. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: BELEZA DO SERTÃO NORDESTINO

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    22 de jan de 2017

    POVO ESQUECIDO

    BIOMA NORDESTINO | Fonte da imagem: dsoriedem












    BIOMA BRASILEIRO






           A caatinga, esse bioma nordestino, é mesmo surpreendente. Ela sempre está majestosa, viçosa e sempre verdinha na época de chuvas. Na época de seca, ela se torna cinzenta, perigosa e traiçoeira para aqueles que não conhecem essa região. A palavra caatinga em tupi guarani, se refere a “mata branca”, pois sua vegetação fica cinza quase branca. Algumas partes da caatinga, não presta para a agricultura, pois o seu solo não é sedimentado para armazenar águas das chuvas e desenvolver as raízes das plantas, pois a geografia classifica essa área como tabuleiro. 






          Esse bioma é único e exclusivamente brasileiro, isso significa que, em nenhum outro lugar do mundo pode ser encontrado. Esse nome pode também ser decorrente da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação, durante o período de secas no sertão nordestino, pois a maioria das plantas perdem as folhas durante esse período. A caatinga tem uma área de pelo menos uns 850.000 KM², isso equivale a 10% do território nacional. As casas dos sertanejos, contrastam com a beleza da paisagem do sertão, isso mostra que, em cada canto desse bioma sempre vai existir uma família de heróis desbravando esse terreno inóspito e traiçoeiro chamado de semiárido. 






           Mesmo sendo uma região muito esquecida pelos poderes públicos que insistem em aparecer por aquelas bandas de 4 em 4 anos, o sertão e o povo que mora nela vão sobrevivendo do jeito que dá. A maioria dos rios dessa região são temporários, os riachos e açudes depois de um certo tempo também secam, e o Nordeste brasileiro na maioria das vezes vai vivendo de caridade e de carros pipas. É estranho porque isso já acontece há bastante tempo, já virou até cultural, se não fosse trágico seria cômico, mas como essa é ainda uma região que tem muita gente fora da escola, muitas delas ainda se tornam submissas aos caprichos de muitos governantes. Entra governo sai governo, sempre é a mesma coisa, e os mesmos problemas do semiárido, não é resolvido e continua os mesmos, a falta de infraestrutura. 






           É impressionante a região do sertão, aonde existe água no sertão, existe prosperidade, vários projetos agrícolas, são bens sucedidos no baixo, médio e alto São Francisco, pois o Rio São Francisco oferece água para vários projetos que ficam próximos a ele, com isso, essas regiões se desenvolvem economicamente, socialmente e culturalmente. No entanto, quando não existe água em certas regiões desse mesmo sertão, o que é o caso da maior parte do semiárido nordestino, o sofrimento de muitas famílias se multiplicam, é grande em consequência disso, pois essas famílias não vão ter emprego, nem dinheiro para comprar o seu sustento e muito menos dignidade. 






           Portanto é de fundamental importância, projetos sociais para essas famílias de baixa renda dentro do bioma nordestino ou em qualquer outro lugar. Para saber como são os sertões, é só vir conhece-lo pessoalmente ou ler o livro de Euclides da Cunha, “os sertões”. Entre cactos, xiquexique e macambira o sertão nordestino vai mostrando a sua mata branca, aonde nas secas se torna uma tremenda arapuca, pois a folhagem da sua vegetação seca, encobre os caminhos e veredas do sertão, e se as pessoas que não conhecem esses locais não tiverem cuidado ao entrarem nessa vegetação, podem ser devidamente traídas pelos percalços da natureza e podem correr um sério risco de se perderem dentro dessas matas do sertão. 






           Esse bioma abrange os estados de Alagoas, Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Sergipe, Piauí e o norte de Minas Gerais. Ele é muito rico em biodiversidade, esse bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 79 espécies de anfíbios, 177 de répteis, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem nessa região, muitos são pessoas carentes e depende dos recursos desse bioma para sobreviverem. As serras e os serrotes fazem da caatinga um terreno muito perigoso e traiçoeiro, mas os habitantes desses locais, tem suas casas no estilo sertanejo, e fazem desse espaço, seu lugar predileto, pois eles são conhecedores dos riscos que correm.  






