. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: CULTURA POPULAR

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    2 de fev de 2017

    BRINCADEIRA CRISTÃ

    FORMA DE PROTESTO | Fonte da imagem: destaquenoticias











    FORMA DE PROTESTO







           Se existe uma tradição muito presente nas cidadezinhas do interior nordestino essa é “a malhação do Judas” ou queima de Judas. Tradição que ainda é muito forte em muitas comunidades católicas e ortodoxas e que foi introduzida na América Latina, pelos portugueses e espanhóis, não existindo somente no Brasil, mas também em outros países e ocorre sempre no sábado de aleluia, simbolizando a morte de Judas Iscariotes, aquele que traiu o filho do criador, Jesus de Nazaré.







           Judas, o famoso personagem, o traidor de Jesus Cristo, acendeu a fúria das pessoas pelo ato de entregar o Salvador aos romanos. Foi dessa forma que nasceu o costume na sociedade em, tradicionalmente, montar um boneco representando-o, usando na fabricação do mesmo, diversas vestimentas para malhar esse personagem como maneira de punir o traidor. O povo usa as formas mais hilárias de malhação ao “Judas”, desde uma simples surra ao boneco do tamanho de um homem, até a queima desse mesmo boneco. 






           Em alguns lugares do Nordeste brasileiro as pessoas saem desfilando o boneco pelas ruas ou vilas. Essa tradição vem desde a colonização europeia, e ainda se mantém muito viva entre todos nós. O mais interessante é que, Judas Iscariotes, traiu Jesus Cristo e o entregou ao Sinédrio, conselho supremo e representação dos Judeus perante os romanos, isso por 30 moedas. Depois da prisão de Jesus, o traidor se arrependeu-se, tentou restituir o dinheiro, mas, repelido pelos sacerdotes, ele enforcou-se com uma corda. 






           Então essa é a história que originou toda essa tradição, foi introduzida no Brasil como tantas outras vertentes da cultura, na nossa história cultural, sendo que adaptamos algumas coisas e depois de alguns anos, ficou genuinamente brasileira, passando também de evento cultural a um meio de negócio, ao ponto de algumas cidades nordestinas terem artistas que fabricam esses bonecos para serem vendidos.







           Existem vários fatos engraçados nessa representatividade como se o político não trabalhar corretamente, a população vai lá e homenageia ele com alguns desses bonecos, se algum artista pisa na bola, as pessoas vão lá e homenageiam esse artista, se alguma pessoa pública não age do jeito certo que é para agir, as pessoas vão lá e fazem um boneco. Então essa forma de protesto, juntou-se com o protesto cristão, que é a malhação do “Judas Iscariotes”, para virar vários protestos, com vários descontentamentos. 






           Seja ele na política, na sociedade ou em qualquer outro setor. Para alguns historiadores, essa tradição seria uma transfiguração da perseguição que os judeus sofreram na época da inquisição. Para outros, o “Judas queimado seria uma personalização das forças do mal, e por aí vai. Mas tem alguns outros historiadores que acham que o costume é remanescente da festa pagã dos romanos. O importa é que, a tradição da malhação do “Judas” no sertão Nordestino é muito festejada no sábado de aleluia, e isso faz dessa tradição uma das mais festejadas entre vilas e cidadezinhas do interior do Nordeste.




    16 de jan de 2017

    UMA DANÇA DO FOLCLORE REGIONAL

    UMA FESTA POPULAR | g7noticias











    UMA FESTA POPULAR







            As diversidades culturais desse nosso país são imensas, com influências de todos as camadas possíveis e imaginária, a começar pelos europeus, passando pelos africanos chegando nos índios e misturando com asiáticos e outras nacionalidades, que ocuparam o Brasil no período colonial. Sabemos também que, toda essa influência foi muito importante para o crescimento e o desenvolvimento da nossa cultura, pois aprendemos muitas coisas boas, absolvemos tudo e depois criamos nossa própria identidade através dos nossos costumes. 






