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22 de set de 2017

OS ESQUECIDOS










GRANDES VEREDAS DO SERTÃO






       As secas intermitentes dentro do sertão do Nordeste Brasileiro, vem se arrastando desde o século XVl, e de lá para cá, pouco se fez para minimizar a vida do povo sertanejo que mora no bioma nordestino. Sai ano entra ano e os governantes vão só fazendo campanhas preventivas, isso quando eles chegam em algum lugar remoto do sertão. O problema é que, o sertanejo só ouve falar que o país não tem dinheiro e que as políticas de contensão são necessárias para que o país não gaste mais do que pode. Acontece que o país gasta com muitas coisas, mas nem sempre essas coisas são necessariamente a seca nordestina. 






       O pior é que, as pessoas que estão ali, não podem esperar para comerem, porque um homem com fome e vendo a sua família morrendo de fome e sem ter de onde tirar, ele vira bicho. Foi isso que aconteceu em décadas anteriores, muitos sertanejos invadiam armazéns dentro do sertão, para obterem comidas para eles e suas famílias. Então eu acho que essa é uma região que pode ser mais bem assistida, pois quando a seca vem, ela pega os pequenos, médios e grandes agricultores. Acho que os homens públicos deveriam olhar com mais carinho, e resolverem esse problema crônico do Nordeste do Brasil, e aí sim, poder amenizar o sofrimento do homem do campo. 






       O pior é que tem muitos que, só aparecem de 4 em 4 anos, e as pessoas de boa fé, sempre são as mais prejudicadas. Muitos sertanejos, passaram a ocupar o polígono das secas, que fica localizada em quase toda região nordestina, dentre essas regiões estão: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe e uma parte do estado de Minas Gerais, que também faz parte do Polígono das secas. A presença de sertanejo dentro desses territórios foi tão grande que, através de uma carta régia, veio a proibição para criação de gado nessa faixa de dez léguas desde o litoral indo em direção ao sertão. 






       A falta de planejamento fortalece articulações políticas para a liberação de recursos emergenciais alocados em assinaturas que deveriam potencializar a riqueza local para o auto sustento comunitário. Mas na realidade, a lógica parece perversa. Pois na verdade, esse sistema parece mesmo é que não funciona. Ele parece mais calculado para não funcionar nem saúde, nem educação nem moradia e muito menos, segurança. Um outro problema que propaga as secas no sertão é a umidade que vem da mata atlântica e não tem forças para chegar a essa região, pois ela é barrada por obstáculos naturais. Outras massas vindas da Amazônia legal, também não atingem essa região, pois são barradas no oeste do Maranhão. 






       Algumas cisternas de plásticos colocadas em vários lugarejos encravados no sertão nordestino, talvez colocadas por pequenas prefeituras, que não gere quase nada, porque esses municípios são pobres, elas fazem isso para socorrer aquelas famílias de baixa renda, que estão abaixo da linha de pobreza. Eles vêm buscar água, em lombo de jegues equipados com ancoretas, e que as vezes andam muitos quilômetros de distâncias. Existe um segredo guardado entre os sertanejos que habitam no sertão Nordestino, que eles sempre comentam ao pé do ouvido, que há com certeza, uma profecia sertaneja de que há cada cem anos, uma estiagem sem precedente aparece no sertão. 






       As crenças sertanejas e a fé do homem do campo, nunca devem ser deixadas de lado, pois esses profetas sabem o que falam. Então antes de se falar de Nordeste brasileiro, de sertão nordestino ou de secas, fomes e misérias, temos que conhecer os conteúdos de “como”, “deve” e “solução”. Ou seja, como podemos falar sobre um assunto tão complexo dessa região, ao invés de estarmos falando o que não sabemos e nem presenciamos. Como os órgãos públicos responsáveis deve fazer para amenizar a fome, a sede e a miséria dessas sub-regiões do nordeste brasileiro. 






       Como podemos solucionar o problema para melhorar a situação dessas sub-regiões nordestinas. Acho até que, o Nordeste brasileiro prefere programas sociais do que esmolas, pois, essa região já passou muito tempo vivendo de migalhas e de piedade de outras pessoas, essa região, mesmo com todas as dificuldades impostas por fenômenos climáticos, ela ainda espera que as pessoas reconheçam que ela pode ser o celeiro do Brasil, só precisa de água para produzir no seu solo. O resto os sertanejos sabem o que fazer. A região nordeste do Brasil só precisa de seriedade para com o seu povo.

