, A ARTE DE NEWTON AVELINO: Cultura Nordestina A ARTE DE NEWTON AVELINO: Cultura Nordestina

SEGUIDORES

Confira a arte do artista potiguar Newton Avelino, na sua galeria permanente. Adquira já uma obra!
Mostrando postagens com marcador Cultura Nordestina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura Nordestina. Mostrar todas as postagens

24 de jun de 2017

CULTURA SERGIPANA

ARTEFATO JUNINO DE SERGIPE | Fonte da imagem: blog da professora flor












ARTEFATO JUNINO DE SERGIPE







      O Nordeste brasileiro realmente é um celeiro cultural, social e econômico, disso eu não tenho dúvidas nenhuma. Essa região está sempre se repaginando, criando e até inovando dentro desse contexto que estamos falando aqui. Essa região é muito procurada por turistas, tanto os internos como os externos. Ela sempre está mostrando que é uma região que tem muitos atrativos culturais e que é uma região que sempre tem festas comemorativas. Suas músicas, danças e o seu folclore encantam a todos. 






      Em quase toda essa região, existem vários tipos de festejos diversos, e sua cultura na maioria dos estados nordestinos, desenvolve o mesmo costume regional com algumas diferenças entre um estado e outro, mas no fundo são os mesmos festejos. Tais como o bumba meu boi, o pau de sebo as cirandas e os cocos. Mas hoje vamos falar de uma tradição que é praticada dentro do estado de Sergipe. Na época junina o Nordeste brasileiro é muito procurado por todos os brasileiros, e também os turistas internacionais. 






      No mês junino, as fogueiras são acesas, as bandeirolas tremulam nas noites festivas, as barraquinhas de doces e bolos, estão enfeitadas, e muita comemoração e animação a base de muito forró dentro de arraias matutos, e que quase todos os folclores estão dentro desse contexto. Mas hoje vamos falar do barco de fogo, que é uma espécie de barco artesanal feito à base de fogos de artifícios. Esse artefato é feito pelos fogueteiros, e são eles que são responsáveis por fazer o show. Para se fazer um barco de fogo, é preciso paciência e muita horas de dedicação, para que ele fique pronto. Eles chegam a gastar dois dias de trabalho na fabricação de cada barco. 






      Esse artefato faz um percurso de pelo menos uns 200 metros, deixando um rastro de luz através do cabo de aço esticado de uma extremidade a outra. Toda essa festa é feita em algum espaço aberto. Na fabricação desses artefatos juninos, são usados bambus e muita pólvora, e custa entre 100 a 1.500 reais. Geralmente essas festas dentro de Sergipe, são feitas em pequenas e médias cidades. Essa tradição é basicamente sergipana. Existe uma espécie de disputa entre cada apresentação de cada barco, e os fogueteiros procuram dá o melhor em cada apresentação. Os turistas ficam encantados com tanta beleza. 






      Como essa tradição é muito forte no estado de Sergipe, a cidade de Estância é considerada a capital do Barco de Fogo. O show de luzes e cores que atravessa a noite dessa cidade, encanta muita gente que participa desse evento. O barco de fogo é um bem histórico que é ligado ao ciclo junino. Ele data do início do século XX, criado por Chico Surdo. Esse artefato é feito e passado de pai para filho, é mesmo uma tradição que tem continuidade através dos filhos e dos netos. Para se tornar um fogueteiro profissional, tem que saber fazer tudo relacionado ao fogo. Depois de ser ajudante, ele passar a ser um profissional do ramo. 






      O barco de fogo está ligado diretamente ao Busca Pé, não existem barcos de fogo sem o Busca Pé. Ele está ligado na alma do povo sergipano. Ele foi criado na década de 30, pelo estanciano Francisco da Silva Cardoso. Esses barcos de fogo, continuam ainda sendo uma tradição cultural de Sergipe, e ainda continua atraindo muitas pessoas para assistirem esse espetáculo maravilhoso da cultura popular de Sergipe e do nordeste brasileiro. 






      Todos os anos no período junino, eles atraem muita gente de todo o Brasil, para verem o belíssimo espetáculo de pirotecnia que percorre e, colore e ilumina bairros praças e cidades de Sergipe. Na cidade de Estância, existem até concursos para ver qual o mais belo espetáculo dos barcos de fogo inscritos. Vindo ao estado de Sergipe na época junina, procure vir a cidade de Estância para conhecer o espetáculo belíssimo de pirotecnia que esses barcos fazem nas noites juninas.







