, A ARTE DE NEWTON AVELINO: Cultura Nordestina

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    3 de fev de 2017

    A ARTE DO SERTÃO

    AS BONEQUEIRAS | Fonte da imagem: paraibaem1000lugares












    AS BONEQUEIRAS







           O artesanato da região nordeste do Brasil é muito forte, ele traduz a manifestação da arte e da história de um povo, e para se conhecer e entender tudo isso, é muito importante que as pessoas visitem as feirinhas de artesanatos que existem em cada espaço da região Nordeste do Brasil, só assim, podemos entender o quanto essa forma de expressão artística é importante para cultura dessa região. 






           Essa forma de fazer arte, ela pode trazer para cada região dessas, o desenvolvimento social, econômico e principalmente cultural. A região Nordeste, tem um trabalho muito tradicional nessa forma de fazer arte, pois tem um grande número de artesãos que se dedicam em transformar suas ideias e suas técnicas de trabalho em arte principalmente nesse estilo de arte, que é transformando suas ideias e concretizando na fabricação de bonecas e bonecos, pois essa região brasileira é muito tradicional nesse tipo de arte. 
          





           Na minha opinião, eu acho que, o artista deve escolher só um suporte para praticar a sua arte, pois quando ele mistura demais, isso pode se tornar uma grande dificuldade para o artista, pois ele na ânsia de querer fazer todo tipo de arte com o mínimo de qualidade, termina se frustrando por não ter conseguido fazer pelo menos uma forma de boa qualidade, isso não quer dizer que, o artista fique limitado, de jeito nenhum, ele tem mais é que fazer suas experiências artísticas. 






           Mas isso é outra história. O importante é que, em qualquer sub-região nordestina que você se encontrar, você vai se deparar com um artista de qualquer suporte. Você pode dá de cara com um artista plástico, ou um artesão, ou um violeiro, ou um cantador e por aí vai. 






           A arte popular nessa região, é sagrada, dada por Deus. Pois na maior parte das vezes, os artistas populares são autodidatas, eles não possuem formação acadêmica, por isso é que eu digo, eles têm o dom divino, que o criador deu para cada um deles. 






           Então esses artesãos, são pessoas simples do interior dessa região e que fazem o que todo artista popular faz, que através da sua arte exprime um sentimento de tudo que ele ver ao seu redor. Geralmente essas mulheres artesãs que fazem bonecas de pano, algumas se juntam com outras,, e vão para baixo de alguma árvore e começam seus trabalhos em equipe e vão produzindo suas artes, e se divertindo naquele bate papo informal do dia a dia. As bonecas feitas por artesãs nordestinas, são de vários estilos, aspectos e cores. 






           Como toda arte, essa também é diferenciada uma das outras. Essa é uma forma simples e rudimentar de boneca, pois o corpo de cada uma delas, são confeccionados em tecidos, com preenchimento de diversos materiais. Elas nos anos de 1930 eram encontradas somente nas feiras livres como forma de brinquedo de crianças mais pobres. Hoje podemos encontrá-las tanto em feiras livres como em lojas de artesanatos como em boutiques. Também são encontradas de todas as formas e gostos dos clientes. 






           No artesanato nordestino, elas estão presentes em muitas feiras livres do sertão nordestino, e são até exportadas para outros países, isso mostra o quanto esse artesanato é forte. São conhecidas carinhosamente como “bruxinhas”. Mesmo sendo outro seguimento de materiais aplicado, as bruxinhas disputam espaço com artesanato feito de barro, e isso mostra o quanto a criatividade dos artesãos nordestinos é fértil. O colorido e os materiais empregado nas peças, é de dá inveja a qualquer um que tem o prazer de admirar esse belo trabalho, feito pelas mãos de grandes artesãos do Nordeste brasileiro.