           Portanto, eles sabem como lidar com isso, nasceram ali e já são acostumados com o ambiente hostil dessas terras. Trabalham precariamente com o que tem pela frente e nunca estão de cara feia. Pois antes de mais nada, eles são heróis, sabem driblar as adversidades do dia a dia. Sertanejo é isso aí, são pessoas do bem e são pessoas simples. A paisagem sertaneja do Nordeste brasileiro mostra como é simples as moradias dentro desse sertão brasileiro, pois o contraste daquelas casinhas brancas no meio da caatinga, só existe aqui no sertão nordestino. A paz está entre essas pessoas que vivem nesses lugares, pois essa é a paz da harmonia mesmo com o pouco que tem e com a simplicidade da vida que eles levam, essas são as pessoas do bem, pois elas não se envolvem muito com a maldade dessa sociedade moderna a onde vivemos. Como diz o poeta, são pessoas humildes. Isso é a paisagem do nosso sertão nordestino.



    15 de jan de 2017

    HISTÓRIA PERDIDA PELO TEMPO

    RELÍQUIA CULTURAL | Fonte da imagem: Revista de História











    RELÍQUIA CULTURAL








           A realidade é uma só, quando andamos pelos Nordeste brasileiro, vemos e compreendemos a sua história do sertão ao litoral dessa região. Como o Brasil foi descoberto do litoral para o sertão, vemos que a história cultural desse país, além de rica culturalmente é extremamente importante socialmente para o conhecimento das novas gerações. A cultura sertaneja está presente em cada canto de seu bioma. Essa sub-região do Nordeste brasileiro é extremamente peculiar no que se refere a cultura regional. 






           Quando passamos por qualquer ponto do “sertão” nordestino, vemos presente a sua cultura, a sua história e os costumes de sua gente, seja dentro da caatinga, dentro da zona rural ou até mesmo dentro da zona urbana. Isso é uma marca registrada dessa região. Dentro do seu bioma, encontramos vários parques estaduais e parques nacionais. Também encontramos outros pontos turísticos que a natureza deixou dentro desses locais para que os homens admirassem essa beleza concedida por Deus. Também podemos encontrar uma bela fauna e uma maravilhosa flora. 






           Encontramos alguns “Quilombos”, algumas fazendas centenárias, muitas barragens, trilhas dentro do terreno arenoso do semiárido nordestino e muito mais. Mas hoje vamos falar de uma relíquia cultural que, dentre tantas outras encravadas no sertão nordestino, vemos o quanto elas são valiosas e de valor inestimados para a cultura do sertão, do Nordeste e do Brasil. Vamos falar de um casarão encravado no sertão, e que fica a 180 KM de Teresina, a capital do estado do Piauí. Ele data de meados do século XVlll, e resiste a ação do tempo até os dias de hoje. 






           Foi tombado em 2006, hoje ele parece que está em péssimo estado de conservação, e está esperando as ações de restauro prevista em documento firmado entre as autoridades piauienses e o grande Grupo empresarial Edson Queiroz, que é o atual proprietário desse imóvel. Considerado uma preciosidade mundial da arquitetura com influência portuguesa, ele se torna uma relíquia por ter sido construído com pedra e adobe, ainda no século XVlll. O casarão da fazenda Serra Negra, erguido sobre um promontório no município de Aroazes – Pi, exibe ameaçadores sintomas de desmoronamento.






            Essa construção assim como tantas outras, dentro do sertão nordestino é um nítido exemplo da implacável ação do tempo nos nossos pontos históricos e culturais. Ele foi construído como uma fortaleza da época, adequada aquela época histórica em que o isolamento do meio rural, deixava casas sujeitas a ataques de índios e forasteiros.  Ele tem uma capela interna, o que valoriza mais ainda o poder arquitetônico do imóvel. Essa capela fica entre os aposentos nobres e a sala de refeições. Isso revela a religiosidade dos proprietários e da cultura sertaneja do nordeste brasileiro. 






