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25 de jun de 2018

PALMEIRA BRASILEIRA DO MEIO NORTE

A ARTE DE QUEBRAR COCO | fonte da imagem: viomundo






A ARTE DE QUEBRAR COCO





    O babaçu é uma palmeira brasileira, uma das mais importantes das muitas palmeiras que fazem parte da biodiversidade do cerrado e da caatinga Nordestina. Ela pode atingir até 20 metros de altura. 



    Tem uma folha com 8m de comprimento, arqueamento, arqueadas. Suas folhas mantem-se em posição retilínea, e poucas vezes se volta em direção do solo. E sempre, orienta-se para o alto. Suas flores são creme amareladas e dão em longos cachos. Seus frutos são ovais alongados, de coloração castanha, que surgem de agosto a janeiro, e sua floração dá em cachos pêndulos. 



     Sua polpa é farinácea e oleosa, e tem de 3 a 4 sementes oleaginosas. Essa palmeira é especialmente da região norte e nordeste do Brasil. Existe um movimento de mulheres que faz a extração natural dessas amêndoas, que são chamadas as “Quebradeiras de Coco”. Elas atuam nos estados do Piauí, Maranhão, Pará e Tocantins. Mas com certeza, essa palmeira pode existir no estado do Amazonas, também. 



  O babaçu, também é conhecido como baguaçu, coco do macaco ou coco pindoba. As quebradeiras de coco, fazem parte de um movimento social feminino que, combina consciência ecológica, saberes vivenciados pela prática e detenção da autonomia da produção, formando uma identidade coletiva. Essa palmeira também é muito usada nas construções de casas. 



    Dos seus frutos, é extraído o óleo, que serve para diversos fins, e a própria amêndoa, pode ser consumida in natura. Mas para que isso aconteça, é onde entra as guerreiras, as “Quebradeiras de Coco”. Contra uma vida de segregação, elas iniciaram seu processo de luta, que foi denominado por elas, como: Babaçu Livre. Esse nome veio devido as lutas que elas travaram com grandes pecuaristas dessas regiões. 



     Eles construíam cercas em torno da área das palmeiras, e isso dificultava e muito, o acesso delas na área do cocal. Naturalmente isso impedia o livre acesso a colheita do babaçu. Com isso os grandes pecuaristas transformavam os babaçuais em área de pastos, numa atitude que prejudicava e muito o meio ambiente e a cultura das populações tradicionais que colhiam o babaçu para a sua sobrevivência. 




    Então, as mulheres, para fortalecerem suas reinvindicações, elas criaram o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) no ano de 1995. O MIQCB luta pelo direito à terra e à palmeira de babaçu para que possam trabalhar e manter a natureza estável, e pelo reconhecimento das quebradeiras de coco como uma categoria profissional. 




    Essa discussão política ganhou força em 1997, quando foi aprovada, no município de Lago do Junco, a lei do Babaçu Livre, garantindo assim, que as Quebradeira de Coco Babaçu, tivessem direito ao livre acesso e uso comum dos babaçuais e impôs restrições as derrubadas dessa árvore para aumentar o pasto ou não, do rebanho dos grandes pecuaristas dessas regiões.  Mesmo assim, vemos que esse é um trabalho quase sub-humano e sem remuneração justa, pois é tudo muito rústico e muito arcaico no sentido de dignidade humana. 




     Pois vemos que essas mulheres, trabalham de sol a sol, e o preço dessa amêndoa talvez não chegue o suficiente para elas se sustentarem dignamente. Muitas delas ou quase todas elas, saem sem tomar o café da manhã, para colherem esses frutos, e poderem voltar com o mínimo do mínimo para terem o direito de fazerem as suas refeições e a dos seus. Essa é a vida das quebradeiras de coco babaçu no Meio Norte nordestino.



24 de jun de 2018

A MÚSICA NORDESTINA

cultura e arte popular de um povo | fonte da imagem: geografianordeste








CULTURA E ARTE POPULAR DE UM POVO




    Se tem uma região que gosta muito de valorizar e mostrar a sua cultura, essa região se chama o Nordestebrasileiro. A cultura dessa região, é muito diversificada dentre a imensidão dos seus nove estados. Sua culinária, suas danças e músicas tradicionais, suas festas típicas, seu artesanato, enfim todo seu folclore. 



