, A ARTE DE NEWTON AVELINO: Cultura Nordestina

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    18 de mar de 2017

    TRABALHO NA CAATINGA

                                                                      

    SANGUE SUOR E TRABALHO | Fonte da imagem: Prefeitura de Varjota







    SANGUE SUOR E TRABALHO






          A região nordeste do Brasil, é muito mais do que um elemento geográfico. Essa região é marcada pela sua história, carregando consigo dores, lágrimas e sangue de uma gente sofrida e que exibe em algumas de suas sub-regiões, um cenário rústico, que parece que ainda o tempo não passou. A região do sertão nordestino é uma das que mais se transforma dentre todas as regiões do Brasil, pois seus arbustos e plantas são rasteiras misturadas com uma vegetação de porte médio e alta, e que na época de secas, ela se torna cinza claro, e na época de chuvas; ela se torna uma vegetação mais viçosa e verde. 





          A fome, a falta d’água e muita miséria, são os problemas mais crônicos dessa região do sertão, isso nas épocas de secas prolongadas. Na verdade, essa é uma região que sempre foi explorada e descartada, a não ser em anos de eleições. Hoje vemos uma transposição que é uma obra grandiosa que começou nos governos passados e que até hoje ainda vem se arrastando, queira a Deus que, os benefícios dessa obra, beneficie o pequeno agricultor, pois é o pequeno agricultor com a sua agricultura familiar, ele contribui e muito, para o progresso dessa região e do Brasil. 





          Nessa terra de valentes, os vaqueiros são personagens culturais que podemos chamá-lo de heróis, pois eles são quem carrega o próprio sertão, e faz dessa região mais seca do Brasil, um lugar de lutas diárias pela sobrevivência e pela valorização de uma tradição. A história desses trabalhadores rurais, se desenvolveu paralela ao desenvolvimento da criação de gado no Brasil. Para conduzir os rebanhos, os homens do sertão nordestino se submetiam a longas e perigosas jornadas de trabalho para levar os animais de um ponto para o outro em terreno muito hostil. 





          Eles percorrem as pastagens, preenchendo as regiões inabitadas dos sertões, com seus cantos e aboios de saudade e de tristeza. Essa figura folclórica, quase sempre está montado em seu cavalo, cuidando do gado e enfrentando diretamente o sol com temperatura escaldante e as constantes secas da caatinga, e sem descanso. Eles antes de serem homens destemidos, são verdadeiros artesãos. 





          Geralmente usam couro cru de veado ou de bode, confeccionando suas vestes de trabalho a partir de técnicas primitivas de curtimento. Eles retiram todos os pelos do animal para poder o couro ficar liso e com formato de roupa de couro curtido. A peça torna-se macia, flexível e resistente ao calor e aos perigos da caatinga. Suas vestes tradicionais consistem em chapéu de couro, gibão, guarda peito ou peitoral, perneiras, luvas e sandálias. 





          A figura central de uma fazenda ou de uma roça é o vaqueiro, pois o patrão, é ou já foi um vaqueiro na maioria das vezes, e seu trabalho é árduo e continuo. No entanto, vemos que muitas pessoas que lidam com gado, principalmente as pessoas que participam das vaquejadas de finais de semanas, elas se acham vaqueiros, acho que não é tão vaqueiro assim, primeiro porque o vaqueiro tradicional cuida do gado geralmente nas fazendas e nas roças, e quando estão trabalhando, geralmente usam trajes de couro como indumentária, e quando eles podem fazer uma pega de boi, eles vão com esses trajes, ou seja, vão caracterizados fazerem os seus trabalhos diários que é pegar o boi no pasto dentro da caatinga, ou não. 





          O vaqueiro de final de semana, para disputar vaquejadas, geralmente usam bonés meio americanizados, isso descaracteriza por demais a cultura popular nordestina. Então vemos que, é preciso não só termos coerência quando falamos de vaqueiros, mas que essas pessoas que se dizem “vaqueiros”, também tenham atitudes e procurem preservar a tradição do que realmente um vaqueiro. 





