. ARTE E CULTURA POPULARA ARTE DE NEWTON AVELINO

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    26 de jun de 2016

    ANIMAÇÃO DO AGRESTE

    VAGÕES DA ALEGRIA | Fonte da imagem: diáriodepernambuco










    VAGÕES DA ALEGRIA






          Como todo mundo sabe na época junina em várias partes do nordeste brasileiro sempre tem atrações que ajudam a movimentar um comércio gigantesco. Antigamente, essa época era apenas diversão e satisfação com a nossa história e a nossa cultura. Hoje, ainda continua sendo uma satisfação e também uma grande diversão, mas com a continuação dos tempos, a globalização, a necessidade de gerar renda e também o custo de algumas coisas como por exemplo, local dos festejos, custo das alegorias e fantasias e muito mais, foi encarecendo e por fim terminou virando um comércio, deixou de ser aquela festa nostálgica para virar um grande negócio.







            Pois bem, sabemos que no São João nordestino, atualmente, sempre tem uma novidade tanto para os foliões, como para os turistas, então vamos falar aqui do trem do forró. O primeiro trem do forró que conhecemos, foi o trem do forró que liga a cidade do Recife em Pernambuco, a cidade de Caruaru no agreste pernambucano. Há 25 anos, um grupo de pessoas, servidores estaduais, resolveram criar uma opção diferente para o período junino, então foi quando eles tiveram a brilhante ideia de fazerem o trem do forró, que levasse eles do Recife a cidade de Caruaru. 






           Então foi daí que nasceu “o trem do forró”. Esse trem levava cerca de 60 pessoas ao som de muito forró, banda de pífanos e forrozeiros. Depois, com a divulgação da festa por parte da imprensa, é claro que virou um sucesso, e aí, as primeiras viagens, o trem já passou a levar mais de 400 pessoas por cada viagem. Os vagões eram de madeira, e dentro o espaço que tinha, era para a turma dançar forró na viagem toda, de Recife a Caruaru. Esse projeto começou lá pelos anos de 1990, feito pelo projeto Pró Lazer, três anos após o início do projeto, ele foi extinto. 






        Porém, depois disso, algumas pessoas deram continuidade ao trem do forró sendo aberto ao público geral, e deu certo. Então, a mídia ao sentir que o projeto era bom, divulgou bastante, tanto para dentro do Brasil como para o exterior. As viagens do trem do forró na época junina eram composto de uma locomotiva a diesel e até 10 vagões de passageiros com capacidade total de até 1000 pessoas dançando. Em cada vagão de passageiros, havia serviço de bar e um segurança. O trem também tinha um vagão de apoio, onde estava localizados os banheiros, serviço de limpeza, enfermeira e medicamentos.







           Também tinha um carro de apoio durante o percurso. Agora o trem do forró tem outro itinerário, ele desde 2001 sai do Recife e vai até o cabo de Santo Agostinho, que fica na região metropolitana do Recife. Hoje o trem do forró é um sucesso regional, tem na Bahia, em Sergipe e outras cidades do Nordeste. Como vemos, são atrações como essas, que fazem da cultura popular nordestina, uma cultura rica em criatividade e em história popular. Todo esse evento, é movido a forró pé de serra, xaxado, xote e muito mais. Os turistas que embarcam nesse trem são contaminados pelo vírus da alegria e por muito forró. Procure conhecer o trem do forró em Pernambuco, você vai ver que o forró pé de serra anima, e muito, todos os brincantes dessa festa junina.



















