. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: Abril 2017

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    19 de abr de 2017

    SÃO JOÃO NA ROÇA





    SÃO JOÃO NA ROÇA
          





           Com a proximidade das festas juninas, em toda região nordeste, ocorre um fenômeno muito comum nessa época do ano, a venda de madeira para fazer fogueiras a fim de comemorar a data em homenagem aos três santos da igreja católica: Santo Antônio, São João e São Pedro e então vemos que os vendedores de fogueiras estão por toda parte das ruas da cidade.
          





          Uma das tradições mais festejadas nessa época, são famílias e mais famílias que ficam ao redor das fogueiras comemorando a data dos Santos, e também se divertindo entre eles, como por exemplo: fazer algumas simpatias com os Santos ou mesmo assar as batatas ou jerimum. Quando se mora no interior ou mais afastado dos grandes centros urbanos é bem mais fácil de se conseguir, ente um graveto e outro, madeiras de árvores secas. 
          





          Até porque a madeira verde não é boa para ser queimada. Mas tem um porém nisso tudo, é a degradação do meio ambiente através do desmatamento. É bom lembrar que nos dias de hoje, essa prática é coibida pela fiscalização. Alguns fiscais fazem trabalhos de conscientização entres os vendedores que estão ali para ganhar o seu pão de cada dia, e que diga-se de passagem é suado, mas temos que ver, que precisamos também preservar a natureza para que daqui alguns anos seus filhos e netos sejam beneficiados pelo que foi feito através dos seus pais.
          





          É claro que não existe festa junina sem fogueira mas, de todo modo, os homens podem conciliar a retirada dessa madeira com a necessidade de vender e ganhar algum trocado. Na maioria das vezes, essas pessoas não conhecem os trâmites burocráticos para conseguirem a obtenção de documentos e assegurar que aquela madeira que eles estão tirando, venha de podas de galhos já secos. Nesse comércio, os fogueiristas tem preços diferenciados, variando entre r$ 30,00 e r$ 50,00 reais. 
          





          Em algumas partes da cidade pode-se encontrar madeira de mangueira ou de cajueiro. A lei de crimes ambientais que é a lei 9.605/98, está passível de multa e pena de detenção para quem for pego praticando crimes ambientais. O acusado pode pegar de um a dois anos, e mais multa se for pego praticando crime ambiental contra a floresta nativa. Portanto sempre é bom avisar, que pode-se fazer uma grande festa dentro da legalidade sem atingir a natureza e nem infringir a lei. É só as pessoas andarem documentadas para poderem vender suas fogueiras.
          





          As festas juninas sempre é animada e decorada com fogueiras, pois elas fazem parte da tradição, o bom disso é que quando as pessoas estiverem fazendo alguma poda em seus sítios ou mesmo em alguma mangueira do quintal de sua casa, guardarem essa madeira que sobrou da poda, para que eles usem na época de festa junina, assim ele vai está dentro da lei, vai brincar sossegado e vai está usando uma madeira que ele cortou na poda de uma árvore que não está dentro da mata nativa. As fogueiras tem o símbolo do São João e sempre é bom ver elas pegando fogo e clareando o terreiro do arraiá, de preferência, com todos em sua volta soltando rojões e muito foguetões para comemorar os dias dos Santos mais queridos dos nordestinos.

    ANIMAL DO DESERTO

    PAU PRA TODA OBRA | Fonte da imagem: Blog Edenevaldo Alves











    PAU PRA TODO OBRA








          Uma das cenas mais comuns dentro do sertão nordestino e que cansamos de observar quando trafegamos pelas estradas do Nordeste brasileiro, são aquelas cenas aonde os animais trafegam pelas rodovias. Independentemente de qual for os animais cruzando as rodovias, eles se tornam um ponto de perigo para quem trafega por essas rodovias. 






          De jumentos, cavalos, vacas e até o bode, isso é muito comum de se ver dentro das Brs nordestinas, dentro das rodovias estaduais e até as vicinais, é aí aonde mora o perigo, pois é muito comum dentro do sertão, posso até arriscar que já faz parte da paisagem do sertão, mas a irresponsabilidade maior é dos donos desses animais, que na maioria das vezes causam graves acidentes, e os proprietários desses animais em muitos casos, não são responsabilizados na forma da lei, porque as vezes nem são identificados. 