9 de jun de 2017

MERGULHO NO MUNDO SERTANEJO

LUGAR DE CONHECIMENTO | Fonte da imagem: Miguel Arcanjo Prado










LUGAR DE CONHECIMENTO





     

    A região Nordeste do Brasil é uma região muito rica culturalmente, e por ser assim, vemos que sua história está dentro de muitos museus de arte popular que estão dentro dessa região, e também fora dos museus, a arte popular está espalhada em vários espaços alternativos dentro dessa região, tais como: praças, restaurantes, feiras livres e outros. Não é de hoje, que os nordestinos têm uma história muito rica culturalmente falando, história de muitas batalhas, guerras e motins, sangue e vitórias. E dentro desse contexto, vemos que isso só fez enriquecer a cultura dessa região. 






      Quando se fala de Nordeste, sempre é bom, as pessoas terem certeza do que vão falar sobre os nordestinos e sobre essa região. Temos vários museus a céu aberto e outros em espaços fechados, e com isso, a cultura vem ganhando mais força na divulgação dos costumes dessa gente tão sofrida e trabalhadora. Hoje vamos falar de um museu que sempre chama atenção, tanto para quem os conhecem e que não moram na região, mas também dos que vivem nessa região e conhecem. Ele foi inaugurado em abril de 2014, e é um dos mais modernos do Brasil. Está instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, é um local de diversão, conveniência e conhecimento. 






      Estamos falando do Museu Cais do Sertão. O mergulho no mundo sertanejo começa com enorme juazeiro seco, com mais de dez toneladas, e que fica na entrada do museu. E por isso que esse local é chamada de “Praça do Juazeiro. Essa é uma árvore típica da caatinga, vegetação encontrada no sertão nordestino. Esse museu é conhecido como polo gerador de novas ideias e experiências. Nele existem obras dos mais renomados artistas populares do Nordeste brasileiro. Esse espaço cultural é dividido em Sete espaços e cada espaço desses, vem destacando um ato da vida do nordestino. 






      Os lemas de uma vida de história do homem do Nordeste brasileiro são: viver, trabalhar, criar, crer, cantar, ocupar, migrar. Então nós vemos que, esses são os contextos que contam a história do homem dessa região, e como esse homem vive dentro e fora dela. O tema “viver”, mostra uma casa típica de família pobre nordestina, feita de barro batido que chamamos de “casa de taipa” e que também destaca tudo que existe lá dentro. Na parte “trabalhar” destaca os materiais de trabalho do homem nordestino, como várias ferramentas usadas pelos trabalhadores sertanejos. Na parte de “criar”, existem várias obras de muitos artistas populares dessa região. 






      Na parte “crer”, esse espaço é reservado para as crenças do homem dessa região, especialmente aqueles que vivem lá dentro do sertão do Nordeste. Na parte de “cantar”, ela é quase toda reservada para o “rei do baião”. Na parte “ocupar”, ele destaca a geografia e a história do Nordeste. Por último, temos a parte “migrar”, esse é um espaço que fica no primeiro andar do prédio, e que, destaca o depoimento de migrantes nordestinos famosos e anônimos. O nome “Cais do Sertão” se deu porque ele está localizado na beira da água, junto ao marco zero, onde nasceu a cidade do Recife, e por abrigar toda a riqueza do sertão nordestino. 






      Com 7 mil² de área construída, e com seis metros de altura, ele tem um grande vão para passagem dos pedestres, além de detalhes de cores, e uma decoração surpreendente, esse local surpreende tanto pela riqueza cultural dos objetos quanto pela arquitetura do espaço físico. Hoje devido a essa crise política, econômica e também social, por falta de recursos financeiros, o museu, infelizmente passa por dificuldades, e por isso teve que reduzir os horários de funcionamento, infelizmente esse é o nosso Brasil. Um país que não preserva a sua cultura e a sua história, é um país sem identidade. Mas vindo a Recife, tente conhecer esse museu, pois ele é um espaço reservado para contar a história do povo nordestino e da cultural regional.

