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    22 de jan de 2017

    PINTURA DIVINA

    LUGAR CINEMATOGRÁFICO | Fonte da imagem: Eco Passaporte












    LUGAR CINEMATOGRÁFICO 










           Eita Nordeste lindo da gota! Essa região é uma das regiões brasileiras mais tropical possível. Aqui encontramos o colorido do mandacaru e das suas frutas, encontramos um sol escaldante 365 dias no ano, encontramos água de coco verde que nos faz matar a nossa sede, encontramos o azul e o verde do mar, encontramos a beleza de um lugar abençoado por Deus, encontramos a alegria das pessoas mais humildes que habitam isso aqui, então é por tudo isso que essa região é diferenciada. 






            Então é assim, apesar de todas as dificuldades encontradas por todos nós, inclusive a econômica, que possa essa região, a cultura desse lugar só transmite sinceridade e alegria nas pessoas que aqui habitam. Vamos falar de mais uma bela praia desse litoral maravilhoso que é esse litoral nordestino. A praia de Carneiros é uma praia que fica no litoral sul do belo estado de Pernambuco. Ela fica situada em Tamandaré, distante do Recife, 92 quilômetros. Tamandaré em tupi guarani significa “reprovador”. 






           A praia de carneiros é considerada uma das mais lindas do estado de Pernambuco e porque não dizer, do Brasil. Ela é dessas praias que ainda tem uma parte selvagem e rústica e isso atrai muitos turistas, que na maioria das vezes, vem do Recife e de Porto de Galinhas. Com um cenário paradisíaco e cinematográfico, carneiros mostra o quanto o litoral nordestino tem maravilhosas praias com coqueirais e bela vegetação, sem falar no visual deslumbrante que essas praias mostram. 






            Com muito verde, águas mornas com tons de verdes e azuis, o mar de carneiros é bastante calmo com areias brancas e fofas, ela é propícia para quem quer sossego e quer calmaria durante os dias de férias. Nesse local os turistas também vão encontrar muitas piscinas naturais cercadas por coqueirais, e o visual de uma linda igrejinha em homenagem a São Benedito, construída no século XlX, próximo à beira da praia. Nessa praia, existem 6 grandes restaurantes e que oferecem para o turista e para os nativos pratos variados que são na grande maioria pratos à base de frutos do mar. 






           Nessa praia podemos encontrar a reserva biológica de Saltinho, uma das reservas mais importantes de Mata Atlântica do Nordeste brasileiro onde podemos encontrar vários exemplares da fauna e flora. Podemos encontrar a cachoeira do Bulha d’água, que já foi uma grande fonte de água mineral, hoje ela ainda preserva águas límpidas com três quedas, e isso atrai muitos turistas. 






           O cenário que encontramos em Tamandaré convida a todos a desbravar esse lugar tão lindo e maravilhoso que existe dentro do litoral pernambucano. Se não bastasse tudo isso, as pessoas ainda podem conhecer diversas belezas submarinas tais como: bancada de corais, peixes coloridos e naufrágios, tudo isso é um convite para que os turistas venham a conhecer essas belezas através de mergulho. 






           Para essa prática os melhores meses são, janeiro e fevereiro, pois a visibilidade da água chega a 20 metros. Esses mergulhos podem ser tanto em águas rasas como mergulhos mais profissionais. Essas piscinas naturais de Tamandaré estão a quinhentos metros da praia. Você também pode andar a cavalo, andar de catamarã e pode provar uma boa gastronomia a base de frutos do mar. 






           A primeira dica para o turista conhecer esse lugar é ir nos meses de novembro ou dezembro, pois janeiro e fevereiro é a época de maior movimento turístico. Quem vai pelo município de Rio Formoso, pegue a estrada de Amaraji (rodovia PE -72). Depois até chegar à Praia dos Carneiros (PE -09) são oito quilômetros de belíssimas paisagens. Saindo do Recife pela BR – 101, o motorista pode seguir até o Cabo de Santo Agostinho, depois segue pela PE – 60.