    2 de fev de 2017

    VOLTANDO A SER CRIANÇA

    JEITO MEIO RUDE DE FAZER ARTE | Fonte da imagem: Impressões Digitais











    JEITO MEIO RUDE DE FAZER ARTE








           Se existem uma forma maravilhosa de ser ver a vida, essa forma é você ver ela como uma porta de oportunidades para quem tem talento e criatividade, por mais difícil que você possa encontrar as coisas, mas sempre, você vai ter aquelas oportunidades que Deus pode te dá. Nessa postagem eu estou me referindo aos grandes talentos da nossa cultura popular que pelo simples, acaso da vida, nasceram em berço pobre, mas nunca deixaram de acreditar em si mesmos, mesmo tendo todas as dificuldades como outras pessoas tem, mas seguirem em frente com os seus talentos e trabalham dignamente mostrando esse talento para todos. 






           O Nordeste é um celeiro de talentos a céu aberto e isso podemos ver em todo esse Nordeste de meu Deus. O artista popular, é uma espécie de artista que na maioria das vezes não tem nenhuma formação acadêmica, mas tem aquele talento maravilhoso que Deus lhe deu. Nessas feiras livres ou em pequenos mercados populares que existem espalhados pelo sertão ou por qualquer outra sub-região nordestina, vemos trabalhos maravilhosos desses artistas desconhecidos e que não estão dentro de algumas estatísticas das artes, mas vemos suas obras espalhadas em alguns cantinhos de algumas feiras livres dessas do Nordeste brasileiro. 






           Eu escolhi um tipo de arte que é muito comum tanto dentro do sertão como fora dele, eu estou me referindo aos artistas que fazem aqueles carros de latas e que, são peças muito bem trabalhadas que encontramos aqui no Nordeste em regiões diversas dessa região. No final do século passado, existia uma tendência de que esses brinquedos eram os brinquedos da moda, pois eram tipicamente esses os brinquedos que as crianças gostavam de brincar. Também não tinham esses brinquedos eletrônicos como vemos hoje, daí então, esses brinquedos artesanais, eram eles que faziam a farra da criançada. Pois bem, esses maravilhosos artesãos, com toda sua técnica de fabricação, confeccionavam essas maravilhas. 






           Eles só usavam e ainda usam até hoje, para a fabricação dessas peças, madeira, prego, lata de leite e óleo, borracha e aspara. Juntando todo esse material, eles construíam qualquer espécie de carro de brinquedo artesanal, e isso sempre foi um sucesso. O tempo foi passando, e esses artesãos foram tendo uma luta desigual no que se refere ao livre comércio, na hora de vender o seu produto, pois conforme o tempo foi passando as indústrias lançavam brinquedos eletrônicos a preços baixos principalmente vindo da China, então isso foi desestimulando esses artesãos, ao ponto, deles diminuírem e muito, a fabricação desses brinquedos. 






           Hoje vemos que essa forma de fazer brinquedos não acabou mas deu uma grande diminuída na produção desses carrinhos de madeira e lata. Mas com todas as dificuldades, vemos que essa cultura ainda vive dentro das feiras livres do Nordeste brasileiro, e isso é muito importante, pois vemos que essa cultura de fazer carrinhos de latas, ainda manifesta o desejo de algumas crianças pobres, que gostam de brincar com esses brinquedos artesanais. Esses carros podem ser comprados para servirem de peças decorativas como várias outras peças da cultura nordestina. 






           A réplica dessas peças de carros são quase que perfeita, pois eles são feitos artesanalmente, e esses artesãos, fazem isso desde crianças. Pois esse tipo profissão, é passada de pai para filho. Com toda a modernidade dessa sociedade aonde vivemos, é um milagre ainda vermos esse tipo de brinquedo nas feiras livres, pois eles se tornaram bem rudimentares, com a evolução do tempo, tendo contra eles a informática, carros eletrônicos e shoppings centers, eu chego achar que eles estão sobrevivendo ao tempo e fazendo história ainda na cultura popular nordestina, graças as crianças pobres do interior nordestino, pois  ainda tem muita gente humilde e pobre, que nem tem condições de comprar um brinquedo eletrônico, e nem tem condições de ter um computador, infelizmente o capitalismo selvagem da sociedade aonde vivemos não nos dá escolha de podemos ser pessoas civilizadas e igualitárias para podermos ver a felicidade dos nossos vizinhos, Se as oportunidades fossem dadas para todos, seria maravilhoso, mas acho que estou querendo demais, isso é mesmo uma utopia. Resta pedir a Deus para que a cultura do homem branco seja sempre perpetuada de acordo com a sua consciência de cidadão e da cultura que ele preserva. 


