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29 abril, 2019

SEGREDOS DE UM ARTEFATO TRADICIONAL INDÍGENA QUE FAZ PARTE DA COZINHA NORDESTINA E DA CULTURA POPULAR DO NORDESTE BRASILEIRO

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PANELAS DE BARRO FEITAS ARTESANALMENTE FAZEM PARTE DA CULTURA NORDESTINA E DA COZINHA DE MUITOS BRASILEIROS





      Estamos cansados de saber que, a arte do barro é uma atividade milenar, sabemos também que, essa atividade, já existe há mais de três mil anos antes de Cristo: no Brasil, ela está inserida dentro da cultura popular, mas com influencias indígenas muito fortes. Na cultura indígena, as mulheres índias faziam objetos de barro tais como: utensílios domésticos e brinquedos para seus filhos. 





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      Esses utensílios domésticos eram: panelas, potes, gamelas, tigelas, copos e figuras de animais domésticos. Essas índias faziam esses utensílios de acordo com suas necessidades e criatividades artísticas. À existência desses artefatos de barros devem ter sido muito comuns já no descobrimento do Brasil, pois como esses utensílios já existiam há mais de três mil anos antes de Cristo, é claro que, sendo dessa forma, dar-se a entender que esses índios, que habitavam e habitam no solo brasileiro, já usavam panelas de barro. Elas talvez, sejam os utensílios de cozinhas mais antigos que existem. Todos os povos da terra praticamente já usaram em algum momento esses utensílios. Tradicionalmente o processo de produção artesanal de panelas de barro, emprega matérias primas provenientes do meio natural: a argila é extraída de jazida, denominada barreiro. As paneleiras usam a cuia e a vassourinha de muxinga. Essa atividade é eminentemente feminina, é repassada pelas artesãs paneleiras, às suas filhas, sobrinhas, netas e familiares em geral. Elas são sem dúvida, uma das maiores expressões da cultura popular do Nordeste brasileiro. Esses utensílios domésticos da cozinha nordestina, estão espalhados em feiras livres, em restaurantes populares, em feiras de artesanatos e em muitos outros cantos, dentro do Nordeste do Brasil. Tem uma técnica própria, que é a confecção de panelas de barro, na sua “modelagem”. As artesãs,  retiram uma quantidade de barro suficiente, para a modelagem de uma peça, depois amassa-se a argila hidratando-a, quando é preciso, para obter uma melhor plasticidade. Nesse ritual de fabricação, retira-se da argila, as impurezas que vão aparecendo. Esse núcleo, é colocado sobre um pedaço de tábua,  com superfície plana, o que vai facilitar a artesã na movimentação da peça no momento de sua confecção. Depois, é feito uma abertura no centro do núcleo, e nesse ato, é definido o formato da peça. 


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      Então modela-se o objeto com uma série de movimentos, inicialmente usando as mãos. A panela começa a tomar formatos desejados, ato que as artesãs chamam de “puxa a panela”, porque ela é constantemente alisada, ainda pelas mãos,  e depois, por diversos tipos de materiais, como casca de coco, pedaços de cuité e espátulas de madeira, ou até objetos de metal. Depois que é dado o tratamento de superfície, as panelas de barros são colocadas novamente para secagem e eliminação total da água da argila, ficando então prontas, para a queima. O processo de queima se dá ao ar livre, e é realizado quando duas ou mais paneleiras possuem peças para queimar. 


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Elas colocam as panelas, para queimarem de forma conjunta, com determinações específicas. Elas preparam uma “cama” de madeira, com superfície plana, onde são colocadas as peças secas. Todas as peças destinadas à "queima", são cuidadosamente cobertas, por pedaços de madeiras, a maioria, são pedaços de madeiras, leves e secos. Coloca-se  fogo em uma das “cabeceiras da cama” dando assim, início à "queima" das preciosas panelas de barro. Dizem os estudiosos que, os alimentos que são feitos em cada uma dessas panelas, se tornam mais saborosos e mais aromáticos na hora da degustação. O que eu sei é que, essa prática milenar, ela se tornou parte da cultura nordestina ao ponto que, em quase todos os estabelecimentos comerciais, que fazem parte da culinária popular nordestina, elas estão presentes. As panelas de barro, são um dos símbolos da cultura nordestina e que sempre foi valorizada dentro da cozinha nordestina e dentro da cultural regional.

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