    POVO ESQUECIDO

    BIOMA NORDESTINO | Fonte da imagem: dsoriedem












    BIOMA BRASILEIRO






           A caatinga, esse bioma nordestino, é mesmo surpreendente. Ela sempre está majestosa, viçosa e sempre verdinha na época de chuvas. Na época de seca, ela se torna cinzenta, perigosa e traiçoeira para aqueles que não conhecem essa região. A palavra caatinga em tupi guarani, se refere a “mata branca”, pois sua vegetação fica cinza quase branca. Algumas partes da caatinga, não presta para a agricultura, pois o seu solo não é sedimentado para armazenar águas das chuvas e desenvolver as raízes das plantas, pois a geografia classifica essa área como tabuleiro. 






          Esse bioma é único e exclusivamente brasileiro, isso significa que, em nenhum outro lugar do mundo pode ser encontrado. Esse nome pode também ser decorrente da paisagem esbranquiçada apresentada pela vegetação, durante o período de secas no sertão nordestino, pois a maioria das plantas perdem as folhas durante esse período. A caatinga tem uma área de pelo menos uns 850.000 KM², isso equivale a 10% do território nacional. As casas dos sertanejos, contrastam com a beleza da paisagem do sertão, isso mostra que, em cada canto desse bioma sempre vai existir uma família de heróis desbravando esse terreno inóspito e traiçoeiro chamado de semiárido. 






           Mesmo sendo uma região muito esquecida pelos poderes públicos que insistem em aparecer por aquelas bandas de 4 em 4 anos, o sertão e o povo que mora nela vão sobrevivendo do jeito que dá. A maioria dos rios dessa região são temporários, os riachos e açudes depois de um certo tempo também secam, e o Nordeste brasileiro na maioria das vezes vai vivendo de caridade e de carros pipas. É estranho porque isso já acontece há bastante tempo, já virou até cultural, se não fosse trágico seria cômico, mas como essa é ainda uma região que tem muita gente fora da escola, muitas delas ainda se tornam submissas aos caprichos de muitos governantes. Entra governo sai governo, sempre é a mesma coisa, e os mesmos problemas do semiárido, não é resolvido e continua os mesmos, a falta de infraestrutura. 






           É impressionante a região do sertão, aonde existe água no sertão, existe prosperidade, vários projetos agrícolas, são bens sucedidos no baixo, médio e alto São Francisco, pois o Rio São Francisco oferece água para vários projetos que ficam próximos a ele, com isso, essas regiões se desenvolvem economicamente, socialmente e culturalmente. No entanto, quando não existe água em certas regiões desse mesmo sertão, o que é o caso da maior parte do semiárido nordestino, o sofrimento de muitas famílias se multiplicam, é grande em consequência disso, pois essas famílias não vão ter emprego, nem dinheiro para comprar o seu sustento e muito menos dignidade. 






           Portanto é de fundamental importância, projetos sociais para essas famílias de baixa renda dentro do bioma nordestino ou em qualquer outro lugar. Para saber como são os sertões, é só vir conhece-lo pessoalmente ou ler o livro de Euclides da Cunha, “os sertões”. Entre cactos, xiquexique e macambira o sertão nordestino vai mostrando a sua mata branca, aonde nas secas se torna uma tremenda arapuca, pois a folhagem da sua vegetação seca, encobre os caminhos e veredas do sertão, e se as pessoas que não conhecem esses locais não tiverem cuidado ao entrarem nessa vegetação, podem ser devidamente traídas pelos percalços da natureza e podem correr um sério risco de se perderem dentro dessas matas do sertão. 






           Esse bioma abrange os estados de Alagoas, Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Sergipe, Piauí e o norte de Minas Gerais. Ele é muito rico em biodiversidade, esse bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 79 espécies de anfíbios, 177 de répteis, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem nessa região, muitos são pessoas carentes e depende dos recursos desse bioma para sobreviverem. As serras e os serrotes fazem da caatinga um terreno muito perigoso e traiçoeiro, mas os habitantes desses locais, tem suas casas no estilo sertanejo, e fazem desse espaço, seu lugar predileto, pois eles são conhecedores dos riscos que correm.  






           Portanto, eles sabem como lidar com isso, nasceram ali e já são acostumados com o ambiente hostil dessas terras. Trabalham precariamente com o que tem pela frente e nunca estão de cara feia. Pois antes de mais nada, eles são heróis, sabem driblar as adversidades do dia a dia. Sertanejo é isso aí, são pessoas do bem e são pessoas simples. A paisagem sertaneja do Nordeste brasileiro mostra como é simples as moradias dentro desse sertão brasileiro, pois o contraste daquelas casinhas brancas no meio da caatinga, só existe aqui no sertão nordestino. A paz está entre essas pessoas que vivem nesses lugares, pois essa é a paz da harmonia mesmo com o pouco que tem e com a simplicidade da vida que eles levam, essas são as pessoas do bem, pois elas não se envolvem muito com a maldade dessa sociedade moderna a onde vivemos. Como diz o poeta, são pessoas humildes. Isso é a paisagem do nosso sertão nordestino.



