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31 de mar de 2016

PESCARIA EM AÇUDES DO NORDESTE

TRATANDO PEIXES
Fonte da imagem: blogdoveras






TRATANDO PEIXES





      O sertão nordestino é um dos lugares do mundo aonde as pessoas para viverem nele, tem que, em primeiro lugar ter coragem e perseverança, pois não é brincadeira morar nessa região quando ela passa por períodos de estiagens prolongadas. Os habitantes desse pedaço de chão nordestino tão lindo e abençoado por Deus, em épocas de secas eles ficam em uma área de perigo constante pois, se você se aventurar em querer atravessa-lo ou desbrava-lo sem conhecer o terreno aonde está pisando, corre um sério risco de se machucar feio, pois o sertão é uma região linda e próspera quando chove, mas na seca, ele também pode ser implacável com as pessoas. 





      As pessoas que lá vivem, são pessoas simples e humildes que sempre estão prontas para te ajudar e deixar você a vontade. Elas nasceram e cresceram nesse pedaço de chão nordestino, são chamadas de “sertanejos”. Eu sou neto de sertanejo e tenho muito orgulho disso, do nosso povo. Pois bem, o semiárido nordestino é implacável com as pessoas, com os animais e com a própria caatinga, bioma único no mundo. Aqui podemos sintetizar mais ou menos uma imagem do lugar a onde eles vivem. É uma região árida com imensas dificuldades, mas que eles conseguem tirar o seu sustento. 





       Sua principal atividade é agricultura e pecuária, não tem outra, mas com o avanço de tecnologias e da globalização, o sertanejo procura se adaptar em outros tipos de trabalhos, isso na atual conjuntura dos novos tempos. Em algumas cidades, eles procuram firmar novos horizontes para suprir a seca quando bate à sua porte, e portanto se qualificando na indústria de roupas, bonés e redes. Voltando a adaptação do sertanejo com seu pedacinho de terra dentro da caatinga, primeira providência é encontrar água no subsolo para que ele tenha esse líquido precioso para consumo próprio e para o consumo dos seus animais domésticos. 





       Na maioria das vezes eles conseguem fazer alguns barreiros que é um tipo de açude pequeno, ou dependendo da geografia da região, a natureza trata de acumular água do inverno em alguns terrenos que podem acumular essa água represada. Em alguns outros casos, eles procuram fazer cacimbas para poderem ter água o ano todo. Bem, alguns desses pequenos açudes eles procuram povoar com peixes da espécie tilápia pertencente à subfamília Pseudocrenilabrinae. Esse é um peixe oriundo da África, mas que foi introduzido na américa do sul, américa do norte e em alguns outros países. 





       O seu manejo é fácil e bem prático para a criação dele. O bom disso tudo, é que a criação desses peixes em açudes no meio do sertão nordestino, é mais uma fonte de renda, proteínas para associar as suas refeições tais como: feijão e arroz ou cuscuz e outras. Pois bem, o criatório desses peixes nos açudes tanto é bom para a mesa dessas pessoas, como uma forma de lazer para elas praticarem aos domingos ou em qualquer outro dia. A pescaria de tarrafa ou de malha (rede de nylon), é muito tradicional no sertão brasileiro. 





       As pessoas quando vão pescar, elas se unem em sistema de mutirão, cada uma tem uma função, uns vão armam as redes, outros vão tratar os peixes depois de pescado, outros preparam o fogo para cozinhar esses pescados, outros já preparam os temperos e por aí vai. É bem tradicional isso aí. A despesca desses peixes chega a ser de meia noite, pois não se pode deixar o pescado enganchado nas redes durante muito tempo dentro do açude, pois não presta, o peixe tem que estar fresco para poder ser consumido. 





       Na pescaria de tarrafa, também feita com malha (rede de nylon e com chumbadas), mas já é um pouco diferente, isso faz com que na hora do arremesso a malha se abra e as chumbadas tratam de afundar a rede. Nesse caso, os peixes são tirado na hora que o pescador traz a rede para fora da água, e aí algumas pessoas ajudam a ele à tirar os peixes da tarrafa. O bom disso tudo é que além de ser uma forma de lazer, você faz aquela farra, come peixe com os amigos e ainda divide alguns outro peixes com quem foi para a pescaria. Como a gente ver, as pessoas moram nesse lugar maravilhoso, com várias adversidades, mas que no fundo, todos amam em morar nessa terra. Terra que Deus abençoou.







