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04 abril, 2016

PÁSSARO DO NORDESTE

JOÃO DE BARRO | Fonte da imagem: denisegomesludwig








JOÃO DE BARRO





      A fauna brasileira é impressionante, todos os dias nos surpreendemos com a quantidade de pássaros diferentes. Se você prestar atenção, eles tem a sensibilidade de procurar só o que eles querem dentro da natureza, e ainda contribuem para reflorestar essa própria natureza. O respeito dos animais pela natureza é impressionante, coisas que a espécie humana não tem. Como diz o poeta popular brasileiro, “eu queria ser civilizado como os animais”. 





       É isso, e por vai. O homem tem muito que aprender com os animais. Mas aqui vamos falar de um desses que habita a nossa linda fauna. Vamos falar do João de Barro. Esse é um lindo pássaro nativo do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. 





       Tem uma forma de viver que exemplifica o equilíbrio da criação com a sabedoria, e mostra para o homem uma harmonia com essa mesma natureza. No Brasil ele é encontrado no Nordeste, Sul, Centro-Oeste e sudeste. É muito conhecido pelo seu ninho que é feito de barro em forma de forno. Na Argentina ele é cultuado desde 1928, eles consideram essa ave símbolo desse país. 





      O joão-de-barro é uma ave passeriforme da família Fumaridae. Seu nome científico é (Furnarius rufus). O canto dele parece uma gargalhada, e faz o seu ninho na direção contrária à chuva. Constrói um ou mais ninhos em cada ano, também pode trabalhar na reforma de uma antigo ninho. O período de construção de cada ninho é mais ou menos de 2 a 18 dias para termina-lo. Ele é mais que um arquiteto, pois além de idealizar o projeto, executa todas as fases necessárias ao término do ninho. Chega a medir de 18 a 20 centímetros de comprimento e pesa quase 49 gramas. 





     Tem uma plumagem marrom avermelhado, tem uma suave sobrancelhas, formadas por penas claras, em um leve contraste com o restante da sua plumagem. É muito fácil de se observar o João de Barro, pois ele não se afasta muito do seu ninho. Sua alimentação é praticamente formigas, cupins ou içás no solo ou sob troncos velhos. O ninho desse pássaro é construído junto com a sua companheira, e usam basicamente barro úmido, palha e esterco. 





       Ele vive nas áreas que tem vegetação esparsa ou mesmo em campos abertos. Fica na maior parte do tempo em solo, alternando um andar pausado e pequenas corridas. Quando o casal termina o ninho, a fêmea coloca de 3 a 4 ovos, a incubação realizada pelo casal, só inicia após a postura do terceiro ovo, e leva de 14 a 18 dias. 





     Então vemos que essas aves são inteiramente inteligentes e trabalhadoras, pois fazem os seus ninhos de barro com uma arquitetura já planejada, e que, procuram fazer de modo que não entre água no inverno. Elas são um exemplo para todos nós. 





          Em pesquisas de região a onde elas estão, não mostra com muita precisão a onde eles estão aqui no nordeste, mas eu quero dizer para alguns, que dentro da região nordeste brasileiro, essas aves tem em quantidade razoável. E pode ter certeza que eles fazem parte das previsões dos “profetas das secas”. Pelo menos é que os próprios poetas falam. João de Barro, um pássaro nordestino.








JOÃO DE BARRO | Fonte da imagem: denisegomesludwig








JOÃO DE BARRO





      A fauna brasileira é impressionante, todos os dias nos surpreendemos com a quantidade de pássaros diferentes. Se você prestar atenção, eles tem a sensibilidade de procurar só o que eles querem dentro da natureza, e ainda contribuem para reflorestar essa própria natureza. O respeito dos animais pela natureza é impressionante, coisas que a espécie humana não tem. Como diz o poeta popular brasileiro, “eu queria ser civilizado como os animais”. 





       É isso, e por vai. O homem tem muito que aprender com os animais. Mas aqui vamos falar de um desses que habita a nossa linda fauna. Vamos falar do João de Barro. Esse é um lindo pássaro nativo do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. 