           O Brasil é um país multirracial que sempre mostrou com a miscigenação que, a mistura de costumes só veio a somar na riqueza cultura desse país. Não é à toa que, cada estado dessa nação sempre pode ter um costume diferente de outra região, mas que as vezes podemos encontrar uma história cultural parecida com a de outra região, isso é absolutamente compreensível, pois o Brasil sendo multicultural como é, isso é aceitável. A Marujada é um folguedo típico da região Nordeste e da região Norte do Brasil. Como o Brasil foi descoberto pelo Nordeste, provavelmente ele tenha aparecido primeiro nessa região. 






            Ele também é conhecido em alguns outros estados, como “fandango”. Esse folguedo é uma importante representação cultural, de caráter popular, do folclore brasileiro. Os brincantes desse folguedo geralmente são homens com instrumentos musicais. As mulheres, geralmente são nas danças e encenações junto com crianças. Tivemos a influência dos portugueses nesse folguedo e em muitos outros também. Ele surgiu em Portugal, como comemoração, no contexto das conquistas, já que os portugueses eram os descobridores dos sete mares, isso naquela época. Portugal conseguiu muitas conquistas e muitas descobertas nos séculos XVI e XVll. 






           Ele sofreu modificações e adaptações culturais em terras brasileiras, ficando um pouco diferente do fandango de Portugal. Como o próprio nome do folguedo diz, ele foi criado em cima das grandes vitórias em alto mar, pelos marinheiros portugueses daquele século. No início da encenação da marujada, os personagens, principalmente marinheiros da tripulação, puxam uma réplica pequena de um barco a vela ou caravela. 






           A marujada que é uma manifestação folclórica negra, comum em várias cidades baianas, ela data de duzentos anos, e engrandece culturalmente a beleza dessa festa de santos católicos tais como: São Benedito, protetor dos negros. Na apresentação desse folguedo, os indivíduos daquela família pareciam importantes oficiais da marinha, administrados por toda a comunidade, sendo simples trabalhadores braçais. Algumas cidades da Bahia, ainda preservam esse folguedo. O cargo de Mestre da marujada, é vitalício. 






           Outros cargos como contramestre, general e capitão são distribuídos pelos interessados de toda a cidade. Os brincantes usam uniformes branco e azul, a farda que padroniza os componentes da Marujada. Os que representam os marujos e os calafates, vestem-se com o mesmo uniforme, mas o mestre, o contramestre, o capitão e o general, cargos de destaques, usam outro uniformes e acessórios que diferenciam cada um deles, e que confere destaques durante o desfile da Marujada. As canções que acompanham esse desfile são canções simples que se refere ao mar, a batalhas, as cidades portuguesas e ao Santo homenageado.












    4 de out de 2016

    TRADIÇÃO PERNAMBUCANA

    FESTA PAGÃ | Fonte da imagem: lemondelittah













    FESTA PAGÃ








          Posso dizer sem muitas novidades, que o carnaval pernambucano é um dos melhores carnavais de rua que o Nordeste apresenta durante todo período carnavalesco. As vertentes culturais e sociais inseridas dentro dessas festividades carnavalescas, são imensas. O novo e o velho se misturam, as classes sociais não se dividem, os foliões brincam à vontade, pois o carnaval pernambucano, ainda sabe preservar tudo de bom que nele existe. 






          Esse é um carnaval que além de divulgar a região do nordeste do Brasil, ainda mostra toda sua cultura para o mundo. O mais legal disso tudo, é que, a cidade de Olinda ainda fica de braços dado com a cidade do Recife nos dias carnavalescos, pois elas se tornam exemplos com suas vertentes culturais, com suas misturas e seus sons e batuques, com o frevo no pé, com seus caboclinhos, com seus maracatus e seus cavalos marinhos, e com todo o seu folclore. 