            Esse patrimônio histórico é um mistério só, reza a lenda, que se deve ao fato de um dos primeiros proprietários da gleba, Luís Carlos Pereira Bacelar, ter serrado uma escrava viva, como castigo por um ato de desobediência. De verdadeiro, existe uma data esculpida numa pedra datada de 1766. Alguns pesquisadores afirmam que a fazenda é bem mais antiga. Em documento datado de 1693, o Pe. Miguel de Carvalho já faz referência a uma fazenda situada à margem do Rio Negro, hoje Riacho Serra Negra, com a presença de três homens um branco e dois negros. 






             Não é improvável, trata-se de Serra Negra. O Casarão de Serra Negra é uma relíquia, um pedaço da história que está se perdendo no tempo. Infelizmente nossa cultura fica sempre em segundo plano. A história está para ser contada, e também para ser restaurada. Pois um país sem memória é um país sem identidade. Se cada pondo cultural desse país fosse restaurado e depois explorado economicamente, tenho certeza que culturalmente o Brasil cresceria mais, e a sua população também, pois ia, está uma parte da história cultural desse país. Quantos casarões desse não existem espalhados dentro da caatinga nordestina, e estão se perdendo com o tempo abandonados pelos donos que na maioria das vezes não tem condições de fazer reformas neles. E assim caminha o Brasil e a cultura brasileira.







    9 de jan de 2017

    ENTRE ESPINHOS NASCEM FLORES

    O COLORIDO DO SERTÃO | Fonte da imagem: Jeguiando











    O COLORIDO DO SERTÃO







           A fauna e flora do sertão nordestino, estende-se por animais silvestres aquele pertencente às espécies nativas, migratórias e de quaisquer outras aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do território brasileiro e suas águas jurisdicionais. 





           O seu bioma, a caatinga, ocupa cerca de 844.453 KM² de extensão e é o único com distribuição exclusivamente brasileira. Esse bioma se estende por todo estado do Ceará e mais da metade da Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte uma parte de Alagoas, Sergipe, e uma parte de Minas Gerais e Maranhão. 






           A mata branca, como é conhecida a caatinga, na época das secas, a sua vegetação fica realmente cinza, com aspecto de suas folhas esbranquiçadas. As cores do sertão são únicas, pois tem pássaros coloridos, flores de todos os formatos e cores, e paisagens belíssimas. 






          Quando entramos no sertão, todas impressões são mais reais, mais vividas e admiramos mais e mais essa região do semiárido nordestino. Quem nasce no sertão nordestino, aprende a gostar e a admirar esse lugar, essa região tão bela que faz parte do Nordeste brasileiro. 






           Não é tão fácil sobreviver dentro dessas terras áridas dessa região, na maioria das vezes, a vegetação desse local, sempre prega peças em quem adentra nela, pois ela sempre está mudando de curso, as folhagens que caem ao solo, quase da mesma cor do solo, que termina encobrindo as trilhas ou veredas de muitos locais inóspitos desse bioma. 





          Geralmente, a arquitetura colonial empregada nas casas de muitas fazendas do sertão, foram feitas em estilo coloniais ou em estilo de arquitetura mais simples, isso dependia muito de fazendeiro para fazendeiro. 






           As principais causas da seca do Nordeste são naturais. Essa região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Essa é uma área que recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. 






          Logo permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando assim, precipitações pluviométricas, as chuvas. As secas são mais severas na sub-região nordestina, chamada de “sertão”. O semiárido realmente é castigado implacavelmente com falta de chuvas. 






           Mesmo assim, muitos sertanejos vivem como podem dentro dessa faixa, que é castigada pelas secas. Como muitos pensam, o Nordeste não é de todo seco, mas de algum tempo para cá, outras sub-regiões são bem afetadas pela falta de água. Dentro desse contexto, o homem é atingido, os animais também, e toda sociedade daqueles lugares secos do sertão nordestino. 






