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27 de nov de 2016

AVE DO CERRADO E DA CAATINGA

CARAMA CRISTARA | Fonte da imagem: A Rustle of Wings










CARAMA CRISTARA







       As aves do cerrado e da caatinga brasileira, são belíssimos, pássaros de plumagens de todas as cores e hábitos bem esquisitos, eles fazem parte da flora brasileira e que dá um aspecto cultural muito rico a nossa flora. Vamos falar da Seriema (Carama cristara). Ela pode ser chamada de “sariema” ou “siriema”, esse nome é dado as aves da família dos cariamídeos (Cariamidae). Essas aves, tem hábitos terrestres, que preferem correr a voar. 






       Elas só voam quando estão sendo ameaçadas. As “siriemas” só são notadas, quando cantam. Elas se alimentam de insetos e pequenas cobras e lagartos, dentro da caatinga. Formam grupos de casais e filhotes. Os ninhos dessas aves, são feitos normalmente na copa das árvores do bioma. A fêmea põe normalmente dois ovos, mas as vezes só nasce um filhote. Como todo pássaro silvestre, eles na época de secas, se aproximam mais das áreas que estão sendo plantadas, em busca de se alimentar e de alimentar seus filhotes. 






       O hábito noturno dessas aves são que, à noite elas se abrigam-se no alto das árvores, aonde constroem seus ninhos. Não existe dimorfismo sexual referente ao tamanho, machos e fêmeas, tem o mesmo porte e altura médios, só à cor da fêmea é mais amarelada e mais fosca do que o macho. Quando o período no sertão está muito seco, elas se aproximam-se mais das propriedades e podem chegar até aos terreiros das fazendas para serem alimentadas pelos sertanejos. 






       Gostam de andar em casais ou em pequenos grupos. Ela pode chegar até 90 centímetros de comprimentos, ou seja, da ponta do bico até o final da sua cauda. Geralmente pesa entre um 1,2 a 1,4 kg. O seu canto é muito bonito, e pode ser ouvido a mais de um quilômetro de distância. Geralmente elas podem ser associadas a chuva, ou seja, quando elas cantam, o sertanejo acredita que, é adivinhando chuvas no sertão. 






       Ela pode correr, e a sua velocidade pode chegar facilmente a 50 KM por hora. O seu ninho é feito de gravetos e revestido de barro molhado, encontrado em barreiros feitos no sertão Nordestino. Folhas e estrumes são materiais que, essas aves usam nos seus ninhos também, para manterem a temperatura adequada para a incubação, que é revezada pelo macho e pela fêmea, e dura em média, duas semanas. O canto da “sariema” ou “siriema” já serviu de inspiração para o cantor cancioneiro da Mpb. Essa ave não só é encontrada dentro do bioma nordestino, a caatinga, como também, em todo o cerrado brasileiro. A caatinga é um ecossistema rico em vários aspectos, e isso faz desse bioma um habitat natural para essa espécie de pássaro que existe no sertão Nordestino.









18 de nov de 2016

PÁSSARO DA FLORESTA BRANCA

SERICORA DA CAATINGA | Fonte da imagem: PET Friends












SERICORA DA CAATINGA







      Pássaro da fauna do sertão, a caatinga, e que está em extinção, ele também é conhecido como “três potes”, sericoia e sericora, por conta do seu canto. Estamos falando da saracura. Ela é bastante conhecida no sertão nordestino, e também é muito comum no estado do Ceará. A saracura ou “três pontes”, gosta de estar próximo aos açudes dessa região, principalmente nas áreas de cultivo. Na época de inverno, não é tão fácil de acha-la nesses mesmos locais, mas na época de secas, ela sempre aparece a procura de alimentos, a beira desses reservatórios. 






       Esse pássaro é muito arredio, e se espanta facilmente. A saracura quando se sente ameaçada, corre para se esconder no meio da vegetação. Ela é mais escutada do que vista em certas ocasiões.  Gosta de dá o seu show de canto, no amanhecer e no entardecer do dia. O sertão fica muito mais bonito com o cantar desse pássaro, ao raiar do dia, pois ele e outros pássaros da caatinga, bioma nordestino e único no mundo, vira uma sinfonia só. 