A CAPITAL DO JEANS NO NORDESTE

TORITAMA






TORITAMA





       O nordeste brasileiro é mesmo surpreendente para quem não o conhece pois para quem já o conhece, não é tão surpreendente assim. Aonde jamais poderíamos imaginar que ele fosse florescer, aí é que ele floresce. Em pleno agreste pernambucano, a força da geração de emprego e renda está visível através da movimentação das pessoas na cidade de Toritama. Bem, eu vou explicar o que acontece nessa cidadezinha nordestina.





         Como solo dessa região não tem um rio perene e também não tem pequenos açudes para que se invistam nele, a população dessa cidade foi forçada a buscar um meio de sobrevivência para que gerasse emprego e renda para todos que ali moram. Sendo assim, eles optaram em começar o ramo calçadista na região, inicialmente foi isso, então depois de alguns anos, isso fez dessa região, um polo produtor calçadista em destaque durante a década de 1970. 





       Anos mais tarde, essa atividade declinou-se em decorrência do aumento da concorrência da indústria de grandes calçadistas, isso fez o setor dessa região entrar no vermelho e pouco tempo depois, fechar as fábricas ali instaladas. Mais uma vez, a população teve que procurar outra forma de trabalho. Como não poderiam entrar no setor de pecuária e agrícola, optaram pela fabricação de Jeans industrial, começando com retalhos.






       A atividade proliferou no agreste pernambucano rapidamente, sendo que 15% das confecções feitas por jeans produzidas no Brasil, vem de Toritama. Veja que nesse relato do começo desse texto, a gente nota que o nordestino não desanima nunca, ele coloca um negócio, não deu certo, parte para outro, e assim sucessivamente até conseguir o sucesso desejado. Cidades das várias regiões do nordeste, realmente não existe emprego, a não ser na agricultura ou pecuária, isso quando existe uma terra fértil, mas a maioria são cidades que precisam de investimentos para crescer e foi isso que aconteceu com Toritama. 





       No parque das Feiras, fica concentrado o comércio da cidade e a maioria das lojas de roupas. A sua área é dividida em boxes e lojas, possuindo unidades de restaurantes e lanchonetes em seu complexo. O seu estacionamento comporta 2.000 veículos. Inaugurado em 2001 aoo todo são 1.518 boxes. A capital do Jeans é realmente surpreendente, mostra para o Brasil que a força do nordeste é impressionante, em uma cidadezinha do interior pernambucano gera emprego e renda e faz crescer a sua economia junto com a economia do nordeste e do Brasil. Essa cidade tem uma população de mais de 37 mil habitantes. 





       Ela fica aproximadamente 140 KM do Recife a capital do estado de Pernambuco. A sua história não é diferente de algumas outras cidades da região nordeste não, basicamente começam como povoados em terras de antigas fazendas de gado e que com o passar dos anos se transformam em pequenas cidades e vão crescendo economicamente ao seu modo e aos costumes das pessoas que ali vivem. Ela foi elevada à categoria de cidade em 29 de dezembro de 1953. 





       Os produtos de vestuário que são vendidos nessa cidade nordestina, são de excelente qualidade e com preço baixo. A cidade de Toritama atrai consumidores de todo o Brasil para comprar o seu jeans que é fabricado na própria cidade para a revenda. Sendo assim, vemos que esse nosso nordeste é lindo demais e, quando produz, ele produz para todos. É isso galera, viva Toritama, viva o nordeste e viva o Brasil.

