           O colorido do mandacaru, é uma das belezas que encontramos dentro dessas terras semiáridas do sertão nordestino. O mandacaru (nome científico Cereus jamacaru) é uma cactácea nativa do Brasil, adaptada às condições climáticas do Semiárido. Conhecida também como cardeiro. 






           Essa  planta alcança até seis metros de altura e possui um formato que pode lembra um candelabro. O mandacaru é importante para a restauração de solos degradados, serve como cerca natural e alimento para os animais. A planta espinhenta sobrevive às secas devido à sua grande capacidade de captação e retenção de água. 






           Também os cactos com formas cilíndricas, com costelas bem acentuadas, com espinhos marrons numerosos, mas curtos e direitos, chamado de coroa de frade, eles dão um ar de beleza as paisagens do sertão. A medidas que cresce, pode tomar a forma de uma pirâmide, na maturidade, ele desenvolve uma cabeça no topo, chamada de cephalium, coberta de espinhos bem pequenos, delgados e vermelhos. 






           Entre os espinhos, nascem pequenas flores rosadas ou vermelhas. Você sempre encontrará no sertão, casas de fazendas com currais e muitas plantas silvestres do lugar, inclusive a coroa de frade, dando um toque de beleza todo especial a esses lugares. Em pleno semiárido, a natureza brota de forma surpreendente que sabemos que em cada canto florido do sertão nordestino, sempre tem a mão de Deus dando beleza e vida aos povos do sertão. 






           Algumas medidas são tomadas para a preservação da fauna e flora, entre elas: Fauna os animais silvestres peçonhentos são aqueles pertencentes à fauna silvestre ou exótica que, além de possuir algum tipo de veneno, possui estrutura perfumantes como espinhos, dentes ou ferrões capazes de inocula-lo em animais ou homens. 






         Os animais silvestres da caatinga, tem que ser protegidos por lei, pois a conscientização do homem, ainda é pouco provável, isso depende muito de individuo para indivíduo. Mas quando se trata de fome, o homem é o mais perigoso do que todos os animais. 






           No entanto, a beleza do sertão nordestino, precisa ser preservada para o bem de todos. O sertão nordestino é muito importante para fauna e flora, e a sua biodiversidade poder ter a continuidade tanto dos animais, dos homens e da própria natureza.


    4 de jun de 2016

    HIDRELÉTRICA NA CAATINGA

    Paulo Afonso | Fonte da imagem: panoticias











    PAULO AFONSO






           Uma das grandes obras feitas pelo o homem no sertão nordestino, se chama Paulo Afonso. Esse complexo hidrelétrico tem um conjunto de usinas, e fica localizada na Cidade de Paulo Afonso. Esse complexo é formado pelas usinas de Paulo Afonso l, ll ,lll, lV e Apolônio Sales (Maxotó). Essa maravilha de obra da época, trouxe também desenvolvimento para a região, aonde ela conseguiu gerar emprego e renda para um parte da população, tanto em empregos diretos como também empregos indiretos. 






           Sabemos que a Hidrelétrica de Paulo Afonso é um dos grandes cartões postais feito pela mão do homem, e que está encravada dentro do bioma nordestino, que á a caatinga. A sua construção teve início na década de 1950. Nessa época, foi um marco para a engenharia brasileira, pois foi necessário o controle e reversão do fluxo do Rio São Francisco. Esse complexo, está entre o estado da Bahia e o estado de Alagoas. Essa hidrelétrica produz 4.279,6 megawatts de energia, gerada a partir da força das águas da cachoeira de Paulo Afonso, em um desnível natural de 80 metros do Rio São Francisco. 






            Essa é uma hidrelétrica que tem a segunda maior produção de energia entre as usinas do Brasil. A Hidrelétrica de Paulo Afonso, foi tema de música e assim como diz o poeta cancioneiro, “Paulo Afonso que coisa louca, uma cachoeira rouca, de gritar aos engenheiros do país, mas hoje escutam o seu grito, você tá fazendo bonito, e o povo do norte tá feliz, ilumina Pernambuco, Paraíba e Alagoas, Ceará que coisa boa, e a Bahia é um clarão, Paulo Afonso se ligarem mais um fio, você ilumina o Rio, São Paulo e toda a nação”. 






