, A ARTE DE NEWTON AVELINO

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    26 de dez de 2016

    TURISMO NO SERTÃO

    CÂNION NA CAATINGA | Matraqueando












    CÂNION NA CAATINGA







           A região nordestina é simplesmente diversificada de belezas naturais abençoadas por Deus, sendo menos favorecida pelos fenômenos climáticos como por exemplo, invernos regulares. Para isso, alguns estudiosos tem uma explicação: a ocorrência do El Niño, fenômeno de aquecimento das águas do oceano Pacífico que transforma todo o clima global. 





          Por aqui ele enfraquece a brisa do atlântico sul fazendo, assim, que pouca umidade chegue ao sertão Nordestino. Com isso, essa região é toda afetada, tanto economicamente como socialmente, quase sem infraestrutura em algumas sub-regiões, alguns setores procuram suprir a falta de chuvas com iniciativas dentro do próprio bioma do Nordeste.






          Então, dentro da caatinga, alguns setores públicos ou privados, procuram implantar centros turísticos para gerar emprego e renda dentro dessas regiões, e uma dessas iniciativa é que alguns pontos do rio São Francisco são usados como turísticos e um deles fica dentro do Estado de Sergipe, que é o passeio de catamarã. 





          Esse passeio sai da cidade de Canindé que fica a 200 quilômetros de Aracaju. Depois de meia hora de navegação, os turistas chegam ao imponente cânion do Xingó, com direito a mergulho nas águas verdes e cristalinas do rio São Francisco, o maior rio do Nordeste brasileiro. 





          Uma das opções é você pernoitar na cidade de Canindé e, no dia seguinte, conhecer o município de Piranhas. Essa cidade ficou famosa por ser ela uma das que o cangaceiro Lampião e o seu bando gostavam de acampar depois de suas aventuras dentro da caatinga do nordeste brasileiro.  






           O passeio é feito com escuna ou catamarã e envolve contato com a natureza que é a vegetação típica do semiárido, belas formações rochosas de arenito, grutas, cavernas e pinturas rupestres. Tem uma caminhada que envolve grandes dificuldades e momentos de aventuras, claro que existe acompanhamento de profissionais qualificados. 





         A emoção é imensa só em você pensar que está em trilhas que foram os índios que andaram por elas, já que foram os primeiros habitantes do lugar. Esse lugar só foi possível depois das águas represadas do Rio São Francisco para a construção da Usina Hidrelétrica do Xingó, inaugurada em 1994, na divisa entre os Estados de Alagoas e Sergipe.







           A infraestrutura do lugar é boa e os barcos são bem equipados. Tem banheiro e lanchonete, servem espetinhos de carne frango, bebidas e sorvetes. Depois de 30 minutos de navegação pelo Rio São Francisco, começa a aparecer os primeiros cânions como a Pedra do Galvão, o Morro dos Macacos e a Pedra do Japonês. 





          Destino ainda pouco conhecido dos brasileiros, o Cânion do Xingó é uma das maiores maravilhas naturais dentro da caatinga e é considerado o quinto maior do mundo e o maior navegável, ele possui paredões rochosos esculpidos pelo tempo e clima, e tem mais 60 mil anos. Quando vier ao Nordeste do Brasil, procure conhecer esse lugar, pois é uma maravilha dentro do bioma nordestino que você não encontrará em nenhum canto e, lembre-se, procure sempre um guia credenciado.







    15 de dez de 2016

    FÁBRICA DE SONHOS

    UM DOCE MANJAR | Fonte da imagem: Blog NordestinosPaulistano













    UM DOCE MANJAR 








           Uma das tradições centenárias que o Nordeste brasileiro tem dentro da sua cultura, essa é a indústria canavieira, que alavancou milhares de empregos diretos e indiretos dentro da região Nordeste do Brasil, na época da colonização, a fabricação de produtos feitos dos derivados do açúcar, fez com que essa região na época, se tornasse uma das mais promissoras dentro do Brasil. Vamos falar um pouco dos engenhos de canas de açúcar que fabricavam o mel de engenho, a rapadura a pinga e outros produtos. 






           Antes de tudo devemos saber que a cana de açúcar foi introduzida no Brasil, na época da colonização, mais ou menos, entre o século XVl e o século XVlll. Ele foi a primeira grande riqueza agrícola e industrial do Brasil nessa época e por muito tempo foi a base do econômica no período colonial. A introdução começou pelas capitanias de Pernambuco, Bahia e São Vicente, aonde a capitania de Pernambuco já existia 30 engenhos, a Bahia 18 e São Vicente só dois, isso no ano de 1549. 






