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13 de dez de 2018

CIDADE DO SERTÃO BAIANO

  Fonte da imagem: Juazeirobaa




RIO DAS CARRANCAS






      A cidade baiana de Juazeiro, é uma cidade que fica a margem esquerda do maior Rio do Nordeste, o São Francisco. Esse é um município que tem 6 500,7 km² e com uma população estimada em mais de 197.984 habitantes no último censo. Ele tem uma densidade demográfica de 30,5 habitantes por Km² no território do município. Vizinho de Petrolina e a cidade de Sobradinho, ele se situa a 5 Km a Sul-Leste de Petrolina. 


Fonte da imagem: geraldojose



      A terra das Carrancas é cercada pelas águas do Rio São Francisco e compõem um conjunto de ilhas. O maior aglomerado urbano do semiárido localizado na região sub-média da bacia do Rio São Francisco. Essa cidade é muito importante e conhecida como a cidade das carrancas, pois é lá que elas têm sua maior produção desses artefatos culturais com figuras antropomorfas usadas pelas embarcações que sobem e descem o Rio São Francisco. Foi criado em 1833, mas seu território já era desbravado pelo bandeirante Belquior Dias Moreira. Essa cidade tem vários pontos turísticos como: orla fluvial, navio vaporzinho, Museu do São Francisco, Parque da Lagoa do Calu, Ponte Presidente Dutra e muitos outros pontos a serem conhecidos nessa cidade. 

Fonte da imagem: xiquexiquense



      A cidade também se destaca pela agricultura irrigada que se firmou na região graças às águas do Rio São Francisco. Seu nome se origina dos pés de Juá ou Juazeiro, uma árvore típica da região. Apesar de estar no interior do continente, a cidade é considerada ilha. Juazeiro é cercada pelo Rio São Francisco e faz conjunto com outras ilhas, entre elas tem o Rodeandouro, ilha do fogo, Culpe o Vento, Ilha da Amélia, do Massaangano, de Nossa Senhora das Grotas, e do Maroto.  A 12 Km de distância do centro de Juazeiro fica a ilha do Rodeadouro, é uma das mais frequentadas da região. 


Fonte da imagem: juazeirodabahia



      Esse município é um dos produtores de vinho do País, e a sua gastronomia é reconhecida por um de seus pratos regionais típicos: a carne de bode, encontrada em vários restaurantes da cidade. Como toda Cidade do Interior do Nordeste brasileiro, tem seu cardápio tradicional como tantas outras iguarias como: peixe, carne do sol, surubim e tantos outros pratos gostosos. O cenário histórico e as belezas naturais da região surpreende a todos que moram lá e que chega para conhecer a cidade. Como passear de barcos nas águas do Velho Chico e se deliciar vendo o Vaporzinho, uma velha embarcação que é o símbolo da navegação do Rio São Francisco.





























10 de dez de 2018

TEMPEROS REGIONAIS

Fonte da imagem:  rustymarcellini











COMIDA DO NORDESTE BRASILEIRO





      Se é uma das coisas que o Nordeste brasileiro tem de bom, dentre tantas, essa coisa é a sua culinária, pois ela é apreciada por todos, e quando provam o seu sabor e temperos picantes, eles se apaixonam. Sabemos que essa região não tem só de bom a culinária, mas tudo que ela produz e tudo que Deus deixou aqui dentro desse pedacinho do Brasil. Apesar de ser uma região onde muita gente desinformada tem seu preconceito com ela, o Nordeste mostra que é uma região onde tudo isso não faz nenhum sentido, porque essa região tem uma cultura riquíssima, tem uma história de batalhas e guerras onde seu povo deu o sangue, o suor e o trabalho para que essa região se tornasse o celeiro cultural do Brasil, depois de tudo isso eu procuro o preconceito e os preconceituosos, e não acho, pois eles desaparecem na ignorância, na intolerância e na desinformação dos que não sabem o que falam, e falam o que não sabem, apesar de tudo isso, o Nordeste do Brasil mostra que é uma aterra abençoada por Deus e bonita por natureza como diz o poeta. Dentro de suas sub-regiões tais como: Litoral, Sertão, Agreste e Meio Norte, temos os mesmos costumes com nomes diferentes, como na culinária, nas danças, nas músicas, e em todo o seu folclore. 


