e, colore e ilumina bairros praças e cidades de Sergipe. Na cidade de Estância, existem até concursos para ver qual o mais belo espetáculo dos barcos de fogo inscritos. Vindo ao estado de Sergipe na época junina, procure vir a cidade de Estância para conhecer o espetáculo belíssimo de pirotecnia que esses barcos fazem nas noites juninas.







13 de jun de 2017

SABOR DO NORDESTE

LÍQUIDO PRECIOSO NO SERTÃO | FONTE DA IMAGEM: Hojemais














LÍQUIDO PRECIOSO NO SERTÃO










       As feiras livres do Nordeste brasileiro, é reconhecidamente um shopping popular, a céu aberto. Com um clima frenético e uma grande circulação de pessoas, a procura de mercadorias expostas ali, para venda. O comércio ambulante das feiras livres, faz gerar emprego e renda para muitos feirantes. A palavra feira, teve origem na palavra latim feira, que significa dia santo ou feriado. As feiras livres do Nordeste brasileiro, foram introduzidas no Brasil no tempo do Brasil colônia. Trazidas por imigrantes europeus, e depois foram tomando uma proporção de grandes negócios e prosperidade para os habitantes locais de cada feira livre que existia dentro do nordeste brasileiro, foi assim então, que essa tradição foi perpetuada, não só pelos Nordestinos, mas também por todos os brasileiros. 






      De acordo com o crescimento econômico, esse tipo de comércio ambulante foi avançando, as feiras livres começaram a se perpetuar até os dias de hoje.  Dizem os historiadores que elas já apareciam 500 anos antes de Cristo. Percebemos que, dentro das feiras livres, que estão situada em cada cidade do Nordeste brasileiro, existem várias tradições, tanto na área gourmet como dentro de várias outras áreas, como por exemplo, o “troca-troca” as cantorias com repentistas, a feira de pássaros e animais, a sulanca, e tantas outras coisas. Mas hoje vamos falar um pouco do caldo de cana com pastel, que é uma tradição secular. 






      O caldo de cana ou garapa é uma bebida extraída diretamente da cana de açúcar através de um processo de moagem relativamente simples, pois antigamente essa moagem era manual, você só usava a força humana, mas com novas tecnologias esse processo de moagem se modernizou, e hoje a moagem da cana para extrair o caldo de cana, é feita na maioria das vezes, em máquinas portátil e gerada a energia elétrica. Primeiro raspa-se a cana para eliminar as sujeiras, depois a cana é prensada e o caldo cai em uma jarra, já pronto ele pode ser consumido e acompanhado de bolo ou pastel. 






      A origem do consumo do caldo de cana, está ligado à própria exploração da cana de açúcar, ao processo da produção da cachaça, que foi aprimorado desde a descoberta do vinho da cana, conhecida como garapa azeda, logo após a chegada da cana de açúcar no Brasil, no século XVl. O caldo de cana é composto basicamente de água e sacarose e conserva todos os nutrientes da cana de açúcar: minerais, ferro, cálcio, potássio, magnésio, cloro, vitaminas B e C, contém glicose, frutose, proteínas, amido, ceras, ácidos graxos, corantes, ácidos fenólicos e flavonoides. 






      O que nos impressiona mais é que, essas duas iguarias, o caldo de cana e o pastel, não são invenções brasileira, mas terminaram fazendo parte da cultura popular do Nordeste e porque não dizer, do Brasil. O pastel é uma invenção chinesa, e o caldo da cana tem influências europeia. A popularização de caldo de cana com pastel começou no início da segunda guerra mundial aqui no Brasil, pois os responsáveis por isso foram os japoneses, que imigraram para o nosso continente nessa época. Durante a segunda guerra mundial, os japoneses abriram pastelarias nos grandes centros brasileiros, para se passarem por chineses. Isso foi necessário, pois eles sofriam preconceitos, já que o Japão tinha se associado à Alemanha e Itália. 






