. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO: Cultura Nordestina

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    17 de mai de 2017

    A SEMENTE DA VIDA

    O RETRATO DA FOME : Fonte da imagem: Youtube





    O RETRATO DA FOME







          As secas intermitentes dentro do sertão do Nordeste Brasileiro, vem se arrastando desde o século XVl, e de lá para cá, pouco se fez para minimizar a vida do povo sertanejo que mora no bioma nordestino. Sai ano entra ano e os governantes vão só fazendo campanhas preventivas, isso quando chega em algum lugar do sertão, o problema é que, o sertanejo só ouve falar que o país não tem dinheiro e que, as políticas de contensão são necessárias, para que o país não gaste mais do que pode, acontece que o país gasta com muitas coisas, mas nem sempre essas coisas são necessariamente a seca nordestina. 






          O pior é que, as pessoas que estão ali, não podem esperar para comerem, porque um homem com fome e vendo a sua família morrendo de fome e   sem ter como tirar para comprar o seu sustento, ele vira um bicho. Foi isso que aconteceu em décadas anteriores, muitos sertanejos invadiam armazéns dentro do sertão, para obterem comidas para eles e suas famílias. Então eu acho que, essa é uma região que pode ser mais bem assistida, pois quando a seca vem, ela pega os pequenos, médios e grandes agricultores. 






          Acho que os homens públicos deveriam olhar com mais carinho, e resolverem esse problema crônico do Nordeste do Brasil para poder amenizar o sofrimento do homem do campo, o pior é que tem muitos que só aparecem de 4 em 4 anos, e as pessoas de boa fé, sempre são as mais prejudicadas. Muitos sertanejos, passaram a ocupar o polígono das secas, que fica localizada em quase toda região nordestina, dentre essas regiões estão: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. 






          Uma parte do estado de Minas Gerais, que também faz parte do Polígono das secas. A presença de sertanejo dentro desses territórios foi tão grande que, através de uma carta régia, veio a proibição para criação de gado nessa faixa de dez léguas desde o litoral em direção ao sertão. A falta de planejamento fortalece articulações políticas para a liberação de recursos emergenciais alocados em assinaturas que deveriam potencializar a riqueza local para a auto sustentação comunitária. Mas na realidade, a lógica parece perversa. 






          Pois na verdade, esse sistema parece mesmo é que não funciona. Ele parece mais calculado para não funcionar nem saúde, nem educação nem moradia e muito menos, segurança. A umidade que vem da mata atlântica não tem forças para chegar a essa região, pois ela é barrada por obstáculos naturais. Outras massas vindas da Amazônia legal, também não atingem essa região, pois são barradas no oeste do Maranhão. Algumas cisternas de plásticos colocadas em vários lugarejos encravados no sertão nordestino, talvez colocadas por pequenas prefeituras, que não gere quase nada, porque esses municípios são pobres, elas fazem isso para socorrer aquelas famílias de baixa renda, que estão abaixo da linha de pobreza. 






          Eles vêm buscar água, em lombo de jegues equipados com ancoretas, e que, as vezes andam muitos quilômetros de distâncias. Existe um segredo guardado entre os sertanejos que habitam o sertãoNordestino, eles sempre comentam ao pé do ouvido, que há com certeza, uma profecia sertaneja de que, há cada cem anos, uma estiagem sem precedente aparece no sertão. As crenças sertanejas, e a fé do homem do campo, nunca devem ser deixadas de lado, pois esses profetas sabem o que falam. Então antes de se falar de Nordeste brasileiro, de sertão nordestino ou de secas, fomes e misérias, temos que conhecer os conteúdos de “como”, “deve” e “solução”. 






          Ou seja, como podemos falar sobre um assunto tão complexo dessa região, invés de estarmos falando o que não sabemos e nem presenciamos. Como os órgãos públicos responsáveis deve fazer para amenizar a fome, a sede e a miséria dessa sub-região. Como podemos solucionar o problema para melhorar a situação dessa sub-região nordestina. 






          Acho até que, o Nordeste brasileiro prefere programas sociais do que esmolas, pois, essa região já passou muito tempo vivendo de migalhas e de piedade de outras pessoas, essa região, mesmo com todas as dificuldades impostas por fenômenos climáticos, ela ainda espera que as pessoas reconheçam que ela pode ser o celeiro do Brasil, só precisa de água para produzir no seu solo. O resto os sertanejos sabem o que fazer.