          Por essas e outras, é sempre bom os motoristas andarem com a atenção redobrada, e com a velocidade controlada.  Essa é uma situação que já faz parte do cotidiano e da cultura nordestina, pois animais soltos nas estradas, acontece desde o século passado, e que dificilmente vai ter uma fiscalização mais rigorosa, pois a extensão territorial da região Nordeste é muito grande, e a fiscalização é quase impossível. A precária fiscalização que existe, é mais para as áreas urbanas ou as áreas rurais mais próximas das cidades que ficam próximas algum posto de fiscalização. 






          Uma das formas mais eficazes que aconteceu no estado pernambucano, foi a criação de um parque ecológico para a criação de jumentos soltos e com maus tratos que estão espalhados nas rodovias pernambucana. Esse parque fica no município de Lagoa Grande no sertão pernambucano, precisamente no sertão do São Francisco. Idealizado pelo deputado estadual Odacy Amorim, em parceria com o instituto Qualyvida, o espaço já tem mais de dois anos de existência de atuação no recolhimento dos animais das rodovias da região. 





          
          Depois da criação desse parque ecológico de acolhimento aos jumentos, as estatísticas mostram que, os acidentes diminuíram drasticamente ao ponto de atingi 90% de redução. Isso dito pela (PRF). O parlamentar foi atrás de apoio para alimentação dos animais, devido à grande seca dentro do sertão nordestino, e teve o apoio de duas empresas como parceiras para gerir esse belo projeto, tanto na área humanitária, quanto na área de prevenção de acidentes, sem falar na preservação de todo o contexto do abate dos animais. O parque recebe mais de 12 toneladas de ração de cada empresa parceira, isso é um ganho importante e necessário para acolhida dos jumentos. 






          Já são mais de 1100 animais acolhidos nesse parque de Lagoa Grande. O Deputado frisou que quer mais apoio, e que está em constante contado com todos os envolvidos nesse projeto, como: Prefeitura, Promotoria do Meio Ambiente e PRF, para discutir uma parceria consolidada de todos ao projeto. A doação de animais é uma das opções do projeto. Além dos jumentos, também são recolhidos cavalos e burros abandonados que estão próximos às estradas. Todos esses animais que são encaminhados para esse Parque Ecológico, são submetidos a exames feitos pela Adagro na tentativa de identificar alguma doença que comprometa a saúde do animal. 






          Além desse Parque, o Projeto de conservação, restauração e manutenção de rodovias, realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, também deve contribuir para a ausência dos animais nas estradas. Também 50 km de rodovia, receberá cercas que sairão do perímetro urbano e que vai de Petrolina ao trevo do Ibó. Por causa de falta de respostas, o Deputado Odacy resolveu ele mesmo próprio, buscar uma saída. 






          O parlamentar investiu r$ 250 mil na implantação do Parque Ecológico, criando o instituto Qualivida para administrar o espaço, que inicialmente receberia mais de 300 animais. Eis aí um grande projeto de interesse público. Quisera ter mais homens públicos, para fazerem projetos iguais ou melhores do que esse, que venham beneficiar a sociedade, direta ou indiretamente, e preservar a vida tanto das pessoas que trafegam nessas estradas, quanto a vida dos animais.














    18 de abr de 2017

    AVE DO SERTÃO

    PENELOPE OBSCURA | Fonte da imagem: modernfarmer











    PENELOPE OBSCURA 










          A fauna é a flora brasileira são muito ricas, e por ser assim, e não ter uma fiscalização mais rígida, elas se tornam vulneráveis diante da exploração desenfreada por parte de pessoas que não tem consciência de preservação ambiental. A fiscalização florestal talvez seja insuficiente para cobrir alguns territórios com grandes extensões, e isso é um fato negativo para que a fauna e a flora brasileira, venham a se desenvolver corretamente sem depredação ambiental por parte de caçadores, pescadores e de pessoas que só querem se apropriar de forma errada, das coisas que existem em nossa natureza. 






          A seca assola toda região semiárida do Nordeste, com consequências para a fauna e flora da caatinga. Vamos falar hoje, em um dos animais que sofrem mais, com a falta de alimentação e de água na caatinga, vamos falar do jacu. Essa ave vive em pequenos bandos, nesses períodos de secas, eles vão atrás de alguns pequenos “barreiros” para encontrar água. É nessas fontes que caçadores sem dó e nem piedade e desinformados, abatem essas aves, nesses momentos de bebidas é que elas se toram presas fáceis para esses caçadores. 