          Hoje vamos falar dos bonecos gigantes feitos em Olinda, pois hoje não é possível pensar no carnaval pernambucano, sem lembrar dessas maravilhas que são os bonecos gigantes de Olinda. Esses bonecos são confeccionados com isopor, papel, madeira e fibra de vidro para a cabeça, mãos e ao corpo dos bonecos. Eles devem ter um suporte para que o carregador consiga leva-los durante os desfiles, para que esses carregadores de bonecos tenham um conforto ideal e não venham a se machucar. 






           O calor de quase 40 graus, dificulta muito os brincantes que estão levando os bonecos, pois eles ficam pelo lado de dentro do boneco e isso faz com que o forte calor do verão nordestino, dificulte um pouco o manejo dos bonecos. Segundo o folclorista Luiz da Câmara Cascudo, esses bonecos começaram a ser confeccionados e aparecerem no carnaval pernambucano, lá pelo o ano de 1962. 






          Eles são confeccionados em cima da fama de muita gente que faz parte da cultura popular ou não, pode ser um político, pode ser um garçom pode ser uma pessoa comum, pode ser um personagem fictício, só depende da criatividade dos artistas que os fabricam. Nos dias atuais acho que não vai faltar inspiração para esses artesões fazerem vários bonecos com nome de várias personalidades da nossa sociedade. Dentre tantos bonecos famosos do carnaval de Pernambuco, temos: o homem da meia noite, Maria Angu e Paulino, Mulher do Dia, Menino da Tarde e tantos outros famosos. 






          O homem da meia noite é o responsável pela abertura da festa do carnaval pernambucano. As pessoas que dão vida aos bonecos, carrega-o na cabeça apoiado em almofada existente na base da estrutura. A cintura do boneco é a onde fica localizado os olhos do carregador, que se orienta através de pequena abertura na braguilha da calça do próprio boneco, que fica amarrada na cintura por baixo do paletó ou de outra vestimenta. Hoje passar o carnaval em Olinda é garantia de encontrar uma das mais maravilhosas festas tradicionais e com o melhor do sincretismo religioso e cultural do nosso Brasil. 






           O entrudo, uma festa pagã europeia animava toda população de Pernambuco, entre ricos e pobres, senhores e escravos. Depois do século XVll, a festa cresceu com a assimilação de costumes africanos, o que culminou no frevo. Isso deu uma identidade única ao carnaval pernambucano. Já no ano de 1907 o carnaval começou a ganhar os modelos atuais, através das adaptações culturais brasileiras e se tornando um carnaval genuinamente brasileiro, gostos e costumes do nosso povo. Esses bonecos gigantes é uma prova disso, são criações como essas que valoriza a cultura e enobrece a criações dos nossos artistas, sem falar que deixa o carnaval do Nordeste, o carnaval de Pernambuco e o carnaval do Brasil, mais rico, tanto na parte cultural como na parte social, pois isso gera emprego e renda para o povo.





    22 de jun de 2016

    MÊS DOS SANTOS CATÓLICOS

    FOGOS DE ARTIFÍCIOS | Fonte da imagem: juazeiro.com









    FOGOS DE ARTIFÍCIOS




          
           A época junina no sertão do nordeste sempre é animada e dá para sentir a animação das pessoas que moram nessa região. Apesar de a tradição não ser tão fervorosa como antes, ainda existe muita gente da cidade que ainda a mantém. No entanto, nas pequenas cidades e nos recantos mais longínquo do sertão nordestino, essa tradição está mais viva do que nunca. 






         Os arraiás que existem nas cidades grandes do nordeste já viraram um meio de comércio, as danças juninas já são feitas para terem uma ou mais coreografias e são feitos os campeonatos de quadrilhas. Enfim, não é aquela antiga quadrilha junina matuta, que era toda improvisada pelas pessoas.






        Pois bem, nessa época podemos ver que além das quadrilhas juninas estilizadas e modernizadas, vemos também aquele colorido todo especial que tem nas bandeirinhas feitas de papel de seda diferenciando as cores e penduradas em cordões ou barbantes, tem também as comidas típicas sendo vendidas em barraquinhas devidamente enfeitadas e a música regional também é o carro chefe no que se refere a animação da festa, sendo tocada por sanfoneiros, zabumbeiros e triangueiros. 