      Com essa popularização, esse costume de se tomar caldo de cana com pastel virou uma febre nas feiras livres de todo o Brasil inclusive do Nordeste, já o Nordeste foi ponto estratégico na 2ª segunda guerra mundial, então deve ter sido por isso que até hoje, vemos uma popularidade ainda bem presente nas feiras livres dessa região. O que é certo é que, a cultura popular de se comer um pastel com um caldo de cana bem geladinho, foi perpetuada dentro do nosso convívio, e hoje, ainda mantemos essa tradição entre nós.










PONTO CULTURAL DE JAMPA

PRAIA DO JACARÉ | Fonte da imagem: Turismo em foco













PRAIA DO JACARÉ








    João Pessoa é uma cidade muito linda de se ver, pois tem uma das avenidas urbanas mais longas que se possa imagina. A avenida Epitácio Pessoa, é uma porta de entrada para essa bela cidade nordestina, que tem como atrativo, a hospitalidade do povo paraibano, que nos recebe sempre de braços abertos. Hoje vamos falar de um lugar maravilhoso que existe em João Pessoa, que está localizado a alguns poucos quilômetros ao norte de João Pessoa, e que fica no município de Cabedelo, a praia fluvial do Jacaré. Esse local recebe diariamente centenas de pessoas para ver o pôr do sol. 






      Apesar da praia ser um local público, quem não paga para ver o momento mais aguardado do dia, termina ficando sem um lugar privilegiado. Sempre nos finais das tardes, nesse local, sempre aparece um profissional do sax, para tocar o seu instrumento de trabalho. Essa área onde Jurandy toca o seu sax, é cercada por bares, que exigem um couvert para entrada. É necessário pagar para as pessoas ficarem em algum bar próximo ao artista. Ele entra em algum daqueles bares todos os dias da semana, para ficar mais próximo do público que está ali prestigiando ele. 






      Esse é um dos passeios mais clássicos para os turistas que ali comparecem, para apreciar o pôr do sol e a apresentação de Jurandy do sax. Essa apresentação que Jurandy faz, ela dura cerca de uns 20 minutos. Esse saxsofonista já é uma celebridade nacional, pois esse roteiro, já é conhecido por todo o Brasil. Já fazem 10 anos que ele faz essa performance nas águas do rio paraíba dentro de um barquinho, tocando o bolero de Ravel e outras músicas. Essa apresentação desse artista é sensacional, é de encher os olhos. O local é internacionalmente conhecido por conta do pôr do sol e pelo show que ele  faz durante a sua apresentação dentro de um barquinho nas águas do rio Paraíba. 






      E não para por aí, antes ou depois de tudo isso, o turista ainda pode aproveitar uma grande estrutura turística que existe no local, como: praça de alimentação, lojas de artesanatos que ficam as margens do rio Paraíba. Também tem um gostoso forró pé de serra nesse local. Esse é um dos programas imperdíveis que os turistas devem fazer na cidade, é só chegar mais cedo e garantir o local para melhor visão do show. Já fazem 16 anos que esse artista é atração turística na Praia do Jacaré, em Cabedelo; região metropolitana de João Pessoa. 






      Ele entrou para o livro dos recordes como a pessoa que mais executou o clássico Bolero de Ravel, no saxofone. José Jurandy Félix, é um sessentão, e esse sessentão  o encanta os turistas com sua performance. São mais de 5,6 apresentações na praia fluvial, que não tem bicho jacaré. Há 23 anos ele tocou o Bolero pela primeira vez na Praia do Jacaré, para divulgar o disco que lhe abriu as portas. Isso fez tanto sucesso, que ele passou a se apresentar diariamente, no mesmo lugar desde o ano 2000. Vindo a João Pessoa, não deixe de conhecer esse ponto turístico dessa cidade maravilhosa. Para chegar a esse lindo local, o acesso é bem simples. 






      De João Pessoa à praia do Jacaré, são 14 km, é só seguir pela BR 230. A praia fluvial do Jacaré está situada no estuário do Rio Paraíba, a oeste de intermares. No início da década de 70, abrigava cabanas de pescadores de caranguejos e siris, e algumas oficinas de bar, quando ali passou a funcionar o Bar do Gringo, com seu famoso filé de agulha entre algumas outras iguarias. Depois foi inaugurado o Bar do Jacaré que abriria apenas durante o verão. Com o sucesso do local e a boa infraestrutura, é claro que o comércio local começou a funcionar diariamente, e está aí o sucesso que é hoje. A praia do Jacaré é um sucesso nacional. Venha conhecer.