           A fabricação desse produto teve início no século XVl, nas Ilhas Canárias, ilhas espanholas do Oceano Atlântico. O produto teve a sua exportação no século XVll em toda a América Espanhola, isso aconteceu na época de toda grande expansão açucareira. Ela originou-se da raspagem das camadas ou crostas de açúcar que ficavam presas ás paredes dos tachos utilizados na fabricação de açúcar. Então vamos falar aqui, de alguns engenhos que até hoje funcionam e que fazem partes da história cultural nordestina. Claro que não são os primeiros engenhos que foram construídos pela colonização, mas são engenhos que com certeza são centenários. 






           Vamos falar do Engenho Amolar. Ele fica na zona rural de Panelas, município do estado de Pernambuco, e fica no Agreste pernambucano, na microrregião do Brejo pernambucano. Fundado no final do século XIX e pertence à família Vilar. No ano de 1950 o senhor José Avilar conhecido por “Dedé Vilar” assumiu o engenho até a década do 1990. Depois de alguns anos o engenho passou a ser administrado pelos filhos e neto. O engenho produz a rapadura imperial. 






           Eles também fabricam o doce Nordestino semanalmente, e também existe nesse engenho, o passeio ecológico na mata da região. Eles também fabricam rapadura em tabletes miniatura e o mel de engenho, um dos mais saborosos da região. À produção dos seus produtos vão para quase toda a região nordestina e para São Paulo. Esse engenho faz parte da história turística de Panelas, pois é mais um espaço para o visitante conhecer no interior pernambucano. 






           O equipamento utilizado nesse engenho para a fabricação da rapadura ainda é o mesmo usado no início da construção do mesmo. Muitos outros engenhos dentro da região Nordeste, são engenhos que são de famílias tradicionais na fabricação de produtos derivados do açúcar e que funcionam a moda antiga, meio artesanal, então na cultura canavieira Nordestina, ainda existe e ainda está muito conservada essa cultura centenária. Vindo ao Nordeste brasileiro, procure conhecer essa cultura e procure experimentar os genuínos produtos feitos dos derivados da cana. O alfenim é um dos mais deliciosos produtos fabricados dentro desses engenhos artesanais, a rapadura conhecida como “batida” e o mel de engenho com farinha. Então venha conhecer a cultura Nordestina.







    TRADIÇÃO DO SERTÃO

    INFLUÊNCIA EUROPEIA | Fonte da imagem: youtube












    INFLUÊNCIA EUROPEIA








           A criação de animais e aves domésticas no Nordeste brasileiro é muito comum, desde os séculos passados, ou seja, desde o Brasil colônia. É muito comum, no sertão nordestino, ou mesmo em qualquer outra sub-região do Nordeste brasileiro, sempre vamos encontrar criações de galinha caipira, nos sítios e fazendas dessa região. A galinha caipira é criada de acordo com as possibilidades de cada um desses agricultores, mas tem uma tradição nessa região, que no mínimo é intrigante. Vamos falar aqui, do capão, é como se chama um frango caipira que eles criam por lá. 






          O capão nada mais é do que um frango castrado quando é pequeno, e que tem pelo menos uns 3 meses de vida, sendo alimentado à base de milho e comida caseira, para depois ser consumido entre 6 a 8 meses. Nesse meio tempo, com esse frango sendo sevado a base de milho e comida caseira, é claro que ele aumenta de peso, e seu nível de gordura aumenta sensivelmente. Essas aves passam a comer mais do que o habitual, e a sua carne termina sendo mais saborosa do que a carne de um frango comum. Geralmente esses frangos são sevados para serem consumidos na época do Natal. 






           As regiões da Itália e de Portugal, eles ainda mantem essa tradição, a Espanha também mantém essa tradição. Depois que o capão é abatido, limpa-se a ave com água corrente e depois coloca-se ele dentro de uma panela média que dê para o frango ficar tomando o tempero. Primeiro tempere o mesmo, com sumo de laranja, vinho, alho sal e pimenta. Para que o tempero penetre é preciso picar a carne da ave, com um garfo ou com a ponta de uma faca serra.  






