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28 de nov de 2016

O PREÇO DO DESCASO

FOME SEDE E MISÉRIA | Fonte da imagem: Amaude Matos








FOME SEDE E MISÉRIA








       Não é mole e nem muito fácil falar de “sertão”, essa região tão árida e causticante dentro do ecossistema nordestino, que chamamos de “caatinga. Primeiro quando a gente fala de “sertão do nordeste brasileiro”, vemos toda a fragilidade das pessoas que moram dentro dessa sub-região brasileira, pois são pessoas que tem o sofrimento estampado no rosto, isso é em consequência das intermitentes secas que assolam esse local, e segundo, porque essas pessoas são esquecidas pelos poderes públicos. 






       Falar de sertão nordestino na época de secas, é cortar o coração da gente, pois vemos o sofrimento e a privação que esses sertanejos passam, por não poderem dá um pão seco aos seus filhos, e depois, por não terem trabalho para que esses trabalhadores tenham dignidade. Essa sub-região chamada de “sertão”, e que fica no centro do Nordeste brasileiro, é uma sub-região localizada entre o Agreste e o Meio Norte. 






       É a maior das mesorregiões do Nordeste, e fazendo parte de quase todos os estados dessa região brasileira. Tem um clima predominante que é o semiárido, caracterizado pelos longos períodos de seca. Os cursos d’água do sertão são, geralmente, formados por rios temporários, (chamados de intermitentes), com exceção do maior rio do Nordeste, o São Francisco. A vegetação predominante é a Caatinga. Apesar do clima seco e da ausência de cursos d’água em algumas regiões durante alguns períodos do ano, tem no sertão, algumas áreas de terreno úmido, que chamamos de “brejos”. Essas áreas são aproveitadas para agricultura da região. 






       Eles plantam milho e feijão principalmente, mas também existem plantações de cana de açúcar. O problema todo, é que, as secas estão sendo intermitentes, fazendo com que as águas evaporem e sequem os açudes e barreiros dessa região, pois o calor é insuportável, devido à baixa umidade do ar, isso acontece sempre, a temperatura dessa região chega aos 40º com a sensação térmica de pelo menos uns 50º. Então hoje, dentro do sertão Nordestino, a seca está sendo “ avassaladora”, a natureza está sendo implacável com a ação do homem em nosso planeta. Sem água nos reservatórios, tanto para uso animal como uso humano, a tendência dessa água é aumentar os preços nessa sofrida região do sertão, pois vem de caminhão pipa, e aí, quem paga a conta? 






       O pobre sertanejo, já não tem emprego, as vezes vivem de pequenos trabalhos, não ganha o suficiente para sustentar a sua família, e precisa dessa água para poder beber e para o uso doméstico, quem vem socorrer essas pessoas? Pois é, então criticar programas sociais para socorrer essas famílias que estão abaixo da linha de pobreza ou não, é muito fácil, difícil é estar no lugar de cada uma delas, para ver como é duro morar em uma zona árida, sem perspectiva de vida, sem emprego, passando fome, sede e vivendo na miséria. Pois esse é o sertão de hoje aonde vive essas pessoas, que muitas vezes tem que comer até ratos para poderem sobreviver dentro da caatinga causticante, tomando água imprópria para o consumo humano.






        Esse Brasil muitas vezes as pessoas viram as costas para não participarem do problema. Essa região está pedindo socorro, pois de 5 anos para cá, a seca castigou esses sertanejos, e não adianta nenhum meteorologista vir dizer que o próximo ano vai ser chuvoso, vai ter muita água no sertão, vai acabar com a miséria, quisera a Deus que isso  fosse verdade, pois nesses tipos de previsões, as vezes os homens erram, o problema é mais complexo do que imaginamos, não existe infra estrutura dentro do “sertão”, a linha de pobreza dentro das terras semiáridas do Nordeste brasileiro, é um “fato”, isso desde muito tempo, alguns governantes, tentam minimizar com algumas frentes de trabalhos, mas a solução do problema dessa sub-região nordestina, está longe de ser solucionada. 