    2 de mai de 2017

    FANTOCHES NORDESTINOS

    TEATRO DE BONECOS | Fonte da imagem: Único caminho










    TEATRO DE BONECOS








          A cultura nordestina, é diversificada e tem muitas manifestações culturais diversas, isso é que enriquece e fortalece essa cultura. Dentre tantas manifestações culturais dessa região, tem uma que tem um dos maiores valores culturais e histórico do Brasil. “Teatro de Bonecos” ou “Mamulengos”, é considerado uma das manifestações culturais nordestina mais forte dentro da arte popular. O teatro de bonecos é praticado em todo mundo, e muda o seu espírito dramático e a fisionomia dos bonecos, dependendo da localização geográfica de cada uma das regiões que ele é praticado, incluindo a manifestação social, econômica e política dessas mesmas regiões. 






          Alguns estados do Nordeste brasileiro apresentam uma forma de teatro de bonecos praticada por artistas do povo, que se denomina Mamulengo, os atores são os bonecos que falam, dançam, brigam e fazem o povo sorrir com suas performances. O teatro de fantoches da Zona da Mata Nordestina, conhecido como “mamulengo”, ainda resiste graças às muitas oficinas que existem pelo Nordeste a fora. Os novos mamulengueiros não dependem só da capacidade de aprender e improvisar. Eles dependem muito da madeira certa, pois tem que ser macia e consistente, para que as suas criações reúnam qualidades para que seja fácil de trabalhar. 






          A madeira que eles usam mais é o “mulungu”, nome comum atribuído a mais de 50 espécies nativas do gênero Erythrina, e é encontrado no estado do Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essas árvores parecem muito com os ipês, antes de florar, elas perdem as folhas. Suas flores têm tons laranjas e vermelhos intenso. Geralmente os artesãos esculpe o “mamulengo”, na madeira verde, e depois deixa secar, cobre com massa corrida látex, e depois pinta. Uma árvore de “mulungu dá para uns mil bonecos, e mais ou menos um mês de trabalho. 






          No interior, geralmente os donos de sítios plantam o “mulungu”, ou para fazer cercas ou para dá sobra para o gado. Os artesãos se preocupam muito com a extração racional da madeira dessa árvore, pois só ela é que presta para a confecção dos bonecos. Eles também distribuem plantas dessa espécie para aqueles que vivem dessa atividade profissional de fazer bonecos “mamulengos”. A cultura do teatro de bonecos revela de modo singular a rica expressividade do dia-a-dia do povo da região nordestina. Através desses bonecos o povo se identifica com suas alegrias e suas tristezas, com seus temores e sua capacidade de fé. 






          O teatro de bonecos tem realmente um extraordinário poder de sintetização e revelação estética dos anseios mais ardente do povo nordestino. Guardando elementos vinculados à tradição dos folguedos ibéricos, remanescentes dos espetáculos da “comedia dell’arte, ele baseia-se na improvisação livre do ator, que é quem dá vida a bonecos ou aos bonecos. Os espetáculos de “mamulengo”, seja rural ou urbano, é direcionado a um público selecionado. Esse tipo de espetáculo popular, não satisfaz as necessidades teatrais ou mesmo emocionais do público intelectual e burguês, que habitualmente frequenta o teatro convencional.






           Fica muito claro que, na maior parte das vezes, as camadas mais simples da nossa sociedade, são as que prestigiam mais, o nosso teatro de bonecos, ou “mamulengos”. Esse público assiste a uma função por curiosidade, por atitude exótica ou por aspecto folclórico. Mesmo sabendo que, essa é uma parte forte da nossa história, e do nosso folclore, ele só vem valorizar a nossa cultura popular e enriquecer a história popular do nosso Nordeste. 






          Pois o “mamulengo” ou teatro de bonecos, ele está bem presente na vida de cada um de nós que fazemos essa sociedade cultural moderna, pois o tradicional, sempre pode andar de braços dados com o moderno, e isso vem acontecendo, pois graças a Deus e graças aos mestres que fazem essa arte, ela ainda continua bem presente em nossa cultura e em nossas vidas. A cultura do Nordeste, continua muito rica, porque as pessoas que fazem parte dela, direta ou indiretamente, contribuem e muito para que os artistas criem e recriem ela todos os dias.