    LUGAR ESQUECIDO

    EXTREMA POBREZA | Fonte da Imagem: Vidal Cavalcante












    EXTREMA POBREZA








           Nordeste cinzento e faminto a espera de chuvas que quase nunca vem. Sem falar em alguns políticos que só aparecem de 4 em 4 anos para pedirem votos. Essa histórica de secas no Nordeste brasileiro vem desde o século XVI. O problema é que, para a caatinga ficar verde, basta só uns três dias de chuvas, então esse bioma fica verdinho, mas só isso não é o que os sertanejos precisam, eles precisam além de chuvas regulares, precisam de financiamentos para eles comprarem as sementes para poderem plantarem. 






           Com tudo isso, ainda não é o suficiente para que ele garanta a colheita, pois se o inverno não for regular, eles podem ter prejuízos com suas plantações. Então não é uma ou duas chuvas que vai dizer se o sertão está ou não está no inverno. As chuvas têm quer ser, regulares, para aí então, dizermos se o sertão está com um inverno bom ou não. Os historiadores e pesquisadores já datam secas, fome, epidemias e misérias desde essa época, ou seja, desde o século XVI. Esses relatos datam da época da colonização portuguesa na região. 






           Quem ocupava essas áreas mais remotas do sertão nordestino, eram os índios. Uma das primeiras grandes secas que se tem notícias foi entre 1580 e 1583. Os engenhos das capitanias foram prejudicados, a falta de água também prejudicou os fazendeiros. Somente no século seguinte foi que a população sertaneja passou a ocupar o polígono das secas. Acho que poucas pessoas, levam a seca a sério, pois para quem depende de um prato de comida por dia e as vezes não tem, um prato de comida é muito especial, mas para quem tem um banquete em sua mesa, talvez um só prato de comida, não seja tão especial assim.






            Então eu acho que, o sertanejo está cansado de viver de promessas políticas. Entra ano sai ano, entra governo sai governo, é a mesma coisa, as vezes um paliativo aqui outro ali, mas nada de concreto que solucione a seca no sertão nordestino. Esse fenômeno natural, caracterizado pelo atraso na precipitação de chuvas ou a sua distribuição irregular, que acaba prejudicando o crescimento ou desenvolvimento das plantações agrícolas. 






           A seca é o resultado da interação de vários fatores, alguns extremos à região tais como: processo de circulação dos ventos, e as correntes marinhas que se relacionam com o movimento atmosférico, impedindo assim, a formação de chuvas nessa região. Bom, esses são termos técnicos, mas quem está no centro do furacão das secas, ninguém quer saber muito disso, eles querem é que os governantes procurem e solucionem o problema dessa região aonde eles vivem quem é afetada por muitas secas durante muitos anos. 






           As secas no Nordeste brasileiro, têm cheiro de fome, pois se ninguém planta, não tem comida, e se não tem comida, o povo morre de fome. A tristeza da seca é tão grande que, tem muitas barragens, riachos, cacimbas e barreiros que secaram e até a data de hoje não conseguiram encher completamente. Em pouquíssimas sub-regiões nordestinas ainda vemos um pouco desse líquido precioso, mas em outras partes do sertão, ainda continua a seca imperando. 