Fonte da imagem: sabor do piauí



    Tivemos sim, influências europeias através dos português, mas também tivemos sim, influências dos índios, dos chineses, dos africanos e porque não dizer, de outras nacionalidades, isso só veio enriquecer a nossa história, a nossa cultura e tudo que direta ou indiretamente fez parte da história do Nordeste e do Brasil. O bom e tudo isso, foi que nós adaptamos e deixamos genuinamente brasileiro a nossa cultura e a nossa história. Pois bem, isso influenciou também na nossa culinária, pois vieram os temperos aromáticos e picantes que se misturaram com os temperos brasileiros e soubemos introduzi-los em cada prato em cada cardápio e em cada gosto proporcionado por essa cozinha tão brasileira, tudo isso foi feito para que se tornasse a abrasileirado a nossa culinária. 


Fonte da imagem: osertanejorh




      Sabemos que o Nordestino além de ser criativo na culinária e em vários seguimentos, ele consegue há cada dia fazer novos pratos com novos nomes e sabores diferentes; mas como estamos falando de culinária, sabemos que, muitos pratos com nomes exóticos, feitos no Nordeste brasileiro a partir da comida que sobrou do almoço; sabemos que isso é uma herança que adquirimos a partir da ll Guerra Mundial, já que a comida era pouca ou escassa, e para não acontecesse o desperdício de comidas, o Nordestinos transformava a comida que tinha sobrado do almoço em novos pratos, isso é dito por alguns pesquisadores. Então como vemos, isso é bem corriqueiro nessa região, uma herança dos tempos de guerra e assim, fomos formando uma cozinha com uma culinária altamente apreciada, tanto pelos turistas internacionais como pelos turistas nacionais. 





      O Nordeste tem nove estados, e em cada um desses estados é praticamente a mesma culinária com sabores igualitários ou não, nomes de pratos ou não, no litoral, estamos acostumados com moquecas e frutos do mar, já no sertão temos o hábito de degustar também peixe de água doce, mas com menos frequência, e com mais frequência a carde de sol, o bode assado, linguiça do Sertão ou galinha caipira. O bode assado é muito apreciado dentro do Sertão e vem com acompanhamento de Macaxeira, isso porque o Nordeste é campeão na criação de caprinos, e há cada ano o seu rebanho vem aumentando, como consequência, a carne vem sendo mais consumida, pois além de tudo, é uma carne de alto teor nutritivo, com pouco teor calórico e com baixo custo, sendo assim, esse prato é conhecido e tradicional na cultura local de todo o Sertão Nordestino. Como vemos, o Nordeste brasileiro é alto suficiente na criação da caprinocultura e isso é essencial para a culinária local. Essa região, só surpreende quem não a conhece, pois quem fala preconceituosamente da Região do Nordeste do Brasil, termina se passando por bobo, pois sua história começou desde o Brasil colônia, e começou por ela.  Quem passa a conhecer esse região termina vendo no potencial que o Nordeste brasileiro tem. 





8 de dez de 2018

CAPOEIRA E ARTE

Fonte da imagem: farolnews









DANÇA, EXPRESSÃO CORPORAL, ACROBACIA







      A capoeira foi trazida para o Brasil, pelos escravos africanos, mas seu nome é tupi-guarani. Talvez ela seja a única legítima arte marcial brasileira, declarada patrimônio cultural brasileiro pelo instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi criada nos tempos da escravidão, pelos negros do Brasil, como forma de preparação para fugas. A capoeira é uma autêntica expressão cultural brasileira, é uma mescla de luta marcial, dança, esporte e música. Ela surgiu pela necessidade de auto defesa dos negros trazidos para trabalharem nos engenhos e fazendas. 




Fonte da imagem: otabuleiro



      Um capoeirista tinha maior chance de sucesso contra os capitães do mato. Portugal adotou a prática da escravidão ainda no século XV, antes da descoberta do Brasil, que ainda assim, foi o maior receptor de escravos como mão de obra, já que a população local (os índios) não se adaptavam à produção em escala comercial. É possível que na época do Brasil colônia, tenham entrado de 3,5 milhões de africanos trazidos a força para o Brasil, para serem escravos entre o século XVI e XIX. A capoeira caracteriza-se pela musicalidade. As lutas e apresentações são marcadas pelo ritmo do berimbau e dos atabaques, tocados pelos próprios praticantes, o que confere um caráter lúdico à prática. O termo é a junção de duas palavras indígenas Ka’a (mata) e puer (que fora). 