           Como parece, que aqui não tem um período determinado por lei para alguns tipos de caças, esses caçadores se prevalecem. Na imensidão da caatinga, é quase impossível se combater esses caçadores. O Brasil é um país que tem muitas leis, mas que, no entanto, poucas pessoas as respeitam, acho que primeiro porque em alguns casos, as penas são brandas, e depois o próprio terreno não ajuda na fiscalização. A caça predatória na caatinga do Nordeste, tem levado muitas espécies de aves belíssimas, ao risco de extinção, principalmente, as de grande porte, como o “jacu”. Infelizmente o brasileiro só aprende as duras penas, os crimes ambientais eram para ter penas mais duras. 






            A determinação de períodos para reprodução é essencial para o ecossistema, disso ninguém tem dúvidas. Só precisa mais um pouco de atitude e conscientização por parte de todos. Certa vez lendo sobre o meio ambiente americano da América do Norte, eles lá respeitam e muito o meio ambiente, acho que isso é mesmo cultural. A fauna e a flora que existem em seu território, ela é respeitada e contemplada, eles têm a consciência de preservar para que não falte a caça no futuro. 






           Para que os seus filhos e a natureza, possam sobreviverem a tudo que eles tiveram quando jovens. Por exemplo: No período de caça, todos caçam, mas existem regras, quando o período de caça acaba, todos respeitam aquele período, e ninguém é nem louco de caçar fora da época de caça, primeiro é muito dura a pena imposta pelo governo deles e depois o cara vai em cana mesmo. A lei que é imposta por lá, é pesada e é para todos. Pois, bem, voltando aqui ao assunto, o jacu é uma ave da caatinga nordestina já ameaçada de extinção disso ninguém tem dúvida. 






           Ele é visto normalmente em cima de árvores, mas na caatinga como as plantas são rasteiras e de pequeno e médio porte, ele é visto sempre no chão. Essa espécie de ave, ela é da família dos cracídeos (a mesma das galinhas), o nome verdadeiro dessa ave é: Penelope obscura, e tem preferência por habitat de mata atlântica, em sua maioria de atitude, muitos são encontrados no sudeste brasileiro e em lugares como a Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Ela é da família: cuculidae, ordem: cuculiformes, gênero: neomorphus, nome científico e espécie: Neomorphus geoffroyi dulcis, nome popular: Jacu. 






           O jacu se alimenta em lugares que exista galhos secos, cupinzeiros terrestres sem os insetos, buraco de tatu e muitos outros. Pode chegar a 70 cm, mesmo assim consegue voar silenciosamente. Se alimenta também de ameixas, carambola, caqui, pitanga e muitas outras frutas. Emite sons estranhos como grunhido e rangido. Os animais dessa espécie montam seus ninhos usando galhos bem grossos, pois a forração é feita com folhas verdes, com altura média de 2,5 m. 






           Os ovos podem ser de um a três, pois elas podem ter até três filhotes. Seria muito bom que os homens tivessem mais consciência quando fossem dizimar a nossa flora e a nossa fauna, mas acho que isso é mesmo cultural, precisamos estudar mais, para daí compreendermos o que é “preservação do meio ambiente”, e isso só vem, ou com estudo ou com campanhas de conscientização para esse povo sofrido e não sofrido do sertão nordestino e porque não dizer, de todo Brasil. A questão é “Cultural”.























    GENTE HUMILDE

    MENINOS ESQUECIDOS PELO TEMPO | Fonte da imagem: Blog do Waguinho Nascimento








    MENINOS ESQUECIDOS PELO TEMPO









          O Nordeste brasileiro é uma das maiores regiões da federação, pois possui nove estados são eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ele tem uma extensão territorial de 1.554.257,0 KM², tendo o terceiro maior complexo regional do Brasil. Ocupa 18,2% da área do país. O território nordestino limita-se com as regiões Norte (a oeste), Centro-Oeste (a sudoeste), Sudoeste (ao sul), além de ser banhado pelo oceano atlântico (ao norte e leste). Então como vemos, essa é uma região que tem muitas sub-regiões de difíceis acessos. 






          Nessa região, existem muitas estradas dentro do bioma, que chamamos de “caatinga”. Muito dessas estradas são estradas vicinais, outras estradas que rodovias estaduais, e muitas outras, são rodovias federais. Essas rodovias federais chamamos de BRs, outras chamamos pela sigla de cada estado nordestino, pois elas são rodovias estaduais. 