          A própria vaquejada, é uma imitação de uma antiga prática centenária dentro do Nordeste brasileiro, que é a “pega de bois”, a vaquejada é mais modernizada do que a pega do boi. É preciso trabalhar com o gado dentro da caatinga para se tornar um vaqueiro tradicional, culturalmente falando. É bem fácil, é só correr todos os dias atrás de novilha ou de um touro brabo que está perdido do rebanho dentro da caatinga, e vai atrás dele para encaretar e traze-lo para o seu dono que é o fazendeiro, aí podemos começar a chama-lo de “vaqueiro”. Toda a minha admiração e o meu respeito por essa figura folclórica que faz parte da história e da cultura nordestina.







                              



    17 de mar de 2017

    PERÍODO NEOLÍTICO

    CULTURA POPULAR  | Fonte da imagem: RSIM











    ARTE POPULAR






        A região Nordeste do Brasil é uma região que tem sua cultura muito rica e muito ativa dentro de cada setor da sociedade aonde essas pessoas vivem. Ele é parte relevante de uma das vertentes culturais do Nordeste. Isso faz com que esses artistas tirem seus sustentos através da comercialização de seus produtos. Devido a uma enorme variedade de estilos regionais desse artesanato, é impossível destacarmos um, mas vemos que, as redes tecidas e bordadas, muitos produtos de madeiras e argilas, rendas e outros são confeccionados nessa região. 






           O artesanato do Nordeste brasileiro vem se destacando todos os dias aos olhos dos turistas e da própria cultura Nordestina e brasileira. No Estado do Ceará vemos que, os destaques são as garrafas coloridas e as rendas, no estado do Maranhão vemos que o babaçu é quem se destaca, no estado do Piauí a palha da carnaúba, no estado do Pernambuco, são as carrancas e assim sucessivamente. Ele é uma importante manifestação da cultura popular e sai das mãos de muitos artistas populares regionais. 





          Na maior parte das vezes a principal atividade econômica de alguma dessas sub-regiões nordestinas são os trabalhos feitos por esses artesões. Tanto com palha, como com o barro, essa são as formas que esses artistas usam sem nenhuma tecnologia, para construírem as suas histórias e colocarem os seus talentos para funcionar. A renda é um dos trabalhos em tecidos que nós herdamos dos europeus, assim como quase toda nossa cultura, mas absolvemos e adaptamos ao nosso modo, e então, conseguimos fazer um artesanato genuinamente brasileiro. 





          A produção artesanal nordestina é marcada por uma variedade de materiais, tais como: fibra, cerâmica, couro, fio e tecido. Incentivar e viabilizar o artesanato nordestino visando a geração de emprego e renda, pode ser uma das saídas para atenuar os efeitos devastadores da seca e da miséria. Um dos maiores artesãos do Nordeste, foi o “Mestre Vitalino”, ele influenciou uma geração de artesãos não só os artesãos pernambucanos mais muitos artesãos nordestinos através de suas obras. Isso foi essencial para o crescimento cultural do Nordeste e para uma enorme geração de artistas populares. 





         Mesmo essa produção artesanal tendo uma grande produção, vemos que alguns tipos de trabalhos são encontrados com pequenas variações entre um estado e outro dessa região. Os primeiros artesãos que surgiram no mundo, foi no período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu polir a pedra, a fabricar cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais. Então não é de hoje, que o artesanato está presente na vida do homem, ele já vem dentro de uma sociedade muito antes de Cristo. No Brasil, o artesanato deve ter surgido nesse período, através dos índios, pois quando os portugueses por aqui desembarcaram, encontraram os índios com pinturas a base de corantes vegetais. 





          O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e gera sustento para muitas famílias e comunidades. Esse seguimento de arte faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região do Nordeste brasileiro. Esse seguimento da arte popular é revelado através das mãos de artesãos que com sua criatividade e habilidade, produz peças de palha, couro, tecido, barro, fibras naturais e materiais recicláveis, visando produzir peças utilitárias ou artísticas, com ou sem finalidade comercial. Então vemos que, esse tipo de atividade, é muito importante para o crescimento social, cultural e econômico, não só no Nordeste brasileiro, mas em muitos outros lugares do Brasil ou de qualquer outra parte do mundo, pois isso dá dignidade as pessoas que fazem parte desse mundo cultural.







    3 de fev de 2017

    A ARTE DO SERTÃO

    AS BONEQUEIRAS | Fonte da imagem: paraibaem1000lugares












    AS BONEQUEIRAS







           O artesanato da região nordeste do Brasil é muito forte, ele traduz a manifestação da arte e da história de um povo, e para se conhecer e entender tudo isso, é muito importante que as pessoas visitem as feirinhas de artesanatos que existem em cada espaço da região Nordeste do Brasil, só assim, podemos entender o quanto essa forma de expressão artística é importante para cultura dessa região. 