Fonte da imagem: baiabonita




     Eles iam para as matas, muitas vezes integrando-se com aldeias de índios. Também no início da colonização portuguesa, a população negra era majoritária. A falta de armas era o grande triunfo dos europeus, o desconhecimento do território e a discordância entre escravos de nações diferentes, impediu que se formasse uma frente homogênea para reagir aos castigos físicos, que eram verdadeiras torturas, pois a carga excessiva de trabalho era brutal especialmente nas fazendas de cana de açúcar. Então a solução encontrada por eles eram as fugas. Foi por isso que a capoeira surgiu como esperança de liberdade, mais do que é uma técnica de combate. Os escravos desenvolveram a técnica e a luta para superarem o meio hostil e os ataques de capitães do mato. A capoeira possui três estilos que diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. 


Fonte da imagem: trover



       O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos próximos do solo e muita malícia. O estilo regional, criado por mestre Bimba, caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são mais rápidos e secos, sendo que as sua coreografia não são utilizadas. O terceiro estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade. É importante ressaltar que capoeira é uma só, a capoeira de Angola, é considerada a precursora desses outros estilos, mas ela, a capoeira de Angola, é a mais próxima da capoeira jogada pelos africanos.



22 de set de 2018

QUEIJO COALHO DO SERTÃO

Iguaria feita do leite de vaca | Fonte da imagem: flick

  






IGUARIA FEITA DO LEITE DE VACA





    

    O nordeste brasileiro sempre foi uma região rica tanto na pecuária quanto na economia açucareira, isso desde o período colonial, e no próprio comércio de derivados. Mesmo com todas as dificuldades, que as secas intermitentes que existem no sertão nordestino e que nessa região sempre assola a castiga e tudo e todos que nela vivem nela, essa região sempre foi uma região produtora de queijos. 




Iguaria feita do leite de vaca | Fonte da imagem: sertãobras

   


   Vamos falar dessa iguaria que sempre foi sinônimo de sertão e de pecuária nordestina, que é o queijo tipo coalho. Era nas cozinhas das casas de fazendas do sertão nordestino que, se produziam os derivados do leite, principalmente nas casas dos vaqueiros, tais como: Queijo coalho, e o queijo de Manteiga. O objetivo de tudo isso era pra que essas iguarias tivessem o objetivo de consumo familiar, já que é um alimento muito nutritivo. 



Iguaria feita do leite de vaca | Fonte da imagem: Pintirest




      Depois de muitos anos, podemos dizer que é secular a fabricação dessa iguaria no nordeste brasileiro.  Ainda hoje, existem fazendas que produzem o queijo a moda antiga, feito com a velha prensa de madeira, mesmo com toda a tecnologia que existe hoje. Podemos observar que nos mais longínquos rincões nordestinos em algum lugar, você pode observar essa prática com o meio mais primitiva e que faz parte de uma cultura de um povo que procura melhorar a cada dia em tudo que faz. Geralmente, a falta de condições financeiras, ainda leva o homem nordestino do sertão, a usar antigos métodos de fabricação queijeira. Hoje a fabricação do queijo tanto é feita pelo pequeno agricultor, com muita simplicidade, como também pelos grandes produtores, ou até mesmo quem nem trabalha com leite, e que tem acesso a maquinários com grande tecnologia. Geralmente, hoje tem muita gente que trabalha no sistema de cooperativa e que é mais um suporte para o agricultor que fabrica o seu queijo, essa é a forma de barateia-lo. A higienização do produto é muito importante para que ele tenha boa aceitação comercial, e para a própria saúde humana, isso não resta dúvidas. 