           Então como a gente ver, essa cachoeira inspirou o poeta cancioneiro Ary Lobo. Chamada de Oásis Sertanejo, essa hidrelétrica, de fato, surpreende e muito, os visitantes que percorrem centenas de quilômetros pelo São Francisco, acompanhando a vegetação da caatinga e também os canyons do São Francisco. 






         O lago da usina PA-IV que recebe os turistas logo na chegada, também existe caminhos com flores ao longo da estrada que dá acesso à ilha de Paulo Afonso. Existe também o lago Moxotó, com um bilhão de metros cúbicos de água e o lago da Barragem Delmiro Gouveia, e a inda o próprio rio São Francisco que desce espremido entre paredões de granito até a barragem de Xingó, que fica 65 KM adiante. 






            Esse complexo hidrelétrico, só veio beneficiar o local, o nordeste e o Brasil, pois sabemos que essa obra sempre foi um sucesso. As belezas naturais de Paulo Afonso, têm sido motivo para a visita de grande número de visitantes, isso no âmbito regional, nacional e até internacional. São pessoas que gostam de turismo de aventura, e que gostam de se aventurar dentro da natureza, claro que com guias devidamente qualificados e cadastrados. 






           O canal que alimenta Paulo Afonso foi feito já há 40 anos. Os empresários hoteleiros e o comércio varejista e todo o comércio em geral dessa região, comemora nos finais de semanas, quando os turistas chegam para visitar a cidade. Hotéis, restaurantes e os guias credenciados ficam sem palavras de tanta alegria, pois o aquecimento do comércio faz com que essas pessoas tenham sua fonte de renda aquecida. 






           Também no entorno da cidade, existem dezenas de sítios arqueológicos que formam o Museu a Céu aberto, ainda em fase de organização. Também existem muitos artesões que fabricam peças de linha, com teares rústicos, como mantas, redes e muitas outras peças. Como vemos, a hidrelétrica de Paulo Afonso além de ter trazido o desenvolvimento e o progresso para essa região, também alavancou a capacitação de pessoas para usarem os seus trabalhos como geradores de renda para a cidade. Essa é uma das tantas outras grandes obras feitas pela mão do homem dentro da região do nordeste brasileiro.





    10 de mai de 2016

    REGIÃO SEMIÁRIDA DO BRASIL

    O que os órgãos competentes responsáveis devem fazer, é dá assistência para essas pessoas, e que eles ensinem ao homem a valorizar os principais recursos naturais dessa região, procurando assim viabilizar o aumento socioeconômico da terra, reforçando essa área tão árida, através de estudos das atividades produtivas pela sua diversidade cultural.   SERTÃO NORDESTINO | Fonte da imagem: fredjordao











    SERTÃO NORDESTINO







          Sempre gosto de falar aqui no nosso blog, que o sertão nordestino é uma das áreas do nordeste brasileiro que castiga mais o homem dessa região. O sertão é uma sub-região do nordeste que fica localizada entre o agreste e o meio norte. Ela é a maior das mesorregiões do nordeste brasileiro. Essa região tem um solo pedregoso e uma vegetação que tem pequeno porte onde se encontra a caatinga, o seu clima é semiárido o que se caracteriza pela umidade baixa, com pouco volume pluviométrico. 





          Ele tem uma extensa área de pelo menos um milhão de quilômetros quadrados e não se apresenta uniforme. Essa região tem longos períodos de secas, geralmente com rios temporários, com uma exceção, o rio São Francisco. A sua vegetação predominante é a caatinga, único bioma no mundo. Essa é uma região do Brasil, que são poucos os que se adaptam a ela, pois o sertão, é feito de desafios e de coragem. 