          Algumas delas estão em péssimo estado de conservação, tanto as federais, como as estaduais e como as vicinais. A produção de cada estado nordestino, sofre com a logística da produção, pois encarece o frete, a demora no percurso para os pequenos, médios e grandes centros, demora mais do que devia. Isso já acontece desde o século passado, precisamente dos anos 70 para cá, pois foi quando muitas dessas estradas foram asfaltadas e entregue aos governos estaduais. 






          A manutenção dessa malha viária, depende muito de administração para administração, pois é através de convênios federais e estaduais, que elas são recuperadas quando as mesmas estão danificadas pelo uso de caminhões pesados ou pelo desgaste do tempo. Nos anos de 1970 ou nos anos de 1980, era comum a gente ver nessas estradas que cortam o sertão, pessoas pedindo comida ou dinheiro em troca do seu trabalho em tapar buracos em plenas rodovias nordestinas. 






           Quando os poderes públicos esqueciam a manutenção dessas estradas que cortavam o sertão esquecido do Nordeste brasileiro, esses sertanejos, ganhavam um trocado em troca do seu trabalho, tampando os buracos que estavam nessas rodovias. Notávamos que eram crianças, adultos e até mulheres. Eles carregavam piçarra em carro de mão ou mesmo em latas e espalhavam com pás e inchadas, essa piçarra, e tapavam esses buracos existentes no asfalto das estradas. 






           Sob sol escaldante, essas pessoas que tapam buracos em rodovias do Nordeste, tem o intuito de ganhar um dinheirinho. Eles pegam a terra às margens das rodovias danificadas, e sempre estão colocando piçarra com uma pá, nos buracos existente nessas rodovias. Infelizmente isso ainda acontece em muitas dessas estradas espalhadas dentro do sertão, e que não tem a manutenção necessária, pois elas geralmente são estradas estaduais, e na maior parte das vezes o estado não está em condições financeiras para recupera-las ou recapeá-las, acho que, essa deve ser a explicação mais provável, pois se não for isso, não consigo imaginar outra explicação. 





          Geralmente os convênios federais é que ajudam na parceria de recuperação dessa malha viária, mas quando não tem ajuda do governo federal, os municípios ficam sem ter condições de fazer nada. A verdade é uma só, as estradas em péssimas condições de tráfego ainda existem e isso é um perigo eminente para que venha acontecer grandes desastres nessas rodovias. Tem muitas delas que não existem acostamentos, isso é outro perigo, imagine essas rodovias em má conservação e ainda sem acostamento? 






          Enquanto a manutenção de muitas delas não acontece, essas cenas poderão se repetir algumas vezes, pois essas humildes pessoas, pela precisão e pela situação de fome e miséria que elas passam no sertão nordestino, elas vão continuar tampando buracos nessas estradas encravadas dentro dos rincões do sertão do Nordeste brasileiro, em troca de alguns míseros trocados e da boa vontade dos motoristas que por elas trafegam. Isso não é de agora, mas que sempre existiu e talvez continue existindo.






                                  




    4 de abr de 2017

    COMÉRCIO INFORMAL

    MEIO DE GANHAR A VIDA | Fonte da imagem: Apontador











    MEIO DE GANHAR A VIDA







             Se existe uma coisa cultural dentro do Nordeste brasileiro, essa coisa se chama feiras livres. Elas são antigas e muito populares em praticamente todas as cidades de pequeno, médio e grande porte dentro da região nordestina ou não. Podemos chama-la algumas de shoppings populares a céu aberto, como é a feira de Caruaru, Campina Grande e Recife e tantas outras. Dentro dessas feiras populares, vemos de tudo um pouco. De feira de mangai a todo tipo de buginganga. 





          O mais interessante nessas feiras, é a organização dos produtos, eles ficam em setores predeterminados, tais com: setor da farinha, do feijão, da carne, do peixe das roupas do troca-troca de objetos e por aí vai. É bem comum nessas feiras, as pessoas encontrarem pessoas fazendo refeições com o belo cardápio nordestino, tais como: buchada de bode, panelada, chambariu, bode assado, galinha caipira e tantos outros pratos gostosos da região. 





