A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura: cultura do nordeste brasileiro A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiroBlog de Arte e Cultura A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiro A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiroBlog de Arte e Cultura A ARTE NORDESTINA | Blog de Arte e Cultura do nordeste brasileiroBlog de Arte e Cultura

SEGUIDORES

Página Inicial Biografia Produtos Galeria O que dizem Jornalista Links Entrevistas Contato

28 março, 2016

VINÍFERO

                                   
                                                         Fonte da imagem: quersaberpolitica





                                                       

                                                        

                                   COLHEITA DA UVA







       Falar das riquezas do nordeste brasileiro é fácil, pois vemos o quanto essa região produz e exporta os seus produtos. O nordeste para alguns, ainda tem aquele estigma social de que isso aqui é só fome e seca, e que a pobreza predomina. Felizmente isso hoje, é um equívoco. Não posso dizer que no nordeste do Brasil não tenha pobreza, claro que tem, mas não como antes, sei também que em todo quanto existe pobreza e miséria, mesmo nas maiores nações desse nosso mundo. 





         O importante é que o nordeste nesses últimos 12 anos, cresceu mais do que nos últimos 500 anos do descobrimento do Brasil, e isso trouxe mais dignidade para as pessoas mais simples e humildes dessa região. Vemos também que em algumas cidades a onde esse índice melhorou, foi porque teve algum tipo de investimento e de incentivo, começaram então, aparecer empresas em algumas dessas regiões atraídas por esses incentivos. Bom, vamos falar das riquezas do sertão nordestino aonde contribui e muito para a economia tanto do nordeste quanto do Brasil. Hoje a onde muitos acham impossível nascer algum tipo de vegetação, estão algumas das maiores e melhores vinícolas do sertão de Pernambuco. 






     Elas são as melhores e mais avançadas vitivinícolas do Brasil, estão justamente em uma das regiões mais secas do Brasil. É do vale do São Francisco, em Pernambuco que saem os melhores vinho, espumantes e sucos de uva do país e do mundo, graças a vários projetos e empresas que lá foram instaladas, graças a Deus isso foi possível nessa região. Essa área chega a produzir quase três safras por ano, sendo a segunda na produção de vinhos finos no Brasil, a partir de uvas vítis viníferas, também conhecidas como europeias. 





       Essa é a única região do mundo que produz vinho o ano todo. A safra anual brasileira desse tipo de vinho, fica em mais ou menos 40 milhões de litros, desses 40 milhões, 7 milhões são da região. Isso equivale a 15% da produção nacional. Não é só na cidade de Petrolina e nem na cidade de Juazeiro que as pessoas podem apreciar um bom vinho fabricado no sertão com uvas sendo irrigadas pelas águas do Velho Chico. No município de Lagoa Grande, em Pernambuco, aonde as principais atividades econômicas e fontes de renda são os cultivos de uvas, e também a produção de vinho, lá eles também tem o privilégio de apreciar o mesmo vinho. 






       O vale do São Francisco, é responsável por 99% de uva de mesa exportada para o resto do Brasil. As vinícolas do vale, são responsáveis por empregar mais ou menos 30 mil pessoas, isso na vinícola pernambucana/baiana. Interessante nisso tudo, é que uma coisa puxa a outra, o turismo do vinho tem cada vez mais tomando corpo nos locais a onde esses projetos se instalam. A começa pelo um agradável passeio pelo rio São Francisco, passando pela barragem de Sobradinho na Bahia, até chegar nas terras irrigadas das vinhas que fazem os vinhos conhecidos internacionalmente. 






      O vale do São Francisco também se transformou em um polo de desenvolvimento tecnológico da fruticultura irrigada, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), por meio de sua unidade descentralizada, a Embrapa Uva e Vinho, vinculada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Como vemos, é de suma importância a participação do governo federal nos pequenos, médios e grandes projetos do Brasil. 






    Vemos que essa região do nordeste, é só uma de milhares de outras que já estão no cenário nacional e internacional e outras que poderão aparecer com a transposição do rio São Francisco, cortando o sertão nordestino e levando água, esse líquido tão precioso para os sertanejos plantarem e mostrarem a força que tem o sertão nordestino, tanto na agricultura e em outras vertentes econômicas da região. Para quem acha que o nordeste ainda tem aquele estigma social e econômico do século passado, é melhor procurar ler mais sobre a história contemporânea do nordeste brasileiro. Procure conhecer mais o nordeste brasileiro e procure ler mais sobre essa região do Brasil, pois com essa crise mundial ela ainda produz muita coisa, tanto para o mercado interno quanto pra o mercado externo.





27 março, 2016

FOLCLORE MARANHENSE

                        


                                           `                

                                    


                                           DANÇA O CACURIÁ




    As diversas danças e músicas dentro do folclore nordestino nos enche de orgulho em saber que esse povo tem uma região com uma cultura extremamente rica do ponto de vista cultural e social desse país chamado Brasil. Isso sem falar nas artes plásticas, na sétima arte, na poesia, performance, nas intervenções urbanas ou em qualquer outro tipo de suporte. 