    Isso faz dessa região um celeiro cultura da cultura popular do Brasil. Hoje vamos falar das danças tradicionais do Nordeste. Falaremos do Xaxado, Baião e o Xote. O xaxado praticamente foi inventado na época do cangaço. 



    O xaxado é uma dança típica nordestina, que está ligada diretamente a Lampião e seus companheiros de volante. Nos anos 20, Lampião foi recrutado para participar do bando do Senhor Pereira; durante alguns anos ele foi um dos cangaceiros desse grupo, logo depois de 22 o Senhor Pereira deixa o sertão e vai para Goiás, Lampião assume o bando, e passa a ser o chefe de seu próprio bando. Nessa época, os cangaceiros quando ganhavam alguma luta, davam carrapetas de sachar, ou seja, eles tinham suas próprias coreografias nas danças em comemoração à alguma coisa de bom para eles e de ruim para os outros; talvez tenha sido através disso, a criação dessa dança chamada de xaxado. 



    Tem alguns historiadores que falam que essa dança é uma adaptação de danças portuguesas. No início denominava-se Xaxado, apenas a música que era usada como fundo para a dança pisada, há uma diferença entre Xaxado que é a música e a pisada que é a dança. Alguns outros historiadores falam que o Xaxado é uma dança de origem pernambucana provinda do agreste e sertão, ou seja, das regiões da caatinga (mata branca), região de clima seco e vegetação espinhenta. Foi criada pelos cangaceiros e tinha como finalidade comemorar a batalha ganha. Como vemos, o xaxado realmente pode faz parte da cultura popular nordestina. 



    O interessante, e que, nisso tudo, temos a mistura do baião, xote e o próprio xaxado dentro da cultura Nordestina. O xote é outra dança da cultura regional que tem influências europeia, mas como toda cultura brasileira, o povo brasileiro conseguiu adaptar e deu outra roupagem musical a ele, criando assim o xote malandro, o xote pé de serra, xote de forró e o xote de matuto que é uma dança mais diferente, parecendo com a marcação de música escocesa. 



    Já o baião é um gênero de música e dança da região do Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de lundu, denominado baiano. Ele tem uma mistura musical que utiliza vários instrumentos tais como: a viola, triangulo, flauta e outros instrumentos. Essa mistura musical de estilos musicais da cultura nordestina nos remete as cenas interioranas do nosso Nordeste brasileiro que constrói essa musicalidade dentro da cultura popular, e que só enriquece a nossa história dentro do cenário brasileiro e mundial. 



    As variedades de estilos musicais dentro dessa cultura, faz revelar a capacidade de criação de tantos artistas populares, que seria redundante dizer quantos seriam eles dentro da arte regional brasileira. A capacidade de criação de gêneros e de estilos, é a marca que esse povo tem em fazer cultura, arte e história dentro da sua própria história. 



    O Nordeste, falando culturalmente, podemos dizer que ele é para o Brasil, o celeiro de uma infinidade de histórias culturais da arte e da culturapopular do Brasil. Hoje podemos afirmar sem sombra de dúvidas que o tradicional, pode muito bem andar de braços dados com o moderno, sem perder ou tirar à essência das características de cada um desses maravilhosos artistas.





19 de jun de 2018

PRAIA BAIANA QUE ENCANTA OS TURISTAS

as belezas escondidas de goipeba | fonte da imagem: esvaziandoamochila








AS BELEZAS ESCONDIDAS DE BOIPEBA






       O Nordeste brasileiro, ´é uma região muito privilegiada quando se trata de turismo. O turismo nessa região é uma das molas propulsora que movimenta a sua economia e trás emprego e renda para essa região. Nessa região, encontramos uma grande potencialização para todos os tipos de turismo. Primeiro temos que falar do: clima, relevo e sub-regiões, para que todos que queiram vir por aqui, e entendam como isso favorece ao turismo por essas bandas. 






       A maior parte da região nordestina, tem um extenso planalto, antigo e aplainado pela erosão. Isso em função das diferentes características físicas que apresenta. Ele também se dividi em três sub-regiões: Agreste, Zona da Mata e Meio Norte. Cada uma dessas sub-regiões o clima é diferente, seu terreno diferencia de acordo com cada uma sub-região. Digamos que dentre essas sub-regiões, o turismo e os turistas mudam um pouco. 






