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31 de out de 2016

GRITO DE ALERTA

EVENTO CULTURAL | Fonte da Imagem: Valdecy Alves













EVENTO CULTURAL 








       Não é muito fácil, nem tão pouco alegre, morar no sertão assolado pela miséria, fome e seca, provocados pelas intermitentes estiagens prolongadas dentro do bioma Nordestino. Não é de hoje, nem é de agora, que isso acontece dentro dessa sub-região Nordestina, isso acontece há muitos anos. Esse fenômeno além de ser um fenômeno climático, eu diria até que, isso é mais político do que social. 






       Essa região na época de secas prolongadas, é tão avassaladora, que, podemos compará-la com a miséria de países pobres da África, o sertão nordestino é implacável na época de seca. Talvez a maior seca de todos os tempos dentro de solo Nordestino, tenha sido a seca de 1877 a 1879, foi quando morreram mais nordestinos de fome e de doenças. Tudo isso foi imortalizado nos livros de Euclides da Cunha e de Rodolfo Teófilo, os livros “Os Sertões” e “A fome”. 






       Nessa época estima-se que morreram mais de 500 mil Nordestinos, muitos tiveram que fugir para o estado do Acre para trabalharem na extração da borracha. A capital do Ceará, Fortaleza, foi invadida por milhares de retirantes famintos e doentes, foi um drama sem igual. Epidemia, prostituição e violência urbana tomaram conta da cidade. De lá para cá, o Nordeste vem sendo assolado por várias secas, mas com grau de destruição menores que as secas de 1877 e 1879, contudo essas secas que assolam o Nordeste, sempre deixam rastros sinistros de destruição. 






       Como vemos, não é de hoje que isso acontece nessa região do Brasil, acho até que, é mais problema político do que social ou do que qualquer outra coisa. Pois bem, existe uma cidade cearense, que leva o nome de Senador Pompeu, nessa cidade existe uma caminhada que já virou tradição no município, se chama “caminhada da seca”, essa caminhada de nordestinos “sertanejos”, já faz parte do calendário de eventos dessa cidade. 






       Esse evento, é como se fosse um “grito de alerta”, para autoridades olharem mais, por esse município e por todos os municípios nordestinos que fazem parte do polígono das secas, e por todo o sertão do Nordeste brasileiro. Essa caminha, há cada ano, ela aumenta mais e mais o número de sertanejos que participam, já fazem 34 anos que esse evento existe em Senador Pompeu, e sempre é feito no segundo domingo do mês de novembro. 






       Essa tradição é conhecida em todo o Brasil, pois vem pessoas de todo o território nacional. A caminhada começa no centro da cidade, até o cemitério da barragem, aonde, estima-se que foram enterrados ali, quase 2 mil pessoas flagelados dos campos de concentração da seca de 1932. A diferença é que, não havia câmara de gás, mas as pessoas eram atraídas por propostas de emprego e encurraladas, morriam de doenças, fome e sede, dentro desse sertão de meu Deus. Estima-se que participam dessa caminhada das secas, cerca de 10 mil pessoas. 






       Esse evento, foi criado pelo Padre Albino Donatti. A fé para o povo Nordestino, é o alimento espiritual que eles ou qualquer ser humano, precisa. O sertanejo Nordestino, é muito religioso, eles enfrentam as dificuldades impostas pela necessidade, fruto de um estado há séculos que pouco fez por esse povo. Não estou aqui dizendo que a ou b não fizeram nada, mas é visível que, entra governos e sair governos, uns trabalham mais, outros trabalham menos e na verdade, é que, ninguém conseguiu ainda, acabar com a fome, o flagelo e a miséria que assola o semiárido Nordestino. 






      O Nordeste brasileiro tem sub-regiões que, estão fora do flagelo das secas, isso é claro e evidente, mas dentro do sertão Nordestino, rapadura é doce, mas não é mole não. Quem mora dentro desse bioma, sofre os efeitos terríveis do flagelo, da fome e da miséria. Açudes secando, gado sendo dizimado, fome e cede, esse retrato é o que se aproxima mais do nosso sertão em tempos difíceis, tempos de secas prolongadas. A tradição dessa caminhada, é um marco na história dessa cidade cearense, pois faz dela um grito de socorro contra as secas no sertão do Nordeste brasileiro.