    19 de abr de 2017

    ANIMAL DO DESERTO

    PAU PRA TODA OBRA | Fonte da imagem: Blog Edenevaldo Alves











    PAU PRA TODO OBRA








          Uma das cenas mais comuns dentro do sertão nordestino e que cansamos de observar quando trafegamos pelas estradas do Nordeste brasileiro, são aquelas cenas aonde os animais trafegam pelas rodovias. Independentemente de qual for os animais cruzando as rodovias, eles se tornam um ponto de perigo para quem trafega por essas rodovias. 






          De jumentos, cavalos, vacas e até o bode, isso é muito comum de se ver dentro das Brs nordestinas, dentro das rodovias estaduais e até as vicinais, é aí aonde mora o perigo, pois é muito comum dentro do sertão, posso até arriscar que já faz parte da paisagem do sertão, mas a irresponsabilidade maior é dos donos desses animais, que na maioria das vezes causam graves acidentes, e os proprietários desses animais em muitos casos, não são responsabilizados na forma da lei, porque as vezes nem são identificados. 






          Por essas e outras, é sempre bom os motoristas andarem com a atenção redobrada, e com a velocidade controlada.  Essa é uma situação que já faz parte do cotidiano e da cultura nordestina, pois animais soltos nas estradas, acontece desde o século passado, e que dificilmente vai ter uma fiscalização mais rigorosa, pois a extensão territorial da região Nordeste é muito grande, e a fiscalização é quase impossível. A precária fiscalização que existe, é mais para as áreas urbanas ou as áreas rurais mais próximas das cidades que ficam próximas algum posto de fiscalização. 






          Uma das formas mais eficazes que aconteceu no estado pernambucano, foi a criação de um parque ecológico para a criação de jumentos soltos e com maus tratos que estão espalhados nas rodovias pernambucana. Esse parque fica no município de Lagoa Grande no sertão pernambucano, precisamente no sertão do São Francisco. Idealizado pelo deputado estadual Odacy Amorim, em parceria com o instituto Qualyvida, o espaço já tem mais de dois anos de existência de atuação no recolhimento dos animais das rodovias da região. 





          
          Depois da criação desse parque ecológico de acolhimento aos jumentos, as estatísticas mostram que, os acidentes diminuíram drasticamente ao ponto de atingi 90% de redução. Isso dito pela (PRF). O parlamentar foi atrás de apoio para alimentação dos animais, devido à grande seca dentro do sertão nordestino, e teve o apoio de duas empresas como parceiras para gerir esse belo projeto, tanto na área humanitária, quanto na área de prevenção de acidentes, sem falar na preservação de todo o contexto do abate dos animais. O parque recebe mais de 12 toneladas de ração de cada empresa parceira, isso é um ganho importante e necessário para acolhida dos jumentos. 






          Já são mais de 1100 animais acolhidos nesse parque de Lagoa Grande. O Deputado frisou que quer mais apoio, e que está em constante contado com todos os envolvidos nesse projeto, como: Prefeitura, Promotoria do Meio Ambiente e PRF, para discutir uma parceria consolidada de todos ao projeto. A doação de animais é uma das opções do projeto. Além dos jumentos, também são recolhidos cavalos e burros abandonados que estão próximos às estradas. Todos esses animais que são encaminhados para esse Parque Ecológico, são submetidos a exames feitos pela Adagro na tentativa de identificar alguma doença que comprometa a saúde do animal. 






          Além desse Parque, o Projeto de conservação, restauração e manutenção de rodovias, realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, também deve contribuir para a ausência dos animais nas estradas. Também 50 km de rodovia, receberá cercas que sairão do perímetro urbano e que vai de Petrolina ao trevo do Ibó. Por causa de falta de respostas, o Deputado Odacy resolveu ele mesmo próprio, buscar uma saída. 






          O parlamentar investiu r$ 250 mil na implantação do Parque Ecológico, criando o instituto Qualivida para administrar o espaço, que inicialmente receberia mais de 300 animais. Eis aí um grande projeto de interesse público. Quisera ter mais homens públicos, para fazerem projetos iguais ou melhores do que esse, que venham beneficiar a sociedade, direta ou indiretamente, e preservar a vida tanto das pessoas que trafegam nessas estradas, quanto a vida dos animais.