       Tem uma forma de viver que exemplifica o equilíbrio da criação com a sabedoria, e mostra para o homem uma harmonia com essa mesma natureza. No Brasil ele é encontrado no Nordeste, Sul, Centro-Oeste e sudeste. É muito conhecido pelo seu ninho que é feito de barro em forma de forno. Na Argentina ele é cultuado desde 1928, eles consideram essa ave símbolo desse país. 





      O joão-de-barro é uma ave passeriforme da família Fumaridae. Seu nome científico é (Furnarius rufus). O canto dele parece uma gargalhada, e faz o seu ninho na direção contrária à chuva. Constrói um ou mais ninhos em cada ano, também pode trabalhar na reforma de uma antigo ninho. O período de construção de cada ninho é mais ou menos de 2 a 18 dias para termina-lo. Ele é mais que um arquiteto, pois além de idealizar o projeto, executa todas as fases necessárias ao término do ninho. Chega a medir de 18 a 20 centímetros de comprimento e pesa quase 49 gramas. 





     Tem uma plumagem marrom avermelhado, tem uma suave sobrancelhas, formadas por penas claras, em um leve contraste com o restante da sua plumagem. É muito fácil de se observar o João de Barro, pois ele não se afasta muito do seu ninho. Sua alimentação é praticamente formigas, cupins ou içás no solo ou sob troncos velhos. O ninho desse pássaro é construído junto com a sua companheira, e usam basicamente barro úmido, palha e esterco. 





       Ele vive nas áreas que tem vegetação esparsa ou mesmo em campos abertos. Fica na maior parte do tempo em solo, alternando um andar pausado e pequenas corridas. Quando o casal termina o ninho, a fêmea coloca de 3 a 4 ovos, a incubação realizada pelo casal, só inicia após a postura do terceiro ovo, e leva de 14 a 18 dias. 





     Então vemos que essas aves são inteiramente inteligentes e trabalhadoras, pois fazem os seus ninhos de barro com uma arquitetura já planejada, e que, procuram fazer de modo que não entre água no inverno. Elas são um exemplo para todos nós. 





          Em pesquisas de região a onde elas estão, não mostra com muita precisão a onde eles estão aqui no nordeste, mas eu quero dizer para alguns, que dentro da região nordeste brasileiro, essas aves tem em quantidade razoável. E pode ter certeza que eles fazem parte das previsões dos “profetas das secas”. Pelo menos é que os próprios poetas falam. João de Barro, um pássaro nordestino.








03 abril, 2016

ALGODÃO DOCE

ALGODÃO DOCE | fonte da imagem: viventes-em-campina-grande






VENDEDOR AMBULANTE






      É uma tradição no nordeste brasileiro a função de vendedor ambulante, por onde você anda seja nos dias normais de trabalho ou nos dias de lazer, sempre ele está lá para te servir e poder te vender aquilo que você estava procurando. Esse comércio informal não tem hora para fechar, ele sempre está ativo nas ruas da cidade nordestinas, nas feiras livres e também nas praias. 





       Do sertão ao litoral você sempre vai se deparar com um vendedor ambulante mostrando e vendendo as suas mercadorias, isso era muito tradicional no sertão do nordeste brasileiro, e agora ele se espalhou por toda região. 





     No nordeste tem: de vendedor de roupa a vendedor de rede, de vendedor de óculos a vendedor de sorvete artesanal, de vendedor de coco a vendedor de relógios e por aí vai. Mas hoje eu quero falar de um tipo de vendedor ambulante que é muito comum nas feiras livres do sertão, no agreste ou mesmo no litoral. 





     Esse tipo de vendedor é quem faz a alegria das crianças, e dos adultos também, pois sempre dentro de um adulto existe uma criança. Bem, esse vendedor é o vendedor de algodão doce. Você pode perceber que ele costuma pegar os pais das crianças através da própria criança, pois ele faz seu marketing diante de uma criança e aí já viu, vende o produto na hora. 