9 de jun de 2017

BRINCADEIRA JUNINA

MÊS DE FESTA E DIVERSÃO | Fonte da imagem: flickriver










MÊS DE FESTA E DIVERSÃO









         Em se tratando de região Nordeste do Brasil e de sua gente, notamos que um dos meses do ano em que eles mais comemoram, é o mês junino. Na verdade, esse pedaço do Brasil é muito festeiro, isso o ano todo. Não é à toa que essa região também é conhecida como “caribe brasileiro”, pois seu litoral é muito lindo, com paisagens belíssimas e muita gente bonita e festeira. 






      Mas, nessa região, as festas são prioridade e necessidade. Devido ao Nordeste do Brasil ser muito explorado economicamente e politicamente, é porque essa região, ainda tem suas sub-regiões atrasadas e sem quase infraestrutura, pois muitos políticos só aparecem de 4 em 4 anos para fazerem suas campanhas eleitorais e depois somem. 






        E na verdade, essas pessoas que moram nesses lugares longínquos do sertão, na maioria das vezes são pessoas pobres e muitas delas são analfabetas, não porque querem, mas também por falta de oportunidades. A geração de emprego e renda dentro do bioma nordestino quase não existe. É aí, onde entra a igreja católica, as pequenas prefeituras, e as pessoas que ali moram e começam a planejarem um calendário anual de festas comemorativas, tais como o aniversário daquele município ou de outro município, a festa do padroeiro de cada um desses município, as vaquejadas e tantas outras festas. Para que eles possam gerar emprego e renda, para aquelas pequenas cidades do interior nordestino. Então é por isso que vemos, que eles são obrigados a fazerem esses tipos de eventos, para poderem movimentar a economia dessas cidadezinhas. 






       Como o nordestino é festeiro desde que nasce, então isso é quase que uma obrigação para ele. Então como eu disse no começo da postagem, eles ficam esperando o mês de junho, para comemorarem o aniversário dos santos padroeiros da igreja católica. A devoção e a fé do homem nordestino é muito grande que isso a gente ver em cada gesto que eles praticam durante a sua jornada de trabalho, isso no campo, na cidade, ou aonde ele estiverem. Hoje vamos falar aqui, das brincadeiras de festas juninas para arrecadar dinheiro. São elas: rabo do burro, bingo, corrida com ovo, pau de sebo, dança da laranja, corrida de saco e tantas outras. 






     Qualquer brincadeira de festa junina pode arrecadar dinheiro, se esse for o objetivo. O rabo do burro é um tipo de brincadeira que você tem que acertar o rabo do burro na imagem do burro, isso, o jogador com os olhos vendados. A corrida do ovo, é quando os brincantes correm com um ovo equilibrado em uma colher na boca dos brincantes. 






      A Dança da laranja é feita com os pares dançando um forró e equilibrando bolinha ou laranja entre suas testas. O pau de sebo já está dizendo, eles colocam um mastro com sebo, de pelo menos uns doze metros de altura e que, na maioria das vezes, tem uma cédula com um valor monetário bem alto, onde os participantes são desafiados a tirarem essa cédula. 






      Essas brincadeiras, fazem desse mês junino, uma atração toda especial para quem vem em busca de ver diversão a moda antiga. Sabemos que o moderno pode muito bem andar de braços dados com o tradicional. Isso é o que é bonito na cultura, a gente preservar o passado para construir um futuro com uma identidade. 






      O impressionante nisso tudo é que, essa região brasileira, fica mais linda ainda mais, nesse mês junino, pois as fogueiras acesas nas noites juninas, os foguetões clareando os céus nordestino, as comidas típicas do sertão dando o ar de sua graça, e as quadrilhas juninas com suas coreografias, encantam a todos aqueles que participam dessa festa. 






      Tanto os brincantes quanto os visitantes ficam maravilhados com tanta cultura e tanta diversão. Essa magia dessa festa no mês de junho, não tem igual dentro do Brasil. É por essas e outras que esse mês a época é perfeita para nossas tradições com comidas típicas, decoração alegre, danças e muitas brincadeiras.