    4 de abr de 2017

    REALIDADE DURA DO SERTÃO

    SECA FOME E MISÉRIA | Fonte da imagem: c4noticias









    SECA FOME E MISÉRIA







          Não é fácil viver e sobre viver das migalhas dadas por aquelas pessoas que só querem os votos das pessoas humildes e pobres do sertão do Nordeste. No Nordeste brasileiro, falta água, falta pão, falta respeito aos seres humanos que lá residem; mas sobra a discriminação a exclusão e o abandono principalmente nas épocas de secas. Desolados pelo estado sem alimento, sem plantação, morre o homem, morre o gado, morre a própria esperança de ter pelo menos um pouco de respeito e de ter um pouco de infraestrutura onde eles residem. 






    Muitos sertanejos choram nessa triste condição e aos céus ainda rogam que caia chuva no sertão. A ladainha é sempre a mesma, desde promessas feitas para ajudar o povo pobre do Nordeste até pequenas migalhas dadas por aqueles que tem condições de ajudar e não ajudam, isso acontece sempre um pouco antes das eleições feitas de 4 em 4 anos. Desde a chegada no Brasil do Rei Don João Vl de Portugal no começo do século XlX, que disse que queria “vender as joias da coroa, para ajudar o Nordeste brasileiro, e isso talvez nunca tenha acontecido. Infelizmente o Brasil ainda é um país terrivelmente ignorante. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 39,5% das pessoas aptas a trabalhar no Brasil não possuem nem o ensino fundamental e mais de 13 milhões de brasileiros são incapazes de ler um texto como esse, pela única razão de serem analfabetas. 






          Talvez muita gente não saiba, mas existem mais de 25 milhões de brasileiros (uma Austrália) vivendo com uma renda domiciliar per capita inferior à linha de pobreza, e mais de 8 milhões (uma suíça) vivendo abaixo da linha de extrema pobreza, ou seja, na indigência. A fome, a sede e a miséria são sorrateiras e silenciosas, como um bicho que se embrenha por dentro do mato, a fome corrói os lares miseráveis do sertão Nordestino e dos lugares mais distantes do sertão Nordestino. Ela faz estragos sem pressa, matando aos poucos, surda e continuamente, seu exército de famintos. 






          As regiões áridas pela própria natureza e erodida pelo homem, desespero do sofrimento das secas implacáveis. Essa é uma das realidades do sertão nordestino para com todos e principalmente com as famílias de baixa renda e aquelas famílias que estão abaixo da linha de pobreza, os “miseráveis”. Essa é a realidade de muitas famílias que não sabem o que é comer no dia seguinte. Depois de várias décadas, pouca coisa mudou dentro do sertão Nordestino. É o flagelo dos que nada ou pouco têm para comer. É isso que acontece dentro do sertão nordestino, infelizmente é cultural, as famílias tradicionais, ainda tem aquele antigo conceito de mandarem nessas áreas remotas da caatinga. 






          Isso sempre existiu, e dificilmente acabará porque também é cultural. Sabemos que pobres precisam de ricos e ricos precisam de pobres, pois isso é a lei natural da vida, o que não deve existir é que essa mão de obra dos mais necessitados seja explorada com diárias abaixo da média. A mão de obra qualificada ou não ela precisa ser valorizada por quem está pagando, pois sem essa mão de obra o patrão não vai lá para fazer o serviço de pião. Pois muitos que nasceram em berços de ouro, e vivem nas sombras da exploração da ignorância de muitos que não tiveram a oportunidade de estudarem, pois, essa é a situação que essas pessoas querem que o povo do sertão viva, pois só assim, podem fazer com que os mais pobres fiquem nas sombras da ignorância política, social e econômica dessa região mais pobre do Brasil. 






          A fome em qualquer canto, é uma degradação e um grande flagelo para a espécie humana, e se tratando de sertão nordestino isso se torna mais doloroso e revoltante, pois ela também é dor na alma e é tão profunda que parece um grande abismo sombrio. No sertão Nordestino existem povoados inteiros que as pessoas passam fome e vivem em absoluta miséria, sem condições de trabalhos, sem uma infraestrutura decente tais como: hospital e escolas e que a má distribuição de renda, só vem de alguma pequena prefeitura, que na maioria das vezes são deficitárias. 