Iguaria feito do leite da vaca | Fonte da imagem: youtube
      



    Antigamente, no começo do século passado, era tudo bem primitivo, bem artesanal mesmo, hoje podemos ver o pessoal que trabalha nesse seguimento, ter suporte técnico, e aprendendo a fazer o queijo, usando assim todas as etapas de um processo de produção. O sertanejo ocupava todo o espaço da cozinha de sua casa para a fabricação do queijo e ao mesmo tempo servia de queijaria, que também ficava tudo junto aos grandes fogões feitos de alvenaria e junto às trempes, sem organização e sem higienização nenhuma, hoje ele já tem outro aprendizado e está mais bem preparado, com outros conceitos e com mais acesso a outras tecnologias. Isso é a cultura do sertão, isso é a cultura Nordestina. O queijo é um alimento mais antigo registrado em toda história da humanidade. A arte de sua fabricação remonta ao ano 10.000 a.C, época da domesticação de cabras e ovelhas, pelos pastores egípcios, um dos primeiros povos que utilizavam o leite e o queijo como fonte de alimentação importante.

20 de set de 2018

FESTA TRADICIONAL

                                                                    
Ritmo musical e dança brasileira | Fonte da imagem: elpais






RITMO MUSICAL E DANÇA BRASILEIRA







     O frevo é uma dança tipicamente brasileira criada no século XlX, no estado de Pernambuco, baseado na fusão de outros gêneros musicais, como: maxixe, dobrado e marcha; também foi influenciado pela capoeira. A palavra “frevo” significa “ferver”, indicando como é o ritmo alegre e agitado de dançar. O pernambucano por si só, já é a prova viva das criações culturais do Nordeste, e o frevo não fugiu à regra. A capoeira foi a fonte de inspiração para a sua produção, pois traz consigo uma forma de luta trazida pelos negros na época do Brasil colônia. 




Ritmo musical e dança brasira | Fonte da imagem: farolnews-



   

      O frevo foi declarado patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO, desde 2012. Ele é dançado ao som de trompetes, pandeiros e saxofones. Seus brincantes usam roupas específicas, que fazem parte do dia a dia. Coisa muito simples, só depende da criatividade do folião. Também tem como outros itens, a sombrinha, que é tradição e símbolo dessa dança. Sabemos que no carnaval, o frevo é muito dançado e tocado também, mas em Pernambuco, isso se mistura com outras atividades carnavalescas, pois como eu falei, o pernambucano é muito criativo, e com toda essa criatividade, ele ajudou a fazer da sua região, uma região muito rica culturalmente. 



Ritmo musical e dança dança brasileira | Fonte da imagem: acontecesantyago




    Entre o frevo, caboclinhos, cavalo marinho, maracatus, blocos de rua, vemos que, Recife, é realmente a capital cultural do Nordeste brasileiro. O estado de Pernambuco é tão importante para cultura nordestina que, consegue no carnaval, colocar mais de um milhão de foliões em um bloco de rua; estou me referindo ao “Galo da Madrugada. O “Galo da Madrugada, no carnaval, toma o centro da cidade do Recife que, as pessoas, já não sabem quem é do bloco e quem não é. O “Galo da Madrugada” é o povo e o povo é o “Galo”. Essa sintonia é muito contagiante, pois com a proporção que as pessoas vão se aglomerando em torno do centro da cidade, a energia do frevo vai tomando conta das pessoas, que se tornam foliões, e aí vão seguindo o bloco. 


Ritmo musical e dança brasileira | Fonte da imagem: olhosinquietos



     O “Galo da Madrugada começou com o objetivo de reviver antigos carnavais de rua, então da união de um grupo de amigos e famílias do Bairro de São José, comandado pelo grande carnavalesco Enéas Freire, foi que surgiu no dia 24 de janeiro de 1977, o clube de Máscara do Galo da Madrugada. Por muito tempo, com a grande proporção desses eventos, durante o carnaval pernambucano, foi aumentando a procura de foliões, que queriam brincar com estilos de velhos carnavais, e os organizadores foram vendo que era limitado para novos foliões, já que o espaço tinha ficado reduzido devido a tamanha proporção do sucesso do Galo. Então devido ao sucesso, o “Galo não tinha outra opção, tinha que ir para as ruas. Assim nasceu o “Galo da Madrugada, nas ruas estreitas do Bairro São José, berço dos primeiros clubes e blocos carnavalescos do Recife. No dia 04 de fevereiro de 1978, o “Galo” saiu às ruas do Recife pela primeira vez. Essa foi a intenção da família Alves Freire, para salvaguardar os interesses do morador do Bairro São José, das tradições do Recife e do carnaval pernambucano.




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