  


















8 de jun de 2017

À ESPERA DE UM SONHO

LUGARES REMOTOS DO SERTÃO | Fonte da imagem: descomplica












LUGARES REMOTOS DO SERTÃO








      Com um Brasil sem rumos e com a uma grande instabilidade econômica atual, vemos que nem na cidade e principalmente no interior, temos perspectivas de crescimento. Enquanto muitos políticos só aparecem nos mais longínquos lugares do sertão de 4 em 4 anos, para pedirem votos, vemos um sertão devastado pela miséria, fome, sede e por falta de assistência por falta desses governos que passam e não conseguem encontrar uma solução definitiva para solucionar esses problemas tão desumanos. 






      Apesar do Nordeste brasileiro ter sido beneficiado com a transposição do rio São Francisco, pelos governos de Lula e Dilma, diga-se de passagem, foi um dos maiores benefícios feito a essa região, mas que em muitos lugares, ainda não existe água, e por isso, muita gente pobre ainda está sofrendo com a falta de tudo. O cenário do sertão nordestino é tenebroso, o que dá a impressão é que, isso, parece ser um tipo de comércio. 






      A solução para acabar com a seca existe, eu só acho que falta de interesse por parte de muitos. Esse cenário de açudes secos, plantações devastadas, casas abandonadas, famílias passando fome e muitos abaixo da linha de miséria, muitas carcaças de animais, seca, fome e desemprego, tudo isso deveria tocar no coração dos políticos, mas infelizmente não vejo isso. Não vou entrar aqui na questão política do Brasil, porque isso não é o foco do blog, porém não sou cego, e muito menos a população brasileira. É só ver o tenebroso cenário político brasileiro. Bem, mas vamos voltar para o assunto da seca. 






      A escassez de chuvas, que já dura muito tempo, isso se torna desolador é um dos piores cenários dos últimos 50 anos. Eu considero o maior responsável por todo esse cenário de catástrofe anunciada, o poder público. O resto é só falácia. Esse cenário tenebroso da seca no sertão a dentro, é de descaso, abandono e dor. As gestões municipais desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultados de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos servem mais para justificar a captação de recursos para elaboração de projetos e programas que não saem do papel, do que para ações reais de prevenção e cuidado com a vida. 






      As principais causas da seca no Nordeste brasileiro são provocadas por fenômenos naturais. Essa região fica localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias, vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gera precipitações pluviométricas. O desmatamento da zona da mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino. 






      No próximo ano, talvez o Nordeste brasileiro entre no sétimo ano de secas consecutivas, esse fato é um fato inédito nos últimos 100 anos. Isso começou lá em 2012, já impacta todos os estados nordestinos e está relacionada tanto a fatores climáticos quanto aos efeitos do agronegócio. A última grande seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1979 a 1983. As chuvas que caíram no sertão nordestino esse ano, não teve muita influência no contexto de encher grandes reservatórios dessa região. Talvez tenha enchido pequenos reservatórios e alguns outros médios, isso aonde choveu. 






      Também não quer dizer que foi em toda região, negativo, muitas partes das sub-regiões nordestinas ainda necessitam e muito, desse líquido precioso, a água. Como a região é uma das maiores do Brasil, as vezes boas chuvas no agreste acontece, pois, o agreste é muito próximo do litoral, então sempre está chovendo aquelas chuvas de verão, isso não quer dizer que em muitas partes do sertão nordestino esteja chovendo. Porque elas as vezes não conseguem chegar ao sertão. Algumas regiões já enfrentam a seca excepcional, utilizada para classificar a situação emergencial em que há perdas de plantação e escassez de água em reservatórios, córregos e poços. 






      Segundo alguns dados da Confederação Nacional dos Municípios, 33,4 milhões de pessoas já foram afetadas. Entre 2013 e 2015, a estiagem causou um prejuízo de r$ 103,5 bilhões, na região nordestina. Então vemos que, depois de décadas de secas implacáveis no sertão e em todo o nordeste brasileiro, e recentemente mais seis anos de secas interruptas, nessa região, a gente chega a uma só conclusão, que na verdade, os gestores tiveram bastante tempo para erradicar esse problema das secas, mas que na verdade, parece que virou um comércio. Infelizmente o Brasil caminha assim. O paliativo é mais fácil do que a erradicação do problema. E assim caminha a humanidade
