28 de mar de 2016

VINÍFERO

                                   
                                                         Fonte da imagem: quersaberpolitica





                                                       

                                                        

                                   COLHEITA DA UVA







       Falar das riquezas do nordeste brasileiro é fácil, pois vemos o quanto essa região produz e exporta os seus produtos. O nordeste para alguns, ainda tem aquele estigma social de que isso aqui é só fome e seca, e que a pobreza predomina. Felizmente isso hoje, é um equívoco. Não posso dizer que no nordeste do Brasil não tenha pobreza, claro que tem, mas não como antes, sei também que em todo quanto existe pobreza e miséria, mesmo nas maiores nações desse nosso mundo. 





         O importante é que o nordeste nesses últimos 12 anos, cresceu mais do que nos últimos 500 anos do descobrimento do Brasil, e isso trouxe mais dignidade para as pessoas mais simples e humildes dessa região. Vemos também que em algumas cidades a onde esse índice melhorou, foi porque teve algum tipo de investimento e de incentivo, começaram então, aparecer empresas em algumas dessas regiões atraídas por esses incentivos. Bom, vamos falar das riquezas do sertão nordestino aonde contribui e muito para a economia tanto do nordeste quanto do Brasil. Hoje a onde muitos acham impossível nascer algum tipo de vegetação, estão algumas das maiores e melhores vinícolas do sertão de Pernambuco. 






     Elas são as melhores e mais avançadas vitivinícolas do Brasil, estão justamente em uma das regiões mais secas do Brasil. É do vale do São Francisco, em Pernambuco que saem os melhores vinho, espumantes e sucos de uva do país e do mundo, graças a vários projetos e empresas que lá foram instaladas, graças a Deus isso foi possível nessa região. Essa área chega a produzir quase três safras por ano, sendo a segunda na produção de vinhos finos no Brasil, a partir de uvas vítis viníferas, também conhecidas como europeias. 





       Essa é a única região do mundo que produz vinho o ano todo. A safra anual brasileira desse tipo de vinho, fica em mais ou menos 40 milhões de litros, desses 40 milhões, 7 milhões são da região. Isso equivale a 15% da produção nacional. Não é só na cidade de Petrolina e nem na cidade de Juazeiro que as pessoas podem apreciar um bom vinho fabricado no sertão com uvas sendo irrigadas pelas águas do Velho Chico. No município de Lagoa Grande, em Pernambuco, aonde as principais atividades econômicas e fontes de renda são os cultivos de uvas, e também a produção de vinho, lá eles também tem o privilégio de apreciar o mesmo vinho. 






       O vale do São Francisco, é responsável por 99% de uva de mesa exportada para o resto do Brasil. As vinícolas do vale, são responsáveis por empregar mais ou menos 30 mil pessoas, isso na vinícola pernambucana/baiana. Interessante nisso tudo, é que uma coisa puxa a outra, o turismo do vinho tem cada vez mais tomando corpo nos locais a onde esses projetos se instalam. A começa pelo um agradável passeio pelo rio São Francisco, passando pela barragem de Sobradinho na Bahia, até chegar nas terras irrigadas das vinhas que fazem os vinhos conhecidos internacionalmente. 






      O vale do São Francisco também se transformou em um polo de desenvolvimento tecnológico da fruticultura irrigada, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), por meio de sua unidade descentralizada, a Embrapa Uva e Vinho, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Como vemos, é de suma importância a participação do governo federal nos pequenos, médios e grandes projetos do Brasil. 






    Vemos que essa região do nordeste, é só uma de milhares de outras que já estão no cenário nacional e internacional e outras que poderão aparecer com a transposição do rio São Francisco, cortando o sertão nordestino e levando água, esse líquido tão precioso para os sertanejos plantarem e mostrarem a força que tem o sertão nordestino, tanto na agricultura e em outras vertentes econômicas da região. Para quem acha que o nordeste ainda tem aquele estigma social e econômico do século passado, é melhor procurar ler mais sobre a história contemporânea do nordeste brasileiro. Procure conhecer mais o nordeste brasileiro e procure ler mais sobre essa região do Brasil, pois com essa crise mundial ela ainda produz muita coisa, tanto para o mercado interno quanto pra o mercado externo.





