. ANTÔNIO CONSELHEIROBlog de Arte e Cultura | Assuntos do Nordeste

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13 de jun de 2018

ANTÔNIO CONSELHEIRO

o que motivou a rebeilao do beado |  fonte da imagem: viagemempauta







O QUE MOTIVOU A REBEILÃO DO BEATO





       Vamos falar aqui hoje, de um personagem que está inserido dentro da história cultural da região Nordeste do Brasil. Antônio Conselheiro foi muito mais do que só um beato dentro do contexto de batalhas e de reinvindicações sociais para o povo pobres do sertão baiano. Apesar de ele ter nascido no estado do Ceará, no dia 13 de março de 1830, na cidade de Quixeramobim, que fica no sertão central do Ceará e que fica dentro do bioma nordestino. 






       Como quase toda criança daquela época do século XlX, ele também era muito influenciado pelos seus pais, pois nesse período, a família tinha um poder muito forte de exercer sobre os filhos a preferência profissional ou até sacerdotal, que foi o caso dele. Na sua infância, seus pais queriam que ele fosse padre ou coisa parecida, como por exemplo, ser beato ou sacerdote mesmo. 






       Na vila de Campo Maior onde ele nasceu, já na sua adolescência, ele já percebia que às injustiças eram praticadas sobre os mais pobres do sertão nordestino. Essa classe era composta por ex escravos, indígenas, mestiços e caboclos. Cresceu dentro desse grande revolucionário, o desejo de libertar esse povo das precárias condições em que eles eram explorados e viviam. 






       Durante toda sua vida ele tentou combater a desigualdade social que existia naquela época. Isso já acontecia durante a sua adolescência em diante. Já na fase adulta ele casou-se no ano de 1857 com Brasilina Laurentina de Lima, uma prima legítima, depois se mudou para a cidade de Sobral no estado do Ceará, e foi viver como professor primário, lecionando para os filhos de pessoas mais influentes como por exemplos, comerciantes e fazendeiros. 






       Depois foi ser advogado prático, defendendo os pobres e desvalidos dessa região, em troca de uma remuneração insignificante. Em busca de novos horizontes e melhoria de mercado, ele se muda para Campo Grande, que hoje é Guaraciaba do Norte. Até chegar aos sertões da Bahia, as andanças desse revolucionário andarilho, foi grande. Ele passou pela Serra da Ibiapaba, Ipu, Santa Quitéria, pelo Cariri e por outras tantas. 






       Depois de peregrinar durante 20 anos pelo Nordeste, entre Ceará, Sergipe, Pernambuco e Bahia, esse Beato foi amado pelo povo nordestino, pois os nordestinos o adoravam e idolatravam como um messias, profeta, e incompreendido e perseguido pelas autoridades, pois as suas ideologias era de dá uma vida digna para os mais pobres da região nordeste do Brasil, e isso ia contra aos interesses da classe predominante desse país que é a classe alta, donos de fábricas, engenhos, indústrias e comércio. 






       No ano de 1874, o beato Antônio Conselheiro e seus seguidores se instalaram no sertão da Bahia, perto da vila de Itapecuru de Cima, onde fundaram a cidade santa, o Arraial do Bom Jesus. As pregações dos seus fiéis e seguidores eram vistas como subversivas. O homem lutando pelos direitos sociais do povo já naquela época, e o governo da província queria interna-lo como louco. 






       Quando o governo central resolveu cobrar imposto de quem não tinha, que era o caso daqueles miseráveis, que estavam abaixo da linha de pobreza, Antônio Conselheiro não só descorda como manda queimar os editais. Depois de dar início há vários conflitos em canudos, e após 3 derrotas de expedições militares do governo, a destruição do arraial tornou-se prioridade para o governo brasileiro. O resultado da ofensiva foi a legitimidade do massacre de até 20 mil sertanejos. 






       Além disso estima-se que 5 mil militares morreram. Isso aconteceu no dia 22 de setembro de 1897, morria Antônio Conselheiro em Canudos na Bahia. Como se ver, Antônio Conselheiro morreu lutando pela causa dos mais pobres do sertão nordestino, já naquele século. E como hoje, se você lutar pelas causas dos mais pobres, vão te chamar de comunista, de esquerdista e tudo mais. O fato é que, Antônio Conselheiro foi tachado de louco por não concordar com as elites da época e por ficar do lado dos miseráveis e pobres daquela região do sertão baiano.


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