    BOLO VERDE CREMOSO

    SABOR DA ROÇA | Fonte da imagem: blog.tnh1










    SABOR DA ROÇA






         Que a cozinha nordestina é um manjar ninguém tem dúvidas nenhuma, pois os tempero dessa cozinha são aromatizantes, picantes e deixam um sabor incrivelmente diferente das demais cozinhas brasileira. O problema é quando se aproxima a época junina você se esbalda provando tantas comidas típicas a base de milho, e cada uma mais gostosa do que outra. Durante esse período ninguém consegue resistir a essas delícias. São pratos como arroz doce, canjica, pé de moleque, milho verde, bolo de milho, pamonha, bolo de batata, bolo de macaxeira, cuscuz e outros. Como existem muitas comidas a base de milho que são servidas no São João, vamos aqui mostrar como se prepara um desses pratos. Ele é o bolo de milho verde.






            Os ingredientes são: De 4 a 6 espigas de milho verde, 1 lata de leite condensado, 4 ovos ½ copo de requeijão de óleo e manteiga para juntar a forma. Primeiro debulhe as espigas de milho, através das laterais, isso como se fosse cortando mesmo, até ficar só na espiga. Você desse modo, tira todo o milho. Depois coloque o milho, o leite condensado, o óleo, e os ovos no liquidificador e bata por 2 minutos em velocidade alta, depois observe se não existe mais pedaços de milho na massa. 






          Agora, depois que a massa ficar homogênea, você transfere essa massa que acabou de bater no liquidificador, para uma forma untada com manteiga, e leve ao forno pré-aquecido a 180º c, para poder assar por aproximadamente 1:20 minutos. Depois de pronto, retire o bolo do forno, passe uma faca nas laterais e no meio, isso se a forma for da redonda, se for da quadrada é claro que vai ser só nas laterais. Depois deixe esfriar um pouco, e agora é só servi-lo com um cafezinho bem gostoso.






          São comidas doces como essas, que enfeitam as festas juninas e enriquece toda uma gama de comidas a base de milho na época de festejos juninos a cozinha nordestina. Falar do cardápio dessa cozinha é fácil, difícil é você se conter tendo tantas comidas gostosas para serem provadas. O importante nisso tudo foi que tivemos a influência dos portugueses na nossa cultura, mas soubemos adaptar e também criar os nossos próprios pratos. A nossa festa de São João, as nossas comidas, os nossos costumes, nós soubemos criar e fazer as nossas próprias festas e os nossos próprios costumes. 






            Então, nesses tempos de festas juninas, as nossas comidas típicas tem, um tempero todo nosso e um preparo todo regional. O bom disso tudo é que o nosso São João é realmente feito com tudo que a gente criou e elaborou para essa época junina. Sendo assim vemos que as comidas, as festas, as danças e tudo mais, tem a nossa cara. É por isso que a nossa cultura é tão rica e valorizada por nós e por quem termina conhecendo os nossos costumes.

























    22 de jun de 2016

    MÊS DOS SANTOS CATÓLICOS

    FOGOS DE ARTIFÍCIOS | Fonte da imagem: juazeiro.com









    FOGOS DE ARTIFÍCIOS




          
           A época junina no sertão do nordeste sempre é animada e dá para sentir a animação das pessoas que moram nessa região. Apesar de a tradição não ser tão fervorosa como antes, ainda existe muita gente da cidade que ainda a mantém. No entanto, nas pequenas cidades e nos recantos mais longínquo do sertão nordestino, essa tradição está mais viva do que nunca. 






         Os arraiás que existem nas cidades grandes do nordeste já viraram um meio de comércio, as danças juninas já são feitas para terem uma ou mais coreografias e são feitos os campeonatos de quadrilhas. Enfim, não é aquela antiga quadrilha junina matuta, que era toda improvisada pelas pessoas.






        Pois bem, nessa época podemos ver que além das quadrilhas juninas estilizadas e modernizadas, vemos também aquele colorido todo especial que tem nas bandeirinhas feitas de papel de seda diferenciando as cores e penduradas em cordões ou barbantes, tem também as comidas típicas sendo vendidas em barraquinhas devidamente enfeitadas e a música regional também é o carro chefe no que se refere a animação da festa, sendo tocada por sanfoneiros, zabumbeiros e triangueiros. 