         Também vamos ver comidas variadas para todos os gostos a base de milho verde e por que não falar das várias brincadeiras de festas juninas tais como o quebra pote, o pau de sebo, a corrida de saco e tantas outras brincadeiras.






          Tem também uma outra coisa na época junina que me chama muito atenção: as barraquinhas aonde é vendido os fogos. Essas barracas são sortidas de todas as espécies de fogos, tais como os rojões, isso tem de todos os gostos e de todas pirotecnias, tem os traques, tiros, rojõezinhos, mariposas, árvore de natal, bombas de todos os tipos, cometas e muitos outros fogos de artifícios. 






          Dependendo de algumas cidades nordestinas, as feiras de fogos são montadas durante todo o mês de junho, já outras cidades menores ou maiores, os fogos são vendidos em barracas localizadas em pontos estratégicos, contanto que fiquem mais próximas dos clientes. Os vendedores de fogos, geralmente só ganham dinheiro mesmo é quando chegam os festejos juninos, quando as vendas são aquecidas, e eles até chegam a triplicar o faturamento. 






         Há cada dia que passa, a indústria de fogos de artifícios, vem criando novas tecnologias para que esses fogos de rojões coloque nos céus à noite, na época junina, um espetáculo diferente de cores e de formas geométricas.






           É bem interessante olhar para o céu na época de São João e ver que além do espetáculo que as estrelas nos proporciona os fogos também contribuem para um espetáculo luminoso nos céus do nosso nordeste. Sendo assim, vejo que não teria Festa Junina, sem fogueira, sem forró, sem comidas e principalmente, sem fogos de artifícios. 

    15 de jun de 2016

    TRADIÇÃO CATÓLICA

    A FOGUEIRA NO SÃO JOÃO | Fonte da imagem: www.bk2












    A FOGUEIRA NO SÃO JOÃO







          Com a proximidade das festas juninas, em toda região nordeste, ocorre um fenômeno muito comum nessa época do ano, a venda de madeira para fazer fogueiras a fim de comemorar a data em homenagem aos três santos da igreja católica: Santo Antônio, São João e São Pedro e então vemos que os vendedores de fogueiras estão por toda parte das ruas da cidade.






          Uma das tradições mais festejadas nessa época são famílias e mais famílias ficarem ao redor das fogueiras comemorando a data dos Santos, e também se divertindo entre eles, como por exemplo: fazer algumas simpatias com os Santos ou mesmo assar as batatas ou jerimum. Quando se mora no interior ou mais afastado dos grandes centros urbanos é bem mais fácil de se conseguir, ente um graveto e outro, madeiras de árvores secas. Até porque a madeira verde não é boa para ser queimada. 





          Mas tem um porém nisso tudo, é a degradação do meio ambiente através do desmatamento. É bom lembrar que nos dias de hoje, essa prática é coibida pela fiscalização. Alguns fiscais fazem trabalhos de conscientização entres os vendedores que estão ali para ganhar o seu pão de cada dia, e que diga-se de passagem é suado, mas temos que ver, que precisamos também preservar a natureza para que daqui alguns anos seus filhos e netos sejam beneficiados pelo que foi feito através dos seus pais.






            É claro que não existe festa junina sem fogueira mas, de todo modo, os homens podem conciliar a retirada dessa madeira com a necessidade de vender e ganhar algum trocado. Na maioria das vezes, essas pessoas não conhecem os trâmites burocráticos para conseguirem a obtenção de documentos e assegurar que aquela madeira que eles estão tirando, venha de podas de galhos já secos. Nesse comércio, os fogueiristas tem preços diferenciados, variando entre r$ 30,00 e r$ 50,00 reais. 





