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9 de jan de 2017

FESTA POPULAR

UMA DANÇA FOLCLÓRICA | Foto: Dmitri de Igatu












UMA DANÇA FOLCLÓRICA







       A cultura popular do Nordeste brasileiro se desenvolve na região, diversificando a mesma cultura, mas com seus próprios costumes de sub-região para sub-região e de estado para estado. Vemos que isso enriquece mais ainda a história cultural e social dessa região brasileira. O mesmo folguedo, ele pode ser modificado e recriado de região para região ou de sub-região para sub-região. É claro que isso é muito aceitável, porque são povos que tem sua própria história e seus próprios costumes dentre de sociedades diferentes umas das outras e que fazem releituras de culturais regionais colocando no contexto os seus costumes. 






       É claro que, apesar de ser histórias diferentes, o folclore é o mesmo dentro da cultura popular nordestina de cada sub-região. No Nordeste, o primeiro registro da festa, apareceu no ano de 1840 num pequeno jornal de Recife chamado O Carapuceiro, mas sua origem é bem mais antiga. Muitos pesquisadores associa-se o seu nascimento, a expansão do gado, chamado de “ciclo do gado”, quando a partir do século XVll, o animal ganhou grande importância nas fazendas da região.






        Essa festa folclórica, é uma das mais tradicionais do Brasil e é considerada uma festa de origem negra. Como eu já falei anteriormente, esse mesmo folclore tem um mesmo sentido cultural e muda de nome em diversos locais do Brasil, estamos falando do “Bumba meu boi. No Pará ele se chama Bumba meu boi, no Maranhão ele se chama Calemba, no Rio Grande do Norte, Cavalo Marinho, na Paraíba, Bumba de reis, no Espírito Santo, Boi pintadinho e por aí vai. Nessa encenação semelhante a um auto, misturam-se danças, músicas, teatro e circo. 






         É uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno de uma lenda sobre a morte e ressureição de um boi. Vamos falar aqui desse mesmo boi criado na cidade de Iguatu no Ceará e que leva o nome de “Boi Estrela”. Ele foi criado na Cidade de Iguatu por uma organização social “Gerais”. 






       Esse foi um movimento cultural Boi Estrela que em 2007 teve a preocupação social e cultural de criar um boi para que fosse divulgado e praticado com brincantes dessa região para que essa região tivesse um maior crescimento cultural dentro do próprio contexto cultural de toda região Nordeste e também uma forma de homenagear o padroeiro da cidade de Iguatu, São Sebastião. 






       O nome do Boi foi referente ao brilho dos diamantes. Como vemos, uma dança folclórica ou um folguedo, pode de região para região, mudar de nome ou de interpretação, isso depende muito dos costumes de cada sociedade. O boi é um dos folguedos (festa popular) mais representativos da cultura brasileira, pois reúne traços de três grandes ramos da formação do nosso povo: indígena, europeu e afro-negro. Já dizem os pesquisadores. 






       Geralmente, o boi é apresentado em festas juninas, e mostra as relações desiguais entres senhores de engenho, escravos e indígenas, numa sutil crítica social. A cidade de Iguatu no Ceará e os responsáveis pelo boi estrela, estão de parabéns, por ter recriado esse folguedo dentro dessa sociedade maravilhosa e de ter integrado toda essa história rica da cultura nordestina para que isso viesse interagir com a comunidade e fazer parte da história desse povo cearense tão cheio de história cultural e que tanto enriquece o nosso Nordeste e o Nosso Brasil. 






       O boi estrela é mais uma história que vem enriquecer o nosso folclore tão rico com é. Isso só vem beneficiar culturalmente, socialmente e economicamente a cidade que está apoiando esse tipo de evento cultural, pois todos saem ganhando com isso. O apoio a cultura sempre é importante e fundamental para o crescimento intelectual, cultural e social de qualquer sociedade.

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ENTRE ESPINHOS NASCEM FLORES

O COLORIDO DO SERTÃO | Fonte da imagem: Jeguiando











O COLORIDO DO SERTÃO







       A fauna e flora do sertão nordestino, estende-se por animais silvestres aquele pertencente às espécies nativas, migratórias e de quaisquer outras aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do território brasileiro e suas águas jurisdicionais. 