       Acho até que, para que o sofrimento dessas pessoas venha acabar ou pelo menos amenizar, seria preciso de pelo menos uns 3 invernos bons, para que os reservatórios viessem a encher, para poder solucionar uma parte do problema dessa região. Agora eu pergunto: quem se habilita a solucionar o problema desse povo? Ou será que vai ficar como antes? Quero dizer, como sempre foi. Essa região só é mesmo lembrada de 4 em 4 anos, e esquecida por uma parte da camada mais alta, da nossa própria sociedade. Como disse certa vez um grande comandante: “o litoral deu as costas para o sertão”. De lá até hoje, acho que não mudou nada nessa ideologia. 






       Então Açudes secos, barreiros secos e o povo sertanejo e nordestinos entregues a piedade de Deus. As secas fazem vítimas todos os dias, mas ninguém está nem aí para socorrer essas pessoas. Não obstante, essa região do país vem sofrendo inúmeras dificuldades e prejuízos oriundos de várias grandes seca, dentre as quais destacamos: Pobreza, Miséria, Fome, desnutrição, desemprego e muito mais. Nordestino não quer esmolas, nordestino quer é dignidade, ter trabalho, comida na mesa e estudo para seus filhos.  Hoje andar pelo sertão nordestino é de cortar o coração, em algumas sub-regiões do Nordeste, vemos muitas famílias abaixo da linha de pobreza, e a seca contribui e muito para esse quadro “TENEBROSO” que o homem pode viver. 






       Acho que ninguém pode estar feliz, ou ficar feliz vendo um irmão seu, em uma situação como essa que vemos todos os dias em alguns jornais, mostrando a situação do Nordeste e a seca que assola em seu território. E aí vem a pergunta: A quem se pode recorrer nesses momentos? É cultural? Acho que sim, mas já poderíamos ter a solução. Quando se tem um prato de comida na mesa e estamos alimentados, é bem mais fácil opinar contra os que recebiam o bolsa família, mas quando estamos com fome e com sede, é bem mais complicado falar sobre a “fome dos outros”.  






       O problema é que, a fome não espera, e quando uma criança ou um adulto está sem comer o dia todo, e que vemos o quanto um prato de comida por dia, vale a pena e a vida de um ser humano. A fome mata, a sede mata, o desespero por falta de perspectiva também mata. Muitas pessoas abaixo da linha de pobreza dentro dessa região brasileira, agora não tem o que comer e nem o que beber, pois essas são as consequências que as secas intermitentes, deixam dentro do sertão do Nordeste brasileiro.

27 de nov de 2016

AVE DO CERRADO E DA CAATINGA

CARAMA CRISTARA | Fonte da imagem: A Rustle of Wings










CARAMA CRISTARA







       As aves do cerrado e da caatinga brasileira, são belíssimos, pássaros de plumagens de todas as cores e hábitos bem esquisitos, eles fazem parte da flora brasileira e que dá um aspecto cultural muito rico a nossa flora. Vamos falar da Seriema (Carama cristara). Ela pode ser chamada de “sariema” ou “siriema”, esse nome é dado as aves da família dos cariamídeos (Cariamidae). Essas aves, tem hábitos terrestres, que preferem correr a voar. 






       Elas só voam quando estão sendo ameaçadas. As “siriemas” só são notadas, quando cantam. Elas se alimentam de insetos e pequenas cobras e lagartos, dentro da caatinga. Formam grupos de casais e filhotes. Os ninhos dessas aves, são feitos normalmente na copa das árvores do bioma. A fêmea põe normalmente dois ovos, mas as vezes só nasce um filhote. Como todo pássaro silvestre, eles na época de secas, se aproximam mais das áreas que estão sendo plantadas, em busca de se alimentar e de alimentar seus filhotes. 






       O hábito noturno dessas aves são que, à noite elas se abrigam-se no alto das árvores, aonde constroem seus ninhos. Não existe dimorfismo sexual referente ao tamanho, machos e fêmeas, tem o mesmo porte e altura médios, só à cor da fêmea é mais amarelada e mais fosca do que o macho. Quando o período no sertão está muito seco, elas se aproximam-se mais das propriedades e podem chegar até aos terreiros das fazendas para serem alimentadas pelos sertanejos. 