    16 de jan de 2017

    UMA DANÇA DO FOLCLORE REGIONAL

    UMA FESTA POPULAR | g7noticias











    UMA FESTA POPULAR







            As diversidades culturais desse nosso país são imensas, com influências de todos as camadas possíveis e imaginária, a começar pelos europeus, passando pelos africanos chegando nos índios e misturando com asiáticos e outras nacionalidades, que ocuparam o Brasil no período colonial. Sabemos também que, toda essa influência foi muito importante para o crescimento e o desenvolvimento da nossa cultura, pois aprendemos muitas coisas boas, absolvemos tudo e depois criamos nossa própria identidade através dos nossos costumes. 






           O Brasil é um país multirracial que sempre mostrou com a miscigenação que, a mistura de costumes só veio a somar na riqueza cultura desse país. Não é à toa que, cada estado dessa nação sempre pode ter um costume diferente de outra região, mas que as vezes podemos encontrar uma história cultural parecida com a de outra região, isso é absolutamente compreensível, pois o Brasil sendo multicultural como é, isso é aceitável. A Marujada é um folguedo típico da região Nordeste e da região Norte do Brasil. Como o Brasil foi descoberto pelo Nordeste, provavelmente ele tenha aparecido primeiro nessa região. 






            Ele também é conhecido em alguns outros estados, como “fandango”. Esse folguedo é uma importante representação cultural, de caráter popular, do folclore brasileiro. Os brincantes desse folguedo geralmente são homens com instrumentos musicais. As mulheres, geralmente são nas danças e encenações junto com crianças. Tivemos a influência dos portugueses nesse folguedo e em muitos outros também. Ele surgiu em Portugal, como comemoração, no contexto das conquistas, já que os portugueses eram os descobridores dos sete mares, isso naquela época. Portugal conseguiu muitas conquistas e muitas descobertas nos séculos XVI e XVll. 






           Ele sofreu modificações e adaptações culturais em terras brasileiras, ficando um pouco diferente do fandango de Portugal. Como o próprio nome do folguedo diz, ele foi criado em cima das grandes vitórias em alto mar, pelos marinheiros portugueses daquele século. No início da encenação da marujada, os personagens, principalmente marinheiros da tripulação, puxam uma réplica pequena de um barco a vela ou caravela. 






           A marujada que é uma manifestação folclórica negra, comum em várias cidades baianas, ela data de duzentos anos, e engrandece culturalmente a beleza dessa festa de santos católicos tais como: São Benedito, protetor dos negros. Na apresentação desse folguedo, os indivíduos daquela família pareciam importantes oficiais da marinha, administrados por toda a comunidade, sendo simples trabalhadores braçais. Algumas cidades da Bahia, ainda preservam esse folguedo. O cargo de Mestre da marujada, é vitalício. 






           Outros cargos como contramestre, general e capitão são distribuídos pelos interessados de toda a cidade. Os brincantes usam uniformes branco e azul, a farda que padroniza os componentes da Marujada. Os que representam os marujos e os calafates, vestem-se com o mesmo uniforme, mas o mestre, o contramestre, o capitão e o general, cargos de destaques, usam outro uniformes e acessórios que diferenciam cada um deles, e que confere destaques durante o desfile da Marujada. As canções que acompanham esse desfile são canções simples que se refere ao mar, a batalhas, as cidades portuguesas e ao Santo homenageado.












    15 de jan de 2017

    CENA DESOLADORA DO SERTÃO

    SECA FOME E MISÉRIA | Fonte da imagem: fagundeslima










    SECA, FOME E MISÉRIA








           É muito triste, ver que no sertão, ainda existe uma grande parcela da população de baixa renda, abaixo da linha de pobreza. É certo e notório que, nos últimos 10, 12 anos, o Nordeste melhorou a qualidade de vida de algumas dessas pessoas de baixa renda, mas que, ainda precisa melhorar e muito a qualidade de vida das pessoas de baixa renda. 