          Essa área do sertão, tem muitos lugares inóspito e de difícil acesso, tanto no que se refere para as pessoas morarem com também, algumas estradas vicinais, para o tráfego de pessoas animais ou mesmo carros. É apaixonante quando falamos de sertão, pois tem partes do sertão que existe cidades, povoados, que é uma espécie de mine arraial, como também tem lugares dentro do sertão que a gente pensa que não existe pessoas, mas que na verdade elas estão lá, morando mesmo, pois já nasceram ali. 





          Não são como os nômades, pois os “nômades” ficam andando de um lado para o outro. Os sertanejos que moram nos mais longínquos lugares do sertão, são pessoas que vivem ali porque já nasceram distante da civilização, e gostam da tranquilidade desses lugares, mesmo com todas as adversidades que ele traga para o homem. Então isso é cultural, não vai mudar, pois essa faixa de semiárido nordestino, é enorme. E não é de uma hora para outra que as pessoas mudam os seus hábitos nem seus costumes. 





          O que nos apaixona a morar no sertão e viver por lá, é o desafio de conquistar o imprevisível da vida cotidiana desses mesmos lugares. No Rio Grande do Norte tem uma faixa do sertão que chega até ao litoral potiguar, essa faixa fica no alto oeste, por aí você ver a maravilha que é a magia desse lugar chamado sertão. O que os órgãos competentes responsáveis devem fazer, é dá assistência para essas pessoas, e que eles ensinem ao homem a valorizar os principais recursos naturais dessa região, procurando assim viabilizar o aumento socioeconômico da terra, reforçando essa área tão árida, através de estudos das atividades produtivas pela sua diversidade cultural. 





          Para o homem sertanejo, o boi é uma espécie de fonte de abastecimento de fonte econômica para ele a sua família, e que tem um papel sócio cultural dentro desse ciclo de sociedade. Então como vemos, o semiárido do sertão nordestino, é a fundamental distinção de sua paisagem, uma vez que isso se expressa no jeito seco de sua vegetação, a caatinga e no regime passageiro dos seus rios. O sertão já foi muito marcado profundamente pela questão da seca e da fome, o que costuma generalizar para todo os nordeste, o que não é verdade, pois alguns desinformados não leem a fundo, a história dessa região do Brasil, tanto no passado como no presente. 





          Hoje já mudou muito a situação da fome no sertão, ainda existem pobreza e fome, mais ela foi reduzida em sua boa parte. Na verdade, o sertão está sendo beneficiado com alguns grandes projetos, o que impulsiona muito a região. O sertão está sendo cortado pelas águas de transposição do São Francisco, isso pode ajudar e muito os pequenos agricultores dessa região tão castigada pelas prolongadas secas. Isso é meu sertão, isso é o meu nordeste.





    17 de mar de 2016

    CONSTRUÇÃO MEDIEVAL

    DI BIVAR | Fonte da imagem: estradasecaminhos




    DI BIVAR






          O Estado nordestino do Rio Grande do Norte, é um dos estados brasileiros que tem mais castelos. Eles são construídos por pessoas simples, moradores dessa região. De uma forma ou de outra, mostra a capacidade do homem nordestino nesse tipo de construção. Alguns desses castelos, foram construídos por algum tipo de sonho de algumas dessas pessoas. E eles conseguiram fazer belas construções arquitetônicas, nos estilos medievais. 




           O castelo Di Bivar, é uma dessas maravilhas arquitetônicas. Ele foi erguido no ano de 1984 e só ficou pronto 4 anos depois. O proprietário desse castelo, José Ronilson Dantas, foi influenciado a construir o castelo, depois de assistir um filme que se chama El Cid. Esse estilo de construção medieval, talvez foi o que tenha influenciado ele a construir o castelo. Depois dessa construção em estilo medieval, o castelo tornou-se conhecido em toda região e passou a ser um dos pontos turísticos mais visitados do Seridó potiguar. 