MERGULHO NO MUNDO SERTANEJO

LUGAR DE CONHECIMENTO | Fonte da imagem: Miguel Arcanjo Prado










LUGAR DE CONHECIMENTO





     

    A região Nordeste do Brasil é uma região muito rica culturalmente, e por ser assim, vemos que sua história está dentro de muitos museus de arte popular que estão dentro dessa região, e também fora dos museus, a arte popular está espalhada em vários espaços alternativos dentro dessa região, tais como: praças, restaurantes, feiras livres e outros. Não é de hoje, que os nordestinos têm uma história muito rica culturalmente falando, história de muitas batalhas, guerras e motins, sangue e vitórias. E dentro desse contexto, vemos que isso só fez enriquecer a cultura dessa região. 






      Quando se fala de Nordeste, sempre é bom, as pessoas terem certeza do que vão falar sobre os nordestinos e sobre essa região. Temos vários museus a céu aberto e outros em espaços fechados, e com isso, a cultura vem ganhando mais força na divulgação dos costumes dessa gente tão sofrida e trabalhadora. Hoje vamos falar de um museu que sempre chama atenção, tanto para quem os conhecem e que não moram na região, mas também dos que vivem nessa região e conhecem. Ele foi inaugurado em abril de 2014, e é um dos mais modernos do Brasil. Está instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, é um local de diversão, conveniência e conhecimento. 






      Estamos falando do Museu Cais do Sertão. O mergulho no mundo sertanejo começa com enorme juazeiro seco, com mais de dez toneladas, e que fica na entrada do museu. E por isso que esse local é chamada de “Praça do Juazeiro. Essa é uma árvore típica da caatinga, vegetação encontrada no sertão nordestino. Esse museu é conhecido como polo gerador de novas ideias e experiências. Nele existem obras dos mais renomados artistas populares do Nordeste brasileiro. Esse espaço cultural é dividido em Sete espaços e cada espaço desses, vem destacando um ato da vida do nordestino. 






      Os lemas de uma vida de história do homem do Nordeste brasileiro são: viver, trabalhar, criar, crer, cantar, ocupar, migrar. Então nós vemos que, esses são os contextos que contam a história do homem dessa região, e como esse homem vive dentro e fora dela. O tema “viver”, mostra uma casa típica de família pobre nordestina, feita de barro batido que chamamos de “casa de taipa” e que também destaca tudo que existe lá dentro. Na parte “trabalhar” destaca os materiais de trabalho do homem nordestino, como várias ferramentas usadas pelos trabalhadores sertanejos. Na parte de “criar”, existem várias obras de muitos artistas populares dessa região. 






      Na parte “crer”, esse espaço é reservado para as crenças do homem dessa região, especialmente aqueles que vivem lá dentro do sertão do Nordeste. Na parte de “cantar”, ela é quase toda reservada para o “rei do baião”. Na parte “ocupar”, ele destaca a geografia e a história do Nordeste. Por último, temos a parte “migrar”, esse é um espaço que fica no primeiro andar do prédio, e que, destaca o depoimento de migrantes nordestinos famosos e anônimos. O nome “Cais do Sertão” se deu porque ele está localizado na beira da água, junto ao marco zero, onde nasceu a cidade do Recife, e por abrigar toda a riqueza do sertão nordestino. 






      Com 7 mil² de área construída, e com seis metros de altura, ele tem um grande vão para passagem dos pedestres, além de detalhes de cores, e uma decoração surpreendente, esse local surpreende tanto pela riqueza cultural dos objetos quanto pela arquitetura do espaço físico. Hoje devido a essa crise política, econômica e também social, por falta de recursos financeiros, o museu, infelizmente passa por dificuldades, e por isso teve que reduzir os horários de funcionamento, infelizmente esse é o nosso Brasil. Um país que não preserva a sua cultura e a sua história, é um país sem identidade. Mas vindo a Recife, tente conhecer esse museu, pois ele é um espaço reservado para contar a história do povo nordestino e da cultural regional.