       A região Nordeste por si só, já é conhecida demais pelas suas belas praias, pela sua culinária, pelo seu povo e por ter uma logística muito boa na hora de embarcar e desembarcar turistas. Isso sem falar nos seus hotéis que são de primeira linha, e não são poucos; inclusive a maioria deles, tem cozinha internacional. O turismo chamado urbano, é aquele que fica no litoral e onde o turista vem conhecer a cidade, sua parte histórica e suas praias maravilhosas. A noite saem para conhecer os recantos da cidade e aproveitar para conhecer a dança típica dessa região que é o forró. 






       O turismo de aventura é aquele que é usado para fazer voos panorâmico e escaladas montanhas, sem falar nas trilhas. Esse fica mais para sub-região do agreste. Já o turismo de ecologia fica mais para o meio-norte onde tem muitos parques nacionais ou não. Eles são unidades de conservação ambiental e proteção integrada da natureza, que se localiza geralmente em lugares inóspitos e distantes da civilização. 






       Dentre esses tipos de turismo eu escolhi um para destacar um lugar paradisíaco da região Nordeste do Brasil, eu escolhi o litoral nordestino para destacar uma ilha com oito praias, que fica no estado da Bahia e que por si só, já nos mostra que o Nordeste é uma região privilegiada por Deus, que nos deu esses encantos para que nós pudéssemos valorizar e conservar isso para gerações futuras. Isso não quer dizer que as outras sub-regiões do Nordeste não sejam interessantes, pelo contrário, são lindíssimas e deixam qualquer um turista abismado pela natureza apresentada dentro do seu bioma, à caatinga. 






       Bem, o litoral é um caso à parte, pois como ele é muito bonito e suas belezas naturais saltam aos nossos olhos, quando vemos que suas belas praias nos encantam. Infelizmente toda beleza dessas praias, contribui diretamente para o desenvolvimento desenfreado desses locais litorâneos. Esse crescimento favorece a especulação imobiliária, que em muitos casos ameaça a preservação de importantes ecossistemas. Uma dessas maravilhas é a praia de Boipeba que é cercada de um lado pelo oceano e do outro pelo estuário do Rio do Inferno e se destaca em uma rara beleza natural e de grande diversidade. 






       Essa praia fica inserida no arquipélago de Tinharé, que pertence ao município de Cairu, situado no baixo sul da Bahia. O mar de ondas calmas e águas cristalinas faz com que os visitantes se deslumbrem e queiram entrar no mar para um belo banho. A orla dessa linda praia é cheia de coqueiros e outras espécies de plantas, além de muitas cadeiras de praia e barracas simples que servem vários cardápios regionais com petiscos, peixe frito e vários frutos do mar. O turista também vai ter várias outras opções para se divertir tais como andar de lancha ou barcos. 






       Esse lugar é um lugar para quem realmente quer descansar, indicado para quem procurar tranquilidade em meio a natureza. Sempre é bom os turistas conhecerem todas as oito praias de boipeba. Essas praias guardam segredos reservados e encantos para surpreender a muita gente. Para chegar a esse lugar de carro é indo pela BR 101, ou atravessando a baia de todos os santos com o Ferry-Boat até Bom Despacha. O Destino é pela cidade de Valença. No porto saem lanchas e barcos para Boipeba. 






       A outra opção é seguir a viagem até Torrinha, um lugar pequeno, que fica mais perto da ilha de Boipeba e têm pequenos estacionamentos. Para chegar a Torrinha, pega a estrada BA 001 até a cidade de Nilo Perçanha. Após passar a cidade, entra num entroncamento para a cidade de Cairu. Nessa estrada, cerca de 12 Km depois, dobra à direita, numa estrada de piçarro de 7 km, que leva até Torrinha. Sempre que chegar ao seu destino, procure um guia turístico credenciado para sua viagem não se tornar uma dor de cabeça. Venha conhecer as belezas do Nordeste brasileiro.