          Em algumas partes da cidade pode-se encontrar madeira de mangueira ou de cajueiro. A lei de crimes ambientais que é a lei 9.605/98, está passível de multa e pena de detenção para quem for pego praticando crimes ambientais. O acusado pode pegar de um a dois anos, e mais multa se for pego praticando crime ambiental contra a floresta nativa. Portanto sempre é bom avisar, que pode-se fazer uma grande festa dentro da legalidade sem atingir a natureza e nem infringir a lei. É só as pessoas andarem documentadas para poderem vender suas fogueiras.






            As festas juninas sempre é animada e decorada com fogueiras, pois elas fazem parte da tradição, o bom disso é que quando as pessoas estiverem fazendo alguma poda em seus sítios ou mesmo em alguma mangueira do quintal de sua casa, guardarem essa madeira que sobrou da poda, para que eles usem na época de festa junina, assim ele vai está dentro da lei, vai brincar sossegado e vai está usando uma madeira que ele cortou na poda de uma árvore que não está dentro da mata nativa. 





         As fogueiras tem o símbolo do São João e sempre é bom ver elas pegando fogo e clareando o terreiro do arraiá, de preferência, com todos em sua volta soltando rojões e muito foguetões para comemorar os dias dos Santos mais queridos dos nordestinos.





    FESTA POPULAR DO BRASIL

    SÃO JOÃO | FONTE DA IMAGEM: REVISTADETURISMOPB
    Fonte da imagem: revistadeturismopb











    SÃO JOÃO







          O mês de junho no nordeste brasileiro, é muito especial para os nordestinos, pois se trata de uma época muito festiva entre todos dessa região brasileira. Na verdade, o nordeste é uma das regiões do Brasil que tem um calendário festivo, cheio de festas comemorativas, isso tanto faz ser festas cristãs como as festas pagãs. O calendário durante o ano todo, ele sempre é festivo, a começar a partir de janeiro indo até dezembro. Mas vamos falar aqui das festas juninas, que se não é a primeira, é a mais esperada e comemorada pelos nordestino durante o ano todo. 






           Ela é comemorada bem na época da colheita do milho. Pois a festa junina, ela tem toda uma cultura, toda uma comemoração regional. Quando se fala em festas juninas, já associamos ao nordeste do Brasil. Como toda a nossa cultura, essa festa também tem origem europeia, pois foram os portugueses que introduziram todos os seus costumes e valores em nossa cultura. As fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. As explicações para a origem do termo “festa junina”, são as seguintes: A primeira é que surgiu em função das festividades, principalmente religiosas, que sempre ocorreram no mês de junho. Outra versão diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No início essa festa no Brasil era chamada de Joanina. 






           Esse costume foi trazido pelos portugueses na época da colonização, pelos portugueses, uma época que o Brasil era colonizado e governado por Portugal. Nas festas juninas, os fogos é uma das principais atrações, sem falar nas fogueiras, nas comidas regionais e também nas danças, e as quadrilhas juninas. Sabemos que dentro do nordeste brasileiro na época junina, milhares e milhares de pequenas, médias e grandes cidades nordestinas comemoram o Santo Antônio, São João e São Pedro com muita animação, muito colorido, muito forró e muita comida típica, isso sem falar nas delícias feitas a base de milho. Mas também sabemos que tem duas grandes cidades do Nordeste que na época junina elas se destacam por serem as mais famosas em evento junino, são elas: Caruaru no estado de Pernambuco, e Campina Grande na Paraíba. 







           As duas disputam, quem faz o melhor e o maior São João do Mundo. A cidade de Caruaru é considerada a “capital do forró”, e a cidade de Campina Grande na Paraíba, tem o título de “Maior São João do Mundo”. Também podemos falar da cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, e que faz um grande São João e que é muito forte nesse tipo de evento junino, essa cidade têm como atração, o “Mossoró cidade Junina”. Então vemos que, essa festa é muito tradicional dentro da região nordeste do Brasil. Embora seja comemorada dentro de todo o território do Brasil, nessa região a as comemorações são mais festivas e mais culturais. O mês de junho é o momento de se fazer homenagem aos três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. 








