. 06/13/17Blog de Arte e Cultura | Assuntos do Nordeste

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13 de jun de 2017

SABOR DO NORDESTE

LÍQUIDO PRECIOSO NO SERTÃO | FONTE DA IMAGEM: Hojemais














LÍQUIDO PRECIOSO NO SERTÃO










       As feiras livres do Nordeste brasileiro, é reconhecidamente um shopping popular, a céu aberto. Com um clima frenético e uma grande circulação de pessoas, a procura de mercadorias expostas ali, para venda. O comércio ambulante das feiras livres, faz gerar emprego e renda para muitos feirantes. A palavra feira, teve origem na palavra latim feira, que significa dia santo ou feriado. As feiras livres do Nordeste brasileiro, foram introduzidas no Brasil no tempo do Brasil colônia. Trazidas por imigrantes europeus, e depois foram tomando uma proporção de grandes negócios e prosperidade para os habitantes locais de cada feira livre que existia dentro do nordeste brasileiro, foi assim então, que essa tradição foi perpetuada, não só pelos Nordestinos, mas também por todos os brasileiros. 






      De acordo com o crescimento econômico, esse tipo de comércio ambulante foi avançando, as feiras livres começaram a se perpetuar até os dias de hoje.  Dizem os historiadores que elas já apareciam 500 anos antes de Cristo. Percebemos que, dentro das feiras livres, que estão situada em cada cidade do Nordeste brasileiro, existem várias tradições, tanto na área gourmet como dentro de várias outras áreas, como por exemplo, o “troca-troca” as cantorias com repentistas, a feira de pássaros e animais, a sulanca, e tantas outras coisas. Mas hoje vamos falar um pouco do caldo de cana com pastel, que é uma tradição secular. 






      O caldo de cana ou garapa é uma bebida extraída diretamente da cana de açúcar através de um processo de moagem relativamente simples, pois antigamente essa moagem era manual, você só usava a força humana, mas com novas tecnologias esse processo de moagem se modernizou, e hoje a moagem da cana para extrair o caldo de cana, é feita na maioria das vezes, em máquinas portátil e gerada a energia elétrica. Primeiro raspa-se a cana para eliminar as sujeiras, depois a cana é prensada e o caldo cai em uma jarra, já pronto ele pode ser consumido e acompanhado de bolo ou pastel. 






      A origem do consumo do caldo de cana, está ligado à própria exploração da cana de açúcar, ao processo da produção da cachaça, que foi aprimorado desde a descoberta do vinho da cana, conhecida como garapa azeda, logo após a chegada da cana de açúcar no Brasil, no século XVl. O caldo de cana é composto basicamente de água e sacarose e conserva todos os nutrientes da cana de açúcar: minerais, ferro, cálcio, potássio, magnésio, cloro, vitaminas B e C, contém glicose, frutose, proteínas, amido, ceras, ácidos graxos, corantes, ácidos fenólicos e flavonoides. 






      O que nos impressiona mais é que, essas duas iguarias, o caldo de cana e o pastel, não são invenções brasileira, mas terminaram fazendo parte da cultura popular do Nordeste e porque não dizer, do Brasil. O pastel é uma invenção chinesa, e o caldo da cana tem influências europeia. A popularização de caldo de cana com pastel começou no início da segunda guerra mundial aqui no Brasil, pois os responsáveis por isso foram os japoneses, que imigraram para o nosso continente nessa época. Durante a segunda guerra mundial, os japoneses abriram pastelarias nos grandes centros brasileiros, para se passarem por chineses. Isso foi necessário, pois eles sofriam preconceitos, já que o Japão tinha se associado à Alemanha e Itália. 






      Com essa popularização, esse costume de se tomar caldo de cana com pastel virou uma febre nas feiras livres de todo o Brasil inclusive do Nordeste, já o Nordeste foi ponto estratégico na 2ª segunda guerra mundial, então deve ter sido por isso que até hoje, vemos uma popularidade ainda bem presente nas feiras livres dessa região. O que é certo é que, a cultura popular de se comer um pastel com um caldo de cana bem geladinho, foi perpetuada dentro do nosso convívio, e hoje, ainda mantemos essa tradição entre nós.