         Também vamos ver comidas variadas para todos os gostos a base de milho verde e por que não falar das várias brincadeiras de festas juninas tais como o quebra pote, o pau de sebo, a corrida de saco e tantas outras brincadeiras.






          Tem também uma outra coisa na época junina que me chama muito atenção: as barraquinhas aonde é vendido os fogos. Essas barracas são sortidas de todas as espécies de fogos, tais como os rojões, isso tem de todos os gostos e de todas pirotecnias, tem os traques, tiros, rojõezinhos, mariposas, árvore de natal, bombas de todos os tipos, cometas e muitos outros fogos de artifícios. 






          Dependendo de algumas cidades nordestinas, as feiras de fogos são montadas durante todo o mês de junho, já outras cidades menores ou maiores, os fogos são vendidos em barracas localizadas em pontos estratégicos, contanto que fiquem mais próximas dos clientes. Os vendedores de fogos, geralmente só ganham dinheiro mesmo é quando chegam os festejos juninos, quando as vendas são aquecidas, e eles até chegam a triplicar o faturamento. 






         Há cada dia que passa, a indústria de fogos de artifícios, vem criando novas tecnologias para que esses fogos de rojões coloque nos céus à noite, na época junina, um espetáculo diferente de cores e de formas geométricas.






           É bem interessante olhar para o céu na época de São João e ver que além do espetáculo que as estrelas nos proporciona os fogos também contribuem para um espetáculo luminoso nos céus do nosso nordeste. Sendo assim, vejo que não teria Festa Junina, sem fogueira, sem forró, sem comidas e principalmente, sem fogos de artifícios. 

    15 de jun de 2016

    TRADIÇÃO CATÓLICA

    A FOGUEIRA NO SÃO JOÃO | Fonte da imagem: www.bk2












    A FOGUEIRA NO SÃO JOÃO







          Com a proximidade das festas juninas, em toda região nordeste, ocorre um fenômeno muito comum nessa época do ano, a venda de madeira para fazer fogueiras a fim de comemorar a data em homenagem aos três santos da igreja católica: Santo Antônio, São João e São Pedro e então vemos que os vendedores de fogueiras estão por toda parte das ruas da cidade.






          Uma das tradições mais festejadas nessa época são famílias e mais famílias ficarem ao redor das fogueiras comemorando a data dos Santos, e também se divertindo entre eles, como por exemplo: fazer algumas simpatias com os Santos ou mesmo assar as batatas ou jerimum. Quando se mora no interior ou mais afastado dos grandes centros urbanos é bem mais fácil de se conseguir, ente um graveto e outro, madeiras de árvores secas. Até porque a madeira verde não é boa para ser queimada. 





          Mas tem um porém nisso tudo, é a degradação do meio ambiente através do desmatamento. É bom lembrar que nos dias de hoje, essa prática é coibida pela fiscalização. Alguns fiscais fazem trabalhos de conscientização entres os vendedores que estão ali para ganhar o seu pão de cada dia, e que diga-se de passagem é suado, mas temos que ver, que precisamos também preservar a natureza para que daqui alguns anos seus filhos e netos sejam beneficiados pelo que foi feito através dos seus pais.






            É claro que não existe festa junina sem fogueira mas, de todo modo, os homens podem conciliar a retirada dessa madeira com a necessidade de vender e ganhar algum trocado. Na maioria das vezes, essas pessoas não conhecem os trâmites burocráticos para conseguirem a obtenção de documentos e assegurar que aquela madeira que eles estão tirando, venha de podas de galhos já secos. Nesse comércio, os fogueiristas tem preços diferenciados, variando entre r$ 30,00 e r$ 50,00 reais. 





