. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: 03/18/17

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    18 de mar de 2017

    TRABALHO NA CAATINGA

                                                                      

    SANGUE SUOR E TRABALHO | Fonte da imagem: Prefeitura de Varjota







    SANGUE SUOR E TRABALHO






          A região nordeste do Brasil, é muito mais do que um elemento geográfico. Essa região é marcada pela sua história, carregando consigo dores, lágrimas e sangue de uma gente sofrida e que exibe em algumas de suas sub-regiões, um cenário rústico, que parece que ainda o tempo não passou. A região do sertão nordestino é uma das que mais se transforma dentre todas as regiões do Brasil, pois seus arbustos e plantas são rasteiras misturadas com uma vegetação de porte médio e alta, e que na época de secas, ela se torna cinza claro, e na época de chuvas; ela se torna uma vegetação mais viçosa e verde. 





          A fome, a falta d’água e muita miséria, são os problemas mais crônicos dessa região do sertão, isso nas épocas de secas prolongadas. Na verdade, essa é uma região que sempre foi explorada e descartada, a não ser em anos de eleições. Hoje vemos uma transposição que é uma obra grandiosa que começou nos governos passados e que até hoje ainda vem se arrastando, queira a Deus que, os benefícios dessa obra, beneficie o pequeno agricultor, pois é o pequeno agricultor com a sua agricultura familiar, ele contribui e muito, para o progresso dessa região e do Brasil. 





          Nessa terra de valentes, os vaqueiros são personagens culturais que podemos chamá-lo de heróis, pois eles são quem carrega o próprio sertão, e faz dessa região mais seca do Brasil, um lugar de lutas diárias pela sobrevivência e pela valorização de uma tradição. A história desses trabalhadores rurais, se desenvolveu paralela ao desenvolvimento da criação de gado no Brasil. Para conduzir os rebanhos, os homens do sertão nordestino se submetiam a longas e perigosas jornadas de trabalho para levar os animais de um ponto para o outro em terreno muito hostil. 





          Eles percorrem as pastagens, preenchendo as regiões inabitadas dos sertões, com seus cantos e aboios de saudade e de tristeza. Essa figura folclórica, quase sempre está montado em seu cavalo, cuidando do gado e enfrentando diretamente o sol com temperatura escaldante e as constantes secas da caatinga, e sem descanso. Eles antes de serem homens destemidos, são verdadeiros artesãos. 





          Geralmente usam couro cru de veado ou de bode, confeccionando suas vestes de trabalho a partir de técnicas primitivas de curtimento. Eles retiram todos os pelos do animal para poder o couro ficar liso e com formato de roupa de couro curtido. A peça torna-se macia, flexível e resistente ao calor e aos perigos da caatinga. Suas vestes tradicionais consistem em chapéu de couro, gibão, guarda peito ou peitoral, perneiras, luvas e sandálias. 





          A figura central de uma fazenda ou de uma roça é o vaqueiro, pois o patrão, é ou já foi um vaqueiro na maioria das vezes, e seu trabalho é árduo e continuo. No entanto, vemos que muitas pessoas que lidam com gado, principalmente as pessoas que participam das vaquejadas de finais de semanas, elas se acham vaqueiros, acho que não é tão vaqueiro assim, primeiro porque o vaqueiro tradicional cuida do gado geralmente nas fazendas e nas roças, e quando estão trabalhando, geralmente usam trajes de couro como indumentária, e quando eles podem fazer uma pega de boi, eles vão com esses trajes, ou seja, vão caracterizados fazerem os seus trabalhos diários que é pegar o boi no pasto dentro da caatinga, ou não. 





          O vaqueiro de final de semana, para disputar vaquejadas, geralmente usam bonés meio americanizados, isso descaracteriza por demais a cultura popular nordestina. Então vemos que, é preciso não só termos coerência quando falamos de vaqueiros, mas que essas pessoas que se dizem “vaqueiros”, também tenham atitudes e procurem preservar a tradição do que realmente um vaqueiro. 





          A própria vaquejada, é uma imitação de uma antiga prática centenária dentro do Nordeste brasileiro, que é a “pega de bois”, a vaquejada é mais modernizada do que a pega do boi. É preciso trabalhar com o gado dentro da caatinga para se tornar um vaqueiro tradicional, culturalmente falando. É bem fácil, é só correr todos os dias atrás de novilha ou de um touro brabo que está perdido do rebanho dentro da caatinga, e vai atrás dele para encaretar e traze-lo para o seu dono que é o fazendeiro, aí podemos começar a chama-lo de “vaqueiro”. Toda a minha admiração e o meu respeito por essa figura folclórica que faz parte da história e da cultura nordestina.







                              



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