27 de mar de 2016

FOLCLORE MARANHENSE

                        


                                           `                

                                    


                                           DANÇA O CACURIÁ




    As diversas danças e músicas dentro do folclore nordestino nos enche de orgulho em saber que esse povo tem uma região com uma cultura extremamente rica do ponto de vista cultural e social desse país chamado Brasil. Isso sem falar nas artes plásticas, na sétima arte, na poesia, performance, nas intervenções urbanas ou em qualquer outro tipo de suporte. 




     O nordeste brasileiro eu costumo dizer que além de ser o celeiro do brasil na agricultura, somos o celeiro cultural do Brasil também. Então para onde formos, vemos um cenário de grandes artistas e de grandes festas folclóricas dentro dessa região brasileira. Isso vemos com muita satisfação, porque a cultura nordestina além de preservar algumas vertentes mais tradicionais, também a nota-se que algumas outras vão sendo renovadas e adaptadas mas mantendo a antiga tradição. Pois sabemos que, o tradicional pode muito bem andar junto com o moderno.





     Vamos falar hoje de um estado nordestino que tem um folclore marcado por uma grande adversidade de danças. São tantas que vou citar algumas aqui: bumba meu boi que é a mais conhecida, tem o tambor de crioula, tambor de mina, também tem o cacuriá e mais algumas outras. São danças populares do folclore maranhense, que só aparecem nas épocas juninas. Então, dentre algumas que eu já citei, vamos falar da dança “o cacuriá “. 





       Típica do nordeste, mas que é genuinamente maranhense, surgiu do final da Festa do Divino Espirito Santo, após a chamada derrubada do mastro, as caixeiras e os brincantes aproveitavam para nesse momento se divertirem já que nos dias de festas eles não podiam. Após tocarem e dançarem o carimbó de caixas, ou baile de caixas, tendo na coreografia do bailado dos corpos dos brincantes, foi aonde o cacuriá nasceu. Isso nos anos 1970.






          Esta dança típica representa parte do folclore do Maranhão e é muito vista nos festejos juninos maranhense. Essa é uma dança de roda animada por instrumentos de percussão que são pequenos tambores e animada por um cantador ou cantadora cujos versos de improviso são respondidos por um coro formado pelos brincantes. Então, vemos que em todo nordeste a cultura é muito rica, com vertentes diferenciadas de um lugar para outro mas que, de algum modo, também existem vertentes que se equivalem de um estado para outro. E assim vai caminhando a cultura nordestina do Brasil dando um exemplo de organização cultural popular para as novas gerações que vão surgindo.




                                                                

26 de mar de 2016

ALEGRIA DE SERTANEJO

SEMEANDO AS TERRAS DO NORDESTE | Fonte da imagem: cantuemfoco


                                                                      



                           


                                               SEMEANDO AS TERRAS DO NORDESTE




      O sertão nordestino tem um dos biomas mais lindos de se ver, e ao mesmo tempo, ele é único, só existe no sertão brasileiro. A caatinga é uma formação vegetal que encontramos no semiárido nordestino, e que tem como principal dificuldade, as ondulações do terreno arenoso junto com a sua fauna e flora. 





     Para quem deseja se aventurar em algum tipo de prática de turismo ecológico ou até mesmo fazer pesquisas, o bom é adentrar de mato adentro junto com alguém que conheça imensamente a região, pois esse bioma se torna muito traiçoeiro no que se refere as trilhas e estradas, pois a região além de ser muito seca a temperatura é impiedosa.






      A área da caatinga é de pelo menos 850.000 KM², tem cerca de 10% do território nacional, e está presente nos estados da: Bahia, Paraíba, Piauí, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Sergipe e uma parte de Minas Gerais. A fauna é muito rica, existem centenas de espécies e entre algumas estão o: Gambá, cutia, preá, arara azul, sagui-de-tufos-brancos-sapo-cururu, pica-pau da caatinga e outros. Esse bioma é um dos mais fragilizados do Brasil, pois o mau uso da terra leva ao terreno arenoso ficar desertificado. A caatinga tem diversos tipos de vegetação adaptada ao tipo de solo e a disponibilidade de água.






     O grande latifundiário é uma das preocupações para que essa região venha se recuperar, pois quando ele vem, traz junto o desmatamento para formar pastagens e implantar industrias, e aí vem junto a exploração irregular de recursos hídricos, combustíveis fosseis e outras coisas, sendo assim, essa região se torna muito vulnerável. 





      Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem nos 800.000 KM² da caatinga, eles nem sempre podem contar com chuvas regulares.  Quando nessa região não chove, o homem do sertão e sua família sofrem muito e as vezes alguns deles, saem para não outras regiões a procura de sobreviver. Esse bioma já foi alterado pelo o homem em 80% da sua cobertura original, ele atualmente só tem 1% de sua área protegida em 36 unidades de conservação, que permitem a exploração de recursos naturais.






      Pelos estudos mais aprofundados vemos que as tentativas de impulsionar o desenvolvimento nas regiões do bioma são vistas desde a época imperial. Com pouco volume pluviométrico nas regiões, isso faz com que o solo da caatinga torne-se fraco e impróprio para o plantio. Geralmente algumas família da região são sustentadas pelo comércio. 





    O mais incrível disso tudo, é que apesar das grandes estiagens na região da caatinga, a gente ver a transformação do bioma quando a chuva chega, tudo passa do cinza e se torna verde em poucos dias, a floresta branca da caatinga se transforma e passa a ser verde, isso é o show que a natureza dá para nós. O sertão nordestino é lindo mesmo, tem seus mistérios, suas transformações e suas riquezas. 





     Quem mora nessa região, sente-se feliz ao ver o tempo nublado e com bastante chuvas, só assim, é que a gente ver o sertanejo alegre e com disposição para plantar na sua terra, terra abençoada que Deus lhe deu. Chuva no sertão, é ouro que Deus dá para o homem. Sertão nordestino com chuva ou sem chuva, é coisa linda para todos nós vermos.





24 de mar de 2016

SEM CRISE








HOTELARIA DO NORDESTE EM ALTA




      O nordeste brasileiro alguns amam e outros nem tanto, mas os que falam mal do nordeste brasileiro por incrível que pareça terminam vindo conhecer essa terra maravilhosa e abençoada por Deus e terminam se apaixonando por toda essa beleza. Não é de agora que que falo que uma das melhores saídas para a crise está no setor hoteleiro. Eu não estou falando nada demais, estou apenas dizendo o que todos já sabem. 





       Porém é preciso investir mais no turismo brasileiro como um todo, e em especial no turismo da região do nordeste do Brasil. Aqui tem belos hotéis de tudo que é estrela que você possa imaginar, tem um ótimo cardápio, de nível internacional, tem uma boa logística, com aeroportos internacionais e tem a simpatia do povo nordestino.






      De Pipa a Tibau do Norte no estado do Rio Grande do Norte, hotéis e pousadas com 80% dos seus leitos ocupados. Já me falaram uma certa vez que estamos em uma crise, não só no Brasil, mas mundial. Posso te falar com toda franqueza, se existe essa tal crise, parece que passou muito longe do setor hoteleiro do Nordeste Brasileiro. 





   Então vemos um cenário que desafia todos os prognósticos, dos mais pessimistas possíveis, do sistema financeiro. Nesse feriado prolongando da Semana Santa e o Dia de Tiradentes, juntando com realizações de vários eventos do interior do estado, foi o somatório dos bons resultados para a hotelaria potiguar. Vemos também que no caso de Pipa no Rio Grande do Norte, a ocupação hoteleira chegou aos 100%.






     O segredo desse hotéis e pousadas do nordeste brasileiro é vender os pacotes com preços convidativos dias e até meses antes das datas comemorativas, isso faz com que tanto os nativos quanto os turistas de outras cidades do Brasil e até do exterior, venham conhecer as terras e as praias maravilhosas do nordeste. Sabemos que o outro atrativo são as comidas típicas da região, com seus sabores picantes e seus aromas, isso faz com que os turistas se deliciem com a comida regional. 





     Um outro fator que é bem convincente são as belas praias que o nordeste brasileiro tem. Elas tem cenário de cinema, com lindos coqueirais e belas dunas, com passeios de buggy e passeios de barco, com animação nas festas noturnas das cidades nordestinas e com a alegria muitas vezes caribenha que o povo nordestino tem.