          Mesmo com uma parte da transposição do rio São Francisco, que começou no governo Lula e Dilma, e que foi um passo gigantesco para o progresso de muitos nordestinos, mas como a região é imensa e com 9 estados, ainda existem setores aonde essa água não chegou e que ainda existem muitas regiões que não viram os benefícios  dessa transposição, ao ponto de homem dividir um pouco da água barrenta com os animais. Não é fácil sobreviver dentro do bioma chamado caatinga, a seca que existe dentro dessa região, ela é implacável e não tem piedade com os seres viventes que nela habitam. A região do sertão do Nordeste brasileiro precisa ser vista de outro ângulo, precisa de socorro por parte dos poderes constituídos, para que ela vem a crescer economicamente, socialmente e gerar renda e emprego para aquelas pessoas que nela moram. O sertão não precisa de migalhas, precisa é de uma política social séria para que esse lugar ajude o Brasil a crescer economicamente, socialmente e culturalmente.


    18 de mar de 2017

    TRABALHO NA CAATINGA

                                                                      

    SANGUE SUOR E TRABALHO | Fonte da imagem: Prefeitura de Varjota







    SANGUE SUOR E TRABALHO






          A região nordeste do Brasil, é muito mais do que um elemento geográfico. Essa região é marcada pela sua história, carregando consigo dores, lágrimas e sangue de uma gente sofrida e que exibe em algumas de suas sub-regiões, um cenário rústico, que parece que ainda o tempo não passou. A região do sertão nordestino é uma das que mais se transforma dentre todas as regiões do Brasil, pois seus arbustos e plantas são rasteiras misturadas com uma vegetação de porte médio e alta, e que na época de secas, ela se torna cinza claro, e na época de chuvas; ela se torna uma vegetação mais viçosa e verde. 





          A fome, a falta d’água e muita miséria, são os problemas mais crônicos dessa região do sertão, isso nas épocas de secas prolongadas. Na verdade, essa é uma região que sempre foi explorada e descartada, a não ser em anos de eleições. Hoje vemos uma transposição que é uma obra grandiosa que começou nos governos passados e que até hoje ainda vem se arrastando, queira a Deus que, os benefícios dessa obra, beneficie o pequeno agricultor, pois é o pequeno agricultor com a sua agricultura familiar, ele contribui e muito, para o progresso dessa região e do Brasil. 





          Nessa terra de valentes, os vaqueiros são personagens culturais que podemos chamá-lo de heróis, pois eles são quem carrega o próprio sertão, e faz dessa região mais seca do Brasil, um lugar de lutas diárias pela sobrevivência e pela valorização de uma tradição. A história desses trabalhadores rurais, se desenvolveu paralela ao desenvolvimento da criação de gado no Brasil. Para conduzir os rebanhos, os homens do sertão nordestino se submetiam a longas e perigosas jornadas de trabalho para levar os animais de um ponto para o outro em terreno muito hostil. 





          Eles percorrem as pastagens, preenchendo as regiões inabitadas dos sertões, com seus cantos e aboios de saudade e de tristeza. Essa figura folclórica, quase sempre está montado em seu cavalo, cuidando do gado e enfrentando diretamente o sol com temperatura escaldante e as constantes secas da caatinga, e sem descanso. Eles antes de serem homens destemidos, são verdadeiros artesãos. 





          Geralmente usam couro cru de veado ou de bode, confeccionando suas vestes de trabalho a partir de técnicas primitivas de curtimento. Eles retiram todos os pelos do animal para poder o couro ficar liso e com formato de roupa de couro curtido. A peça torna-se macia, flexível e resistente ao calor e aos perigos da caatinga. Suas vestes tradicionais consistem em chapéu de couro, gibão, guarda peito ou peitoral, perneiras, luvas e sandálias. 





          A figura central de uma fazenda ou de uma roça é o vaqueiro, pois o patrão, é ou já foi um vaqueiro na maioria das vezes, e seu trabalho é árduo e continuo. No entanto, vemos que muitas pessoas que lidam com gado, principalmente as pessoas que participam das vaquejadas de finais de semanas, elas se acham vaqueiros, acho que não é tão vaqueiro assim, primeiro porque o vaqueiro tradicional cuida do gado geralmente nas fazendas e nas roças, e quando estão trabalhando, geralmente usam trajes de couro como indumentária, e quando eles podem fazer uma pega de boi, eles vão com esses trajes, ou seja, vão caracterizados fazerem os seus trabalhos diários que é pegar o boi no pasto dentro da caatinga, ou não. 





          O vaqueiro de final de semana, para disputar vaquejadas, geralmente usam bonés meio americanizados, isso descaracteriza por demais a cultura popular nordestina. Então vemos que, é preciso não só termos coerência quando falamos de vaqueiros, mas que essas pessoas que se dizem “vaqueiros”, também tenham atitudes e procurem preservar a tradição do que realmente um vaqueiro. 