          As dependências desse castelo, já foram cenário do filme “O homem que desafiou o diabo”, isso em 2007. Como outros castelos do Rio Grande do Norte, o Di Bivar está dentro de uma propriedade particular e, no caso de visitação, é preciso reservar antecipadamente a visita. A reprodução desse castelo renascentista francês, deu muito enriquecimento a essa parte do sertão nordestino, tanto no âmbito cultural, como no âmbito de lazer, e que acrescentou para a cidade mais um ponto turístico. 





          A construção no estilo medieval, está localizado em uma colina às margens da rodovia estadual a RN – 288. Essa atração turística da cidade de Carnaúba dos Dantas que fica a 219 KM da capital do estado, Natal, é um colírio para os olhos de quem passa por essa região, e se depara com tanta beleza encravada no sertão do nordeste brasileiro. Costumamos dizer que não é preciso viajar para a Europa para vermos belos castelos dentro do nordeste do Brasil e por quase todos os estados brasileiros. 





          Aqui posso citar alguns: Castelo do Batel em Curitiba, Palacete da ilha fiscal no Rio de Janeiro, Castelo da Fio Cruz no Rio de Janeiro, Castello Belvedere Treze de Maio no estado de Santa Catarina, Castelo de Pedras Altas em Pedras Altas, Castelo São João no Recife e tantos outros. Na verdade, alguns desses castelos que tem a arquitetura medievais, eles ficam encravados ou no sertão nordestino ou dentro de outras zonas da região nordeste. 





           É importante também salientar, que os construtores desses castelos sem reis nem rainhas, feitos no nordeste brasileiro, eles tiveram a preocupação de construí-los em cenários que nos remete a cenários europeus onde alguns castelos medievais estão encravados dentro da Europa. Na verdade, esses homens destemidos e com um propósito só, de construir um sonho, eles são os verdadeiros heróis, pois na maioria das vezes sem recurso próprio ou quase nenhum dinheiro, eles foram a luta e conquistaram realizar os seus sonhos. 





          O turismo ecológico agradece muito a essas pessoas que contribuíram de alguma forma para fazer essa belas construções dentro de um bioma que só existe dentro do sertão nordestino. Vindo ao Rio Grande do Norte, procure conhecer Carnaúba dos Dantas. Você vai encontrar vários sítios arqueológicos e vai se surpreender com o Castelo Di Bivar.


             







    7 de mar de 2016

    CASTELO SEM REI

    Fonte da imagem: neguinhoforrozeiro



                                               

                              

                                 

                                      CASTELO ZÉ DOS MONTES




     

       O que leva um homem rude e simples do sertão nordestino a construir um castelo no meio do bioma brasileiro que diga-se de passagem é o único no mundo com suas belezas naturais e com toda sua complexidade territorial, talvez seja um surto de imaginação de grandeza de seu ego ao ser capaz de realizar tal feito, ou não, poderíamos dizer que seria uma espécie de desafio próprio para testar até a onde a sua capacidade de criação.




         Mas, notamos que todas essas teorias não estão de acordo com o depoimento do próprio arquiteto do sertão: José Antônio mas conhecido como “Zé dos Montes, falou que na década de 1940 quando ele visitou a cidade de Pedro Avelino, que fica no interior do estado do Rio Grande do Norte, ele viu uma aparição de Nossa Senhora que modificou a sua vida. Como ele próprio relata, a imagem da santa surgiu como esculpida na rocha e conversou algum tempo com ele sobre o destino de construir alguns castelos e sobre os recursos materiais e espirituais que haveriam de garantir essas obras.




        Esse sertanejo corajoso e destemido, não se abateu e muito menos desanimou pelo fato de ser um homem pobre e sem recurso, e também de não ter a mínima noção de arquitetura e nem de engenharia. Depois do fato da aparição da santa, descrita por ele, o mesmo ainda levou alguns anos para colocar em prática a missão de construir o seu castelo, decidindo começar a edificação na década de 1960. Ele na verdade começou esse projeto pela sua casa que era no bairro das quintas na cidade do Natal. A casa ele reformou e fez como se fosse um mine castelo, ela tem muitos azulejos, janelas e torres.