          Em algumas partes da cidade pode-se encontrar madeira de mangueira ou de cajueiro. A lei de crimes ambientais que é a lei 9.605/98, está passível de multa e pena de detenção para quem for pego praticando crimes ambientais. O acusado pode pegar de um a dois anos, e mais multa se for pego praticando crime ambiental contra a floresta nativa. Portanto sempre é bom avisar, que pode-se fazer uma grande festa dentro da legalidade sem atingir a natureza e nem infringir a lei. É só as pessoas andarem documentadas para poderem vender suas fogueiras.






            As festas juninas sempre é animada e decorada com fogueiras, pois elas fazem parte da tradição, o bom disso é que quando as pessoas estiverem fazendo alguma poda em seus sítios ou mesmo em alguma mangueira do quintal de sua casa, guardarem essa madeira que sobrou da poda, para que eles usem na época de festa junina, assim ele vai está dentro da lei, vai brincar sossegado e vai está usando uma madeira que ele cortou na poda de uma árvore que não está dentro da mata nativa. 





         As fogueiras tem o símbolo do São João e sempre é bom ver elas pegando fogo e clareando o terreiro do arraiá, de preferência, com todos em sua volta soltando rojões e muito foguetões para comemorar os dias dos Santos mais queridos dos nordestinos.





    FESTA POPULAR DO BRASIL

    SÃO JOÃO | FONTE DA IMAGEM: REVISTADETURISMOPB
    Fonte da imagem: revistadeturismopb











    SÃO JOÃO







          O mês de junho no nordeste brasileiro, é muito especial para os nordestinos, pois se trata de uma época muito festiva entre todos dessa região brasileira. Na verdade, o nordeste é uma das regiões do Brasil que tem um calendário festivo, cheio de festas comemorativas, isso tanto faz ser festas cristãs como as festas pagãs. O calendário durante o ano todo, ele sempre é festivo, a começar a partir de janeiro indo até dezembro. Mas vamos falar aqui das festas juninas, que se não é a primeira, é a mais esperada e comemorada pelos nordestino durante o ano todo. 






           Ela é comemorada bem na época da colheita do milho. Pois a festa junina, ela tem toda uma cultura, toda uma comemoração regional. Quando se fala em festas juninas, já associamos ao nordeste do Brasil. Como toda a nossa cultura, essa festa também tem origem europeia, pois foram os portugueses que introduziram todos os seus costumes e valores em nossa cultura. As fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. As explicações para a origem do termo “festa junina”, são as seguintes: A primeira é que surgiu em função das festividades, principalmente religiosas, que sempre ocorreram no mês de junho. Outra versão diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No início essa festa no Brasil era chamada de Joanina. 






           Esse costume foi trazido pelos portugueses na época da colonização, pelos portugueses, uma época que o Brasil era colonizado e governado por Portugal. Nas festas juninas, os fogos é uma das principais atrações, sem falar nas fogueiras, nas comidas regionais e também nas danças, e as quadrilhas juninas. Sabemos que dentro do nordeste brasileiro na época junina, milhares e milhares de pequenas, médias e grandes cidades nordestinas comemoram o Santo Antônio, São João e São Pedro com muita animação, muito colorido, muito forró e muita comida típica, isso sem falar nas delícias feitas a base de milho. Mas também sabemos que tem duas grandes cidades do Nordeste que na época junina elas se destacam por serem as mais famosas em evento junino, são elas: Caruaru no estado de Pernambuco, e Campina Grande na Paraíba. 







           As duas disputam, quem faz o melhor e o maior São João do Mundo. A cidade de Caruaru é considerada a “capital do forró”, e a cidade de Campina Grande na Paraíba, tem o título de “Maior São João do Mundo”. Também podemos falar da cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte, e que faz um grande São João e que é muito forte nesse tipo de evento junino, essa cidade têm como atração, o “Mossoró cidade Junina”. Então vemos que, essa festa é muito tradicional dentro da região nordeste do Brasil. Embora seja comemorada dentro de todo o território do Brasil, nessa região a as comemorações são mais festivas e mais culturais. O mês de junho é o momento de se fazer homenagem aos três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. 