PONTO CULTURAL DE JAMPA

PRAIA DO JACARÉ | Fonte da imagem: Turismo em foco













PRAIA DO JACARÉ








    João Pessoa é uma cidade muito linda de se ver, pois tem uma das avenidas urbanas mais longas que se possa imagina. A avenida Epitácio Pessoa, é uma porta de entrada para essa bela cidade nordestina, que tem como atrativo, a hospitalidade do povo paraibano, que nos recebe sempre de braços abertos. Hoje vamos falar de um lugar maravilhoso que existe em João Pessoa, que está localizado a alguns poucos quilômetros ao norte de João Pessoa, e que fica no município de Cabedelo, a praia fluvial do Jacaré. Esse local recebe diariamente centenas de pessoas para ver o pôr do sol. 






      Apesar da praia ser um local público, quem não paga para ver o momento mais aguardado do dia, termina ficando sem um lugar privilegiado. Sempre nos finais das tardes, nesse local, sempre aparece um profissional do sax, para tocar o seu instrumento de trabalho. Essa área onde Jurandy toca o seu sax, é cercada por bares, que exigem um couvert para entrada. É necessário pagar para as pessoas ficarem em algum bar próximo ao artista. Ele entra em algum daqueles bares todos os dias da semana, para ficar mais próximo do público que está ali prestigiando ele. 






      Esse é um dos passeios mais clássicos para os turistas que ali comparecem, para apreciar o pôr do sol e a apresentação de Jurandy do sax. Essa apresentação que Jurandy faz, ela dura cerca de uns 20 minutos. Esse saxsofonista já é uma celebridade nacional, pois esse roteiro, já é conhecido por todo o Brasil. Já fazem 10 anos que ele faz essa performance nas águas do rio paraíba dentro de um barquinho, tocando o bolero de Ravel e outras músicas. Essa apresentação desse artista é sensacional, é de encher os olhos. O local é internacionalmente conhecido por conta do pôr do sol e pelo show que ele  faz durante a sua apresentação dentro de um barquinho nas águas do rio Paraíba. 






      E não para por aí, antes ou depois de tudo isso, o turista ainda pode aproveitar uma grande estrutura turística que existe no local, como: praça de alimentação, lojas de artesanatos que ficam as margens do rio Paraíba. Também tem um gostoso forró pé de serra nesse local. Esse é um dos programas imperdíveis que os turistas devem fazer na cidade, é só chegar mais cedo e garantir o local para melhor visão do show. Já fazem 16 anos que esse artista é atração turística na Praia do Jacaré, em Cabedelo; região metropolitana de João Pessoa. 






      Ele entrou para o livro dos recordes como a pessoa que mais executou o clássico Bolero de Ravel, no saxofone. José Jurandy Félix, é um sessentão, e esse sessentão  o encanta os turistas com sua performance. São mais de 5,6 apresentações na praia fluvial, que não tem bicho jacaré. Há 23 anos ele tocou o Bolero pela primeira vez na Praia do Jacaré, para divulgar o disco que lhe abriu as portas. Isso fez tanto sucesso, que ele passou a se apresentar diariamente, no mesmo lugar desde o ano 2000. Vindo a João Pessoa, não deixe de conhecer esse ponto turístico dessa cidade maravilhosa. Para chegar a esse lindo local, o acesso é bem simples. 






      De João Pessoa à praia do Jacaré, são 14 km, é só seguir pela BR 230. A praia fluvial do Jacaré está situada no estuário do Rio Paraíba, a oeste de intermares. No início da década de 70, abrigava cabanas de pescadores de caranguejos e siris, e algumas oficinas de bar, quando ali passou a funcionar o Bar do Gringo, com seu famoso filé de agulha entre algumas outras iguarias. Depois foi inaugurado o Bar do Jacaré que abriria apenas durante o verão. Com o sucesso do local e a boa infraestrutura, é claro que o comércio local começou a funcionar diariamente, e está aí o sucesso que é hoje. A praia do Jacaré é um sucesso nacional. Venha conhecer.







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