           Falam os entendidos que, em 2017 o inverno vai ser bom no Nordeste brasileiro. Eu espero sinceramente que isso seja verdade, pois tem milhares de famílias famintas dentro e fora do sertão, esperando por um milagre, para poder ter comida em suas mesas. O cenário da seca, sertão adentro, é de descaso, abandono e dor. Algumas pessoas desconsideram estudos, previsões, diagnósticos. Resultado de pesquisas cientificas com indicadores de ciclos climáticos. 






           Muita gente diz que só conhecem a seca através de noticiários, assim fica fácil falar alguma coisa sobre esse flagelo chamado seca, quero ver as pessoas vir de encontro a essas regiões do sertão nordestino conhecer pessoalmente o flagelo da seca. Rapadura é doce, mas não é mole não, só sabe as dificuldades de um sertão seco, quem nasceu por aqui e vive dessa terra. 






           Essa tal indústria das secas talvez seja só um paliativo que nunca termina e que os homens que são responsáveis para acabar com esse sofrimento também não tenham muito interesse em resolver esse problema. Seria muito bom se um dia esse problema que vive atormentando o Nordeste brasileiro, fosse resolvido, e as pessoas não mendigassem o que elas têm por direito. O sertão nordestino é uma terra de homens destemidos e trabalhadores, precisam só de uma oportunidade de trabalho em suas terras e um pouco de dignidade.





    1 de fev de 2017

    SABORES DA TERRA

    GOSTO DE MEL COM LIMÃO | Fonte da imagem:  Rostan Martins








    GOSTO DE MEL COM LIMÃO







           No século passado e nesse século atual, existia e ainda existe uma figura muito folclórica que sempre fez parte da cultura popular dessa região, elas são aquelas figuras populares que todos os dias estão que são contribuindo para a história popular da região Nordeste do Brasil. Eu estou falando dos vendedores de pirulito guarda-chuva. Eles antigamente, andavam diariamente pelas ruas das cidades e pelas feiras livres, vendendo pirulitos feitos por eles artesanalmente, e que tinha um sabor bem peculiar, era um sabor inconfundível, só que hoje essa tradição tem menos intensidade nas cidades maiores, mas assim mesmo, eles ainda fazem parte da história da cultura nordestina. 






           Esses vendedores, andavam pelas ruas vielas e becos de cada cidade, com seus tabuleiros cheios de pirulitos e tocando algum tipo de instrumento de sopro para chamar a atenção da meninada e dos adultos, esse era o marketing que eles usavam na época, para chamar atenção da população. 






           Claro que essa tradição sumiu um pouco da cultura atual dessa nova sociedade onde vivemos, mas é claro que, esses vendedores ainda existem e são encontrados vendendo seus pirulitos em alguns semáforos ou em algumas feiras livres, mas não com aquela intensidade de tempos atrás, e isso é até compreensivo, primeiro porque a época é outra, é claro, as coisas evoluíram, o mundo se modificou, as pessoas se modificaram, e tudo isso contribui para que essa cultura fosse desaparecendo. 






            Mas é claro também, que essa prática, ela não saiu de cena totalmente, ainda existem vendedores de pirulitos guarda-chuvas espalhados em alguma cidade do interior do Nordeste brasileiro. Com a modernidade as pessoas se modificam e uma parte da cultura também é modificada, fica em alguns casos, só as lembranças dessas atividades do comércio informal que também é parte da nossa cultura local. O que resta de concreto, é só a história que fica para mostrar as novas gerações, como era a nossa cultura, então a nossa identidade vai sendo preservada. 






           A preservação da nossa cultura é importante para a história e a nossa própria identidade, por isso é que, a sociedade deve preservar a sua história. Geralmente esses vendedores, fazem esses pirulitos com: 1 kg de açúcar, 1 limão para suco, 1 copo de água, 100 ml de mel. Em uma chaleira, coloca-se a água, o suco de limão, o mel e aos poucos, o açúcar. Coloque ela ao fogo e mexa por cinco minutos. Depois espere por uns 25 minutos, até esse líquido dentro da chaleira virar uma calda amarela mais encorpada. Deixe essa calda descansar por 10 minutos na chaleira. 