30 de out de 2016

UMA HISTÓRIA SANGRENTA

MOVIMENTO SOCIAL | Fonte da imagem: clickescolar












 MOVIMENTO SOCIAL










       O nordeste brasileiro, antes de mais nada, é terra de homens e de mulheres fortes, que não tem medo da labuta do dia a dia. Tudo no nessa terra não caiu de paraquedas, sempre foi através de muito sacrifícios, de muitas lutas, de muitas batalhas e de muitas guerras. Essa região que tem o maior número de estados federativos, e que, foi por lá que começou o descobrimento do Brasil. 






       O nordestino por si só, é uma dádiva de Deus, pois são pessoas simples, trabalhadoras, comunicativas e que gostam de ajudar o próximo. O nordestino antes de mais nada é um forte, sempre está batalhando pela vida, para terem o seu destaque dentro da nossa sociedade.







       Vamos falar aqui, das batalhas e guerras que já aconteceram no sertão e dentro da região Nordeste do Brasil, são elas: Guerras dos Potiguares, Quilombos e Guerras dos Palmares, Motim do Nosso Pai, Revolução de Backman, Guerra dos Mascates, Motins do Maneta, Conjuração Baiana-Revolução dos Alfaiates, Conspiração dos Suassunas, Revolução Liberal de 1821, Independência da Bahia, Guerra da Independência do Brasil, Guerra de Canudos, Revolta do Quebra Quilo, Motim da Carne Sem Osso, Sedição de Juazeiro, Cabanada, Balaiada, e muito mais. Portanto, a história dessa região teve lágrimas, lutas e sangue. 






       Talvez seja isso que faz desse lugar, um lugar especial, de pessoas especiais e que contribui e muito para o progresso do Brasil. Mas não vou fazer aqui só de guerras e revoluções que aconteceram em solo nordestino, eu vou falar um pouco de um fenômeno que aconteceu e que ficou marcado na história cultural deste lugar, o Cangaço que começou no século XlX e terminou no século XX.







        Oriundo do descaso dos governantes e do monopólio dos coronéis dessa região, os primeiros cangaceiros eram vaqueiros, lavradores e sertanejos que buscavam ascensão social e, principalmente “Vingança”. Esse fenômeno nordestino integrado por nômades que usavam de violência para cometer crimes na região nordestina e andavam equipados com cangas de madeira e utensílios de aço e cortavam a caatinga, invadindo e saqueando comércio, trens, fazendas. 






       Eles não aceitavam se subordinar à hierarquia do sertão Nordestino. O primeiro cangaceiro era chamado de “cabeleira”, e diz os historiadores que ele aterrorizada a região do Recife, isso na metade do século XVlll. Esse movimento revoltista só começou a criar corpo no começo do século XlX. 






       Nessa época a região Nordestina passava por um momento muito difícil, e sem falar que esses homens espalhavam o medo e o terror por todos os cantos. Na metade do século XVlll, Jesuíno Alves de Melo Calado, com a alcunha de Jesuíno Brilhante, que também praticou seus atos criminosos. O termo cangaço, provavelmente tenha vindo de “canga”.








       Outros motivos para o aparecimento desse fenômeno chamado de “Cangaço”, foram as disputas entre as famílias poderosas dessa região, a falta de perspectivas de ascensão social na região e a miséria que assolava por falta de investimentos na área social, já naquela época, ou seja, no século XVlll. Isso foi um dos motivos para que a revolta de homens sertanejos explodisse dentro da caatinga e fora dela. Os cangaceiros eram homens que se dedicavam a essa atividade, sempre bem armados, eles colocavam espingardas e rifles nas costas e cartucheiras transversais. 







      Eles traziam a tiracolo ou dependurada no cinturão toda sorte de armas suplementares, e longos punhais, cartucheiras feitas de couro com bastante munição. Eles estavam preparados para matar ou morrer, estavam prontos para tudo.