17 de mai de 2017

A SEMENTE DA VIDA

O RETRATO DA FOME : Fonte da imagem: Youtube





O RETRATO DA FOME







      As secas intermitentes dentro do sertão do Nordeste Brasileiro, vem se arrastando desde o século XVl, e de lá para cá, pouco se fez para minimizar a vida do povo sertanejo que mora no bioma nordestino. Sai ano entra ano e os governantes vão só fazendo campanhas preventivas, isso quando chega em algum lugar do sertão, o problema é que, o sertanejo só ouve falar que o país não tem dinheiro e que, as políticas de contensão são necessárias, para que o país não gaste mais do que pode, acontece que o país gasta com muitas coisas, mas nem sempre essas coisas são necessariamente a seca nordestina. 






      O pior é que, as pessoas que estão ali, não podem esperar para comerem, porque um homem com fome e vendo a sua família morrendo de fome e   sem ter como tirar para comprar o seu sustento, ele vira um bicho. Foi isso que aconteceu em décadas anteriores, muitos sertanejos invadiam armazéns dentro do sertão, para obterem comidas para eles e suas famílias. Então eu acho que, essa é uma região que pode ser mais bem assistida, pois quando a seca vem, ela pega os pequenos, médios e grandes agricultores. 






      Acho que os homens públicos deveriam olhar com mais carinho, e resolverem esse problema crônico do Nordeste do Brasil para poder amenizar o sofrimento do homem do campo, o pior é que tem muitos que só aparecem de 4 em 4 anos, e as pessoas de boa fé, sempre são as mais prejudicadas. Muitos sertanejos, passaram a ocupar o polígono das secas, que fica localizada em quase toda região nordestina, dentre essas regiões estão: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. 






      Uma parte do estado de Minas Gerais, que também faz parte do Polígono das secas. A presença de sertanejo dentro desses territórios foi tão grande que, através de uma carta régia, veio a proibição para criação de gado nessa faixa de dez léguas desde o litoral em direção ao sertão. A falta de planejamento fortalece articulações políticas para a liberação de recursos emergenciais alocados em assinaturas que deveriam potencializar a riqueza local para a auto sustentação comunitária. Mas na realidade, a lógica parece perversa. 






      Pois na verdade, esse sistema parece mesmo é que não funciona. Ele parece mais calculado para não funcionar nem saúde, nem educação nem moradia e muito menos, segurança. A umidade que vem da mata atlântica não tem forças para chegar a essa região, pois ela é barrada por obstáculos naturais. Outras massas vindas da Amazônia legal, também não atingem essa região, pois são barradas no oeste do Maranhão. Algumas cisternas de plásticos colocadas em vários lugarejos encravados no sertão nordestino, talvez colocadas por pequenas prefeituras, que não gere quase nada, porque esses municípios são pobres, elas fazem isso para socorrer aquelas famílias de baixa renda, que estão abaixo da linha de pobreza. 






      Eles vêm buscar água, em lombo de jegues equipados com ancoretas, e que, as vezes andam muitos quilômetros de distâncias. Existe um segredo guardado entre os sertanejos que habitam o sertãoNordestino, eles sempre comentam ao pé do ouvido, que há com certeza, uma profecia sertaneja de que, há cada cem anos, uma estiagem sem precedente aparece no sertão. As crenças sertanejas, e a fé do homem do campo, nunca devem ser deixadas de lado, pois esses profetas sabem o que falam. Então antes de se falar de Nordeste brasileiro, de sertão nordestino ou de secas, fomes e misérias, temos que conhecer os conteúdos de “como”, “deve” e “solução”. 






      Ou seja, como podemos falar sobre um assunto tão complexo dessa região, invés de estarmos falando o que não sabemos e nem presenciamos. Como os órgãos públicos responsáveis deve fazer para amenizar a fome, a sede e a miséria dessa sub-região. Como podemos solucionar o problema para melhorar a situação dessa sub-região nordestina. 






      Acho até que, o Nordeste brasileiro prefere programas sociais do que esmolas, pois, essa região já passou muito tempo vivendo de migalhas e de piedade de outras pessoas, essa região, mesmo com todas as dificuldades impostas por fenômenos climáticos, ela ainda espera que as pessoas reconheçam que ela pode ser o celeiro do Brasil, só precisa de água para produzir no seu solo. O resto os sertanejos sabem o que fazer.