       O seu bioma, a caatinga, ocupa cerca de 844.453 KM² de extensão e é o único com distribuição exclusivamente brasileira. Esse bioma se estende por todo estado do Ceará e mais da metade da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte uma parte de Alagoas, Sergipe, e uma parte de Minas Gerais e Maranhão. 






       A mata branca, como é conhecida a caatinga, na época das secas, a sua vegetação fica realmente cinza, com aspecto de suas folhas esbranquiçadas. As cores do sertão são únicas, pois tem pássaros coloridos, flores de todos os formatos e cores, e paisagens belíssimas. 






      Quando entramos no sertão, todas impressões são mais reais, mais vividas e admiramos mais e mais essa região do semiárido nordestino. Quem nasce no sertão nordestino, aprende a gostar e a admirar esse lugar, essa região tão bela que faz parte do Nordeste brasileiro. 






       Não é tão fácil sobreviver dentro dessas terras áridas dessa região, na maioria das vezes, a vegetação desse local, sempre prega peças em quem adentra nela, pois ela sempre está mudando de curso, as folhagens que caem ao solo, quase da mesma cor do solo, que termina encobrindo as trilhas ou veredas de muitos locais inóspitos desse bioma. 





      Geralmente, a arquitetura colonial empregada nas casas de muitas fazendas do sertão, foram feitas em estilo coloniais ou em estilo de arquitetura mais simples, isso dependia muito de fazendeiro para fazendeiro. 






       As principais causas da seca do Nordeste são naturais. Essa região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Essa é uma área que recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. 






      Logo permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando assim, precipitações pluviométricas, as chuvas. As secas são mais severas na sub-região nordestina, chamada de “sertão”. O semiárido realmente é castigado implacavelmente com falta de chuvas. 






       Mesmo assim, muitos sertanejos vivem como podem dentro dessa faixa, que é castigada pelas secas. Como muitos pensam, o Nordeste não é de todo seco, mas de algum tempo para cá, outras sub-regiões são bem afetadas pela falta de água. Dentro desse contexto, o homem é atingido, os animais também, e toda sociedade daqueles lugares secos do sertão nordestino. 






       O colorido do mandacaru, é uma das belezas que encontramos dentro dessas terras semiáridas do sertão nordestino. O mandacaru (nome científico Cereus jamacaru) é uma cactácea nativa do Brasil, adaptada às condições climáticas do Semiárido. Conhecida também como cardeiro. 






       Essa  planta alcança até seis metros de altura e possui um formato que pode lembra um candelabro. O mandacaru é importante para a restauração de solos degradados, serve como cerca natural e alimento para os animais. A planta espinhenta sobrevive às secas devido à sua grande capacidade de captação e retenção de água. 






       Também os cactos com formas cilíndricas, com costelas bem acentuadas, com espinhos marrons numerosos, mas curtos e direitos, chamado de coroa de frade, eles dão um ar de beleza as paisagens do sertão. A medidas que cresce, pode tomar a forma de uma pirâmide, na maturidade, ele desenvolve uma cabeça no topo, chamada de cephalium, coberta de espinhos bem pequenos, delgados e vermelhos. 






       Entre os espinhos, nascem pequenas flores rosadas ou vermelhas. Você sempre encontrará no sertão, casas de fazendas com currais e muitas plantas silvestres do lugar, inclusive a coroa de frade, dando um toque de beleza todo especial a esses lugares. Em pleno semiárido, a natureza brota de forma surpreendente que sabemos que em cada canto florido do sertão nordestino, sempre tem a mão de Deus dando beleza e vida aos povos do sertão. 






       Algumas medidas são tomadas para a preservação da fauna e flora, entre elas: Fauna os animais silvestres peçonhentos são aqueles pertencentes à fauna silvestre ou exótica que, além de possuir algum tipo de veneno, possui estrutura perfumantes como espinhos, dentes ou ferrões capazes de inocula-lo em animais ou homens. 






     Os animais silvestres da caatinga, tem que ser protegidos por lei, pois a conscientização do homem, ainda é pouco provável, isso depende muito de individuo para indivíduo. Mas quando se trata de fome, o homem é o mais perigoso do que todos os animais. 






       No entanto, a beleza do sertão nordestino, precisa ser preservada para o bem de todos. O sertão nordestino é muito importante para fauna e flora, e a sua biodiversidade poder ter a continuidade tanto dos animais, dos homens e da própria natureza.


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