          A própria vaquejada, é uma imitação de uma antiga prática centenária dentro do Nordeste brasileiro, que é a “pega de bois”, a vaquejada é mais modernizada do que a pega do boi. É preciso trabalhar com o gado dentro da caatinga para se tornar um vaqueiro tradicional, culturalmente falando. É bem fácil, é só correr todos os dias atrás de novilha ou de um touro brabo que está perdido do rebanho dentro da caatinga, e vai atrás dele para encaretar e traze-lo para o seu dono que é o fazendeiro, aí podemos começar a chama-lo de “vaqueiro”. Toda a minha admiração e o meu respeito por essa figura folclórica que faz parte da história e da cultura nordestina.







                              



    17 de mar de 2017

    PERÍODO NEOLÍTICO

    CULTURA POPULAR  | Fonte da imagem: RSIM











    ARTE POPULAR






        A região Nordeste do Brasil é uma região que tem sua cultura muito rica e muito ativa dentro de cada setor da sociedade aonde essas pessoas vivem. Ele é parte relevante de uma das vertentes culturais do Nordeste. Isso faz com que esses artistas tirem seus sustentos através da comercialização de seus produtos. Devido a uma enorme variedade de estilos regionais desse artesanato, é impossível destacarmos um, mas vemos que, as redes tecidas e bordadas, muitos produtos de madeiras e argilas, rendas e outros são confeccionados nessa região. 






           O artesanato do Nordeste brasileiro vem se destacando todos os dias aos olhos dos turistas e da própria cultura Nordestina e brasileira. No Estado do Ceará vemos que, os destaques são as garrafas coloridas e as rendas, no estado do Maranhão vemos que o babaçu é quem se destaca, no estado do Piauí a palha da carnaúba, no estado do Pernambuco, são as carrancas e assim sucessivamente. Ele é uma importante manifestação da cultura popular e sai das mãos de muitos artistas populares regionais. 





          Na maior parte das vezes a principal atividade econômica de alguma dessas sub-regiões nordestinas são os trabalhos feitos por esses artesões. Tanto com palha, como com o barro, essa são as formas que esses artistas usam sem nenhuma tecnologia, para construírem as suas histórias e colocarem os seus talentos para funcionar. A renda é um dos trabalhos em tecidos que nós herdamos dos europeus, assim como quase toda nossa cultura, mas absolvemos e adaptamos ao nosso modo, e então, conseguimos fazer um artesanato genuinamente brasileiro. 





          A produção artesanal nordestina é marcada por uma variedade de materiais, tais como: fibra, cerâmica, couro, fio e tecido. Incentivar e viabilizar o artesanato nordestino visando a geração de emprego e renda, pode ser uma das saídas para atenuar os efeitos devastadores da seca e da miséria. Um dos maiores artesãos do Nordeste, foi o “Mestre Vitalino”, ele influenciou uma geração de artesãos não só os artesãos pernambucanos mais muitos artesãos nordestinos através de suas obras. Isso foi essencial para o crescimento cultural do Nordeste e para uma enorme geração de artistas populares. 





         Mesmo essa produção artesanal tendo uma grande produção, vemos que alguns tipos de trabalhos são encontrados com pequenas variações entre um estado e outro dessa região. Os primeiros artesãos que surgiram no mundo, foi no período neolítico (6.000 a.c) quando o homem aprendeu polir a pedra, a fabricar cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais. Então não é de hoje, que o artesanato está presente na vida do homem, ele já vem dentro de uma sociedade muito antes de Cristo. No Brasil, o artesanato deve ter surgido nesse período, através dos índios, pois quando os portugueses por aqui desembarcaram, encontraram os índios com pinturas a base de corantes vegetais. 





          O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e gera sustento para muitas famílias e comunidades. Esse seguimento de arte faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região do Nordeste brasileiro. Esse seguimento da arte popular é revelado através das mãos de artesãos que com sua criatividade e habilidade, produz peças de palha, couro, tecido, barro, fibras naturais e materiais recicláveis, visando produzir peças utilitárias ou artísticas, com ou sem finalidade comercial. Então vemos que, esse tipo de atividade, é muito importante para o crescimento social, cultural e econômico, não só no Nordeste brasileiro, mas em muitos outros lugares do Brasil ou de qualquer outra parte do mundo, pois isso dá dignidade as pessoas que fazem parte desse mundo cultural.







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