       Gostam de andar em casais ou em pequenos grupos. Ela pode chegar até 90 centímetros de comprimentos, ou seja, da ponta do bico até o final da sua cauda. Geralmente pesa entre um 1,2 a 1,4 kg. O seu canto é muito bonito, e pode ser ouvido a mais de um quilômetro de distância. Geralmente elas podem ser associadas a chuva, ou seja, quando elas cantam, o sertanejo acredita que, é adivinhando chuvas no sertão. 






       Ela pode correr, e a sua velocidade pode chegar facilmente a 50 KM por hora. O seu ninho é feito de gravetos e revestido de barro molhado, encontrado em barreiros feitos no sertão Nordestino. Folhas e estrumes são materiais que, essas aves usam nos seus ninhos também, para manterem a temperatura adequada para a incubação, que é revezada pelo macho e pela fêmea, e dura em média, duas semanas. O canto da “sariema” ou “siriema” já serviu de inspiração para o cantor cancioneiro da Mpb. Essa ave não só é encontrada dentro do bioma nordestino, a caatinga, como também, em todo o cerrado brasileiro. A caatinga é um ecossistema rico em vários aspectos, e isso faz desse bioma um habitat natural para essa espécie de pássaro que existe no sertão Nordestino.









DAMA SERTANEJA

ROMANCISTA NORDESTINA | Fonte da imagem: meurancho










ROMANCISTA NORDESTINA








       Como todos nós sabemos, o Nordeste brasileiro contribui e muito para a cultura popular do Brasil. Tivemos influências de várias outras culturas inclusive indígena, mas absolvemos todas essas riquezas culturais e transformamos em uma cultura própria, genuinamente nossa. Tivemos influências europeia em tudo que fazemos hoje, mas como eu já disse, absorvemos tudo isso e construímos uma cultura própria, na culinária, na literatura, na dança, na, na sétima arte e em tudo que faz parte da nossa cultura. Hoje vamos destacar a nossa literatura através da nossa “Dama Sertaneja”. 






        Raquel de Queiroz foi uma escritora brasileira, nascida em Fortaleza capital do Ceará no dia 17 de novembro do ano de 1910, filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz. Ela foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras, eleita para a cadeira nº 5, no ano de 1977. Raquel de Queiroz era romancista, jornalista, cronista, teatróloga e tradutora. 






       Como uma grande mulher e nordestina, Raquel de Queiroz tinha duas características para ficar à margem de qualquer movimento intelectual e pioneiro no Brasil, isso já nas primeiras décadas do século XX, se não fosse um pequeno detalhe: ela foi a pioneira, e isso quebrou aquele tabu pois a literatura nessa época era predominantemente dominado por escritores, ainda com suas narrativas europeizadas, justamente onde as raízes do Brasil nordestino inexistiam. 






       Ela fixou um marco na história literária e social brasileira. Em seu romance de estreia, “O quinze”, cuja a história escolhida foi a grande seca que castigou o estado do Ceará no ano de 1915, ela retrata numa linguagem enxuta e expressiva. Como uma grande escritora, Raquel de Queiroz sempre tinha a preocupação de destacar as dificuldades dos sertanejos nordestinos. Ela era uma espécie de porta voz desse povo sofrido do sertão brasileiro. Para fugirem da seca de 1915 que assolou o estado do Ceará, ela foi para o Rio de Janeiro com sua família. 






       Ela e a sua família, passaram pouco tempo no Rio de Janeiro, e de lá foram para Belém do Pará, onde passaram dois anos. De volta à Fortaleza, entrou no Colégio Imaculada Conceição, aonde se formou em pedagogia, isso no ano de 1925. No ano de 1927 estreou no Jornalismo no Jornal “O Ceará”, com o pseudônimo de Rita de Queluz, publicando uma carta ironizando o concurso Rainha dos Estudantes. 






       Projetou-se na vida literária do Brasil com apenas 20 anos de idade. Em 1932, publicou um novo romance, intitulado “João Miguel”. Em 1937 retornou com “Caminho de Pedras”. Dois anos mais tarde, conquistou o prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira, com o romance “As Três Marias”. No Rio, onde residia desde 1939, colaborou no “Diário de Notícias”, na revista “O Cruzeiro e no “O Jornal”. Publicou mais de duas mil crônicas, que resultou na edição dos livros: “A Donzela e a “Moura Torta”, “100 Crônicas Escolhidas”, “O Brasileiro Perplexo”, “O caçador de Tatu” e “Cenas Brasileiras”. Na década de 1930, Rachel de Queiroz entrou para o Partido Comunista Brasileiro, foi militante política no estado de Pernambuco, no ano de 1937, chegaria a ser presa. 