           Essa forma de fazer arte, ela pode trazer para cada região dessas, o desenvolvimento social, econômico e principalmente cultural. A região Nordeste, tem um trabalho muito tradicional nessa forma de fazer arte, pois tem um grande número de artesãos que se dedicam em transformar suas ideias e suas técnicas de trabalho em arte principalmente nesse estilo de arte, que é transformando suas ideias e concretizando na fabricação de bonecas e bonecos, pois essa região brasileira é muito tradicional nesse tipo de arte. 
          





           Na minha opinião, eu acho que, o artista deve escolher só um suporte para praticar a sua arte, pois quando ele mistura demais, isso pode se tornar uma grande dificuldade para o artista, pois ele na ânsia de querer fazer todo tipo de arte com o mínimo de qualidade, termina se frustrando por não ter conseguido fazer pelo menos uma forma de boa qualidade, isso não quer dizer que, o artista fique limitado, de jeito nenhum, ele tem mais é que fazer suas experiências artísticas. 






           Mas isso é outra história. O importante é que, em qualquer sub-região nordestina que você se encontrar, você vai se deparar com um artista de qualquer suporte. Você pode dá de cara com um artista plástico, ou um artesão, ou um violeiro, ou um cantador e por aí vai. 






           A arte popular nessa região, é sagrada, dada por Deus. Pois na maior parte das vezes, os artistas populares são autodidatas, eles não possuem formação acadêmica, por isso é que eu digo, eles têm o dom divino, que o criador deu para cada um deles. 






           Então esses artesãos, são pessoas simples do interior dessa região e que fazem o que todo artista popular faz, que através da sua arte exprime um sentimento de tudo que ele ver ao seu redor. Geralmente essas mulheres artesãs que fazem bonecas de pano, algumas se juntam com outras,, e vão para baixo de alguma árvore e começam seus trabalhos em equipe e vão produzindo suas artes, e se divertindo naquele bate papo informal do dia a dia. As bonecas feitas por artesãs nordestinas, são de vários estilos, aspectos e cores. 






           Como toda arte, essa também é diferenciada uma das outras. Essa é uma forma simples e rudimentar de boneca, pois o corpo de cada uma delas, são confeccionados em tecidos, com preenchimento de diversos materiais. Elas nos anos de 1930 eram encontradas somente nas feiras livres como forma de brinquedo de crianças mais pobres. Hoje podemos encontrá-las tanto em feiras livres como em lojas de artesanatos como em boutiques. Também são encontradas de todas as formas e gostos dos clientes. 






           No artesanato nordestino, elas estão presentes em muitas feiras livres do sertão nordestino, e são até exportadas para outros países, isso mostra o quanto esse artesanato é forte. São conhecidas carinhosamente como “bruxinhas”. Mesmo sendo outro seguimento de materiais aplicado, as bruxinhas disputam espaço com artesanato feito de barro, e isso mostra o quanto a criatividade dos artesãos nordestinos é fértil. O colorido e os materiais empregado nas peças, é de dá inveja a qualquer um que tem o prazer de admirar esse belo trabalho, feito pelas mãos de grandes artesãos do Nordeste brasileiro.


    2 de fev de 2017

    VOLTANDO A SER CRIANÇA

    JEITO MEIO RUDE DE FAZER ARTE | Fonte da imagem: Impressões Digitais











    JEITO MEIO RUDE DE FAZER ARTE








           Se existem uma forma maravilhosa de ser ver a vida, essa forma é você ver ela como uma porta de oportunidades para quem tem talento e criatividade, por mais difícil que você possa encontrar as coisas, mas sempre, você vai ter aquelas oportunidades que Deus pode te dá. Nessa postagem eu estou me referindo aos grandes talentos da nossa cultura popular que pelo simples, acaso da vida, nasceram em berço pobre, mas nunca deixaram de acreditar em si mesmos, mesmo tendo todas as dificuldades como outras pessoas tem, mas seguirem em frente com os seus talentos e trabalham dignamente mostrando esse talento para todos. 