           Vários projetos sociais foram criados e isso fez com que essas pessoas, que estavam abaixo da linha de pobreza, tivessem a chance de melhorarem a sua qualidade de vida. Vemos também que, é meio repetitivo, mas é necessário que as pessoas saibam que essa região Nordestina, não é só beleza do seu litoral, o Nordeste tem algumas sub-regiões, e uma delas é o sertão. 






           Ainda dentro do “sertão”, vemos que tem muitas famílias que ainda estão abaixo da linha de pobreza, e que, entra governo e sai governo, essas pessoas são meias, que esquecidas. Primeiro porque estão em áreas muito isoladas, áreas que ficam muito distantes dos médios e grandes centros urbanos. Essas famílias que estão abaixo da linha de pobreza, são pessoas com um nível de renda anual, com a qual, uma pessoa ou família não possui condições de obter todos os recursos necessários para viver. 






           A seca é avassaladora dentro da área do semiárido do Nordeste brasileiro, então sem chuvas, essas pessoas não vão ter trabalho, nem comida na sua mesa e tão pouco, água para beber, a não ser, que eles paguem para os donos dos carros pipas, ou não. Se essas pessoas não têm trabalho, nem tão pouco perspectivas de qualidade de vida, e por último não conseguem dinheiro, como é que eles vão ter condições de se sustentarem?  Os sertanejos têm vergonha de mostrarem as suas casas por dentro, porque essas famílias não têm nada para mostrar, infelizmente. 






           Muitos problemas sociais acontecem na região Nordestina tais como: a pouca diversificação da agricultura e indústria, grandes latifundiários e por aí vai. A falta de médios e grandes investimentos dentro do polígono das secas, gera a falta de empregos e de distribuição de renda para aquelas famílias que existem morando por lá. Ali não existem hospitais, nem escolas e também não existem perspectivas de melhora para elas culturalmente, economicamente e socialmente. Como essa é uma região que não tem grandes investimentos agropecuário por causa das secas, ninguém consegue emprego nesses locais. 






           O que existe no sertão na época de seca, é exatamente a extrema pobreza. Existem pessoas abaixo da linha de pobreza dentro do Nordeste, que vivem com menos de 70 reais por mês. Essas pessoas que estão nessas sub-regiões nordestinas, elas nunca tiveram oportunidades de nada, pois são sub-regiões como eu falei que, nunca teve infraestrutura para dá oportunidades para as pessoas que ali moram. 






           Elas nasceram ali, se criaram e foram adaptadas para viverem em seu habitat natural de pessoas do campo, por isso é que, essas pessoas não sabem viver em outros locais que não seja os que eles nasceram, pois foram acostumadas a serem provincianas, pessoas pacatas, acostumadas a morarem em pequenos lugares, não por que elas quisessem, isso não, foi porque as oportunidades da vida, não bateram à porta delas. 






            A fome, a sede e a miséria que assola o sertão, impõe a elas, uma situação mais de fenômeno natural da natureza, do que propriamente humano.  Porém é que, essa situação de secas intermitentes dentro do Nordeste brasileiro, já poderia ter sido solucionado, já há bastante tempo, mas não foi, então essas pessoas têm que se apegarem a Deus, pois só ele é quem pode liberar bons invernos. 






           Não vou entrar no assunto político aqui porque já sabemos dessa história, seria muito repetitivo falar sobre responsabilidade por parte do poder público, com essa região do Nordeste, o importante seria é que, essas pessoas se conscientizassem e tivessem mais carinho por essa região que tanto contribui economicamente para o Brasil. 






            O Nordeste e os nordestinos, merecem respeito. Não é possível que em pleno século XXl, o sertão nordestino ainda viva essas grandes secas e que as pessoas morram de fome e sede dentro do sertão Nordestino. Dois pontos: Seria muito bom que, o Brasil seguisse o exemplo de Israel e da própria Califórnia nos Estados Unidos. 






           São regiões áridas, mas que, os dois países, resolveram o problema de água, por lá. A pobreza dentro dessa região, começa a aumentar, pois a falta de trabalho, é o fator predominante para fazer esse tipo de estatística dentro da sociedade local. A seca não é a única responsável pela miséria do Nordeste. 