           Todo esse tempero, tem que ser feito na véspera de Natal, ou seja, um dia antes da ceia de Natal, só assim, o capão pega mais tempero e fica com um sabor bem especial. Ingredientes, para rechear o frango é preciso de miúdos, 200 ml de pinga, 1 dente de alho amassado, cebola picadinha, pimenta do reino a gosto. Para rechear o mesmo é preciso de miúdos, 250 gramas de manteiga ou margarina, 1 dente de alho picado, toucinho, 1 pimentão picado, 2 tomates picados, 100 gramas de castanha de caju, cebola picada, uvas passas sem cimentes, 150 g de farinha de milho. 






           Depois que fizer essa farofa com todos esses ingredientes coloque dentro do frango e costure.  Depois que tudo isso estiver feito, então pincele o capão com a manteiga ou margarina, colocando o mesmo em uma bandeja, depois leve ao fogo que esteja já pré-aquecido a 200 C. Então deixe assar por cerca de uma hora. De vez enquanto tem que regar o mesmo com o molho que se forma na forma. Esse procedimento é necessário para que o capão não fique ressecado. 






           Esse é um prato muito tradicional no sertão do Nordeste brasileiro, mesmo não tendo a mesma tradição que tinha nos anos 1970, ainda é muito presente na cultura sertaneja, principalmente na época de natal. O consumo de peru na ceia do nordestino na época de natal, também é outro prato que os sertanejos gostam de fazer, mas aí é outra história.















    8 de dez de 2016

    PARAÍSO PERNAMBUCANO

    PORTO RICO | Fonte da imagem: viajantesaprendizes












    PORTO RICO 







           O litoral do Nordeste brasileiro, é um dos, mais atraentes dentro do território nacional. Com isso não queremos dizer aqui, que, só nessa região brasileira é que tem praias belas, isso não, mas realmente é um lugar maravilhoso e reconhecido por todos, como o caribe brasileiro. O Nordeste é tudo isso e um pouco mais. Essa é uma das regiões mais apreciadas pelos turistas, tantos os nacionais quanto os internacionais.






            Primeiro ponto é que, nessa região, além de ter uma logística ótima, também tem outro ponto que fica a seu favor, que é a temperatura dessa região. O Nordeste brasileiro tem temperaturas que ficam, entre 25º C e 35º C durante o ano todo. O litoral da região do Nordeste brasileiro, é daquele que tem atrativos tanto naturais, como os de natureza humana. Falar de Turismo dentro do Brasil, é falar de Nordeste. 






           Essa região tem lugares maravilhosos. As praias nordestinas, são praias de águas mornas ou frias, depende muito de uma praia para outra. O visual deslumbra qualquer turista, pois os coqueirais desses cartões postais que existem aqui, são de encher os olhos de qualquer visitante. Alguma dessas praias ainda são virgens, ou quase virgens. As praias urbanas e outras mais afastadas dos centros urbanos são belíssimas também, e tem uma infraestrutura melhor, mas existem praias mais afastadas dos centros, que também são belíssimas e que tem uma infraestrutura razoável. 






         Algumas dessas praias, são próprias para esportes náuticos e que tem cenários paradisíacos, o cardápio e a infraestrutura de alguns desses locais, são a base de mariscos, e que tem bons hotéis, pousadas e albergues dependendo da praia em que você deseja escolher. 






           Então vemos que as praias nordestinas têm todos os atrativos que o turista quer e pode ver. Hoje vamos falar de uma linda praia nordestina, que fica no estado de Pernambuco. Vamos falar de Porte de Galinhas. Ela fica localizada no município de Ipojuca. 






            A região possui muitas piscinas naturais de águas claras e mornas formadas entre corais, além de estuários, mangues, areia branca e coqueirais. Porto de Galinhas antigamente tinha o nome de Porto Rico por causa da extração de Pau Brasil. Escravos chegavam ao local, escondidos, já que vinham contrabandeados para serem vendidos. Eles vinham embaixo de engradados de galinhas de Angola. Quando eles chegavam perto da areia, anunciavam: “tem galinha nova no Porto”. Foi dessa maneira que surgiu o nome atual da localidade. 






           Embora a praia de Porto de Galinhas seja a mais famosa do município de Ipojuca, à região têm muitas opções que agradam aos turistas, seja ele que venha em busca de sossego e contemplação, ou os apreciadores de esportes náuticos e da natureza selvagem que existe nesse local maravilhoso feito por Deus. São 18 KM de praia, de Camboa ao Pontal de Maracaípe, com areias brancas, coqueirais e mar de água cristalinas e mornas, com uma temperatura que beira aos 28º C. 