           O Nordeste é um celeiro de talentos a céu aberto e isso podemos ver em todo esse Nordeste de meu Deus. O artista popular, é uma espécie de artista que na maioria das vezes não tem nenhuma formação acadêmica, mas tem aquele talento maravilhoso que Deus lhe deu. Nessas feiras livres ou em pequenos mercados populares que existem espalhados pelo sertão ou por qualquer outra sub-região nordestina, vemos trabalhos maravilhosos desses artistas desconhecidos e que não estão dentro de algumas estatísticas das artes, mas vemos suas obras espalhadas em alguns cantinhos de algumas feiras livres dessas do Nordeste brasileiro. 






           Eu escolhi um tipo de arte que é muito comum tanto dentro do sertão como fora dele, eu estou me referindo aos artistas que fazem aqueles carros de latas e que, são peças muito bem trabalhadas que encontramos aqui no Nordeste em regiões diversas dessa região. No final do século passado, existia uma tendência de que esses brinquedos eram os brinquedos da moda, pois eram tipicamente esses os brinquedos que as crianças gostavam de brincar. Também não tinham esses brinquedos eletrônicos como vemos hoje, daí então, esses brinquedos artesanais, eram eles que faziam a farra da criançada. Pois bem, esses maravilhosos artesãos, com toda sua técnica de fabricação, confeccionavam essas maravilhas. 






           Eles só usavam e ainda usam até hoje, para a fabricação dessas peças, madeira, prego, lata de leite e óleo, borracha e aspara. Juntando todo esse material, eles construíam qualquer espécie de carro de brinquedo artesanal, e isso sempre foi um sucesso. O tempo foi passando, e esses artesãos foram tendo uma luta desigual no que se refere ao livre comércio, na hora de vender o seu produto, pois conforme o tempo foi passando as indústrias lançavam brinquedos eletrônicos a preços baixos principalmente vindo da China, então isso foi desestimulando esses artesãos, ao ponto, deles diminuírem e muito, a fabricação desses brinquedos. 






           Hoje vemos que essa forma de fazer brinquedos não acabou mas deu uma grande diminuída na produção desses carrinhos de madeira e lata. Mas com todas as dificuldades, vemos que essa cultura ainda vive dentro das feiras livres do Nordeste brasileiro, e isso é muito importante, pois vemos que essa cultura de fazer carrinhos de latas, ainda manifesta o desejo de algumas crianças pobres, que gostam de brincar com esses brinquedos artesanais. Esses carros podem ser comprados para servirem de peças decorativas como várias outras peças da cultura nordestina. 






           A réplica dessas peças de carros são quase que perfeita, pois eles são feitos artesanalmente, e esses artesãos, fazem isso desde crianças. Pois esse tipo profissão, é passada de pai para filho. Com toda a modernidade dessa sociedade aonde vivemos, é um milagre ainda vermos esse tipo de brinquedo nas feiras livres, pois eles se tornaram bem rudimentares, com a evolução do tempo, tendo contra eles a informática, carros eletrônicos e shoppings centers, eu chego achar que eles estão sobrevivendo ao tempo e fazendo história ainda na cultura popular nordestina, graças as crianças pobres do interior nordestino, pois  ainda tem muita gente humilde e pobre, que nem tem condições de comprar um brinquedo eletrônico, e nem tem condições de ter um computador, infelizmente o capitalismo selvagem da sociedade aonde vivemos não nos dá escolha de podemos ser pessoas civilizadas e igualitárias para podermos ver a felicidade dos nossos vizinhos, Se as oportunidades fossem dadas para todos, seria maravilhoso, mas acho que estou querendo demais, isso é mesmo uma utopia. Resta pedir a Deus para que a cultura do homem branco seja sempre perpetuada de acordo com a sua consciência de cidadão e da cultura que ele preserva. 


    LUGAR ESQUECIDO

    EXTREMA POBREZA | Fonte da Imagem: Vidal Cavalcante












    EXTREMA POBREZA








           Nordeste cinzento e faminto a espera de chuvas que quase nunca vem. Sem falar em alguns políticos que só aparecem de 4 em 4 anos para pedirem votos. Essa histórica de secas no Nordeste brasileiro vem desde o século XVI. O problema é que, para a caatinga ficar verde, basta só uns três dias de chuvas, então esse bioma fica verdinho, mas só isso não é o que os sertanejos precisam, eles precisam além de chuvas regulares, precisam de financiamentos para eles comprarem as sementes para poderem plantarem. 