       Os pássaros da catingueira, são pássaro que tem um significado próprio para o homem sertanejo, e a saracura do brejo, é um desses pássaros. Pena que o homem não tenha tanta consciência de preservação, e sim, de destruição do meio ambiente. A consciência de preservar o meio ambiente, é a certeza de que, no futuro próximo, a espécie humana possa ter mais qualidade de vida e possa a vir a ter a consciência de que, tenha vindo a contribuir para a preservação das espécies. 






       A saracura mede, entre 33 a 40 centímetros de comprimentos, e pesa entre 350 e 466 gramas. Sua plumagem é castanha e esverdeada, único membro do gênero Aramides, com a cabeça e o pescoço de coloração cinza, garganta esbranquiçada. O seu dorso e asas, são marrons, as pernas e os pés dessa ave, tem coloração vermelha e íris também vermelha. Vista em locais abertos, parece com uma galinha, por manter sua cauda levantada entre as asas e pelas típicas passadas. Cisca igual a galinha, folhas e terra. Levanta a cauda rapidamente, de vez em quando. 






       Ela passa o dia escondida e em silêncio. O macho e a fêmea, cantam em dueto e tem um ditado popular que, essa ave quando canta, é pronuncio de chuvas. O seu canto, é bastante alto e responde ao canto de outras aves da catingueira. Se alimenta com o bico capturando insetos, vermes e pequenos animais invertebrados, após o abate, usa as patas para segurar a presa enquanto despedaça com o seu bico forte. Formam casais monogâmicos e na época da reprodução, cantam fazendo duetos. Seus ninhos são feitos com gravetos e galhos forrado com fezes de gado, barro e folhas secas. São ninhos feitos na copa de árvores, a fêmea põe dois ovos rosados e incuba de 24 a 30 dias. O casal, reversa a incubação.









4 de abr de 2016

PÁSSARO DO NORDESTE

JOÃO DE BARRO | Fonte da imagem: denisegomesludwig








JOÃO DE BARRO





      A fauna brasileira é impressionante, todos os dias nos surpreendemos com a quantidade de pássaros diferentes. Se você prestar atenção, eles tem a sensibilidade de procurar só o que eles querem dentro da natureza, e ainda contribuem para reflorestar essa própria natureza. O respeito dos animais pela natureza é impressionante, coisas que a espécie humana não tem. Como diz o poeta popular brasileiro, “eu queria ser civilizado como os animais”. 





       É isso, e por vai. O homem tem muito que aprender com os animais. Mas aqui vamos falar de um desses que habita a nossa linda fauna. Vamos falar do João de Barro. Esse é um lindo pássaro nativo do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. 





       Tem uma forma de viver que exemplifica o equilíbrio da criação com a sabedoria, e mostra para o homem uma harmonia com essa mesma natureza. No Brasil ele é encontrado no Nordeste, Sul, Centro-Oeste e sudeste. É muito conhecido pelo seu ninho que é feito de barro em forma de forno. Na Argentina ele é cultuado desde 1928, eles consideram essa ave símbolo desse país. 





      O joão-de-barro é uma ave passeriforme da família Fumaridae. Seu nome científico é (Furnarius rufus). O canto dele parece uma gargalhada, e faz o seu ninho na direção contrária à chuva. Constrói um ou mais ninhos em cada ano, também pode trabalhar na reforma de uma antigo ninho. O período de construção de cada ninho é mais ou menos de 2 a 18 dias para termina-lo. Ele é mais que um arquiteto, pois além de idealizar o projeto, executa todas as fases necessárias ao término do ninho. Chega a medir de 18 a 20 centímetros de comprimento e pesa quase 49 gramas. 





     Tem uma plumagem marrom avermelhado, tem uma suave sobrancelhas, formadas por penas claras, em um leve contraste com o restante da sua plumagem. É muito fácil de se observar o João de Barro, pois ele não se afasta muito do seu ninho. Sua alimentação é praticamente formigas, cupins ou içás no solo ou sob troncos velhos. O ninho desse pássaro é construído junto com a sua companheira, e usam basicamente barro úmido, palha e esterco. 





       Ele vive nas áreas que tem vegetação esparsa ou mesmo em campos abertos. Fica na maior parte do tempo em solo, alternando um andar pausado e pequenas corridas. Quando o casal termina o ninho, a fêmea coloca de 3 a 4 ovos, a incubação realizada pelo casal, só inicia após a postura do terceiro ovo, e leva de 14 a 18 dias. 





     Então vemos que essas aves são inteiramente inteligentes e trabalhadoras, pois fazem os seus ninhos de barro com uma arquitetura já planejada, e que, procuram fazer de modo que não entre água no inverno. Elas são um exemplo para todos nós. 