            Essa região é um região que tem problemas graves de secas intermitentes, o nordestino aproveita para agradecer a Deus e aos Santos pelas chuvas raras que cai na região, e que serve para manter a agricultura familiar. Nós que tivemos tantas influencias de portugueses, espanhóis, franceses chineses e tudo mais, soubemos adaptar os nossos costumes tanto dentro da nossa sociedade, quanto em toda cultura nossa, e terminamos fazendo depois de tudo isso, uma cultura própria, a nossa própria cultura, com os nossos gostos e nossos costumes. Sendo assim, vemos que, a nossa festa junina é realmente bem peculiar e bem regional, coisa de gente do sertão, gente que preserva o que nós temos de melhor e de mais rico dentro das nossas vida, que é a nossa cultura. Fora desse parâmetro de raciocínio, tudo que se falar, é uma falácia.








    8 de jun de 2016

    FOGUEIRAS PRONTAS

    SÃO JOÃO NA ROÇA











    SÃO JOÃO NA ROÇA






          Com a proximidade das festas juninas, em toda região nordeste, ocorre um fenômeno muito comum nessa época do ano, a venda de madeira para fazer fogueiras a fim de comemorar a data em homenagem aos três santos da igreja católica: Santo Antônio, São João e São Pedro e então vemos que os vendedores de fogueiras estão por toda parte das ruas da cidade.






          Uma das tradições mais festejadas nessa época, são famílias e mais famílias que ficam ao redor das fogueiras comemorando a data dos Santos, e também se divertindo entre eles, como por exemplo: fazer algumas simpatias com os Santos ou mesmo assar as batatas ou jerimum. Quando se mora no interior ou mais afastado dos grandes centros urbanos é bem mais fácil de se conseguir, ente um graveto e outro, madeiras de árvores secas. 





          Até porque a madeira verde não é boa para ser queimada. Mas tem um porém nisso tudo, é a degradação do meio ambiente através do desmatamento. É bom lembrar que nos dias de hoje, essa prática é coibida pela fiscalização. Alguns fiscais fazem trabalhos de conscientização entres os vendedores que estão ali para ganhar o seu pão de cada dia, e que diga-se de passagem é suado, mas temos que ver, que precisamos também preservar a natureza para que daqui alguns anos seus filhos e netos sejam beneficiados pelo que foi feito através dos seus pais.






          É claro que não existe festa junina sem fogueira mas, de todo modo, os homens podem conciliar a retirada dessa madeira com a necessidade de vender e ganhar algum trocado. Na maioria das vezes, essas pessoas não conhecem os trâmites burocráticos para conseguirem a obtenção de documentos e assegurar que aquela madeira que eles estão tirando, venha de podas de galhos já secos. Nesse comércio, os fogueiristas tem preços diferenciados, variando entre r$ 30,00 e r$ 50,00 reais. 





          Em algumas partes da cidade pode-se encontrar madeira de mangueira ou de cajueiro. A lei de crimes ambientais que é a lei 9.605/98, está passível de multa e pena de detenção para quem for pego praticando crimes ambientais. O acusado pode pegar de um a dois anos, e mais multa se for pego praticando crime ambiental contra a floresta nativa. Portanto sempre é bom avisar, que pode-se fazer uma grande festa dentro da legalidade sem atingir a natureza e nem infringir a lei. É só as pessoas andarem documentadas para poderem vender suas fogueiras.






          As festas juninas sempre é animada e decorada com fogueiras, pois elas fazem parte da tradição, o bom disso é que quando as pessoas estiverem fazendo alguma poda em seus sítios ou mesmo em alguma mangueira do quintal de sua casa, guardarem essa madeira que sobrou da poda, para que eles usem na época de festa junina, assim ele vai está dentro da lei, vai brincar sossegado e vai está usando uma madeira que ele cortou na poda de uma árvore que não está dentro da mata nativa. As fogueiras tem o símbolo do São João e sempre é bom ver elas pegando fogo e clareando o terreiro do arraiá, de preferência, com todos em sua volta soltando rojões e muito foguetões para comemorar os dias dos Santos mais queridos dos nordestinos.

















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