, A ARTE DE NEWTON AVELINO: 04/18/17

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    18 de abr de 2017

    AVE DO SERTÃO

    PENELOPE OBSCURA | Fonte da imagem: modernfarmer











    PENELOPE OBSCURA 










          A fauna é a flora brasileira são muito ricas, e por ser assim, e não ter uma fiscalização mais rígida, elas se tornam vulneráveis diante da exploração desenfreada por parte de pessoas que não tem consciência de preservação ambiental. A fiscalização florestal talvez seja insuficiente para cobrir alguns territórios com grandes extensões, e isso é um fato negativo para que a fauna e a flora brasileira, venham a se desenvolver corretamente sem depredação ambiental por parte de caçadores, pescadores e de pessoas que só querem se apropriar de forma errada, das coisas que existem em nossa natureza. 






          A seca assola toda região semiárida do Nordeste, com consequências para a fauna e flora da caatinga. Vamos falar hoje, em um dos animais que sofrem mais, com a falta de alimentação e de água na caatinga, vamos falar do jacu. Essa ave vive em pequenos bandos, nesses períodos de secas, eles vão atrás de alguns pequenos “barreiros” para encontrar água. É nessas fontes que caçadores sem dó e nem piedade e desinformados, abatem essas aves, nesses momentos de bebidas é que elas se toram presas fáceis para esses caçadores. 






           Como parece, que aqui não tem um período determinado por lei para alguns tipos de caças, esses caçadores se prevalecem. Na imensidão da caatinga, é quase impossível se combater esses caçadores. O Brasil é um país que tem muitas leis, mas que, no entanto, poucas pessoas as respeitam, acho que primeiro porque em alguns casos, as penas são brandas, e depois o próprio terreno não ajuda na fiscalização. A caça predatória na caatinga do Nordeste, tem levado muitas espécies de aves belíssimas, ao risco de extinção, principalmente, as de grande porte, como o “jacu”. Infelizmente o brasileiro só aprende as duras penas, os crimes ambientais eram para ter penas mais duras. 






            A determinação de períodos para reprodução é essencial para o ecossistema, disso ninguém tem dúvidas. Só precisa mais um pouco de atitude e conscientização por parte de todos. Certa vez lendo sobre o meio ambiente americano da América do Norte, eles lá respeitam e muito o meio ambiente, acho que isso é mesmo cultural. A fauna e a flora que existem em seu território, ela é respeitada e contemplada, eles têm a consciência de preservar para que não falte a caça no futuro. 






           Para que os seus filhos e a natureza, possam sobreviverem a tudo que eles tiveram quando jovens. Por exemplo: No período de caça, todos caçam, mas existem regras, quando o período de caça acaba, todos respeitam aquele período, e ninguém é nem louco de caçar fora da época de caça, primeiro é muito dura a pena imposta pelo governo deles e depois o cara vai em cana mesmo. A lei que é imposta por lá, é pesada e é para todos. Pois, bem, voltando aqui ao assunto, o jacu é uma ave da caatinga nordestina já ameaçada de extinção disso ninguém tem dúvida. 






           Ele é visto normalmente em cima de árvores, mas na caatinga como as plantas são rasteiras e de pequeno e médio porte, ele é visto sempre no chão. Essa espécie de ave, ela é da família dos cracídeos (a mesma das galinhas), o nome verdadeiro dessa ave é: Penelope obscura, e tem preferência por habitat de mata atlântica, em sua maioria de atitude, muitos são encontrados no sudeste brasileiro e em lugares como a Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Ela é da família: cuculidae, ordem: cuculiformes, gênero: neomorphus, nome científico e espécie: Neomorphus geoffroyi dulcis, nome popular: Jacu. 






           O jacu se alimenta em lugares que exista galhos secos, cupinzeiros terrestres sem os insetos, buraco de tatu e muitos outros. Pode chegar a 70 cm, mesmo assim consegue voar silenciosamente. Se alimenta também de ameixas, carambola, caqui, pitanga e muitas outras frutas. Emite sons estranhos como grunhido e rangido. Os animais dessa espécie montam seus ninhos usando galhos bem grossos, pois a forração é feita com folhas verdes, com altura média de 2,5 m. 