       Foi casada com José Auto da Cruz Oliveira. Alguma de suas obras: João Miguel, romance (1932), Caminho de Pedra, romance (1937), As três Marias, romance (1922), Lampião, peça de teatro (1953), Dora Doralina, romance (1975), Lampião; A beata Maria do Egito, livro (2005), e muitos outros romances, ela lançou durante quase toda sua vida. 






       “ A Dama Sertaneja”, foi uma espécie de porta voz do sertão do Nordeste brasileiro, pois os seus romances e livros, ela gostava de relatar tudo que acontecia na vida social dessas pessoas que habitavam o sertão Nordestino, como por exemplo: as secas, a fome e toda parte social e econômica dessa região tão sofrida e esquecida pelos poderes públicos, notem que da época de Raquel de Queiroz,  até os dias de hoje, o sertão do Nordeste, ainda tem sede, fome e miséria, em pleno século XXl, então vemos que mudou pouco as coisas dentro do “Sertão Nordestino”. Raquel de Queiroz morreu no dia 4 de novembro de 2003, aos 92 anos. Essa mulher nordestina saiu da vida para entrar para a história da cultura do Nordeste e do Brasil. Deixou um legado de honestidade e de grandes trabalhos para as futuras gerações.








PATRIMÔNIO HISTÓRICO ESQUECIDO

ACERVO DENTRO DA CAATINGA | Fonte da imagem: lugaresesquecidos













ACERVO DENTRO DA CAATINGA









       O nordestino é muito católico, é só prestarmos atenção na quantidade de festas e comemoração de santos católicos padroeiros das cidades dessa região. No interior dessa região, também não foge à regra. Vemos que o nordestino por si só, já tem a tradição de ser fervoroso quando se trata de religião. Também vemos que nessa região o turismo religioso é muito praticado, pois sempre tem festas religiosas em comemoração a algum santo da igreja católica. 






       Também podemos destacar aqui, essa religiosidade estampada dentro da caatinga nordestina, através de milhares de capelinhas dentro do bioma nordestino. Por onde você andar dentro dessa floresta branca, você perceberá que vai existir uma pequena capelinha, para que os sertanejos daqueles locais possam orar e fazer seus pedidos a Deus e aos santos da igreja católica. Geralmente, essas capelas, eram construídas por várias famílias abastardas, que tinham grandes quantidade de terras espalhadas em alguns desses municípios de algumas dessas sub-regiões nordestinas. 






       Elas antigamente, serviam também para missas dominicais, para batismos e orações com Deus, ou seja, para o homem se aproximar mais de Deus. Nos dias de hoje, ainda vemos muitas dessas preciosidades espalhadas no sertão e em todos os cantos da região Nordeste do Brasil. A arquitetura dessas construções, são impressionantes, pois cada uma delas tem um formato diferente e sempre vai mudando de uma para outra, mas também podemos encontrá-las com o mesmo formato e da mesma cor, a cor branca, que é a mais comum nessa região. 






       Essas capelas já fazem parte da cultura nordestina e também fazem parte dessa paisagem sertaneja. É bem comum quando a gente está viajando pelo sertão ou por qualquer outra parte do Nordeste brasileiro, a gente avistar elas espalhadas dentro de alguma fazenda dessa região. As pequenas capelas do Nordeste, eram construídas ou através de doações de pessoas que tinham mais posses, ou eram doadas por essas pessoas, para algum distrito encravados nos mais longínquos rincões dessa região, ou elas eram construídas dentro das fazendas desses grandes fazendeiros. 






       Também temos que falar aqui, que algumas dessas igrejas estão abandonadas e em má conservação. Isso preocupa, porque elas fazem parte de um acervo cultural do Brasil. O mais importante seria, as autoridades responsáveis por catalogar esse acervo cultural tão importante do Brasil, tentarem fazer reformas na parte estrutural desses acervos, para que o Nordeste brasileiro tivesse mais pontos culturais dentro da caatinga e em outros estados brasileiros vom uma boa conservação física. Do ponto de vista cultural, isso é extremamente negativo, pois esse acervo está sendo destruído pelo tempo, e pior, sem ter manutenção alguma. 