           Enquanto isso, você tem que ter papel manteiga, 60 palitos para pirulito (você acha em lojas de festas esse material). Então corte o papel manteiga em pedaços de pelo menos uns 6 cm por 9 cm e enrole-os em forma de cones fechando no fundo para não vazar. Você pode usar como base, uma caixa de papelão, faça pequenos buracos de 2 cm de diâmetros para encaixar os cones. Depois de preenche-los com a calda, deixe esfriar por dez minutos, antes de colocar os palitos. Depois deixe descansar em ambiente fresco e depois é só degustar essa maravilha. 






           Então essa é uma das formas que na maioria das vezes, esses vendedores fazem esse seu produto, para tentar ganhar o seu pão de cada dia, vendendo pirulitos guarda-chuvas pelas ruas das cidades. O tabuleiro de madeira com vários furos, é aonde se colocam esses pirulitos para serem vendidos entre as crianças mais carentes do sertão nordestino. Essa é uma prática muito rudimentar de se fazer pirulitos, mas que faz parte da cultura nordestina, e que até hoje ainda podemos encontra-los juntos a semáforos e principalmente em feiras livres do sertão nordestino, aonde vemos que o tempo não passa, pois, essas pessoas humildes, estão mais preocupadas em batalhar pelo seu pão de cada dia, seja de qual forma mais honesta que for. 






           É claro e evidente que, de região para região nordestina, as formas e os vendedores aparecem como menos ou mais intensidade. Nas pequenas cidades de interior, você pode chegar a ver mais vendedores de pirulitos. Já em cidades maiores, você pode ver menos vendedores de pirulitos guarda-chuva, e assim por diante, isso é a cultura local que te dá várias possibilidades de uma mesma coisa ser mais diversificada em alguns lugares e outros nem tanto. Você a de convir comigo que, uma região que tem nove estados, as opções culturais de cada cidadezinha de um estado para outro, as coisas mudam um pouco, ou muda muito, isso dependo muito do contexto da coisa. De todo jeito, esses heróis da nossa cultura popular, enriquece a cada dia a história da nossa rica cultura.



















    15 de jan de 2017

    CENA DESOLADORA DO SERTÃO

    SECA FOME E MISÉRIA | Fonte da imagem: fagundeslima










    SECA, FOME E MISÉRIA








           É muito triste, ver que no sertão, ainda existe uma grande parcela da população de baixa renda, abaixo da linha de pobreza. É certo e notório que, nos últimos 10, 12 anos, o Nordeste melhorou a qualidade de vida de algumas dessas pessoas de baixa renda, mas que, ainda precisa melhorar e muito a qualidade de vida das pessoas de baixa renda. 






           Vários projetos sociais foram criados e isso fez com que essas pessoas, que estavam abaixo da linha de pobreza, tivessem a chance de melhorarem a sua qualidade de vida. Vemos também que, é meio repetitivo, mas é necessário que as pessoas saibam que essa região Nordestina, não é só beleza do seu litoral, o Nordeste tem algumas sub-regiões, e uma delas é o sertão. 






           Ainda dentro do “sertão”, vemos que tem muitas famílias que ainda estão abaixo da linha de pobreza, e que, entra governo e sai governo, essas pessoas são meias, que esquecidas. Primeiro porque estão em áreas muito isoladas, áreas que ficam muito distantes dos médios e grandes centros urbanos. Essas famílias que estão abaixo da linha de pobreza, são pessoas com um nível de renda anual, com a qual, uma pessoa ou família não possui condições de obter todos os recursos necessários para viver. 