           Os ovos podem ser de um a três, pois elas podem ter até três filhotes. Seria muito bom que os homens tivessem mais consciência quando fossem dizimar a nossa flora e a nossa fauna, mas acho que isso é mesmo cultural, precisamos estudar mais, para daí compreendermos o que é “preservação do meio ambiente”, e isso só vem, ou com estudo ou com campanhas de conscientização para esse povo sofrido e não sofrido do sertão nordestino e porque não dizer, de todo Brasil. A questão é “Cultural”.























    GENTE HUMILDE

    MENINOS ESQUECIDOS PELO TEMPO | Fonte da imagem: Blog do Waguinho Nascimento








    MENINOS ESQUECIDOS PELO TEMPO









          O Nordeste brasileiro é uma das maiores regiões da federação, pois possui nove estados são eles: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ele tem uma extensão territorial de 1.554.257,0 KM², tendo o terceiro maior complexo regional do Brasil. Ocupa 18,2% da área do país. O território nordestino limita-se com as regiões Norte (a oeste), Centro-Oeste (a sudoeste), Sudoeste (ao sul), além de ser banhado pelo oceano atlântico (ao norte e leste). Então como vemos, essa é uma região que tem muitas sub-regiões de difíceis acessos. 






          Nessa região, existem muitas estradas dentro do bioma, que chamamos de “caatinga”. Muito dessas estradas são estradas vicinais, outras estradas que rodovias estaduais, e muitas outras, são rodovias federais. Essas rodovias federais chamamos de BRs, outras chamamos pela sigla de cada estado nordestino, pois elas são rodovias estaduais. 






          Algumas delas estão em péssimo estado de conservação, tanto as federais, como as estaduais e como as vicinais. A produção de cada estado nordestino, sofre com a logística da produção, pois encarece o frete, a demora no percurso para os pequenos, médios e grandes centros, demora mais do que devia. Isso já acontece desde o século passado, precisamente dos anos 70 para cá, pois foi quando muitas dessas estradas foram asfaltadas e entregue aos governos estaduais. 






          A manutenção dessa malha viária, depende muito de administração para administração, pois é através de convênios federais e estaduais, que elas são recuperadas quando as mesmas estão danificadas pelo uso de caminhões pesados ou pelo desgaste do tempo. Nos anos de 1970 ou nos anos de 1980, era comum a gente ver nessas estradas que cortam o sertão, pessoas pedindo comida ou dinheiro em troca do seu trabalho em tapar buracos em plenas rodovias nordestinas. 






           Quando os poderes públicos esqueciam a manutenção dessas estradas que cortavam o sertão esquecido do Nordeste brasileiro, esses sertanejos, ganhavam um trocado em troca do seu trabalho, tampando os buracos que estavam nessas rodovias. Notávamos que eram crianças, adultos e até mulheres. Eles carregavam piçarra em carro de mão ou mesmo em latas e espalhavam com pás e inchadas, essa piçarra, e tapavam esses buracos existentes no asfalto das estradas. 






           Sob sol escaldante, essas pessoas que tapam buracos em rodovias do Nordeste, tem o intuito de ganhar um dinheirinho. Eles pegam a terra às margens das rodovias danificadas, e sempre estão colocando piçarra com uma pá, nos buracos existente nessas rodovias. Infelizmente isso ainda acontece em muitas dessas estradas espalhadas dentro do sertão, e que não tem a manutenção necessária, pois elas geralmente são estradas estaduais, e na maior parte das vezes o estado não está em condições financeiras para recupera-las ou recapeá-las, acho que, essa deve ser a explicação mais provável, pois se não for isso, não consigo imaginar outra explicação. 





          Geralmente os convênios federais é que ajudam na parceria de recuperação dessa malha viária, mas quando não tem ajuda do governo federal, os municípios ficam sem ter condições de fazer nada. A verdade é uma só, as estradas em péssimas condições de tráfego ainda existem e isso é um perigo eminente para que venha acontecer grandes desastres nessas rodovias. Tem muitas delas que não existem acostamentos, isso é outro perigo, imagine essas rodovias em má conservação e ainda sem acostamento? 






          Enquanto a manutenção de muitas delas não acontece, essas cenas poderão se repetir algumas vezes, pois essas humildes pessoas, pela precisão e pela situação de fome e miséria que elas passam no sertão nordestino, elas vão continuar tampando buracos nessas estradas encravadas dentro dos rincões do sertão do Nordeste brasileiro, em troca de alguns míseros trocados e da boa vontade dos motoristas que por elas trafegam. Isso não é de agora, mas que sempre existiu e talvez continue existindo.






                                  




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