      Além dos hotéis da orla nordestina, ainda pode-se encontrar hotéis fazendas, esses mais para relaxar no campo e que te convida para fazer várias práticas de turismo ecológico. Pois bem, antes de encerrarmos, podemos dizer que esses hotéis são classificados por estrelas, e é quase praxe, eles divulgarem em suas propaganda, a classificação do hotel, a cozinha se é internacional ou não, enfim, mostram tudo que podem oferecer, e por quanto sai o pacote de viagens. Sendo assim, vejo que se existe crise, passou e passou muito longe da rede hoteleira do Nordeste brasileiro. Antes de sair para conhece outro pais, venha e conheça o nordeste, você pode se surpreender.











MATANDO A FOME DOS BRASILEIROS








TABULEIROS DE RUSSAS






      Quando eu costumo dizer que tendo água no nordeste de tudo que se plantar, dá, isso não é um mérito meu, pois essa frase além de não ser minha, ela é bem mais velha do que todos nós. Pois, até um leigo nos assuntos de agricultura sabe que isso é perfeitamente normal. Não só no nordeste mais em qualquer parte do mundo. Acontece que são poucos os que fazem alguma coisa pelo sertão nordestino e outras áreas. Acho eu, que essa região ficou à mercê de águas de pequenos e médios açudes, já há bastante tempo. 





      Digo isso porque além dos carros pipas terem que tirar água dos açudes para socorrer outras populações nordestinas ainda tem o sol e a temperatura que evapora toda a água dos reservatórios nordestinos. Aqui tem terra rica e fértil que pode-se plantar em áreas com rotação de culturas, isso enriquece a terra. 





     Também vemos que um projeto gigantesco como esse, gera emprego, renda e ainda agrega as pessoas no econômico, cultural e social. Pois bem, vamos falar um pouco do projeto de irrigação Tabuleiro de Russas, que fica no estado do Ceará.






        Ele abrange terras dos municípios de Morada Nova, Russas e Limoeiro do Norte. Nesse projeto, são usados sistema de irrigação por microaspersão e gotejamento e ainda conta com água dos açudes Banabuiú e o Castanhão. Esse projeto gera receita acima de mais de R$ 80.000.000, com venda de produtos animal e vegetal. 





     Podemos dizer que ele é gerenciado pelo Distrito de irrigação (Distar), tem uma área cultivada em torno de mais ou menos 5.758,88 hectares, esse projeto é o maior do estado do Ceará. O projeto é cultivado por cinco produtores rurais, e entre alguns cultivos desse projeto, foi introduzido o plantio de uvas. Isso prova que no sertão ou em outra parte do nordeste brasileiro, tendo água, o que se planta dá, pois no sertão pernambucano, em plena Petrolina isso não é novidade nenhuma pois lá o projeto tem uma diversidade de frutas tais como: plantação de coco, uva, manga e outros.






      Em um primeira etapa, o DNOCS implantou 10.765,72 hectares de áreas irrigadas, isso no perímetro Tabuleiro de Russas, que é o maior do Ceará, que fica nas cidades de Morada Nova, Limoeiro do Norte e Russas. Já na segunda etapa do projeto as obras de infraestruturas foram concluídas, elas tem mais de 3.157 hectares de área irrigada na cidade de Russas a ser licitada para produtores. 





      Essa obra é financiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Vemos então, que isso é um marco na economia do nordeste. O que acontece hoje, é que a oportunidade de crescimento e renda para o homem do campo, ficou mais fácil com o auxílio de créditos e insumos mais fáceis, e isso é uma grandiosidade para quem está no campo atrás de plantar. Tendo água e incentivo por parte do governo federal, o nordeste cresce no campo e na cidade, pois a produção vai crescer junto. A inclusão social também vem atrelada a tudo isso.








CICLO JUNINO



BANDA DE PÍFANOS | Fonte da Imagem: armorialbrasileiro






BANDA DE PÍFANOS




    O ciclo junino é uma data bem forte na região nordeste e em todo Brasil a época junina é comemorada, mas a região brasileira que tem a maior concentração de turistas para ver essa festa ainda é o Nordeste Brasileiro. Nessa época, o nordeste gera milhares e milhares de empregos diretos e indiretos, aquecendo assim a economia dessa região maravilhosa e abençoada por Deus.