           A seca é avassaladora dentro da área do semiárido do Nordeste brasileiro, então sem chuvas, essas pessoas não vão ter trabalho, nem comida na sua mesa e tão pouco, água para beber, a não ser, que eles paguem para os donos dos carros pipas, ou não. Se essas pessoas não têm trabalho, nem tão pouco perspectivas de qualidade de vida, e por último não conseguem dinheiro, como é que eles vão ter condições de se sustentarem?  Os sertanejos têm vergonha de mostrarem as suas casas por dentro, porque essas famílias não têm nada para mostrar, infelizmente. 






           Muitos problemas sociais acontecem na região Nordestina tais como: a pouca diversificação da agricultura e indústria, grandes latifundiários e por aí vai. A falta de médios e grandes investimentos dentro do polígono das secas, gera a falta de empregos e de distribuição de renda para aquelas famílias que existem morando por lá. Ali não existem hospitais, nem escolas e também não existem perspectivas de melhora para elas culturalmente, economicamente e socialmente. Como essa é uma região que não tem grandes investimentos agropecuário por causa das secas, ninguém consegue emprego nesses locais. 






           O que existe no sertão na época de seca, é exatamente a extrema pobreza. Existem pessoas abaixo da linha de pobreza dentro do Nordeste, que vivem com menos de 70 reais por mês. Essas pessoas que estão nessas sub-regiões nordestinas, elas nunca tiveram oportunidades de nada, pois são sub-regiões como eu falei que, nunca teve infraestrutura para dá oportunidades para as pessoas que ali moram. 






           Elas nasceram ali, se criaram e foram adaptadas para viverem em seu habitat natural de pessoas do campo, por isso é que, essas pessoas não sabem viver em outros locais que não seja os que eles nasceram, pois foram acostumadas a serem provincianas, pessoas pacatas, acostumadas a morarem em pequenos lugares, não por que elas quisessem, isso não, foi porque as oportunidades da vida, não bateram à porta delas. 






            A fome, a sede e a miséria que assola o sertão, impõe a elas, uma situação mais de fenômeno natural da natureza, do que propriamente humano.  Porém é que, essa situação de secas intermitentes dentro do Nordeste brasileiro, já poderia ter sido solucionado, já há bastante tempo, mas não foi, então essas pessoas têm que se apegarem a Deus, pois só ele é quem pode liberar bons invernos. 






           Não vou entrar no assunto político aqui porque já sabemos dessa história, seria muito repetitivo falar sobre responsabilidade por parte do poder público, com essa região do Nordeste, o importante seria é que, essas pessoas se conscientizassem e tivessem mais carinho por essa região que tanto contribui economicamente para o Brasil. 






            O Nordeste e os nordestinos, merecem respeito. Não é possível que em pleno século XXl, o sertão nordestino ainda viva essas grandes secas e que as pessoas morram de fome e sede dentro do sertão Nordestino. Dois pontos: Seria muito bom que, o Brasil seguisse o exemplo de Israel e da própria Califórnia nos Estados Unidos. 






           São regiões áridas, mas que, os dois países, resolveram o problema de água, por lá. A pobreza dentro dessa região, começa a aumentar, pois a falta de trabalho, é o fator predominante para fazer esse tipo de estatística dentro da sociedade local. A seca não é a única responsável pela miséria do Nordeste. 






            A seca no sertão nordestino e em toda região Nordeste do Brasil já atinge mais de 10 milhões de pessoas, não é fácil você ver as pessoas com fome sede e dentro da miséria total. Hoje se você chegar em algum interior nordestino, que esteja dentro do polígono das secas, ou não, se você der 1 KG de feijão ou arroz para um deles, eles receberão com tanta alegria, que você vai sentir o quanto é cruel deixar essas pessoas passarem fome e sede dentro dessa região. 






           Em pleno século XXl, não é possível que isso ainda aconteça dentro de um país chamado Brasil. A Região do Nordeste do Brasil, especificamente, a sub-região do Nordeste que é “o sertão” essa sempre foi esquecida, só é lembrada de 4 em 4 anos, o sertão é uma região que até o litoral, virou às costas para ele.  Tirem as suas conclusões pois a história está para ser contada.