2 de mai de 2017

FANTOCHES NORDESTINOS

TEATRO DE BONECOS | Fonte da imagem: Único caminho










TEATRO DE BONECOS








      A cultura nordestina, é diversificada e tem muitas manifestações culturais diversas, isso é que enriquece e fortalece essa cultura. Dentre tantas manifestações culturais dessa região, tem uma que tem um dos maiores valores culturais e histórico do Brasil. “Teatro de Bonecos” ou “Mamulengos”, é considerado uma das manifestações culturais nordestina mais forte dentro da arte popular. O teatro de bonecos é praticado em todo mundo, e muda o seu espírito dramático e a fisionomia dos bonecos, dependendo da localização geográfica de cada uma das regiões que ele é praticado, incluindo a manifestação social, econômica e política dessas mesmas regiões. 






      Alguns estados do Nordeste brasileiro apresentam uma forma de teatro de bonecos praticada por artistas do povo, que se denomina Mamulengo, os atores são os bonecos que falam, dançam, brigam e fazem o povo sorrir com suas performances. O teatro de fantoches da Zona da Mata Nordestina, conhecido como “mamulengo”, ainda resiste graças às muitas oficinas que existem pelo Nordeste a fora. Os novos mamulengueiros não dependem só da capacidade de aprender e improvisar. Eles dependem muito da madeira certa, pois tem que ser macia e consistente, para que as suas criações reúnam qualidades para que seja fácil de trabalhar. 






      A madeira que eles usam mais é o “mulungu”, nome comum atribuído a mais de 50 espécies nativas do gênero Erythrina, e é encontrado no estado do Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Essas árvores parecem muito com os ipês, antes de florar, elas perdem as folhas. Suas flores têm tons laranjas e vermelhos intenso. Geralmente os artesãos esculpe o “mamulengo”, na madeira verde, e depois deixa secar, cobre com massa corrida látex, e depois pinta. Uma árvore de “mulungu dá para uns mil bonecos, e mais ou menos um mês de trabalho. 






      No interior, geralmente os donos de sítios plantam o “mulungu”, ou para fazer cercas ou para dá sobra para o gado. Os artesãos se preocupam muito com a extração racional da madeira dessa árvore, pois só ela é que presta para a confecção dos bonecos. Eles também distribuem plantas dessa espécie para aqueles que vivem dessa atividade profissional de fazer bonecos “mamulengos”. A cultura do teatro de bonecos revela de modo singular a rica expressividade do dia-a-dia do povo da região nordestina. Através desses bonecos o povo se identifica com suas alegrias e suas tristezas, com seus temores e sua capacidade de fé. 






      O teatro de bonecos tem realmente um extraordinário poder de sintetização e revelação estética dos anseios mais ardente do povo nordestino. Guardando elementos vinculados à tradição dos folguedos ibéricos, remanescentes dos espetáculos da “comedia dell’arte, ele baseia-se na improvisação livre do ator, que é quem dá vida a bonecos ou aos bonecos. Os espetáculos de “mamulengo”, seja rural ou urbano, é direcionado a um público selecionado. Esse tipo de espetáculo popular, não satisfaz as necessidades teatrais ou mesmo emocionais do público intelectual e burguês, que habitualmente frequenta o teatro convencional.






       Fica muito claro que, na maior parte das vezes, as camadas mais simples da nossa sociedade, são as que prestigiam mais, o nosso teatro de bonecos, ou “mamulengos”. Esse público assiste a uma função por curiosidade, por atitude exótica ou por aspecto folclórico. Mesmo sabendo que, essa é uma parte forte da nossa história, e do nosso folclore, ele só vem valorizar a nossa cultura popular e enriquecer a história popular do nosso Nordeste. 






      Pois o “mamulengo” ou teatro de bonecos, ele está bem presente na vida de cada um de nós que fazemos essa sociedade cultural moderna, pois o tradicional, sempre pode andar de braços dados com o moderno, e isso vem acontecendo, pois graças a Deus e graças aos mestres que fazem essa arte, ela ainda continua bem presente em nossa cultura e em nossas vidas. A cultura do Nordeste, continua muito rica, porque as pessoas que fazem parte dela, direta ou indiretamente, contribuem e muito para que os artistas criem e recriem ela todos os dias.