             Hoje vamos falar de uma dessas feiras que existe dentro do Nordeste, e que pela sua fama, ela é uma das mais frequentadas, tanto pelos piauienses quanto pelos turistas. Vamos falar da feira do troca-troca que é uma feira diferenciada e que já existe há bastante tempo nessa região, já faz parte da cultura local. Ela fica localizada ás margens do rio Parnaíba, na divisa do Piauí com o estado do Maranhão do outro lado fica a cidade de Timon no Maranhão. 






           A feira do troca-troca é uma espécie de feira aonde as pessoas comercializam vários tipos de objetos, tais como: eletrodomésticos, ventiladores, geladeiras, bicicletas, celulares, vasos sanitários novos e usados, e todo tipo de coisas que você possa imaginar. As formas de negociação dos produtos não são apenas trocas, também compras e vendas, no entanto, os produtos tem que terem notas ficais, tanto faz serem novos como seminovos, isso é o que dá segurança e idoneidade dos objetos tanto para compra como para venda e para troca. 






           A feira do troca-troca começou no ano de 1973, mas essa atual foi fundada em 1985, já com muitos produtos e no mesmo lugar. Ela representa um dos pontos turísticos mais conhecidos do estado. Atualmente ela sofre com problemas de infraestrutura, além da falta de apoio ao local. É uma pena, pois esse local é parte da história da cidade de Teresina, precisa ser revitalizado para que os comerciantes possam trabalharem com mais tranquilidade e conforto e para dá mais segurança e conforto para os visitantes. 






           O troca-troca, que surgiu da comercialização de objetos a sombra do pé de uma figueira, foi aonde os camelôs começaram e se organizar e conseguiram juntos a prefeitura municipal, uma boa infraestrutura para trabalharem. Esse local é bem visitado tanto pelos nativos do local quanto pelos viajantes e turistas regionais. Cantada em versos e prosas o troca-troca é uma referência na comercialização de produtos novos e usados. Teresina tem muitos pontos turísticos, mas esse, fica na região centra da capital piauiense onde o fluxo de veículos e pessoas passam freneticamente próximo a ele. Essa feira fica justamente embrenhada dentro desse cinturão comercial da verde cap. 






           Com um grande estoque de mercadorias novas e seminovas, a feira do troca-troca é um atrativo para os que gostam de consumir mercadorias mais barata e de boa qualidade com procedência legal. Não é de hoje que esse local chama atenção da população em busca de novidades e de preços baixos, fazendo disso, um ótimo passeio junto com a família, para conhecerem mais o centro de comercio da cidade verde. São feiras tradicionais como essa que, mostra o quanto o nordestino é criativo e empreendedor nos momentos bons ou ruins do comercio ambulante do nordeste brasileiro. 






           Eu sempre soube dessa feira e via que nela existia como existe até hoje, um meio das pessoas que vivem dentro do comércio informal, gerarem renda e emprego, para poderem sustentar suas famílias e poder contribuir com o crescimento da cidade como um todo. Quando for a cidade de Teresina, procure conhecer os costumes desse povo tão acolhedor e tão hospitaleiro como é o povo piauiense. Sempre é bom saber que, as feiras livres do sertão ou não, do Nordeste, estão a todo vapor no aquecimento das vendas de varejo. 






           Essa feira fica em outra sub-região nordestina que é o meio Norte, e talvez seja uma das maiores do gênero, que está dentro do meio Norte, mostrando que sempre existe uma saída quando nos referimos a produtos novos e usados na base de troca ou não, para que gere sempre emprego e renda através desse tipo de comercialização de varejo, para que as pessoas sobrevivam dignamente. A feira sempre foi um sucesso e é cultural, faz parte da história do povo piauiense e da cidade de Teresina.








    REALIDADE DURA DO SERTÃO

    SECA FOME E MISÉRIA | Fonte da imagem: c4noticias









    SECA FOME E MISÉRIA







          Não é fácil viver e sobre viver das migalhas dadas por aquelas pessoas que só querem os votos das pessoas humildes e pobres do sertão do Nordeste. No Nordeste brasileiro, falta água, falta pão, falta respeito aos seres humanos que lá residem; mas sobra a discriminação a exclusão e o abandono principalmente nas épocas de secas. Desolados pelo estado sem alimento, sem plantação, morre o homem, morre o gado, morre a própria esperança de ter pelo menos um pouco de respeito e de ter um pouco de infraestrutura onde eles residem. 