            Essa região é um região que tem problemas graves de secas intermitentes, o nordestino aproveita para agradecer a Deus e aos Santos pelas chuvas raras que cai na região, e que serve para manter a agricultura familiar. Nós que tivemos tantas influencias de portugueses, espanhóis, franceses chineses e tudo mais, soubemos adaptar os nossos costumes tanto dentro da nossa sociedade, quanto em toda cultura nossa, e terminamos fazendo depois de tudo isso, uma cultura própria, a nossa própria cultura, com os nossos gostos e nossos costumes. Sendo assim, vemos que, a nossa festa junina é realmente bem peculiar e bem regional, coisa de gente do sertão, gente que preserva o que nós temos de melhor e de mais rico dentro das nossas vida, que é a nossa cultura. Fora desse parâmetro de raciocínio, tudo que se falar, é uma falácia.








    14 de jun de 2016

    NA ROTA DO CANGAÇO

    A GROTA DO ANGICO | FONTE DA IMAGEM: BA. QUEBARATO










    A GROTA DO ANGICO







          O nordeste sempre foi e sempre será um livro aberto da cultura popular brasileira. Pois aqui já passaram muitos que, de uma forma ou outra, deixaram sua contribuição para enriquecer a história popular do nordeste, tais como: Virgulino Lampião e Antônio Conselheiro. Foram duas figuras que fazem parte da cultura popular do nordeste brasileiro assim como também tivemos a revolta do Juazeiro, que foi uma espécie de guerra santa, foi um levante popular que teve como um dos heróis o Padre Cícero Romão Batista. Então, se olharmos para o nordeste do Brasil, temos muitas histórias para contar.






          Mas, hoje vamos falar da região do cangaço, uma rota muito frequentada pelos cangaceiros do nordeste brasileiro. O cangaço foi um movimento que ocorreu no nordeste do Brasil em meados do século XIX e foi até o século XX e aconteceu por questões sociais e fundiárias onde alguns grupos se organizaram e começaram a assaltar fazendas, sequestravam coronéis que eram grandes fazendeiros e também saqueavam armazéns nos interiores e comboios. Esses sertanejos eram quase como nômades, viviam percorrendo a cavalo o sertão do nordeste e também cometiam muita violência. A palavra cangaço possa ser que tenha vindo da canga, uma peça fabricada em madeira que é colocada em pescoço de bois para transportar alguma coisa.







       Voltando então aos cangaceiros, eles viviam se escondendo da justiça e o que mais os cangaceiros sabiam fazer era resolver as coisas na brutalidade, era dente por dente olho por olho e quem tentasse desafiar algum daqueles homens, era um homem morto, pois eles vivam como destemidos. A história comprova, que o cangaço permaneceu por muitos anos porque os próprios latifundiários desejavam que isso acontecesse, pois esse era uma alternativa para cobrança de dívida e uma possibilidade para formar os exércitos de mercenários em caso de disputas por terras entre famílias.






          
           Haviam muitos grupos famosos, mas o que ficou mesmo para a história recente foi o bando de Lampião. Que, com o seu bando, não demorava muito por onde ele passava, e pela história contada em prosas e versos, ainda tinha o topete de mandar seus capangas avisar ao coronel, ou aos grandes fazendeiros que ele estava chegando, só isso, e depois que percorria muitos lugares do sertão do nordeste brasileiro, sempre voltava para a sua terra natal: o estado de Sergipe. Ele sempre se escondia em um lugar chamado “a grota”, que está localizada num vale às margens de um riacho temporário, é um abrigo encravado numa formação rochosa. Esse local destaca-se por ser onde o próprio Lampião, Maria Bonita (sua mulher) e o seu bando foram mortos. 