          Em pesquisas de região a onde elas estão, não mostra com muita precisão a onde eles estão aqui no nordeste, mas eu quero dizer para alguns, que dentro da região nordeste brasileiro, essas aves tem em quantidade razoável. E pode ter certeza que eles fazem parte das previsões dos “profetas das secas”. Pelo menos é que os próprios poetas falam. João de Barro, um pássaro nordestino.








7 de mar de 2016

FLORESTA BRANCA

ARARAS-AZUIS | Fonte da imagem: arvore-ae.blogspot





                                                           
                                      ARARAS AZUIS




    A Arara Azul é uma espécie que vive no sertão Nordestino, principalmente no sertão baiano. E, como todos sabem, estão ameaçadas de desaparecerem. Elas tem como habitat a caatinga do sertão nordestino, a onde existe várias espécie ameadas. A começar pela destruição desse bioma a onde elas vivem. A sua alimentação é a base de coquinhos, pois elas abrem com o bico e comem a poupa desses cocos.




    Quando estão com filhotes, depois que comem, guardam uma parte dessa comida para dar aos pequeninos. Graças a pesquisadores que fazem parte de um programa de proteção as mantém longe dos predadores e da perseguição de homens que não preservam a natureza. Na cidade de Canudos na Bahia, a fundação Biodiversitas conduz um programa para conservação in situ da Anodorynchus leari (Arara Azul de Lear). 




     Esse programa existe desde 1989 no sertão baiano. A Biodiversitas adquiriu uma porção de uns 130 hectares da área, com ajuda do fundo Judith Hart, e então, ela conseguiu criar a Estação Biológica de Canudos. Tudo isso faz parte de uma consciência para proteger aquele santuário. No local existe duas bases de campo construídas como pontos de apoio para funcionários, pesquisadores e visitantes.





     Essa espécie só existe na região do nordeste brasileiro, em especial no Maranhão, no Piauí e com uma concentração mais protegida, no estado da Bahia. Um dos fatores mais prejudicial a essas ave é o homem, devido ao intenso tráfico. Os compradores são atraídos pela sua bela cor azul e principalmente pela ganância de possuir espécies raras com as araras azuis. Os órgãos competentes intensificam a fiscalização, mas mesmo assim é quase impossível evitar esse tráfego. 




     Elas chegam a custar no mercado negro milhares de dólares. Infelizmente a ganância dos homens não se preocupa em preservar o meio ambiente a onde eles vivem. Precisa ter uma campanha intensiva e educativa para conscientizar as pessoas a preservarem a flore e a fauna do nordeste e do Brasil.





     As ararinhas-azuis fazem seus ninhos em ocos de árvores e que fica no alto. A reprodução da espécie torna-se mais difícil porque a conservação do meio ambiente nesses locais a onde as araras existem, não está sendo preservada pelo o homem. Como por exemplo, em decorrência de cortes indiscriminado de árvores da caatinga, aonde resta árvores jovens, e que não são altas, daí isso torna as novas condições de adaptação de fazerem seus ninhos.





    Pelos estudos, atualmente existem poucos exemplares levando-se em conta que poderia ter centenas de araras azuis ou mesmo milhares, o problema é que a mente do homens que ainda não evoluiu nesse nosso mundo de meu Deus, ainda são capazes de prejudicar a tudo e a todos, inclusive a quem só embeleza a natureza, como o caso das ararinhas azuis. Esse é um tipo de pássaro que não se adapta a cativeiro para reprodução. Araras azuis lear(Anodorhynchus leari). A sociedade tem que proteger esse nosso patrimônio, não só nosso mas da humanidade, é só fiscalizar e proteger essa nossa fauna e flora.






5 de dez de 2015

PÁSSARO DO SERTÃO

                                                                                       
Fonte da imagem: passaredobrasileiro





PAPA ARROZ


      

     Um pássaro muito conhecido no nordeste brasileiro é esse, com uma plumagem negra, tendo a fronte e o pescoço com o peito pardo, ele tem 17 cm de comprimento e um canto muito bonito e forte. Conhecido como dó-ré-mi, chapéu de couro em São Paulo, papa arroz, no Ceará, acorda nego em Pernambuco, ele faz a festa nos arrozais do sertão de meu Deus. 


