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19 de abr de 2017

SÃO JOÃO NA ROÇA





SÃO JOÃO NA ROÇA
      





       Com a proximidade das festas juninas, em toda região nordeste, ocorre um fenômeno muito comum nessa época do ano, a venda de madeira para fazer fogueiras a fim de comemorar a data em homenagem aos três santos da igreja católica: Santo Antônio, São João e São Pedro e então vemos que os vendedores de fogueiras estão por toda parte das ruas da cidade.
      





      Uma das tradições mais festejadas nessa época, são famílias e mais famílias que ficam ao redor das fogueiras comemorando a data dos Santos, e também se divertindo entre eles, como por exemplo: fazer algumas simpatias com os Santos ou mesmo assar as batatas ou jerimum. Quando se mora no interior ou mais afastado dos grandes centros urbanos é bem mais fácil de se conseguir, ente um graveto e outro, madeiras de árvores secas. 
      





      Até porque a madeira verde não é boa para ser queimada. Mas tem um porém nisso tudo, é a degradação do meio ambiente através do desmatamento. É bom lembrar que nos dias de hoje, essa prática é coibida pela fiscalização. Alguns fiscais fazem trabalhos de conscientização entres os vendedores que estão ali para ganhar o seu pão de cada dia, e que diga-se de passagem é suado, mas temos que ver, que precisamos também preservar a natureza para que daqui alguns anos seus filhos e netos sejam beneficiados pelo que foi feito através dos seus pais.
      





      É claro que não existe festa junina sem fogueira mas, de todo modo, os homens podem conciliar a retirada dessa madeira com a necessidade de vender e ganhar algum trocado. Na maioria das vezes, essas pessoas não conhecem os trâmites burocráticos para conseguirem a obtenção de documentos e assegurar que aquela madeira que eles estão tirando, venha de podas de galhos já secos. Nesse comércio, os fogueiristas tem preços diferenciados, variando entre r$ 30,00 e r$ 50,00 reais. 
      





      Em algumas partes da cidade pode-se encontrar madeira de mangueira ou de cajueiro. A lei de crimes ambientais que é a lei 9.605/98, está passível de multa e pena de detenção para quem for pego praticando crimes ambientais. O acusado pode pegar de um a dois anos, e mais multa se for pego praticando crime ambiental contra a floresta nativa. Portanto sempre é bom avisar, que pode-se fazer uma grande festa dentro da legalidade sem atingir a natureza e nem infringir a lei. É só as pessoas andarem documentadas para poderem vender suas fogueiras.
      





      As festas juninas sempre é animada e decorada com fogueiras, pois elas fazem parte da tradição, o bom disso é que quando as pessoas estiverem fazendo alguma poda em seus sítios ou mesmo em alguma mangueira do quintal de sua casa, guardarem essa madeira que sobrou da poda, para que eles usem na época de festa junina, assim ele vai está dentro da lei, vai brincar sossegado e vai está usando uma madeira que ele cortou na poda de uma árvore que não está dentro da mata nativa. As fogueiras tem o símbolo do São João e sempre é bom ver elas pegando fogo e clareando o terreiro do arraiá, de preferência, com todos em sua volta soltando rojões e muito foguetões para comemorar os dias dos Santos mais queridos dos nordestinos.

ANIMAL DO DESERTO

PAU PRA TODA OBRA | Fonte da imagem: Blog Edenevaldo Alves











PAU PRA TODO OBRA








      Uma das cenas mais comuns dentro do sertão nordestino e que cansamos de observar quando trafegamos pelas estradas do Nordeste brasileiro, são aquelas cenas aonde os animais trafegam pelas rodovias. Independentemente de qual for os animais cruzando as rodovias, eles se tornam um ponto de perigo para quem trafega por essas rodovias. 






      De jumentos, cavalos, vacas e até o bode, isso é muito comum de se ver dentro das Brs nordestinas, dentro das rodovias estaduais e até as vicinais, é aí aonde mora o perigo, pois é muito comum dentro do sertão, posso até arriscar que já faz parte da paisagem do sertão, mas a irresponsabilidade maior é dos donos desses animais, que na maioria das vezes causam graves acidentes, e os proprietários desses animais em muitos casos, não são responsabilizados na forma da lei, porque as vezes nem são identificados. 






      Por essas e outras, é sempre bom os motoristas andarem com a atenção redobrada, e com a velocidade controlada.  Essa é uma situação que já faz parte do cotidiano e da cultura nordestina, pois animais soltos nas estradas, acontece desde o século passado, e que dificilmente vai ter uma fiscalização mais rigorosa, pois a extensão territorial da região Nordeste é muito grande, e a fiscalização é quase impossível. A precária fiscalização que existe, é mais para as áreas urbanas ou as áreas rurais mais próximas das cidades que ficam próximas algum posto de fiscalização. 






      Uma das formas mais eficazes que aconteceu no estado pernambucano, foi a criação de um parque ecológico para a criação de jumentos soltos e com maus tratos que estão espalhados nas rodovias pernambucana. Esse parque fica no município de Lagoa Grande no sertão pernambucano, precisamente no sertão do São Francisco. Idealizado pelo deputado estadual Odacy Amorim, em parceria com o instituto Qualyvida, o espaço já tem mais de dois anos de existência de atuação no recolhimento dos animais das rodovias da região. 





      
      Depois da criação desse parque ecológico de acolhimento aos jumentos, as estatísticas mostram que, os acidentes diminuíram drasticamente ao ponto de atingi 90% de redução. Isso dito pela (PRF). O parlamentar foi atrás de apoio para alimentação dos animais, devido à grande seca dentro do sertão nordestino, e teve o apoio de duas empresas como parceiras para gerir esse belo projeto, tanto na área humanitária, quanto na área de prevenção de acidentes, sem falar na preservação de todo o contexto do abate dos animais. O parque recebe mais de 12 toneladas de ração de cada empresa parceira, isso é um ganho importante e necessário para acolhida dos jumentos. 






      Já são mais de 1100 animais acolhidos nesse parque de Lagoa Grande. O Deputado frisou que quer mais apoio, e que está em constante contado com todos os envolvidos nesse projeto, como: Prefeitura, Promotoria do Meio Ambiente e PRF, para discutir uma parceria consolidada de todos ao projeto. A doação de animais é uma das opções do projeto. Além dos jumentos, também são recolhidos cavalos e burros abandonados que estão próximos às estradas. Todos esses animais que são encaminhados para esse Parque Ecológico, são submetidos a exames feitos pela Adagro na tentativa de identificar alguma doença que comprometa a saúde do animal. 






      Além desse Parque, o Projeto de conservação, restauração e manutenção de rodovias, realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, também deve contribuir para a ausência dos animais nas estradas. Também 50 km de rodovia, receberá cercas que sairão do perímetro urbano e que vai de Petrolina ao trevo do Ibó. Por causa de falta de respostas, o Deputado Odacy resolveu ele mesmo próprio, buscar uma saída. 






      O parlamentar investiu r$ 250 mil na implantação do Parque Ecológico, criando o instituto Qualivida para administrar o espaço, que inicialmente receberia mais de 300 animais. Eis aí um grande projeto de interesse público. Quisera ter mais homens públicos, para fazerem projetos iguais ou melhores do que esse, que venham beneficiar a sociedade, direta ou indiretamente, e preservar a vida tanto das pessoas que trafegam nessas estradas, quanto a vida dos animais.














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