       Talvez esses lugares sejam esquecidos, porque isso não interessa aos políticos ou a alguns empresários. Infelizmente o nosso acervo está sendo destruído pelo tempo e ninguém consegue fazer absolutamente nada para recuperá-lo. É uma pena, porque eles fazem parte da história de um povo que constrói essa nação. Um país sem memória é um país sem identidade. Hoje no sertão nordestino, vamos encontrar uma variedade de pequenas e médias capelas encravadas dentro do bioma nordestino ou não, algumas são conservadas e outras nem tanto, isso é uma parte de uma vertente da cultura nordestina, a parte religiosa dessa região.



20 de nov de 2016

A CAPITAL DO FORRÓ

CIDADE CULTURAL | Fonte da imagem: irregular






CIDADE CULTURAL







      O estado de Pernambuco é por si só, um dos estados da região Nordeste que direta e indiretamente está ligado propriamente a arte. Esse estado, podemos dizer que, respira arte todos os segundos da vida, assim como os outros oito estados dessa região, mas Pernambuco é diferenciado. Também podemos dizer que a sua capital é considerada a capital da cultura popular do Nordeste. 





       Com isso, não podemos dizer que, o Nordeste não respire cultura, pois nos outros estados, claro que respira cultura, o Ceará é um outro estado que é altamente provido de artistas e de cultura, o Maranhão, o Rio Grande do Norte, o Piauí, Sergipe, Bahia, Alagoas a Paraíba. Sabemos que todos os estados da região nordeste, respiram cultura. Todos eles são ricos culturalmente. Enfim, o Nordeste é uma região que respira cultura nos seus quatro cantos, pois ele é um celeiro de grandes artistas, que fazem parte do cenário regional, nacional e até internacional. 






       Bem, mas vamos falar aqui de uma cidade nordestina que além de ter grandes artistas, ela ainda produz cultura o ano todo. Vamos falar da cidade de Caruaru, que está situada no agreste pernambucano e que é considerada a capital do forró. Ela fica a pouco mais de 130 KM do Recife, a capital do estado de Pernambuco. O interessante é que, Caruaru fica em um ponto bem estratégico, ou seja, ela fica próximo do Recife e próximo da cidade paraibana que também é movida pela cultura regional, que é Campina Grande. 






       Essa foi criada no século XVll, sendo uma das primeiras cidades do agreste pernambucano, e a mais populosa do estado. Não preciso falar aqui, que, a feira de Caruaru foi cantada em versos e prosas pelo poeta cancioneiro popular, e que realmente, essa feira é conhecida nacionalmente e até internacionalmente. De tudo você pode encontrar nessa feira livre, digamos que seja um shopping popular a céu aberto no meio da cidade. 






       Caruaru durante o período junino, se transforma e vira um grande arraial, recebendo um grande número de turistas que pode chegar até um milhão de visitantes. Todos atrás de muita animação e querendo provar as comidas típicas da região. A programação feita nessa cidade, reúne cultura, educação e lazer, pois a cidade se enfeita com balões e muitas bandeirinhas e bastante artigos juninos durante os trinta dias do mês junino, pois nessa época, só se escuta forró. Espaços culturais e turísticos dessa cidade são: O museu da fábrica de caroá, o museu do barro “Espaço Zé Caboclo”, Museu do cordel Olegário Fernandes, Casa do Museu Mestre Vitalino, Alto do Mora e muitos outros lugares que essa cidade oferece. 






       Não é de hoje que essa cidade se destaca, tanto no São João, quanto nos dias normais das semanas que vão se passando, a cultura da cidade vai se aprimorando e vai se firmando a cada dia que passa, pois eles investem em cultura para aumentar o turismo da cidade, e também em empreendimentos e logísticas. O espaço de maior concentração e já conhecido por todos, é o pátio de eventos Luiz “Lua” Gonzaga, aonde acontece a maior parte dos grandes shows. 






        Mas existe outro espaço que também acontecem outras apresentações que é no “Alto do Moura”, que fica no espaço da feira. No período junino, os caruaruenses e os visitantes podem ter como atrações, as comidas típicas gigantes, desfiles, shows pirotécnicos, apresentações e concursos de quadrilhas matutas, bacamarteiros, xaxados, baião, apresentações de cordelistas, emboladores, bandas de pífanos e muito mais. 