      Também gosta muito de frutas, sementes e insetos. Esse pássaro é muito conhecido em todo o nordeste e em especial nos plantios de arroz do Piauí. Se tem uma coisa que deixa os arrozeiros com dor de cabeça esse pássaro é um. Se fosse um ou outro, não precisava de tanta preocupação, porém eles vivem em bandos e quando encontram uma plantação de arroz aí fazem a festa, dando prejuízo aos plantadores. 


    O método que eles usam mais para afastar essas pequenas aves do seu arrozal é o espantalho ou panos brancos colocados em mastros de madeiras que ficam flamulando de acordo com o vento. Ou ainda soltando rojões para o alto. Isso sem falar também nas casacas de couro que ajudavam a consumir o arroz ainda em palha. Essa ave é da família icteridae, anteriormente classificado como Agelaius ruficapillus na família Emberizidae. Gostam de fazer seus ninhos em forma de tigela, e construídos entre folhas. 


      A fêmea bota três ovos, com cor azulados e com pequenas manchas escuras. Gostam de viver em locais úmidos e banhados que chamamos de brejo. Vivem em bandos numerosos, e sempre voam de um lado para o outro. Ele pode ser encontrado do Amapá até o Rio Grande do Sul. A fêmea dessa espécie a plumagem é apagada, com discreto rajado preto, com a parte mais baixa mais clara, e o pescoço levemente acanelada. 


      Essa ave raramente se afasta da água, pois é daí que faz com que elas se aproximem dos arrozais e até se multiplique. Deixando assim os plantadores preocupados com a sua plantação. Quando elas estão em alguma plantação de arroz ficam em um zig zag frenético voando e pousando dentro das plantações de arroz durante o dia todo. Hoje com a diminuição de plantios de arroz no sertão, a gente já não ver tantos pássaros assim. Mas eles existem e pode crer, eles se multiplicam rapidamente. Esse é um pássaro que tem a cara do sertão do nordeste brasileiro.

26 de set de 2015

PÁSSARO DA CAATINGA

    
Fonte da imagem: enciclopets
                              
                                 




                                        ESPETÁCULOS NO BIOMA BRASILEIRO
   






    A caatinga existe diversas espécies de pássaros silvestres, mas uma espécie em especial me chama atenção, é o Pacu (Forpus xanthopterygius) Blue-winged Parrotlet . Essa especie antigamente existia em abundância na cidade a onde eu morei no Piauí e que fica próximo ao estado do Ceará, cerca de uns cento e cinquenta quilômetros para a divisa entre um estado e outro, essa espécie de pássaro é muito comum nesses dois estados e em quase todo bioma da caatinga, e a onde eu morei, como nas suas imediações ou seja em alguns outros distritos, você via eles dando voos rasantes dentro daquelas cidades mais próximas da caatinga.

   




    Só gostavam de voar em bandos e fazendo uma zoada estridente. A natureza por si só, já fazia o espetáculo todas as manhãs e nos finais das tardes. Esses pássaros  são da família dos perequitos e papaguaios. Com as penas na mesma cor, eles fazem a beleza da caatinga com todo o seu frenezi.

  




      Com o passar dos anos eles foram diminuindo muito e saindo fora de cena dentro de algumas cidades, já que o progresso vai chegando e as contruções vão sendo feita em seu habitat natural, isso afugenta as aves, mais com tudo isso, ainda existe sim, eles estão voando por dentro da caatinga e mostrando a sua beleza.

   




     Essa ave tambem é muito conhecida popularmente como tuim, pacu  perequito, papacum isso quando muda de região pra região, o certo é que na caatinga nordestina existe uma variedade de lindos pássaros como o galo de campina, o golinha, o bigode, o tico tico e outros e outras espécies.

   




     Mas como estamos falando do Pacu,  Papacum ou tuim, ele pesa em média 25 gramas, tem bico pequeno e cinza claro e é um dos menores perequito que tem no bioma brasileiro. Se alimentam de flores e frutos e só voam em bandos fazendo muito barulho.

  




     Lá alguma vez, você ver alguns em pequenos bandos no céu do sertão. Apesar de serem pequenos, eles fazem a beleza desse bioma chamado de Caatinga, voando a grandes distância, eles alertam do perigo uns aos outros do bando através de sinais com o seu barulho estridente. Para mim, pássaro foi feito para voar e não viver preso. A beleza que eles fazem voando, não fazem preso dentro de alguma gaiola.



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