    Muitos sertanejos choram nessa triste condição e aos céus ainda rogam que caia chuva no sertão. A ladainha é sempre a mesma, desde promessas feitas para ajudar o povo pobre do Nordeste até pequenas migalhas dadas por aqueles que tem condições de ajudar e não ajudam, isso acontece sempre um pouco antes das eleições feitas de 4 em 4 anos. Desde a chegada no Brasil do Rei Don João Vl de Portugal no começo do século XlX, que disse que queria “vender as joias da coroa, para ajudar o Nordeste brasileiro, e isso talvez nunca tenha acontecido. Infelizmente o Brasil ainda é um país terrivelmente ignorante. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 39,5% das pessoas aptas a trabalhar no Brasil não possuem nem o ensino fundamental e mais de 13 milhões de brasileiros são incapazes de ler um texto como esse, pela única razão de serem analfabetas. 






          Talvez muita gente não saiba, mas existem mais de 25 milhões de brasileiros (uma Austrália) vivendo com uma renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza, e mais de 8 milhões (uma suíça) vivendo abaixo da linha de extrema pobreza, ou seja, na indigência. A fome, a sede e a miséria são sorrateiras e silenciosas, como um bicho que se embrenha por dentro do mato, a fome corrói os lares miseráveis do sertão Nordestino e dos lugares mais distantes do sertão Nordestino. Ela faz estragos sem pressa, matando aos poucos, surda e continuamente, seu exército de famintos. 






          As regiões áridas pela própria natureza e erodida pelo homem, desespero do sofrimento das secas implacáveis. Essa é uma das realidades do sertão nordestino para com todos e principalmente com as famílias de baixa renda e aquelas famílias que estão abaixo da linha de pobreza, os “miseráveis”. Essa é a realidade de muitas famílias que não sabem o que é comer no dia seguinte. Depois de várias décadas, pouca coisa mudou dentro do sertão Nordestino. É o flagelo dos que nada ou pouco têm para comer. É isso que acontece dentro do sertão nordestino, infelizmente é cultural, as famílias tradicionais, ainda tem aquele antigo conceito de mandarem nessas áreas remotas da caatinga. 






          Isso sempre existiu, e dificilmente acabará porque também é cultural. Sabemos que pobres precisam de ricos e ricos precisam de pobres, pois isso é a lei natural da vida, o que não deve existir é que essa mão de obra dos mais necessitados seja explorada com diárias abaixo da média. A mão de obra qualificada ou não ela precisa ser valorizada por quem está pagando, pois sem essa mão de obra o patrão não vai lá para fazer o serviço de pião. Pois muitos que nasceram em berços de ouro, e vivem nas sombras da exploração da ignorância de muitos que não tiveram a oportunidade de estudarem, pois, essa é a situação que essas pessoas querem que o povo do sertão viva, pois só assim, podem fazer com que os mais pobres fiquem nas sombras da ignorância política, social e econômica dessa região mais pobre do Brasil. 






          A fome em qualquer canto, é uma degradação e um grande flagelo para a espécie humana, e se tratando de sertão nordestino isso se torna mais doloroso e revoltante, pois ela também é dor na alma e é tão profunda que parece um grande abismo sombrio. No sertão Nordestino existem povoados inteiros que as pessoas passam fome e vivem em absoluta miséria, sem condições de trabalhos, sem uma infraestrutura decente tais como: hospital e escolas e que a má distribuição de renda, só vem de alguma pequena prefeitura, que na maioria das vezes são deficitárias. 






          Mesmo com uma parte da transposição do rio São Francisco, que começou no governo Lula e Dilma, e que foi um passo gigantesco para o progresso de muitos nordestinos, mas como a região é imensa e com 9 estados, ainda existem setores aonde essa água não chegou e que ainda existem muitas regiões que não viram os benefícios  dessa transposição, ao ponto de homem dividir um pouco da água barrenta com os animais. Não é fácil sobreviver dentro do bioma chamado caatinga, a seca que existe dentro dessa região, ela é implacável e não tem piedade com os seres viventes que nela habitam. A região do sertão do Nordeste brasileiro precisa ser vista de outro ângulo, precisa de socorro por parte dos poderes constituídos, para que ela vem a crescer economicamente, socialmente e gerar renda e emprego para aquelas pessoas que nela moram. O sertão não precisa de migalhas, precisa é de uma política social séria para que esse lugar ajude o Brasil a crescer economicamente, socialmente e culturalmente.


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