       Então como vemos, essa cidade em épocas normais, é uma cidade que tem o que se ver, pois ela respira cultura popular todos os dias e em todos os momentos da vida, mas quando chega a época junina, aí ela se agiganta e você começa a ver uma cidade multicultural e linda de ser descoberta. Vindo ao Nordeste do Brasil, na época junina, venha em Caruaru, venha conhecer a capital do forró, e procure um guia turístico credenciado.



FÉ RELIGIOSA

TURISMO RELIGIOSO | Fonte da imagem: Missão Cristã de Evangelismo Mundia











TURISMO RELIGIOSO







       A região Nordeste do Brasil, é uma região que modéstia à parte, é muito privilegiada pela natureza que Deus criou, e que, quando isso não acontece em certos pontos da caatinga nordestina, os sertanejos criam algo em alguma dessas regiões dentro do sertão, para que isso sirva como ponto turístico e eles possam ter emprego e renda naquela região beneficiada pela aquela obra. Uma dessas regiões beneficiadas, foi o município de Santa Cruz no Rio Grande do Norte. 






       Lá foi erguida uma estátua da santa da igreja católica, Santa Rita de Cassia. Ela é considerada a maior imagem católica do mundo. Essa imagem tem 56 metros de altura incluindo seu pedestal de 6 metros. A obra custou cerca de R$ 6 milhões de reais, e foi com recursos municipal, estadual e federal. 






      Podemos dizer assim que, o turismo nessa região nordestina é realmente um dos carros chefes da chamada economia informal, e que, sempre produz dividendos para o povo mais pobre dessa região tão sofrida pelas adversidades do local. Seja em empregos diretos ou indiretos. 






       O turismo religioso é um dos que, são mais praticados dentro do sertão ou dentro das outras sub-regiões do Nordeste brasileiro, pois o nordestino é muito fervoroso em sua fé e com os santos da igreja católica. Eles sempre estão de uma forma ou de outra, fazendo festas comemorativas para algum santo católico, isso no Nordeste é muito constante, pois também é bem cultural. Essa escultura é considerada bem mais alta do que o Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Na festa dessa padroeira, é comum as pessoas irem prestigiar o evento e fazerem seus pedidos. 






       A festa chega a receber cerca de mais de 50 mil pessoas. Essa imagem está sobre o Monte Carmelo e é considerada a estátua mais alta da América Latina, e que deve ser um orgulho para o município de Santa Cruz no Rio Grande do Norte. 






       Quando estamos aos pés desse monumento, vemos uma bela vista panorâmica da cidade de Santa Cruz e também vemos, a BR 226 cortando a caatinga nordestina. A tendência é que, o seguimento do turismo religioso no turismo rural, cresça ainda mais dentro do Rio Grande do Norte. A região faz parte da região do Trairi.






        Para que os visitantes tenham um melhor conforto e comodidade, existe uma promessa por parte do poder público estadual, em estalar um teleférico no “Complexo Santa Rita de Cássia”, isso geraria mais emprego e renda, e fortalece mais, o turismo religioso nessa região. Esse teleférico levará as pessoas através de bondinhos, até o complexo da Padroeira da Cidade. 






       É muito salutar essa ideia de colocarem esse teleférico nesse complexo, pois ele recebe por ano, cerca de mais de 500 mil pessoas, e a tendência depois que instalarem esses bondinhos, é que, o aumento do fluxo de visitação a esse complexo, aumente. 






       O teleférico que estão querendo instalar nesse local, ele tem mais ou menos uma extensão de pelo menos uns 830 metros de extensão, e terá sete torres de sustentação e retenção e será composto por duas estações, sendo a estação motriz no Alto e Santa Rita, e a outra estação, na igreja Matriz, e se chamará Estação Retorno. 






       Essa obra gigantesca da padroeira de Santa Cruz, foi de fundamental importância para o município, pois trouxe frouxo de turismo nessa região, e também trouxe junto com esse turismo, emprego e renda para algumas pessoas dessa cidade. Vindo ao Rio Grande do Norte, procure conhecer esse lugar maravilhoso.







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