            A seca no sertão nordestino e em toda região Nordeste do Brasil já atinge mais de 10 milhões de pessoas, não é fácil você ver as pessoas com fome sede e dentro da miséria total. Hoje se você chegar em algum interior nordestino, que esteja dentro do polígono das secas, ou não, se você der 1 KG de feijão ou arroz para um deles, eles receberão com tanta alegria, que você vai sentir o quanto é cruel deixar essas pessoas passarem fome e sede dentro dessa região. 






           Em pleno século XXl, não é possível que isso ainda aconteça dentro de um país chamado Brasil. A Região do Nordeste do Brasil, especificamente, a sub-região do Nordeste que é “o sertão” essa sempre foi esquecida, só é lembrada de 4 em 4 anos, o sertão é uma região que até o litoral, virou às costas para ele.  Tirem as suas conclusões pois a história está para ser contada.






    HISTÓRIA PERDIDA PELO TEMPO

    RELÍQUIA CULTURAL | Fonte da imagem: Revista de História











    RELÍQUIA CULTURAL








           A realidade é uma só, quando andamos pelos Nordeste brasileiro, vemos e compreendemos a sua história do sertão ao litoral dessa região. Como o Brasil foi descoberto do litoral para o sertão, vemos que a história cultural desse país, além de rica culturalmente é extremamente importante socialmente para o conhecimento das novas gerações. A cultura sertaneja está presente em cada canto de seu bioma. Essa sub-região do Nordeste brasileiro é extremamente peculiar no que se refere a cultura regional. 






           Quando passamos por qualquer ponto do “sertão” nordestino, vemos presente a sua cultura, a sua história e os costumes de sua gente, seja dentro da caatinga, dentro da zona rural ou até mesmo dentro da zona urbana. Isso é uma marca registrada dessa região. Dentro do seu bioma, encontramos vários parques estaduais e parques nacionais. Também encontramos outros pontos turísticos que a natureza deixou dentro desses locais para que os homens admirassem essa beleza concedida por Deus. Também podemos encontrar uma bela fauna e uma maravilhosa flora. 






           Encontramos alguns “Quilombos”, algumas fazendas centenárias, muitas barragens, trilhas dentro do terreno arenoso do semiárido nordestino e muito mais. Mas hoje vamos falar de uma relíquia cultural que, dentre tantas outras encravadas no sertão nordestino, vemos o quanto elas são valiosas e de valor inestimados para a cultura do sertão, do Nordeste e do Brasil. Vamos falar de um casarão encravado no sertão, e que fica a 180 KM de Teresina, a capital do estado do Piauí. Ele data de meados do século XVlll, e resiste a ação do tempo até os dias de hoje. 






           Foi tombado em 2006, hoje ele parece que está em péssimo estado de conservação, e está esperando as ações de restauro prevista em documento firmado entre as autoridades piauienses e o grande Grupo empresarial Edson Queiroz, que é o atual proprietário desse imóvel. Considerado uma preciosidade mundial da arquitetura com influência portuguesa, ele se torna uma relíquia por ter sido construído com pedra e adobe, ainda no século XVlll. O casarão da fazenda Serra Negra, erguido sobre um promontório no município de Aroazes – Pi, exibe ameaçadores sintomas de desmoronamento.






            Essa construção assim como tantas outras, dentro do sertão nordestino é um nítido exemplo da implacável ação do tempo nos nossos pontos históricos e culturais. Ele foi construído como uma fortaleza da época, adequada aquela época histórica em que o isolamento do meio rural, deixava casas sujeitas a ataques de índios e forasteiros.  Ele tem uma capela interna, o que valoriza mais ainda o poder arquitetônico do imóvel. Essa capela fica entre os aposentos nobres e a sala de refeições. Isso revela a religiosidade dos proprietários e da cultura sertaneja do nordeste brasileiro. 






            Esse patrimônio histórico é um mistério só, reza a lenda, que se deve ao fato de um dos primeiros proprietários da gleba, Luís Carlos Pereira Bacelar, ter serrado uma escrava viva, como castigo por um ato de desobediência. De verdadeiro, existe uma data esculpida numa pedra datada de 1766. Alguns pesquisadores afirmam que a fazenda é bem mais antiga. Em documento datado de 1693, o Pe. Miguel de Carvalho já faz referência a uma fazenda situada à margem do Rio Negro, hoje Riacho Serra Negra, com a presença de três homens um branco e dois negros. 