18 de jun de 2018

POBRES NORDESTINOS DA SECA

sertão uma sub-região do nordeste | fonte da imagem: olhadeparnaiba






SERTÃO UMA SUB-REGIÃO DO NORDESTE





       O nordeste brasileiro é uma região lindíssima com suas quatro sub-regiões cada uma mais bela do que outra, mas quando se trata de “sertão” a gente ver que ele é uma faixa de terra que atingi a maioria dos nove estados da região Nordeste do Brasil, indo até o estado de Minas Gerais. Ele fica na parte mais interiorana do Nordeste, e por mil motivos óbvios, tais como: não existe assistência médica adequada em certas partes desse setor, não existe infraestrutura de qualidade nenhuma, que dê o mínimo de qualidade de vida para as pessoas que ali moram, e não existe segurança. 






        Bom, esse é onde fica o sertão nordestino, abandonado pela maioria dos políticos brasileiros. Diga-se de passagem, que, muitos deles, só aparecem de quatro em quatro anos, por lá. Então por aí, você já sentiu o que é o “sertão nordestino”. Geralmente os nordestinos que ali se encontram, eles nasceram, moram por lá trabalham quando encontram emprego. Vivem de agricultura, pecuária e de serviços braçais. 






       Quando as chuvas não chegam nessa região, o sofrimento aumenta, a qualidade de vida deles, piora ainda mais e a tendência é que essas pessoas fiquem na total miséria, porque sem chuva, ninguém consegue plantar, sem serviço e trabalho, ninguém come e não tem emprego. É assim que eles vivem dentro da caatinga nordestina, esse bioma único. Esta região tem um índice sócio econômico muito baixo e a mortalidade infantil por causa da fome e da desnutrição é enorme, e muitos gestores públicos não conseguem fazer a sua parte que é dá o mínimo necessário de infraestrutura e de desenvolvimento humanitário para essas pessoas que moram nessas áreas do polígono das secas. 






       No polígono das secas só existem 1.348 municípios, que ficam em uma área de 1.108.434,42 km² que abrange os estados: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, e Minas Gerais. Mesmo que a seca ou as secas sejam um fenômeno natural, não é admissível que os gestores públicos não tenham ainda resolvido esse problema. Não é de agora que ele existe, é desde o Brasil colônia. 






       De quinhentos anos para cá, o único homem público que teve a coragem para começar a colocar água no sertão, foi o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas mesmo assim, ainda não é suficiente para abranger todo o Nordeste do Brasil, mas foi o único que colocou água no sertão nordestino, precisaria de vários governos um atrás do outro, para prosseguir com todas essas obras que o antecessor fez. Pois o Nordeste é a região que tem mais estados da federação e não é fácil colocar água para toda essa região. 






       Essa região merece respeito por parte de toda classe política, não estou falando em partido, estou falando em trabalho realizado por ele ou por eles. Ninguém está pedindo favor para eles, muito menos eles estão fazendo favor para os sertanejos, eles têm mais é que, trabalharem em prol do Brasil e fazer as obras que tem que serem feitas. Expressão “Indústria da Seca” foi usada pela primeira vez por Antônio Callado (1917-1997), quando escreveu “Os industriais da sêca e os “Galileus” de Pernambuco: aspectos da luta pela reforma agrária no Brasil (1960), para se referir ao “mito da seca”, usando à miséria que afeta milhões de brasileiros vivendo entre o Nordeste do Brasil e a região norte de Minas Gerais. 






       De toda forma a temática desse problema principal diz respeito as dimensões socioeconômicas e políticas que estão na gênese de problemas como “fome”, “desnutrição”, “coronelismo”, “corrupção” bem como do “êxodo rural” de milhões de pessoas por ano. Desta forma, podemos raciocinar que muita gente não tenta se aprofundar num assunto sério que faz parte da vida de muitos nordestinos, e que com a continuação dos tempos parece que ele banalizou e que, isso ficou sendo a mola propulsora para promessas e devaneios de muitas pessoas que não estão interessadas em resolverem esse problema crônico do sertão Nordestino. 






       Enquanto isso à boa fé dos sertanejos vai sendo usada enquanto os anos vão se passando e eles ficando ao Deus dará e à mercê dessas pessoas. O sertanejo precisou viver e superar as suas “dificuldades” como diz os mais antigos, para poder supera a fome, a ingratidão e a dor, desses que se dizem pagadores de promessas durante campanhas políticas. Uma região como o sertão do Nordeste do Brasil, não precisa ser abandonada, ela só precisa de infraestrutura para que seu povo possa viver dignamente.