A BAIANIDADE DA BAHIA

FOLIA FORA DE ÉPOCA | Fonte da imagem: camaroteoceania











FOLIA FORA DE ÉPOCA







       A cultura nordestina, é mesmo diversificada com várias ramificações de gênero culturais e com influência de várias etnias. A região Nordeste por si só, já é um celeiro de artistas, que fazem parte do cenário nacional e internacional, com várias ideologias culturais e sociais, e que sempre são artistas que estão na vanguarda. Vamos falar aqui, das misturas de ritmos, de sons e classes sociais que são arrastadas por esse turbilhão de emoções quando eles estão em plena avenida da cidade de Salvador, a capital da Bahia, e em qualquer outra cidade do Brasil. 






       Vamos falar um pouco, desses carros eletrificados e que na verdade, animam os carnavais fora de época das grandes, médias e pequenas cidades que ficam na região do Nordeste do Brasil e porque não dizer, de todo o Brasil. Mas para tudo isso funcionar hoje, e ter virado uma grande indústria de geração de emprego e renda nessa região, nas épocas das festas, foi preciso alguém ter dado o primeiro pontapé para que isso hoje, estivesse funcionando como está. Estamos falando do “trio elétrico”. 






       O primeiro Trio Elétrico, surgiu na década de 40, e os responsáveis por isso foram os músicos Dodô e Osmar, eles lançaram o “pau elétrico”, o primeiro instrumento eletrificado que não dava microfonia. Eles eram amigos e parceiros de músicas, isso em 1938. Em 1950 os dois saíram em cima de um carro Ford 1929, que eles batizaram de “fubica”. Em cima desse carro, eles passaram a tocar as músicas de frevo do Recife, e tocavam com os instrumentos fabricados por eles. 






       Então foi daí que nasceu a dupla elétrica, que, com suas “guitarras baianas”, começaram a tocar uma espécie de frevo eletrificado. Já em 1951, um outro músico se juntou à dupla Dodô e Osmar para tocar um terceiro instrumento chamado de “pau elétrico”, então foi assim que começou a nascer o Trio Elétrico do carnaval da Bahia. A partir daí, já em 1952 ganharam um caminhão de uma empresa de refrigerantes, para se apresentarem no carnaval da Bahia, digamos que era uma espécie de patrocínio da época. 






       A partir daí, no carnaval fora de época foi criando formatos mais profissional ano após anos, chegando até os dias de hoje, e que na verdade, antes de ser uma grande festa, virou um grande negócio e que gera muitos empregos diretos e indiretos em todos os níveis. Como diz o poeta cancioneiro, “de todos os santos encantos e axé sagrado e profano o baiano é carnaval”, “ alegria...alegria é o estado que é chamado de Bahia”, então é isso, o baiano é isso, alegria, carnaval e Bahia.  






        Seria muito, mas muito difícil se existisse a Bahia e não tivesse os trios que se tornaram   essa identidade que já nasceu no sangue da Bahia. E depois que passou a época de Dodô e Osmar, os percursores dessa história dos trios elétricos, têm que se passar por Morais Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Armandinho, Aroldo, André, Betinho, os novos Baianos, Gil e Caetano que fizeram parte da tropicália e tantos outros como: Ivete, Carlinhos, o Brown e muitos outros artistas baianos que faz a baianidade dessa linda Bahia. 






       Essa turma, abriram as portas para essa geração de grandes cantores baianos que fazem sucesso até hoje. Então é isso, por aí vemos o quanto o Nordeste é um celeiro de grandes artistas de várias vertentes. A praça Castro Alves foi palco de grandes festas e é um símbolo da cultura, da ideologia e da etnia dessa massa chamada de Bahia. Não é à toa que Salvador é uma cidade cosmopolita, pois lá tem várias tribos, várias etnias, credos e de vários outros países. O trio elétrico tem essa magia de reunir as pessoas que gostam desse tipo e estilo de som, ou seja, hoje é conhecido como o “axé music”.