        Isso encanta o turista que procura praias lindas e calmas que tenham uma boa infraestrutura. Esse lugar antigamente era habitado pelos índios Caetés. Essa praia está localizada a 60 KM do Recife. Para chegar a Porto de Galinhas, saindo do Recife a capital do estado de Pernambuco, você pega a BR – 101 depois pega a PE - 60 depois a PE - 38 e depois a PE - 09, pronto, você estará em Porto de Galinhas, litoral sul de Pernambuco. Indo a Recife, procure conhecer essa linda praia, e procure um guia de turismo autorizado, ele poderá te ajudar nas escolhas de suas férias.


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    ATIVIDADE EXTRATIVISTA

    MULHERES DO BABAÇU | Fonte da imagem: Overmundo












    MULHERES DO BABAÇU









           O estado do Maranhão é um dos estados do Nordeste brasileiro que tem um potencial econômico muito grande. Nesse estado, foram desenvolvidos grandes projetos, nas quais alavancou a economia maranhense. Esses projetos geraram muitos empregos e renda, e transformou esse estado em um grande exportador. São projetos de criação de gado, plantação de arroz e soja e também a produção de ferro que vem de Carajás no estado do Norte, o Pará. 






           Hoje a economia forte do estado do Maranhão é a agricultura. Como existe a nossa mata atlântica, que fica no litoral nordestino, também existe a “mata de cocais”, que é uma zona de transição entre as florestas úmidas da bacia amazônica e as terras semiáridas do Nordeste. O babaçu é uma das mais importantes palmeiras brasileiras. Ela pode chegar até 20 metros de altura, tem uma folha com 8 m de comprimento, tem flores creme-amareladas em longos cachos. 






           Os frutos dessa palmeira são ovais alongados, que tem coloração castanha. Eles surgem de agosto a janeiro. No estado maranhense, o babaçu ainda é uma grande fonte de emprego e renda para as famílias de classe baixa. O principal produto extraído do coco babaçu, são as amêndoas, que possui o maior valor industrial, elas estão dentro do seu fruto. A extração das amêndoas é manual, em sistema caseiro e tradicional de subsistência. 






           Um dia de trabalho das quebradeiras de coco babaçu, lhe dá um valor muito baixo, quase irrisório. Esse trabalho é um trabalho muito cansativo e que tem uma remuneração muito baixa. Sem falar que, nos dias de hoje, devido as constantes queimadas e derrubadas dessa palmeira nativa, elas se tornaram vítimas desse tipo de procedimento na agricultura e na pecuária dessa região. As quebradeiras se mobilizaram e iniciaram uma luta para terem o babaçu livre, pois muitos desses pecuaristas, construíram cercas em torno das áreas de incidência dessa palmeira, impedindo assim que, a coleta desse coco fosse feita. 






          Sendo assim, eles usariam essa forma como um meio de impedir a livre circulação das quebradeiras em suas terras. As mulheres que quebram o coco babaçu, tem como fonte de renda a extração dos caroços de coco, pois eles servem para fazer sabão, leite, azeite e carvão, e da casca ainda é retirada um pó que é feito uma espécie de farinha nutricional, que serve para fazer mingau para crianças desnutridas. Na verdade, o babaçu é conhecido como o ouro maranhense. 






            O projeto de lei nº 001/2012 tem por fim reverter o atual quadro de devastação dessa palmeira, e instituir uma política de proteção e preservação dos babaçuais e das famílias que dele dependem. Esse projeto também proibi a derrubada dessas árvores, e garantir o livre acesso das quebradeiras de coco, assim estimular a cadeia produtiva do babaçu. 






            Todos que participaram dessa atitude de preservação e da continuidade dessa cultura tão antiga, na região dos cocais de babaçus do estado do maranhão, estão de parabéns, pois com isso, eles preservam a cultura popular dessas pessoas, e ainda fazem com que elas, gerem emprego e renda para as suas famílias. As quebradeiras de coco babaçu, constituem em um conjunto de mulheres, identificadas por uma forma de trabalho comum a coleta do coco babaçu e atividades correlatas de beneficiamento do fruto. Essas pessoas são trabalhadores rurais nativos do estado do Maranhão.





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