13 de jun de 2018

ANTÔNIO CONSELHEIRO

o que motivou a rebeilao do beado |  fonte da imagem: viagemempauta







O QUE MOTIVOU A REBEILÃO DO BEATO





       Vamos falar aqui hoje, de um personagem que está inserido dentro da história cultural da região Nordeste do Brasil. Antônio Conselheiro foi muito mais do que só um beato dentro do contexto de batalhas e de reinvindicações sociais para o povo pobres do sertão baiano. Apesar de ele ter nascido no estado do Ceará, no dia 13 de março de 1830, na cidade de Quixeramobim, que fica no sertão central do Ceará e que fica dentro do bioma nordestino. 






       Como quase toda criança daquela época do século XlX, ele também era muito influenciado pelos seus pais, pois nesse período, a família tinha um poder muito forte de exercer sobre os filhos a preferência profissional ou até sacerdotal, que foi o caso dele. Na sua infância, seus pais queriam que ele fosse padre ou coisa parecida, como por exemplo, ser beato ou sacerdote mesmo. 






       Na vila de Campo Maior onde ele nasceu, já na sua adolescência, ele já percebia que às injustiças eram praticadas sobre os mais pobres do sertão nordestino. Essa classe era composta por ex escravos, indígenas, mestiços e caboclos. Cresceu dentro desse grande revolucionário, o desejo de libertar esse povo das precárias condições em que eles eram explorados e viviam. 






       Durante toda sua vida ele tentou combater a desigualdade social que existia naquela época. Isso já acontecia durante a sua adolescência em diante. Já na fase adulta ele casou-se no ano de 1857 com Brasilina Laurentina de Lima, uma prima legítima, depois se mudou para a cidade de Sobral no estado do Ceará, e foi viver como professor primário, lecionando para os filhos de pessoas mais influentes como por exemplos, comerciantes e fazendeiros. 






       Depois foi ser advogado prático, defendendo os pobres e desvalidos dessa região, em troca de uma remuneração insignificante. Em busca de novos horizontes e melhoria de mercado, ele se muda para Campo Grande, que hoje é Guaraciaba do Norte. Até chegar aos sertões da Bahia, as andanças desse revolucionário andarilho, foi grande. Ele passou pela Serra da Ibiapaba, Ipu, Santa Quitéria, pelo Cariri e por outras tantas. 






       Depois de peregrinar durante 20 anos pelo Nordeste, entre Ceará, Sergipe, Pernambuco e Bahia, esse Beato foi amado pelo povo nordestino, pois os nordestinos o adoravam e idolatravam como um messias, profeta, e incompreendido e perseguido pelas autoridades, pois as suas ideologias era de dá uma vida digna para os mais pobres da região nordeste do Brasil, e isso ia contra aos interesses da classe predominante desse país que é a classe alta, donos de fábricas, engenhos, indústrias e comércio. 






       No ano de 1874, o beato Antônio Conselheiro e seus seguidores se instalaram no sertão da Bahia, perto da vila de Itapecuru de Cima, onde fundaram a cidade santa, o Arraial do Bom Jesus. As pregações dos seus fiéis e seguidores eram vistas como subversivas. O homem lutando pelos direitos sociais do povo já naquela época, e o governo da província queria interna-lo como louco. 






       Quando o governo central resolveu cobrar imposto de quem não tinha, que era o caso daqueles miseráveis, que estavam abaixo da linha de pobreza, Antônio Conselheiro não só descorda como manda queimar os editais. Depois de dar início há vários conflitos em canudos, e após 3 derrotas de expedições militares do governo, a destruição do arraial tornou-se prioridade para o governo brasileiro. O resultado da ofensiva foi a legitimidade do massacre de até 20 mil sertanejos. 






       Além disso estima-se que 5 mil militares morreram. Isso aconteceu no dia 22 de setembro de 1897, morria Antônio Conselheiro em Canudos na Bahia. Como se ver, Antônio Conselheiro morreu lutando pela causa dos mais pobres do sertão nordestino, já naquele século. E como hoje, se você lutar pelas causas dos mais pobres, vão te chamar de comunista, de esquerdista e tudo mais. O fato é que, Antônio Conselheiro foi tachado de louco por não concordar com as elites da época e por ficar do lado dos miseráveis e pobres daquela região do sertão baiano.


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