      Costuma-se dizer que o nordestino é um fervoroso devoto dos três santos da igreja católica, Santo Antônio, São João e São Pedro. Então, seja por isso que essa festa é muito comemorada nessa região, fazendo assim uma das datas mais comemorativas do calendário de festas brasileiras. Sabemos também que o carnaval e as festas Juninas são talvez as mais festejadas pelos nordestinos. 





      Então vemos que nessa época de festejos juninos no Brasil e especialmente no nordeste brasileiro, as pessoas já começam um mês antes da data oficial, a prepararem e organizarem os festejos, pois a nossa cultura fica renovando, reinventando algumas dessas festas, o pior que não temos muito a preocupação de preservarmos o “tradicional”, como a globalização e a modernidade está  entranhadas nas nossas vidas, na maioria das vezes partimos para o “moderno” nos esquecendo de preservamos o “tradicional”.






       Pois bem, precisamos renovar tudo e mais um pouco dentro dos nossos conceitos e nos nossos sonhos de realizarmos algo novo, como uma obra nova, uma ideia nova, ou um conceito novo, uma visão de vida que nos mostre algo diferente, mas sem nos esquecermos do “tradicional” de onde tudo começou. Isso pode ser nas artes em qualquer suporte, ou pode ser nas suas convicções, o importante é sermos flexíveis olhando o passado como começamos mais sem deixar de olhar no futuro sem esquecer o passado.






     Mas enfim, a cultura tem dessas coisas. Nossos conceitos podem mudar, mas sem esquecermos como fomos criados. Na verdade é que não podemos também ficarmos na mesmice, e pela natureza humana o mais importante é você dá asas a sua imaginação, preservando e renovando, pois o tradicional pode caminhar junto com o “moderno”. 





        Então voltando ao assunto, as festas juninas são marcante no nordeste brasileiro como o carnaval e tantas outras festas do calendário brasileiro. Assim vemos que toda nossa influência na arte cultural veio do continente europeu, mas soubemos adaptar o nosso folclore aos nossos costumes, e foi daí que tudo passou exatamente a se tornar genuinamente brasileiro. Algumas das coisas que não conseguiram mudar ainda dentro de algumas comemorações foram os tocadores de pífano, mas já conseguimos fazer o “forró metalizado” ou o “forró universitário”, sendo que o tradicional é o “forró pé de serra” mas essas outras vertentes também é uma boa, pois divulgar o nosso autêntico “forró”. 





       Já nas quadrilhas juninas, elas conseguiram se estilizar e as quadrilhas “tradicionais” quase não vemos. Eh, mudou um pouco ou muito pois as festas deixaram de ser uma festa tradicional e se tornaram festas comerciais, um meio de negócio mesmo, uma fábrica de gerar emprego e renda, e isso faz parte da modernidade, não tem para onde correr, esse é o mundo moderno de hoje, onde vivemos. 





         As bandas de Pífanos elas são oriundas do sertão nordestino, elas vem da terra pernambucana da cidade de Caruaru, saíram da roça mesmo, a onde nasce a cultura popular brasileira, como também saiu as quadrilhas juninas, ou seja, do caipira, do homem do campo. Então vemos que os tocadores de pífano ou banda de pífano não mudaram muito. O pífano é um instrumento de sopro, uma flauta transversal, aguda, que tem um timbre mais intenso e estridente, pois isso acontece porque ela tem um diâmetro menor.






     O pife brasileiro, também conhecido como pífano, é uma adaptação nativa, com influência indígena. Então vemos que temos influência indígena e europeia no que se refere a esse instrumento. As bandas de pífanos começaram a se destacar no nordeste brasileiro já pelo ano de 1924 e de lá para cá é uma marca registrada nas festas juninas do brasil. Consta na história, que esses instrumentos já serviram embalar as festas do legendário cangaceiro “Lampião”. A banda de pífano é uma marca registrada na cultura popular do nordeste brasileiro.

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