19 de abr de 2017

ANIMAL DO DESERTO

PAU PRA TODA OBRA | Fonte da imagem: Blog Edenevaldo Alves











PAU PRA TODO OBRA








      Uma das cenas mais comuns dentro do sertão nordestino e que cansamos de observar quando trafegamos pelas estradas do Nordeste brasileiro, são aquelas cenas aonde os animais trafegam pelas rodovias. Independentemente de qual for os animais cruzando as rodovias, eles se tornam um ponto de perigo para quem trafega por essas rodovias. 






      De jumentos, cavalos, vacas e até o bode, isso é muito comum de se ver dentro das Brs nordestinas, dentro das rodovias estaduais e até as vicinais, é aí aonde mora o perigo, pois é muito comum dentro do sertão, posso até arriscar que já faz parte da paisagem do sertão, mas a irresponsabilidade maior é dos donos desses animais, que na maioria das vezes causam graves acidentes, e os proprietários desses animais em muitos casos, não são responsabilizados na forma da lei, porque as vezes nem são identificados. 






      Por essas e outras, é sempre bom os motoristas andarem com a atenção redobrada, e com a velocidade controlada.  Essa é uma situação que já faz parte do cotidiano e da cultura nordestina, pois animais soltos nas estradas, acontece desde o século passado, e que dificilmente vai ter uma fiscalização mais rigorosa, pois a extensão territorial da região Nordeste é muito grande, e a fiscalização é quase impossível. A precária fiscalização que existe, é mais para as áreas urbanas ou as áreas rurais mais próximas das cidades que ficam próximas algum posto de fiscalização. 






      Uma das formas mais eficazes que aconteceu no estado pernambucano, foi a criação de um parque ecológico para a criação de jumentos soltos e com maus tratos que estão espalhados nas rodovias pernambucana. Esse parque fica no município de Lagoa Grande no sertão pernambucano, precisamente no sertão do São Francisco. Idealizado pelo deputado estadual Odacy Amorim, em parceria com o instituto Qualyvida, o espaço já tem mais de dois anos de existência de atuação no recolhimento dos animais das rodovias da região. 





      
      Depois da criação desse parque ecológico de acolhimento aos jumentos, as estatísticas mostram que, os acidentes diminuíram drasticamente ao ponto de atingi 90% de redução. Isso dito pela (PRF). O parlamentar foi atrás de apoio para alimentação dos animais, devido à grande seca dentro do sertão nordestino, e teve o apoio de duas empresas como parceiras para gerir esse belo projeto, tanto na área humanitária, quanto na área de prevenção de acidentes, sem falar na preservação de todo o contexto do abate dos animais. O parque recebe mais de 12 toneladas de ração de cada empresa parceira, isso é um ganho importante e necessário para acolhida dos jumentos. 






      Já são mais de 1100 animais acolhidos nesse parque de Lagoa Grande. O Deputado frisou que quer mais apoio, e que está em constante contado com todos os envolvidos nesse projeto, como: Prefeitura, Promotoria do Meio Ambiente e PRF, para discutir uma parceria consolidada de todos ao projeto. A doação de animais é uma das opções do projeto. Além dos jumentos, também são recolhidos cavalos e burros abandonados que estão próximos às estradas. Todos esses animais que são encaminhados para esse Parque Ecológico, são submetidos a exames feitos pela Adagro na tentativa de identificar alguma doença que comprometa a saúde do animal. 






      Além desse Parque, o Projeto de conservação, restauração e manutenção de rodovias, realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, também deve contribuir para a ausência dos animais nas estradas. Também 50 km de rodovia, receberá cercas que sairão do perímetro urbano e que vai de Petrolina ao trevo do Ibó. Por causa de falta de respostas, o Deputado Odacy resolveu ele mesmo próprio, buscar uma saída. 






      O parlamentar investiu r$ 250 mil na implantação do Parque Ecológico, criando o instituto Qualivida para administrar o espaço, que inicialmente receberia mais de 300 animais. Eis aí um grande projeto de interesse público. Quisera ter mais homens públicos, para fazerem projetos iguais ou melhores do que esse, que venham beneficiar a sociedade, direta ou indiretamente, e preservar a vida tanto das pessoas que trafegam nessas estradas, quanto a vida dos animais.














Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...