28 de nov de 2016

O PREÇO DO DESCASO

FOME SEDE E MISÉRIA | Fonte da imagem: Amaude Matos








FOME SEDE E MISÉRIA








       Não é mole e nem muito fácil falar de “sertão”, essa região tão árida e causticante dentro do ecossistema nordestino, que chamamos de “caatinga. Primeiro quando a gente fala de “sertão do nordeste brasileiro”, vemos toda a fragilidade das pessoas que moram dentro dessa sub-região brasileira, pois são pessoas que tem o sofrimento estampado no rosto, isso é em consequência das intermitentes secas que assolam esse local, e segundo, porque essas pessoas são esquecidas pelos poderes públicos. 






       Falar de sertão nordestino na época de secas, é cortar o coração da gente, pois vemos o sofrimento e a privação que esses sertanejos passam, por não poderem dá um pão seco aos seus filhos, e depois, por não terem trabalho para que esses trabalhadores tenham dignidade. Essa sub-região chamada de “sertão”, e que fica no centro do Nordeste brasileiro, é uma sub-região localizada entre o Agreste e o Meio Norte. 






       É a maior das mesorregiões do Nordeste, e fazendo parte de quase todos os estados dessa região brasileira. Tem um clima predominante que é o semiárido, caracterizado pelos longos períodos de seca. Os cursos d’água do sertão são, geralmente, formados por rios temporários, (chamados de intermitentes), com exceção do maior rio do Nordeste, o São Francisco. A vegetação predominante é a Caatinga. Apesar do clima seco e da ausência de cursos d’água em algumas regiões durante alguns períodos do ano, tem no sertão, algumas áreas de terreno úmido, que chamamos de “brejos”. Essas áreas são aproveitadas para agricultura da região. 






       Eles plantam milho e feijão principalmente, mas também existem plantações de cana de açúcar. O problema todo, é que, as secas estão sendo intermitentes, fazendo com que as águas evaporem e sequem os açudes e barreiros dessa região, pois o calor é insuportável, devido à baixa umidade do ar, isso acontece sempre, a temperatura dessa região chega aos 40º com a sensação térmica de pelo menos uns 50º. Então hoje, dentro do sertão Nordestino, a seca está sendo “ avassaladora”, a natureza está sendo implacável com a ação do homem em nosso planeta. Sem água nos reservatórios, tanto para uso animal como uso humano, a tendência dessa água é aumentar os preços nessa sofrida região do sertão, pois vem de caminhão pipa, e aí, quem paga a conta? 






       O pobre sertanejo, já não tem emprego, as vezes vivem de pequenos trabalhos, não ganha o suficiente para sustentar a sua família, e precisa dessa água para poder beber e para o uso doméstico, quem vem socorrer essas pessoas? Pois é, então criticar programas sociais para socorrer essas famílias que estão abaixo da linha de pobreza ou não, é muito fácil, difícil é estar no lugar de cada uma delas, para ver como é duro morar em uma zona árida, sem perspectiva de vida, sem emprego, passando fome, sede e vivendo na miséria. Pois esse é o sertão de hoje aonde vive essas pessoas, que muitas vezes tem que comer até ratos para poderem sobreviver dentro da caatinga causticante, tomando água imprópria para o consumo humano.






        Esse Brasil muitas vezes as pessoas viram as costas para não participarem do problema. Essa região está pedindo socorro, pois de 5 anos para cá, a seca castigou esses sertanejos, e não adianta nenhum meteorologista vir dizer que o próximo ano vai ser chuvoso, vai ter muita água no sertão, vai acabar com a miséria, quisera a Deus que isso  fosse verdade, pois nesses tipos de previsões, as vezes os homens erram, o problema é mais complexo do que imaginamos, não existe infra estrutura dentro do “sertão”, a linha de pobreza dentro das terras semiáridas do Nordeste brasileiro, é um “fato”, isso desde muito tempo, alguns governantes, tentam minimizar com algumas frentes de trabalhos, mas a solução do problema dessa sub-região nordestina, está longe de ser solucionada. 