     Pois ele sabe que criança gosta muito de doce e vendo um manja daqueles na sua frente, já viu o que pode acontece. E o melhor disso tudo é que é muito barato cada saquinho de algodão doce. Outra coisa legal é que, quando se começa a degusta-lo ele some dentro da nossa boca, e a tendência é a gente querer mais. Antigamente os ambulantes preparavam ele na hora pois eles vendiam em carrocinhas, e a máquina era muito antiga e artesanal. Hoje eles vendem o algodão doce dentro de saquinhos, isso mostra que a higienização melhorou muito. 





     O ambulante hoje, tem mais opções para projetar o seu comércio nesse ramo, pois existem diversos tipos de máquinas no comércio para esse tipo de fabricação. Se alguém quiser ter uma máquina como essa em casa para preparar esse mesmo algodão doce para degustar com todos da família, o modo é bem simples de preparara-lo. 





    Em primeiro lugar você liga a algodoeira e deixa ela aquecer pelo menos uns 20 minutos, esse tempo pode ter variações de fabricante para fabricante. Então você desliga a algodoeira para colocar uma medida de açúcar cristal colorido ou branco no centro da algodoeira já preaquecida. 





        A quantidade deve ser colocada de acordo com o que vem explicita pelo fabricante, não deixe que caia açúcar fora dela. Ligue novamente e espere um pouco. Quando o açúcar começar a derreter, finos fios de algodão doce vão começar a se transformar. Com um palito de churrasquinho toque nos fios e assim que grudarem gire o palito ao redor de si mesmo e ao mesmo tempo, ao redor da algodoeira. 





     Com a continuação desse movimento ao redor de si mesmo ele vai tomando corpo. Você deve parar os movimento quando achar que o tamanho do algodão doce está no tamanho desejado. Quando o açúcar acabar, desligue a algodoeira e coloque mais açúcar, em seguida religue ela de novo. Esse processo tem que ser feito assim sempre. 





       Então como vemos, os vendedores de algodão doce, usam esse método. Antigamente eles usavam máquinas artesanais bem mais antigas, mas que sempre trouxe o sustento para eles e as suas famílias. Nas feiras livres do sertão nordestino, isso esse costume faz parte da cultural desde o meio do século passado até os dias de hoje.  





     Essa cultura existe entre adultos e crianças, mas claro que a criançada gostam mais. Como vemos, o colorido do algodão doce também se mistura com alguns tipo de brinde que vem junto com ele, e que é mais um tipo de marketing que os vendedores usam para chamar atenção da criançada.











ALGODÃO DOCE | fonte da imagem: viventes-em-campina-grande






VENDEDOR AMBULANTE






      É uma tradição no nordeste brasileiro a função de vendedor ambulante, por onde você anda seja nos dias normais de trabalho ou nos dias de lazer, sempre ele está lá para te servir e poder te vender aquilo que você estava procurando. Esse comércio informal não tem hora para fechar, ele sempre está ativo nas ruas da cidade nordestinas, nas feiras livres e também nas praias. 





       Do sertão ao litoral você sempre vai se deparar com um vendedor ambulante mostrando e vendendo as suas mercadorias, isso era muito tradicional no sertão do nordeste brasileiro, e agora ele se espalhou por toda região. 





     No nordeste tem: de vendedor de roupa a vendedor de rede, de vendedor de óculos a vendedor de sorvete artesanal, de vendedor de coco a vendedor de relógios e por aí vai. Mas hoje eu quero falar de um tipo de vendedor ambulante que é muito comum nas feiras livres do sertão, no agreste ou mesmo no litoral. 





     Esse tipo de vendedor é quem faz a alegria das crianças, e dos adultos também, pois sempre dentro de um adulto existe uma criança. Bem, esse vendedor é o vendedor de algodão doce. Você pode perceber que ele costuma pegar os pais das crianças através da própria criança, pois ele faz seu marketing diante de uma criança e aí já viu, vende o produto na hora. 