           Com tudo isso, ainda não é o suficiente para que ele garanta a colheita, pois se o inverno não for regular, eles podem ter prejuízos com suas plantações. Então não é uma ou duas chuvas que vai dizer se o sertão está ou não está no inverno. As chuvas têm quer ser, regulares, para aí então, dizermos se o sertão está com um inverno bom ou não. Os historiadores e pesquisadores já datam secas, fome, epidemias e misérias desde essa época, ou seja, desde o século XVI. Esses relatos datam da época da colonização portuguesa na região. 






           Quem ocupava essas áreas mais remotas do sertão nordestino, eram os índios. Uma das primeiras grandes secas que se tem notícias foi entre 1580 e 1583. Os engenhos das capitanias foram prejudicados, a falta de água também prejudicou os fazendeiros. Somente no século seguinte foi que a população sertaneja passou a ocupar o polígono das secas. Acho que poucas pessoas, levam a seca a sério, pois para quem depende de um prato de comida por dia e as vezes não tem, um prato de comida é muito especial, mas para quem tem um banquete em sua mesa, talvez um só prato de comida, não seja tão especial assim.






            Então eu acho que, o sertanejo está cansado de viver de promessas políticas. Entra ano sai ano, entra governo sai governo, é a mesma coisa, as vezes um paliativo aqui outro ali, mas nada de concreto que solucione a seca no sertão nordestino. Esse fenômeno natural, caracterizado pelo atraso na precipitação de chuvas ou a sua distribuição irregular, que acaba prejudicando o crescimento ou desenvolvimento das plantações agrícolas. 






           A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns extremos à região tais como: processo de circulação dos ventos, e as correntes marinhas que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo assim, a formação de chuvas nessa região. Bom, esses são termos técnicos, mas quem está no centro do furacão das secas, ninguém quer saber muito disso, eles querem é que os governantes procurem e solucionem o problema dessa região aonde eles vivem quem é afetada por muitas secas durante muitos anos. 






           As secas no Nordeste brasileiro, têm cheiro de fome, pois se ninguém planta, não tem comida, e se não tem comida, o povo morre de fome. A tristeza da seca é tão grande que, tem muitas barragens, riachos, cacimbas e barreiros que secaram e até a data de hoje não conseguiram encher completamente. Em pouquíssimas sub-regiões nordestinas ainda vemos um pouco desse líquido precioso, mas em outras partes do sertão, ainda continua a seca imperando. 






           Falam os entendidos que, em 2017 o inverno vai ser bom no Nordeste brasileiro. Eu espero sinceramente que isso seja verdade, pois tem milhares de famílias famintas dentro e fora do sertão, esperando por um milagre, para poder ter comida em suas mesas. O cenário da seca, sertão adentro, é de descaso, abandono e dor. Algumas pessoas desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultado de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos. 






           Muita gente diz que só conhecem a seca através de noticiários, assim fica fácil falar alguma coisa sobre esse flagelo chamado seca, quero ver as pessoas vir de encontro a essas regiões do sertão nordestino conhecer pessoalmente o flagelo da seca. Rapadura é doce, mas não é mole não, só sabe as dificuldades de um sertão seco, quem nasceu por aqui e vive dessa terra. 






           Essa tal indústria das secas talvez seja só um paliativo que nunca termina e que os homens que são responsáveis para acabar com esse sofrimento também não tenham muito interesse em resolver esse problema. Seria muito bom se um dia esse problema que vive atormentando o Nordeste brasileiro, fosse resolvido, e as pessoas não mendigassem o que elas têm por direito. O sertão nordestino é uma terra de homens destemidos e trabalhadores, precisam só de uma oportunidade de trabalho em suas terras e um pouco de dignidade.





    1 de fev de 2017

    SABORES DA TERRA

    GOSTO DE MEL COM LIMÃO | Fonte da imagem:  Rostan Martins








    GOSTO DE MEL COM LIMÃO







           No século passado e nesse século atual, existia e ainda existe uma figura muito folclórica que sempre fez parte da cultura popular dessa região, elas são aquelas figuras populares que todos os dias estão que são contribuindo para a história popular da região Nordeste do Brasil. Eu estou falando dos vendedores de pirulito guarda-chuva. Eles antigamente, andavam diariamente pelas ruas das cidades e pelas feiras livres, vendendo pirulitos feitos por eles artesanalmente, e que tinha um sabor bem peculiar, era um sabor inconfundível, só que hoje essa tradição tem menos intensidade nas cidades maiores, mas assim mesmo, eles ainda fazem parte da história da cultura nordestina. 