    9 de jan de 2017

    FESTA POPULAR

    UMA DANÇA FOLCLÓRICA | Foto: Dmitri de Igatu












    UMA DANÇA FOLCLÓRICA







           A cultura popular do Nordeste brasileiro se desenvolve na região, diversificando a mesma cultura, mas com seus próprios costumes de sub-região para sub-região e de estado para estado. Vemos que isso enriquece mais ainda a história cultural e social dessa região brasileira. O mesmo folguedo, ele pode ser modificado e recriado de região para região ou de sub-região para sub-região. É claro que isso é muito aceitável, porque são povos que tem sua própria história e seus próprios costumes dentre de sociedades diferentes umas das outras e que fazem releituras de culturais regionais colocando no contexto os seus costumes. 






           É claro que, apesar de ser histórias diferentes, o folclore é o mesmo dentro da cultura popular nordestina de cada sub-região. No Nordeste, o primeiro registro da festa, apareceu no ano de 1840 num pequeno jornal de Recife chamado O Carapuceiro, mas sua origem é bem mais antiga. Muitos pesquisadores associa-se o seu nascimento, a expansão do gado, chamado de “ciclo do gado”, quando a partir do século XVll, o animal ganhou grande importância nas fazendas da região.






            Essa festa folclórica, é uma das mais tradicionais do Brasil e é considerada uma festa de origem negra. Como eu já falei anteriormente, esse mesmo folclore tem um mesmo sentido cultural e muda de nome em diversos locais do Brasil, estamos falando do “Bumba meu boi. No Pará ele se chama Bumba meu boi, no Maranhão ele se chama Calemba, no Rio Grande do Norte, Cavalo Marinho, na Paraíba, Bumba de reis, no Espírito Santo, Boi pintadinho e por aí vai. Nessa encenação semelhante a um auto, misturam-se danças, músicas, teatro e circo. 






             É uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno de uma lenda sobre a morte e ressureição de um boi. Vamos falar aqui desse mesmo boi criado na cidade de Iguatu no Ceará e que leva o nome de “Boi Estrela”. Ele foi criado na Cidade de Iguatu por uma organização social “Gerais”. 






           Esse foi um movimento cultural Boi Estrela que em 2007 teve a preocupação social e cultural de criar um boi para que fosse divulgado e praticado com brincantes dessa região para que essa região tivesse um maior crescimento cultural dentro do próprio contexto cultural de toda região Nordeste e também uma forma de homenagear o padroeiro da cidade de Iguatu, São Sebastião. 






           O nome do Boi foi referente ao brilho dos diamantes. Como vemos, uma dança folclórica ou um folguedo, pode de região para região, mudar de nome ou de interpretação, isso depende muito dos costumes de cada sociedade. O boi é um dos folguedos (festa popular) mais representativos da cultura brasileira, pois reúne traços de três grandes ramos da formação do nosso povo: indígena, europeu e afro-negro. Já dizem os pesquisadores. 






           Geralmente, o boi é apresentado em festas juninas, e mostra as relações desiguais entres senhores de engenho, escravos e indígenas, numa sutil crítica social. A cidade de Iguatu no Ceará e os responsáveis pelo boi estrela, estão de parabéns, por ter recriado esse folguedo dentro dessa sociedade maravilhosa e de ter integrado toda essa história rica da cultura nordestina para que isso viesse interagir com a comunidade e fazer parte da história desse povo cearense tão cheio de história cultural e que tanto enriquece o nosso Nordeste e o Nosso Brasil. 






           O boi estrela é mais uma história que vem enriquecer o nosso folclore tão rico com é. Isso só vem beneficiar culturalmente, socialmente e economicamente a cidade que está apoiando esse tipo de evento cultural, pois todos saem ganhando com isso. O apoio a cultura sempre é importante e fundamental para o crescimento intelectual, cultural e social de qualquer sociedade.

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