       Acho até que, para que o sofrimento dessas pessoas venha acabar ou pelo menos amenizar, seria preciso de pelo menos uns 3 invernos bons, para que os reservatórios viessem a encher, para poder solucionar uma parte do problema dessa região. Agora eu pergunto: quem se habilita a solucionar o problema desse povo? Ou será que vai ficar como antes? Quero dizer, como sempre foi. Essa região só é mesmo lembrada de 4 em 4 anos, e esquecida por uma parte da camada mais alta, da nossa própria sociedade. Como disse certa vez um grande comandante: “o litoral deu as costas para o sertão”. De lá até hoje, acho que não mudou nada nessa ideologia. 






       Então Açudes secos, barreiros secos e o povo sertanejo e nordestinos entregues a piedade de Deus. As secas fazem vítimas todos os dias, mas ninguém está nem aí para socorrer essas pessoas. Não obstante, essa região do país vem sofrendo inúmeras dificuldades e prejuízos oriundos de várias grandes seca, dentre as quais destacamos: Pobreza, Miséria, Fome, desnutrição, desemprego e muito mais. Nordestino não quer esmolas, nordestino quer é dignidade, ter trabalho, comida na mesa e estudo para seus filhos.  Hoje andar pelo sertão nordestino é de cortar o coração, em algumas sub-regiões do Nordeste, vemos muitas famílias abaixo da linha de pobreza, e a seca contribui e muito para esse quadro “TENEBROSO” que o homem pode viver. 






       Acho que ninguém pode estar feliz, ou ficar feliz vendo um irmão seu, em uma situação como essa que vemos todos os dias em alguns jornais, mostrando a situação do Nordeste e a seca que assola em seu território. E aí vem a pergunta: A quem se pode recorrer nesses momentos? É cultural? Acho que sim, mas já poderíamos ter a solução. Quando se tem um prato de comida na mesa e estamos alimentados, é bem mais fácil opinar contra os que recebiam o bolsa família, mas quando estamos com fome e com sede, é bem mais complicado falar sobre a “fome dos outros”.  






       O problema é que, a fome não espera, e quando uma criança ou um adulto está sem comer o dia todo, e que vemos o quanto um prato de comida por dia, vale a pena e a vida de um ser humano. A fome mata, a sede mata, o desespero por falta de perspectiva também mata. Muitas pessoas abaixo da linha de pobreza dentro dessa região brasileira, agora não tem o que comer e nem o que beber, pois essas são as consequências que as secas intermitentes, deixam dentro do sertão do Nordeste brasileiro.

3 de nov de 2015

BIOGÁS NA CAATINGA

                                                Fonte da imagem: cassinhomorais
                               
                            

                              BIODIGESTOR

    


           Nessa região linda chamada de Nordeste, como diz o poeta, tendo água, tudo que se planta dá. Portanto a mesma frase poderá acrescentar: O Nordeste tendo tecnologia barateada, tudo pode ser extremamente “Surpreendente”.  Aqui nessa terra bela e abençoada por Deus, tudo é exageradamente lindo e satisfatório. Vamos falar da transformação do esterco de gado em gás, ou seja, “o biogás”. 

      

        Esse combustível nas cozinhas dos sertanejos a custo mínimo, isso se torna uma “maravilha”. Está tendo uma grande repercussão o biodigestor sertanejo, uma tecnologia de convivência com o semiárido, que transforma a produção de gás de cozinha a partir do esterco de gado. Essa tecnologia vai permitir algumas famílias de agricultores sertanejos a serem beneficiadas. 

      

        Essa tecnologia vai reduzir bastante o consumo de lenha e de gás mineral (gás de cozinha), em todo o semiárido, isso se os projetos de financiamento dessa tecnologia sair do papel. A experiência de alguns municípios que já aderiram a essa tecnologia, é de que, a caatinga um bioma exclusivamente Brasileiro está começando a ser preservado nessas regiões a onde esse projeto foi executado em prol das cozinhas desses trabalhadores rurais nordestinos. 

     

        O gás é transformado do biodigestor, que fica nos fundos da casa, e que segue através de um cano embutido para cozinha. Como o biogás a pressão é menor do que o GLP, é preciso adaptações de alguns itens como por exemplo fazer um furo maior para aumentar o orifício do injetor, só assim a intensidade da chama vai ficar maior, isso são os técnicos agrícolas que falam. 

    O custo de um biodigestor fica aproximadamente próximo de dois mil reais, já incluindo mão de obra. Seria muito importante que as prefeituras dessas pequenas cidades do semiárido, investissem nesse magnifico projeto do biodigestor, para beneficiar essa famílias de baixa renda. 