           Esses vendedores, andavam pelas ruas vielas e becos de cada cidade, com seus tabuleiros cheios de pirulitos e tocando algum tipo de instrumento de sopro para chamar a atenção da meninada e dos adultos, esse era o marketing que eles usavam na época, para chamar atenção da população. 






           Claro que essa tradição sumiu um pouco da cultura atual dessa nova sociedade onde vivemos, mas é claro que, esses vendedores ainda existem e são encontrados vendendo seus pirulitos em alguns semáforos ou em algumas feiras livres, mas não com aquela intensidade de tempos atrás, e isso é até compreensivo, primeiro porque a época é outra, é claro, as coisas evoluíram, o mundo se modificou, as pessoas se modificaram, e tudo isso contribui para que essa cultura fosse desaparecendo. 






            Mas é claro também, que essa prática, ela não saiu de cena totalmente, ainda existem vendedores de pirulitos guarda-chuvas espalhados em alguma cidade do interior do Nordeste brasileiro. Com a modernidade as pessoas se modificam e uma parte da cultura também é modificada, fica em alguns casos, só as lembranças dessas atividades do comércio informal que também é parte da nossa cultura local. O que resta de concreto, é só a história que fica para mostrar as novas gerações, como era a nossa cultura, então a nossa identidade vai sendo preservada. 






           A preservação da nossa cultura é importante para a história e a nossa própria identidade, por isso é que, a sociedade deve preservar a sua história. Geralmente esses vendedores, fazem esses pirulitos com: 1 kg de açúcar, 1 limão para suco, 1 copo de água, 100 ml de mel. Em uma chaleira, coloca-se a água, o suco de limão, o mel e aos poucos, o açúcar. Coloque ela ao fogo e mexa por cinco minutos. Depois espere por uns 25 minutos, até esse líquido dentro da chaleira virar uma calda amarela mais encorpada. Deixe essa calda descansar por 10 minutos na chaleira. 






           Enquanto isso, você tem que ter papel manteiga, 60 palitos para pirulito (você acha em lojas de festas esse material). Então corte o papel manteiga em pedaços de pelo menos uns 6 cm por 9 cm e enrole-os em forma de cones fechando no fundo para não vazar. Você pode usar como base, uma caixa de papelão, faça pequenos buracos de 2 cm de diâmetros para encaixar os cones. Depois de preenche-los com a calda, deixe esfriar por dez minutos, antes de colocar os palitos. Depois deixe descansar em ambiente fresco e depois é só degustar essa maravilha. 






           Então essa é uma das formas que na maioria das vezes, esses vendedores fazem esse seu produto, para tentar ganhar o seu pão de cada dia, vendendo pirulitos guarda-chuvas pelas ruas das cidades. O tabuleiro de madeira com vários furos, é aonde se colocam esses pirulitos para serem vendidos entre as crianças mais carentes do sertão nordestino. Essa é uma prática muito rudimentar de se fazer pirulitos, mas que faz parte da cultura nordestina, e que até hoje ainda podemos encontra-los juntos a semáforos e principalmente em feiras livres do sertão nordestino, aonde vemos que o tempo não passa, pois, essas pessoas humildes, estão mais preocupadas em batalhar pelo seu pão de cada dia, seja de qual forma mais honesta que for. 






           É claro e evidente que, de região para região nordestina, as formas e os vendedores aparecem como menos ou mais intensidade. Nas pequenas cidades de interior, você pode chegar a ver mais vendedores de pirulitos. Já em cidades maiores, você pode ver menos vendedores de pirulitos guarda-chuva, e assim por diante, isso é a cultura local que te dá várias possibilidades de uma mesma coisa ser mais diversificada em alguns lugares e outros nem tanto. Você a de convir comigo que, uma região que tem nove estados, as opções culturais de cada cidadezinha de um estado para outro, as coisas mudam um pouco, ou muda muito, isso dependo muito do contexto da coisa. De todo jeito, esses heróis da nossa cultura popular, enriquece a cada dia a história da nossa rica cultura.



















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