29 de out de 2016

AFUGENTADOS PELAS SECAS

SEDE, FOME E MISÉRIA | blog tv web sertão











SEDE, FOME E MISÉRIA











       Falar de Nordeste brasileiro e não falar de seca, fome e miséria, isso pode se tornar uma ideologia totalmente deturpada, porque eu falo isso, porque sabemos que o Nordeste brasileiro não é só fome, miséria e sede, claro que não, sabemos que essa região tem lugares lindíssimos, pontos turísticos magníficos, tem uma cultura rica em todos os aspectos, um povo acolhedor e que participam de processos de criação da sua cultura. 





        Pois bem, mas não seria para nós interessante, falar das belezas magnificas dessa região sem falar dos seus problemas crônicos que avassalam com esse povo sertanejo que moram na zona central do semiárido? Será que nos sentiríamos felizes em vermos nossos irmãos sofrendo em consequências das intermitentes secas? Não podemos falar de Nordeste brasileiro sem tocarmos na ferida crônica que assola essa sub-região nordestina, que é o sertão. 






       Em 1938 Graciliano Ramos lançou o romance “Vidas Secas”. Essa obra, que talvez seja a mais famosa do autor, ele já retratava as histórias vividas por retirantes, que deixavam o Sertão para fugir da seca. Depois de muitos anos, ou seja, quase 80 anos depois, a história se repete no sertão Pernambucano e em outras sub-regiões do sertão nordestino. Mais de 1 milhão de pessoas que vivem no sertão nordestino, sofrem com as consequências das secas, isso é só em Pernambuco, imagine nos outros estados da Região Nordestina. 






        É comum, encontrarmos na zona rural de alguns estados nordestinos, vilarejos com casas abandonadas. Esses sertanejos fugindo das secas, deixam as suas propriedades, as suas terras e tudo que tem por lá, para fugir da seca. Saem a procura de melhorias em outras cidades do mesmo estado e até de outros estados. Muitos reservatórios de água, já entraram em colapso. Não é fácil produzir em algum lugar que não tenha água. 






           Muitos carros pipas, ainda são a salvação de algumas famílias, pois a água chega através desses caminhões, pois é um projeto mantido pelos governos estaduais e federal. Essa pouca água que é distribuída pelos governos estaduais e federal, ela é racionada, e que serve só para consumo, pois para plantar, claro que não dá. Isso leva ao caos toda esperança de quem mora na roça e deseja plantar para sobreviver e dá de comer aos seus. 






          Não é fácil para quem mora por essas bandas. É muito fácil criticar as pessoas, quando a gente não conhece os problemas do lugar, difícil é a pessoa vir morar e fazer o que esses sertanejos fazem. Se ninguém planta na roça, não terá comida na mesa de quem mora na cidade, a tendência é aumentar os preços dessa comida que chega via importação ou de outros estados. Então vemos que esse problema é crônico, e que ninguém conseguiu ainda dá uma solução para esse caso tão sério, que ocorre no sertão 






       Nordestino. Não vou falar aqui de A, B, ou C, eu só quero ver atitudes para os poderes públicos, conseguirem acabar com essa falta d’água no sertão do Nordeste brasileiro. Nos últimos doze anos, o projeto de transposição do Rio São Francisco, cortou o semiárido nordestino, quero apenas ver, se vai ser a solução, pois ainda não saiu do papel todo o projeto, e ninguém sabe quando pode sair. Considero um bom projeto pois invés da água se perder no oceano, ela vai matar a sede de milhões de Nordestinos. Espero sinceramente que seja a solução para a falta d’água do Nordeste brasileiro, pois quem tem sede e fome, não pode esperar.






 







ENTRADA PARA O DELTA

ÁREA DE PRESERVAÇÃO | Fonte da Imagem: Delta do Parnaíba











ÁREA DE PRESERVAÇÃO






 
      Se existe um negócio que o estado do Piauí tem, esse negócio é a beleza que esse estado tem, isso tanto no sertão como no seu litoral. A cultura piauiense é bem diversificada e rica. A cozinha piauiense é maravilhosa e eclética, é um manjar. A água desse estado é uma das melhores do Brasil, costuma-se dizer, que quem toma a água do Piauí, sempre voltará por lá. Mas vamos falar aqui um pouco, de uma localidade e de um porto que serve de ponto de apoio para quem vai conhecer o “delta do Parnaíba”. 