  


















8 de jun de 2017

À ESPERA DE UM SONHO

LUGARES REMOTOS DO SERTÃO | Fonte da imagem: descomplica












LUGARES REMOTOS DO SERTÃO








      Com um Brasil sem rumos e com a uma grande instabilidade econômica atual, vemos que nem na cidade e principalmente no interior, temos perspectivas de crescimento. Enquanto muitos políticos só aparecem nos mais longínquos lugares do sertão de 4 em 4 anos, para pedirem votos, vemos um sertão devastado pela miséria, fome, sede e por falta de assistência por falta desses governos que passam e não conseguem encontrar uma solução definitiva para solucionar esses problemas tão desumanos. 






      Apesar do Nordeste brasileiro ter sido beneficiado com a transposição do rio São Francisco, pelos governos de Lula e Dilma, diga-se de passagem, foi um dos maiores benefícios feito a essa região, mas que em muitos lugares, ainda não existe água, e por isso, muita gente pobre ainda está sofrendo com a falta de tudo. O cenário do sertão nordestino é tenebroso, o que dá a impressão é que, isso, parece ser um tipo de comércio. 






      A solução para acabar com a seca existe, eu só acho que falta de interesse por parte de muitos. Esse cenário de açudes secos, plantações devastadas, casas abandonadas, famílias passando fome e muitos abaixo da linha de miséria, muitas carcaças de animais, seca, fome e desemprego, tudo isso deveria tocar no coração dos políticos, mas infelizmente não vejo isso. Não vou entrar aqui na questão política do Brasil, porque isso não é o foco do blog, porém não sou cego, e muito menos a população brasileira. É só ver o tenebroso cenário político brasileiro. Bem, mas vamos voltar para o assunto da seca. 






      A escassez de chuvas, que já dura muito tempo, isso se torna desolador é um dos piores cenários dos últimos 50 anos. Eu considero o maior responsável por todo esse cenário de catástrofe anunciada, o poder público. O resto é só falácia. Esse cenário tenebroso da seca no sertão a dentro, é de descaso, abandono e dor. As gestões municipais desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultados de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos servem mais para justificar a captação de recursos para elaboração de projetos e programas que não saem do papel, do que para ações reais de prevenção e cuidado com a vida. 






      As principais causas da seca no Nordeste brasileiro são provocadas por fenômenos naturais. Essa região fica localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias, vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gera precipitações pluviométricas. O desmatamento da zona da mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino. 






      No próximo ano, talvez o Nordeste brasileiro entre no sétimo ano de secas consecutivas, esse fato é um fato inédito nos últimos 100 anos. Isso começou lá em 2012, já impacta todos os estados nordestinos e está relacionada tanto a fatores climáticos quanto aos efeitos do agronegócio. A última grande seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1979 a 1983. As chuvas que caíram no sertão nordestino esse ano, não teve muita influência no contexto de encher grandes reservatórios dessa região. Talvez tenha enchido pequenos reservatórios e alguns outros médios, isso aonde choveu. 






      Também não quer dizer que foi em toda região, negativo, muitas partes das sub-regiões nordestinas ainda necessitam e muito, desse líquido precioso, a água. Como a região é uma das maiores do Brasil, as vezes boas chuvas no agreste acontece, pois, o agreste é muito próximo do litoral, então sempre está chovendo aquelas chuvas de verão, isso não quer dizer que em muitas partes do sertão nordestino esteja chovendo. Porque elas as vezes não conseguem chegar ao sertão. Algumas regiões já enfrentam a seca excepcional, utilizada para classificar a situação emergencial em que há perdas de plantação e escassez de água em reservatórios, córregos e poços. 






      Segundo alguns dados da Confederação Nacional dos Municípios, 33,4 milhões de pessoas já foram afetadas. Entre 2013 e 2015, a estiagem causou um prejuízo de r$ 103,5 bilhões, na região nordestina. Então vemos que, depois de décadas de secas implacáveis no sertão e em todo o nordeste brasileiro, e recentemente mais seis anos de secas interruptas, nessa região, a gente chega a uma só conclusão, que na verdade, os gestores tiveram bastante tempo para erradicar esse problema das secas, mas que na verdade, parece que virou um comércio. Infelizmente o Brasil caminha assim. O paliativo é mais fácil do que a erradicação do problema. E assim caminha a humanidade
















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