             Não é improvável, trata-se de Serra Negra. O Casarão de Serra Negra é uma relíquia, um pedaço da história que está se perdendo no tempo. Infelizmente nossa cultura fica sempre em segundo plano. A história está para ser contada, e também para ser restaurada. Pois um país sem memória é um país sem identidade. Se cada pondo cultural desse país fosse restaurado e depois explorado economicamente, tenho certeza que culturalmente o Brasil cresceria mais, e a sua população também, pois ia, está uma parte da história cultural desse país. Quantos casarões desse não existem espalhados dentro da caatinga nordestina, e estão se perdendo com o tempo abandonados pelos donos que na maioria das vezes não tem condições de fazer reformas neles. E assim caminha o Brasil e a cultura brasileira.







    DELÍCIA REGIONAL

    MANJAR NORDESTINO | Fonte da imagem: Blog do Rodrigo Ferraz










    MANJAR NORDESTINO








            Não tem jeito, a culinária nordestina é uma das mais apreciadas do Brasil e uma das mais exóticas. Com seus temperos picantes e aromatizados, o sabor da culinária do Nordeste brasileiro surpreende tanto pela inovação de pratos e pelas misturas de sabores e de temperos, quanto de sabores, pois é isso que faz desses pratos, verdadeiros manjares. A adversidades que existem nessa cozinha regional, leva aos apreciadores de uma boa gastronomia, a terem a oportunidade de provarem belos pratos com temperos e sabores picantes. 






           O prazer da gula, aguça o desejo das pessoas provarem o melhor da cozinha regional do nordeste brasileiro, pois são pratos regionais que aguçam os nossos sentidos. O prazer de comer uma boa comida nordestina, faz da culinária regional dessa região, uma fonte de prazer e de alegria para todos que provam das comidas de cada estado dessa região. Vamos falar sobre a tripa assada de bode. Esse prato é praticamente feito do mesmo modo em toda região nordestina. Como o pé de bode, cabeça de bode, buchada de bode, carne de bode, costela de bode, tripa de bode, miúdo de bode. 






          Como vemos, do bode não se perde nada, tudo é aproveitado, pois a inteligência do homem sertanejo e a necessidade, fizeram com que essas pessoas dessa região, economiza-se tudo que ia ser descartado, pois com isso, eles foram criando pratos exóticos e enriquecendo culturalmente a cozinha regional. A inteligência do homem do campo é bem fértil quando se trata de comidas regionais e exóticas. Acho que hoje, no sertão, a carne de bode é uma das mais consumidas pelos nordestinos. 






           Para se preparar uma boa tripa assada, você precisa em primeiro lugar, comprar a tripa de bode fresca e limpa, depois quando chegar em casa, essa tripa deve ser lavada e muito bem lavada, já que nelas, contém as vezes dos animais. Para uma perfeita higienização, primeiro você procura uma varinha de marmelo para introduzir dentro das tripas, em água corrente, para poder tirar toda sujeira e gordura que esteja lá dentro, depois limpa uma a uma com limão, só assim, as mesmas, vão ficar com uma boa higienização, depois é bom colocá-las em água fervendo, para tirar o sal e depois poder ser consumidas. 






           No caso de você não ter a varinha de marmelo, uma mangueira fina com água corrente também pode ser introduzida dentro dessas tripas. Esse prato é muito simples de fazer, pois o que vai dá mais trabalho para você, é a limpeza delas, pois tem que ser uma limpeza minuciosa. A quantidade da porção que você quer fazer é que vai dizer para você o quanto de tempero é que você vai colocar nelas. Para 500g de tripa de bode, você pode usar 1/5 xícara de óleo, pois depois de pronta você vai fazer a farofa. Você pode usar sal, colorau e coentro a gosto, alho e pimenta do reino. 






           Quando elas estiverem ficando crocantes pode colocar 1/5 cebola picada, pimentão e tomate. Depois deixe em fogo baixo e vá sempre virando as tripas na frigideira. Quando elas estiverem começando a assar ou a ficar tostada, você põe todo o tempero dentro da frigideira e vai observando até elas ficarem crocantes, depois disso é só ir colocando um pouco de farinha até ficar uma farofa sertaneja de tripas de bode. Esse prato pode ser servido com um arroz de leite ou branco e feijão, ou pode ser acompanhado só com só com o arroz branco.




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