       O porto dos tatus, está localizado na ilha grande, cerca de uns 11 KM da cidade de Parnaíba. Ele é a porta de entrada para quem quer embarcar para passeios no Delta. A maioria dos passeios, saem de lá. Antigamente, alguns dos passeios, saiam do Porto das Barcas, mas hoje em dia, são poucos os que saem desse porto, os passeios de hoje, saem mais pelo o Porto dos Tatus. O processo de urbanização do Porto dos Tatus, está em andamento. Ele fica no município de Ilha Grande, no litoral piauiense. Com a urbanização do Porto dos Tatus, os turistas e ribeirinhos, ganharão um mirante, de onde terão uma vista panorâmica do Delta do Parnaíba. 






      Nesse local, também vão construir lanchonetes, pista de pouso de Helicópteros e um grande estacionamento. Nesse projeto, vai ter uma grande plataforma de embarque e desembarque de passageiros, e uma outra, para desembarque e embarque de mercadorias. Como vemos, esse projeto vai contemplar esse local com geração de emprego e renda para as famílias que moram nessa região. Essa região do Delta, é visitada o ano inteiro, e é esse porto que dar acesso as 73 ilhas que formam o Delta do Parnaíba. 






        Os ribeirinhos também usam esse porto, para se locomoverem para as vilas de pescadores e ilhas habitadas e que estão dentro do Delta do Parnaíba. No projeto que vai beneficiar o Porto dos Tatus, a área ganhará local para comercialização de artesanato, para palestras, exposições, apresentações culturais e área para as crianças brincarem. Nessa área também, existirá um cinema. Tudo indica que essas benfeitorias que vão ser feitas nesse local, irão melhorar o fluxo turístico desse porto, pois através de obras como essas, sabemos que o conforte e a comodidade para turistas e nativos dessa região é de vital importância para que esse local funcione com qualidade para beneficiar quem por ele passa. 






       A importância desse porto para toda essa região é tão grande, que a Companhia Docas do Maranhão, e o Governo do Estado do Piauí, construíram um atracadouro simples nesse local, mesmo sendo do lado que fica o estado piauiense, pois é que lá, é a porta de entrada para o Delta do Parnaíba, pois esse Delta está espalhado dentro dos dois estados Nordestinos, mas esse porto é um ponto mais estratégico para a entrada para todo o Delta. 






       Sabemos que, com essa urbanização desse Porto, o local vai ter um grande impulso econômico, social e cultural, mas também é preciso que a iniciativa privada invista nessa obra, para que as pessoas que por lá passam, tenham mais conforto quando estiverem usando esse local. Quando chegar em Parnaíba, será necessário dirigir-se ao Porto dos Tatus, para poder embarcar em um dos passeios do Delta. Você indo ao Porto dos Tatus, de carro, você vai cruzar a cidade de Parnaíba até o centro da cidade, em seguida segue em direção ao Porto das Barcas. 






       Cruze a Ponte para a ilha de Santa Isabel (por cima do Porto das Barcas) e siga reto pela estrada. Você verá a sinalização das placas que te indicam a onde fica o Delta do Parnaíba, depois você vira à esquerda, na bifurcação. Então você passará no meio de uma pequena vila, e continue seguindo a estrada principal,  vire à esquerda na placa. Então quando você chegar no final da rua, é onde fica o Porto dos Tatus. 






      Os embarques, são feitos no centro, próximo à ponte do Porto das Barcas. Indo ao Piauí, não deixe de conhecer esse cartão postal piauiense, uma maravilha que Deus deixou aqui na terra, para que nós. Uma maravilha da natureza feita pelo criador. O estado do Piauí pode te surpreender bastante, pois esse estado tem história, tem cultura e tem arte. Para falar do Piauí, é preciso conhece-lo, pois essa região, tem lugares maravilhosos que precisam ser conhecidos e divulgados. O calor humano dessa terra, é muito maior que o calor do seu clima. Visita o estado do Piauí, você ficará encantado.