       Outros projetos foram surgindo, mas ele não conseguia tirar aquele sonho que teve de fazer um castelo em cima de uma pedra e que tivesse uma lapa para abrigar a imagem da santa. Foi aí que ele teve a oportunidade de visitar a Serra da Tapuia, ele encontrou um sítio que era ideal para que ele colocasse o seu projeto ou sonho como queiram falar, em prática. Então Zé dos Montes procurou o dono dessa terra para fazer negócio, o mais importante e cheio de coincidência é que essas terras que ele comprou só poderia ser vendida para um homem religioso. Pois ali existia a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, e o dono dessas terras queria que o comprador prometesse em preservar a imagem.




      
         Como a promessa foi feita ele conseguiu comprar as terras, uma área de 13 hectares. Assim então foi feito, o projeto começou a ser colocado em prática, o castelo começou a ser construído. Ele tem 83 torres que surgem dos mais diferentes locais, sem obedecer qualquer estética a gente ver essas torres no seu aspecto externo. Na parte interna, o mais impressiona é a sua entrada, com seus corredores e labirintos e seus altares, realmente seu aspecto lembra uma igreja. A imagem de Nossa Senhora de Lourdes fica em um altar feito especialmente para ela. Com uma história surreal como essa José Antônio começou a pregar o poder das rochas, então lhe deram um pseudônimo de “Zé dos Montes”.





          A construção desse castelo que era o seu projeto principal, começou em 1984, ele tem sempre uma reforma a ser feita. Essa obra simples, rústica e com uma beleza extraordinária, tem uma arquitetura que parece mas uma arquitetura medieval. A construção em si, foi feita de pedra e cal, seus labirintos são acrescentados aos poucos e parece que dificilmente se encontrará com o fim dessa construção que é grandiosa. 




          O construtor desse monumento mora em uma casa que foi construída em cima de uma grande pedra, ele permanece por lá por vários dias, essa casa não existe energia elétrica, nem água encanada, nenhum tipo de infraestrutura. Próximo ao castelo fica uma casa simples a onde mora o caseiro desse lugar, que se apresenta como filho adotivo e fala que o castelo está à venda. Zé do Monte fala que foram feitos ao todo, 13 os castelos feitos por ele, construídos com as próprias mãos, sempre no alto de montanhas.





         Na verdade, a devoção desse homem do sertão, por Nossa Senhora de Lourdes parece ser esquecida aos poucos pela população. O que seria viável no âmbito cultural, social e econômico, seria essa área se tornar um ponto turístico mais divulgado no estado, e que os órgãos competentes dessem apoio logístico, apoio estrutural e apoio no que fosse necessário, para esse ponto turístico do RN viesse a se tornar mais conhecido, gerando emprego direto e indireto para as pessoas que moram nessa região. 




            A desvalorização cultural, artística e turística do local faz com que essa linda obra, venha cair no esquecimento, por isso é muito importante os órgãos competentes prestarem assessoria e qualificarem as pessoas dessa área, e também darem apoio a infraestrutura e ao ponto logístico do local, pois isso é fundamental, sem falar em um calendário de dentro de comemorações artísticas. Essa área é privada, mais com diálogo e um pouco flexibilidade entre as pessoas, talvez a cultura ganhasse mais um ponto turístico com turistas do Brasil e turistas internacionais, além dos turistas do estado. 





          Essa obra demorou cerca de 20 anos para ser concluída. Para chegar a esse local, é só pegar a BR – 226, quando chegar a Tangará siga direto até o final da avenida principal. Na lanchonete “Dois Irmãos” entre a direita com destino a Sítio Novo. Da cidade de Tangará para o castelo, são 25 KM. O acesso ao castelo custa R$ 5,00 por pessoa. Se formarem um grupo de 20 ou 30 pessoas com programação antecipada, é só contatar os guias do local pois os preços caem. Vindo ao nordeste, e chegando ao Rio Grande do Norte, não deixem de conhecer o castelo Zé dos Montes.





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