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    18 de abr de 2017

    GENTE HUMILDE

    MENINOS ESQUECIDOS PELO TEMPO | Fonte da imagem: Blog do Waguinho Nascimento








    MENINOS ESQUECIDOS PELO TEMPO









          O Nordeste brasileiro é uma das maiores regiões da federação, pois possui nove estados são eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ele tem uma extensão territorial de 1.554.257,0 KM², tendo o terceiro maior complexo regional do Brasil. Ocupa 18,2% da área do país. O território nordestino limita-se com as regiões Norte (a oeste), Centro-Oeste (a sudoeste), Sudoeste (ao sul), além de ser banhado pelo oceano atlântico (ao norte e leste). Então como vemos, essa é uma região que tem muitas sub-regiões de difíceis acessos. 






          Nessa região, existem muitas estradas dentro do bioma, que chamamos de “caatinga”. Muito dessas estradas são estradas vicinais, outras estradas que rodovias estaduais, e muitas outras, são rodovias federais. Essas rodovias federais chamamos de BRs, outras chamamos pela sigla de cada estado nordestino, pois elas são rodovias estaduais. 






          Algumas delas estão em péssimo estado de conservação, tanto as federais, como as estaduais e como as vicinais. A produção de cada estado nordestino, sofre com a logística da produção, pois encarece o frete, a demora no percurso para os pequenos, médios e grandes centros, demora mais do que devia. Isso já acontece desde o século passado, precisamente dos anos 70 para cá, pois foi quando muitas dessas estradas foram asfaltadas e entregue aos governos estaduais. 






          A manutenção dessa malha viária, depende muito de administração para administração, pois é através de convênios federais e estaduais, que elas são recuperadas quando as mesmas estão danificadas pelo uso de caminhões pesados ou pelo desgaste do tempo. Nos anos de 1970 ou nos anos de 1980, era comum a gente ver nessas estradas que cortam o sertão, pessoas pedindo comida ou dinheiro em troca do seu trabalho em tapar buracos em plenas rodovias nordestinas. 






           Quando os poderes públicos esqueciam a manutenção dessas estradas que cortavam o sertão esquecido do Nordeste brasileiro, esses sertanejos, ganhavam um trocado em troca do seu trabalho, tampando os buracos que estavam nessas rodovias. Notávamos que eram crianças, adultos e até mulheres. Eles carregavam piçarra em carro de mão ou mesmo em latas e espalhavam com pás e inchadas, essa piçarra, e tapavam esses buracos existentes no asfalto das estradas. 






           Sob sol escaldante, essas pessoas que tapam buracos em rodovias do Nordeste, tem o intuito de ganhar um dinheirinho. Eles pegam a terra às margens das rodovias danificadas, e sempre estão colocando piçarra com uma pá, nos buracos existente nessas rodovias. Infelizmente isso ainda acontece em muitas dessas estradas espalhadas dentro do sertão, e que não tem a manutenção necessária, pois elas geralmente são estradas estaduais, e na maior parte das vezes o estado não está em condições financeiras para recupera-las ou recapeá-las, acho que, essa deve ser a explicação mais provável, pois se não for isso, não consigo imaginar outra explicação. 





          Geralmente os convênios federais é que ajudam na parceria de recuperação dessa malha viária, mas quando não tem ajuda do governo federal, os municípios ficam sem ter condições de fazer nada. A verdade é uma só, as estradas em péssimas condições de tráfego ainda existem e isso é um perigo eminente para que venha acontecer grandes desastres nessas rodovias. Tem muitas delas que não existem acostamentos, isso é outro perigo, imagine essas rodovias em má conservação e ainda sem acostamento? 






          Enquanto a manutenção de muitas delas não acontece, essas cenas poderão se repetir algumas vezes, pois essas humildes pessoas, pela precisão e pela situação de fome e miséria que elas passam no sertão nordestino, elas vão continuar tampando buracos nessas estradas encravadas dentro dos rincões do sertão do Nordeste brasileiro, em troca de alguns míseros trocados e da boa vontade dos motoristas que por elas trafegam. Isso não é de agora, mas que sempre existiu e talvez continue existindo.






                                  




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