25 de out de 2016

AUTO DOS GUERREIROS

GENUINAMENTE ALAGOANO | Fonte da imagem: Tribuna do Agreste












GENUINAMENTE ALAGOANO






       Os folguedos, são festas populares de espírito lúdico que se realizam anualmente, em datas determinadas, em diversas regiões do Brasil. Eles têm origens religiosa, católica, como cultos africanos, e outros são folclóricos. Vamos falar de um desses folguedos que encanta o Nordeste brasileiro e o Brasil. Vamos falar de um folguedo genuinamente alagoano, vamos falar do “Guerreiro”. Esse folguedo pode ser considerado irmão do “Reisado”.  






       Esse auto, é um dos mais característicos e importantes folguedos populares do ciclo natalino alagoano. Ele é composto por um grupo de dançarinos e cantores multicolorido semelhante aos “Reisados”, mas com número maior de brincantes e episódios. Seus trajes e enfeites, tem um número maior de enfeites, e uma maior beleza nas músicas. Ele surgiu no estado de Alagoas, nos anos de 1927 e 1929. É uma vertente do “Reisado” alagoano, do antigo e desaparecido Auto do “Caboclinhos”. 






       Sabemos que a dança pode ser considerada uma das primeiras manifestações culturais inventadas pelo o homem. E de lá para cá, todos os dias, todos os anos, o homem inventa e reinventa novas danças, novos folguedos e assim caminha a humanidade. Então vemos que esse Auto Natalino, nasceu da mistura entre “Reisado” e “Caboclinhos”, representa a chegada de Jesus e a homenagem dos três reis magos. São antigas “Cantigas” bailadas, feitas por brincantes interpretando alguns personagens, e que usam trajes vermelhos inspirados na nobreza colonial. 







       Os trajes que eles usam, tem, bastantes fitas, espelhos, coroa e muito brilho. Eles representam: Palhaço, Rainhas, Reis, Sereia, índio e estrela entre tantos outros personagens. Os brincantes ficam na formação de dois cordões em fila, um ao lado do outro, aonde estão os Embaixadores, as Estrelas, a Borboleta, a Sereia e outros personagens, esses são alguns dos personagens que estão dentro do folguedo. Nesse folguedo, existe uma sequência de cantigas dançadas por um conjunto de bailarinos que dá o ar da coreografia desse folguedo. 







        Ele tem música, poesia, dança e teatro tudo junto, por isso é que ele é tão rico e belo de ser visto. Esse folguedo é acompanhado dos instrumentos musicais tais como a sanfona, tambor e pandeiros. A comemoração do auto é entre os dias 24 de dezembro até o dia de Reis, 6 de janeiro. Logo depois da reza do divino, no meio do espetáculo, acontece a luta de espadas entre os guerreiros. Este é o embate que envolve sempre mestre e os embaixadores contra outros personagens como o índio Peri. 






         Nessa encenação existe muita cambalhota e piruetas e toda boa ação que existe em uma luta de espadas. Então vemos que os folguedos, são apresentações culturais que contam alguma história seja ela folclórica ou de origem católica. O Nordeste brasileiro é realmente um celeiro de cultura popular, que faz dessa região, uma das mais ricas do Brasil. 






        O seu folclore é muito forte e rico, não é à toa que herdamos isso, foi por aqui, que o Brasil foi descoberto, então cultivamos muito, as influências culturais que foram introduzidas dentro da nossa cultura, absolvemos e adaptamos, até chegarmos a nossa própria cultura, que foi feita por nós mesmos, criando todo tipo de arte em cima da nossa vivência do dia a dia durante a participação de cada um de nós, dentro da nossa sociedade moderna. 







       Se bem, que sempre vamos ter influência de outras culturas, todos os dias somos influenciados por novas culturas, acho que isso é típico de um mundo mais globalizado, aonde as sociedades urbanas estão mais antenadas no modismo, na moda e nas tendências, pois tudo isso, vem e vão com a mesma facilidade que chegaram. É isso, mas isso é para outro papo.













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