     Pois ele sabe que criança gosta muito de doce e vendo um manja daqueles na sua frente, já viu o que pode acontece. E o melhor disso tudo é que é muito barato cada saquinho de algodão doce. Outra coisa legal é que, quando se começa a degusta-lo ele some dentro da nossa boca, e a tendência é a gente querer mais. Antigamente os ambulantes preparavam ele na hora pois eles vendiam em carrocinhas, e a máquina era muito antiga e artesanal. Hoje eles vendem o algodão doce dentro de saquinhos, isso mostra que a higienização melhorou muito. 





     O ambulante hoje, tem mais opções para projetar o seu comércio nesse ramo, pois existem diversos tipos de máquinas no comércio para esse tipo de fabricação. Se alguém quiser ter uma máquina como essa em casa para preparar esse mesmo algodão doce para degustar com todos da família, o modo é bem simples de preparara-lo. 





    Em primeiro lugar você liga a algodoeira e deixa ela aquecer pelo menos uns 20 minutos, esse tempo pode ter variações de fabricante para fabricante. Então você desliga a algodoeira para colocar uma medida de açúcar cristal colorido ou branco no centro da algodoeira já preaquecida. 





        A quantidade deve ser colocada de acordo com o que vem explicita pelo fabricante, não deixe que caia açúcar fora dela. Ligue novamente e espere um pouco. Quando o açúcar começar a derreter, finos fios de algodão doce vão começar a se transformar. Com um palito de churrasquinho toque nos fios e assim que grudarem gire o palito ao redor de si mesmo e ao mesmo tempo, ao redor da algodoeira. 





     Com a continuação desse movimento ao redor de si mesmo ele vai tomando corpo. Você deve parar os movimento quando achar que o tamanho do algodão doce está no tamanho desejado. Quando o açúcar acabar, desligue a algodoeira e coloque mais açúcar, em seguida religue ela de novo. Esse processo tem que ser feito assim sempre. 





       Então como vemos, os vendedores de algodão doce, usam esse método. Antigamente eles usavam máquinas artesanais bem mais antigas, mas que sempre trouxe o sustento para eles e as suas famílias. Nas feiras livres do sertão nordestino, isso esse costume faz parte da cultural desde o meio do século passado até os dias de hoje.  





     Essa cultura existe entre adultos e crianças, mas claro que a criançada gostam mais. Como vemos, o colorido do algodão doce também se mistura com alguns tipo de brinde que vem junto com ele, e que é mais um tipo de marketing que os vendedores usam para chamar atenção da criançada.











02 abril, 2016

MACULELÊ

SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO : Fonte da imagem: secriartecidadania
Fonte da imagem: secriartecidadania








SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO






      No nordeste brasileiro existem uma enormidade de variações de danças folclóricas dentre muitas, tem uma que me chama muito atenção que é o maculelê. Essa dança tem origem afro-brasileira. É uma dança, com jogo de bastões remanescente dos antigos índios cucumbis. A “dança de porretes” a sua origem é afro-indígena, pois foi pelos negros da África vindo para o Brasil e aí foi misturada com alguma coisa da cultura dos índios que aqui já viviam. 





      O maculelê em sua origem era uma arte marcial armada, atualmente é uma forma de dança que tem uma coreografia de uma luta tribal, usando como arma, dois bastões, que chamamos de grimas ou esgrimas, com os quais os brincantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões. Essa dança tem um bailado muito sensual e que seu reduto no nordeste é na Bahia precisamente na cidade de Santo Amaro. 





       Essa dança parece muito com outras danças brasileiras como: capoeira, o frevo e o Moçambique. Existe muitas lendas sobre essa dança, uma delas é que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado pelos mesmo, mas ainda assim, não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio. Certa vez Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando todas a tribo saiu para caçar. Então apareceu uma tribo rival para dominar a tribo aonde ele vivia, então Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival, venceu a disputa e se tornou herói da tribo, desde então os outros guerreiros passaram a respeita-lo como herói. 





      Hoje essa dança se mantêm preservada graças à sua incorporação por grupos de capoeiras, que incluíram a dança nas suas apresentações, em batizados e festas populares. As indumentárias dos brincante são saias de sisal, sem camisa, e com pinturas pelo corpo. Existem outros grupos que preferem usar outro tipo de indumentária tais como: abadás usuais e outros e outras indumentárias que não seja as de sisais. Isso deixa o grupo descaracterizado culturalmente mais pobre. 