    Principalmente aqueles agricultores que já foram beneficiados com as cisternas. Isso seria bom para a prefeitura porque ia reduzir o índice de poluentes pela queima de madeiras da caatinga, também seria bom para o agricultor porque ia baixar os custos deles, aproveitando o esterco do seu gado e transformando em gás de cozinha. Sendo assim, ia ser bom para todos.






2 de out de 2015

GELO NO SERTÃO DO NORDESTE

                                                                                               
                                         Fonte da imagem: anoticiabomsucessopb  
                                
                                 FENÔMENO QUE MUDA O SERTÃO
   

     Que o sertão vem tendo duros períodos de estiagem, isso já não é novidade para nenhum nordestino e nenhum brasileiro. Sabemos que essa região tão seca e árida, necessita muito de água para ser produtiva e para se tornar uma fonte de emprego e renda para os que moram nela.
     

     Os agricultores que lá moram, alguns costumam cavar poços em suas terras, mas outros que não tem tanta condição financeira assim, ficam a depender das chuvas. Na verdade, todos dependem das chuvas para o plantio em suas terras, seja rico ou não.
     
     As chuvas em algumas cidades dessas regiões nordestinas, dependendo da temperatura que essas regiões estejam tendo, elas vem firme e forte, isso quando o inverno é regular ou bom. Quando o inverno é fraco, geralmente elas são mais brandas, sem relâmpagos e trovões.
     

     Mas em regiões mais quentes e úmidas, quando a época chuvosa chega, aí vemos um inverno mais rigoroso e chuvas com trovões, relâmpagos e ventos fortíssimos. Tem um fenômeno que acontece no sertão nordestino que já aconteceu em algumas cidades de alguns estado dessa região, que são as chuvas de granizo, isso é raro, mais acontece dependendo das convergências climáticas.
   

     Esse fenômeno ocorre quando a chuva se desenvolve de forma muito vertical, e junto com ela, sempre vem a ventania. Também tem a relação da altitude das formações das nuvens, a onde a temperatura é muito baixa, as gotículas são congeladas e caem em forma de cubos de gelo. Isso é dito pelos meteorologistas.
   

      O tamanho das “pedras” aumenta de acordo com a quantidade de água formada na nuvem, e da maior ou menor atividade de movimentação. Na região Nordeste essas pedras não são tão grandes, mas fazem estragos em algumas dessas cidades a onde esse fenômeno acontece. De toda forma, chuva sempre é bem vinda no sertão nordestino, e com isso, a alegria do sertanejo se renova.


13 de ago de 2013

SEMI ÁRIDO NORDESTINO

Fonte da imagem: danielnoblog




A VERDADE NUA E CRUA

        


         O semi árido nordestino é uma das regiões mais secas do Brasil, não é de hoje que essa região é seca e muito sofrida tanto pelos animais que fazem parte da fauna e da flora como pelos habitantes que nela vivem. O sertão nordestino é o contrário do litoral do nordeste. O litoral é a onde existe riquezas e belezas naturais. Já no sertão a seca é o que assola mais o sertanejo. A Seca, é um problema climático, e que gera muitas situações de dificuldades sociais para as pessoas que vivem nessa região. 

         



        A escassez de água, torna-se difícil o desenvolvimento na área de agricultura e a criação de algum animal. Ela também afeta a economia da região, gerando muita fome e assolando a miséria total no sertão do nordeste. Os habitantes são forçados a percorrer quilômetros e mais quilômetros sobre um sol escaldante que chega a uns 40 graus, para pegar água. Na maioria das vezes imprópria para o consumo humano, isso quando acha. O desemprego nessa região inóspita é muito elevado. 

           



       A saída das pessoas que moram no campo para a cidade, é muito grande. Eles querem é fugir da seca o mais rápido que puder em busca de melhores condições. A dependência dessas pessoas com ações pública é muito grande, e na maioria das vezes não funciona. Quem poderia ajudar, as vezes só aparece de 4 em 4 anos, passa os anos entra os anos e as soluções não saem do papel.

            



        O problema do semi árido nordestino infelizmente ainda vai demorar alguns anos para os responsáveis solucionarem o problema. As pessoas devem se conscientizar de que essa região e o povo que vive nela precisam ficar no seu habitat natural, porque quando eles saem para as cidades grandes, a tendência é aparecer mais favelas, mais palafitas e mais miséria. O sertanejo só é feliz e produz mais, quando ele vive na sua região, e lhe dão condições de produzir no campo.













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