        
              Conta a história, que ele foi traído por uma amigo dele que era um grande fazendeiro. Então esse local tem uma trilha de aproximadamente 680 metros, saindo do Sítio Duas Irmãs. A trilha está bem conservada. Se tornou ponto turístico, e é administrado pelo Xingó Parque Hotel. Essa trilha foi idealizada pelo turismólogo Jairo Oliveira, e pode ser complementada com uma visita a cidade histórica de Piranhas em Alagoas. O local aonde fica a “Grota de Angicos, já no município de Poço Redondo em Sergipe, esse é o ponto exato aonde Virgulino o Lampião, Maria Bonita e o seu bando foram mortos. Procurem conhecer esse maravilhoso local que fica na trilha do São Francisco.

       

    8 de jun de 2016

    FOGUEIRAS PRONTAS

    SÃO JOÃO NA ROÇA











    SÃO JOÃO NA ROÇA






          Com a proximidade das festas juninas, em toda região nordeste, ocorre um fenômeno muito comum nessa época do ano, a venda de madeira para fazer fogueiras a fim de comemorar a data em homenagem aos três santos da igreja católica: Santo Antônio, São João e São Pedro e então vemos que os vendedores de fogueiras estão por toda parte das ruas da cidade.






          Uma das tradições mais festejadas nessa época, são famílias e mais famílias que ficam ao redor das fogueiras comemorando a data dos Santos, e também se divertindo entre eles, como por exemplo: fazer algumas simpatias com os Santos ou mesmo assar as batatas ou jerimum. Quando se mora no interior ou mais afastado dos grandes centros urbanos é bem mais fácil de se conseguir, ente um graveto e outro, madeiras de árvores secas. 





          Até porque a madeira verde não é boa para ser queimada. Mas tem um porém nisso tudo, é a degradação do meio ambiente através do desmatamento. É bom lembrar que nos dias de hoje, essa prática é coibida pela fiscalização. Alguns fiscais fazem trabalhos de conscientização entres os vendedores que estão ali para ganhar o seu pão de cada dia, e que diga-se de passagem é suado, mas temos que ver, que precisamos também preservar a natureza para que daqui alguns anos seus filhos e netos sejam beneficiados pelo que foi feito através dos seus pais.






          É claro que não existe festa junina sem fogueira mas, de todo modo, os homens podem conciliar a retirada dessa madeira com a necessidade de vender e ganhar algum trocado. Na maioria das vezes, essas pessoas não conhecem os trâmites burocráticos para conseguirem a obtenção de documentos e assegurar que aquela madeira que eles estão tirando, venha de podas de galhos já secos. Nesse comércio, os fogueiristas tem preços diferenciados, variando entre r$ 30,00 e r$ 50,00 reais. 





          Em algumas partes da cidade pode-se encontrar madeira de mangueira ou de cajueiro. A lei de crimes ambientais que é a lei 9.605/98, está passível de multa e pena de detenção para quem for pego praticando crimes ambientais. O acusado pode pegar de um a dois anos, e mais multa se for pego praticando crime ambiental contra a floresta nativa. Portanto sempre é bom avisar, que pode-se fazer uma grande festa dentro da legalidade sem atingir a natureza e nem infringir a lei. É só as pessoas andarem documentadas para poderem vender suas fogueiras.






          As festas juninas sempre é animada e decorada com fogueiras, pois elas fazem parte da tradição, o bom disso é que quando as pessoas estiverem fazendo alguma poda em seus sítios ou mesmo em alguma mangueira do quintal de sua casa, guardarem essa madeira que sobrou da poda, para que eles usem na época de festa junina, assim ele vai está dentro da lei, vai brincar sossegado e vai está usando uma madeira que ele cortou na poda de uma árvore que não está dentro da mata nativa. As fogueiras tem o símbolo do São João e sempre é bom ver elas pegando fogo e clareando o terreiro do arraiá, de preferência, com todos em sua volta soltando rojões e muito foguetões para comemorar os dias dos Santos mais queridos dos nordestinos.

















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