     Dentre alguns folguedos da Bahia, precisamente de Santo Amaro da Purificação, esse é o que contagia mais. Alguns pesquisadores acreditam que esse ato popular teria florescido ou aparecido lá pelo século XVlll nos canaviais dessa cidade baiana, e que passou a integrar o calendário das comemorações locais. Então como a gente ver, a nossa cultura linda e rica, sempre tem um contra ponto quando se pesquisa a sua história, isso é algo muito importante. 





     Devemos salientar também, que ela está sendo preservada na região baiana, uma dança com coreografias sensuais e que mostra também, os guerreiros atacando e contra atacando em um bailado muito bonito que só enriquece o nosso folclore a nossa cultura a nossa história. Que as pessoas pesquisem mais e que introduzam sempre, as cantigas, as músicas, as danças nordestina dentro do nosso folclore para que ele seja cada vez mais rico.

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SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO : Fonte da imagem: secriartecidadania
Fonte da imagem: secriartecidadania








SANTO AMARO DA PURIFICAÇÃO






      No nordeste brasileiro existem uma enormidade de variações de danças folclóricas dentre muitas, tem uma que me chama muito atenção que é o maculelê. Essa dança tem origem afro-brasileira. É uma dança, com jogo de bastões remanescente dos antigos índios cucumbis. A “dança de porretes” a sua origem é afro-indígena, pois foi pelos negros da África vindo para o Brasil e aí foi misturada com alguma coisa da cultura dos índios que aqui já viviam. 





      O maculelê em sua origem era uma arte marcial armada, atualmente é uma forma de dança que tem uma coreografia de uma luta tribal, usando como arma, dois bastões, que chamamos de grimas ou esgrimas, com os quais os brincantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões. Essa dança tem um bailado muito sensual e que seu reduto no nordeste é na Bahia precisamente na cidade de Santo Amaro. 





       Essa dança parece muito com outras danças brasileiras como: capoeira, o frevo e o Moçambique. Existe muitas lendas sobre essa dança, uma delas é que Maculelê era um negro fugido que tinha doença de pele. Ele foi acolhido por uma tribo indígena e cuidado pelos mesmo, mas ainda assim, não podia realizar todas as atividades com o grupo, por não ser um índio. Certa vez Maculelê foi deixado sozinho na aldeia, quando todas a tribo saiu para caçar. Então apareceu uma tribo rival para dominar a tribo aonde ele vivia, então Maculelê lutou sozinho contra o grupo rival, venceu a disputa e se tornou herói da tribo, desde então os outros guerreiros passaram a respeita-lo como herói. 





      Hoje essa dança se mantêm preservada graças à sua incorporação por grupos de capoeiras, que incluíram a dança nas suas apresentações, em batizados e festas populares. As indumentárias dos brincante são saias de sisal, sem camisa, e com pinturas pelo corpo. Existem outros grupos que preferem usar outro tipo de indumentária tais como: abadás usuais e outros e outras indumentárias que não seja as de sisais. Isso deixa o grupo descaracterizado culturalmente mais pobre. 





     Dentre alguns folguedos da Bahia, precisamente de Santo Amaro da Purificação, esse é o que contagia mais. Alguns pesquisadores acreditam que esse ato popular teria florescido ou aparecido lá pelo século XVlll nos canaviais dessa cidade baiana, e que passou a integrar o calendário das comemorações locais. Então como a gente ver, a nossa cultura linda e rica, sempre tem um contra ponto quando se pesquisa a sua história, isso é algo muito importante. 





     Devemos salientar também, que ela está sendo preservada na região baiana, uma dança com coreografias sensuais e que mostra também, os guerreiros atacando e contra atacando em um bailado muito bonito que só enriquece o nosso folclore a nossa cultura a nossa história. Que as pessoas pesquisem mais e que introduzam sempre, as cantigas, as músicas, as danças nordestina dentro do nosso folclore para que ele seja cada vez mais rico.

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