     O nordeste brasileiro eu costumo dizer que além de ser o celeiro do brasil na agricultura, somos o celeiro cultural do Brasil também. Então para onde formos, vemos um cenário de grandes artistas e de grandes festas folclóricas dentro dessa região brasileira. Isso vemos com muita satisfação, porque a cultura nordestina além de preservar algumas vertentes mais tradicionais, também a nota-se que algumas outras vão sendo renovadas e adaptadas mas mantendo a antiga tradição. Pois sabemos que, o tradicional pode muito bem andar junto com o moderno.





     Vamos falar hoje de um estado nordestino que tem um folclore marcado por uma grande adversidade de danças. São tantas que vou citar algumas aqui: bumba meu boi que é a mais conhecida, tem o tambor de crioula, tambor de mina, também tem o cacuriá e mais algumas outras. São danças populares do folclore maranhense, que só aparecem nas épocas juninas. Então, dentre algumas que eu já citei, vamos falar da dança “o cacuriá “. 





       Típica do nordeste, mas que é genuinamente maranhense, surgiu do final da Festa do Divino Espirito Santo, após a chamada derrubada do mastro, as caixeiras e os brincantes aproveitavam para nesse momento se divertirem já que nos dias de festas eles não podiam. Após tocarem e dançarem o carimbó de caixas, ou baile de caixas, tendo na coreografia do bailado dos corpos dos brincantes, foi aonde o cacuriá nasceu. Isso nos anos 1970.






          Esta dança típica representa parte do folclore do Maranhão e é muito vista nos festejos juninos maranhense. Essa é uma dança de roda animada por instrumentos de percussão que são pequenos tambores e animada por um cantador ou cantadora cujos versos de improviso são respondidos por um coro formado pelos brincantes. Então, vemos que em todo nordeste a cultura é muito rica, com vertentes diferenciadas de um lugar para outro mas que, de algum modo, também existem vertentes que se equivalem de um estado para outro. E assim vai caminhando a cultura nordestina do Brasil dando um exemplo de organização cultural popular para as novas gerações que vão surgindo.




                                                                

26 março, 2016

ALEGRIA DE SERTANEJO

SEMEANDO AS TERRAS DO NORDESTE | Fonte da imagem: cantuemfoco


                                                                      



                           


                                               SEMEANDO AS TERRAS DO NORDESTE




      O sertão nordestino tem um dos biomas mais lindos de se ver, e ao mesmo tempo, ele é único, só existe no sertão brasileiro. A caatinga é uma formação vegetal que encontramos no semiárido nordestino, e que tem como principal dificuldade, as ondulações do terreno arenoso junto com a sua fauna e flora. 





     Para quem deseja se aventurar em algum tipo de prática de turismo ecológico ou até mesmo fazer pesquisas, o bom é adentrar de mato adentro junto com alguém que conheça imensamente a região, pois esse bioma se torna muito traiçoeiro no que se refere as trilhas e estradas, pois a região além de ser muito seca a temperatura é impiedosa.






      A área da caatinga é de pelo menos 850.000 KM², tem cerca de 10% do território nacional, e está presente nos estados da: Bahia, Paraíba, Piauí, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Sergipe e uma parte de Minas Gerais. A fauna é muito rica, existem centenas de espécies e entre algumas estão o: Gambá, cutia, preá, arara azul, sagui-de-tufos-brancos-sapo-cururu, pica-pau da caatinga e outros. Esse bioma é um dos mais fragilizados do Brasil, pois o mau uso da terra leva ao terreno arenoso ficar desertificado. A caatinga tem diversos tipos de vegetação adaptada ao tipo de solo e a disponibilidade de água.






     O grande latifundiário é uma das preocupações para que essa região venha se recuperar, pois quando ele vem, traz junto o desmatamento para formar pastagens e implantar industrias, e aí vem junto a exploração irregular de recursos hídricos, combustíveis fosseis e outras coisas, sendo assim, essa região se torna muito vulnerável. 





      Cerca de 20 milhões de brasileiros vivem nos 800.000 KM² da caatinga, eles nem sempre podem contar com chuvas regulares.  Quando nessa região não chove, o homem do sertão e sua família sofrem muito e as vezes alguns deles, saem para não outras regiões a procura de sobreviver. Esse bioma já foi alterado pelo o homem em 80% da sua cobertura original, ele atualmente só tem 1% de sua área protegida em 36 unidades de conservação, que permitem a exploração de recursos naturais.






      Pelos estudos mais aprofundados vemos que as tentativas de impulsionar o desenvolvimento nas regiões do bioma são vistas desde a época imperial. Com pouco volume pluviométrico nas regiões, isso faz com que o solo da caatinga torne-se fraco e impróprio para o plantio. Geralmente algumas família da região são sustentadas pelo comércio. 





    O mais incrível disso tudo, é que apesar das grandes estiagens na região da caatinga, a gente ver a transformação do bioma quando a chuva chega, tudo passa do cinza e se torna verde em poucos dias, a floresta branca da caatinga se transforma e passa a ser verde, isso é o show que a natureza dá para nós. O sertão nordestino é lindo mesmo, tem seus mistérios, suas transformações e suas riquezas. 





     Quem mora nessa região, sente-se feliz ao ver o tempo nublado e com bastante chuvas, só assim, é que a gente ver o sertanejo alegre e com disposição para plantar na sua terra, terra abençoada que Deus lhe deu. Chuva no sertão, é ouro que Deus dá para o homem. Sertão nordestino com chuva ou sem chuva, é coisa linda para todos nós vermos.